História Atraction - Capítulo 17


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Adolescente, Amor, Brigas, Casal, Hot, Julieta, Revelaçoes, Romance, Romeu
Exibições 64
Palavras 1.495
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Acho que ficaria legal nomear os capítulos... O que vocês acham?
(Sorry a demora... 💙)

Capítulo 17 - CASA DA ÁRVORE pt 1 (Eliza)


Fanfic / Fanfiction Atraction - Capítulo 17 - CASA DA ÁRVORE pt 1 (Eliza)

Pov Eliza

Abri as gavetas, separei várias roupas em cima da cama mas não sabia o que fazer. 

Bateram na porta do meu quarto, por um momento pensei que seria bom ter uma amiga que soubesse me ajudar a escolher, e instantes depois meu pai entrou no quarto.

-Pra onde vai, Liz? - Ele perguntou sorrindo, usava uma blusa azul e uma jeans velha.

-Vou a um encontro. - Tentei sorrir. Meu pai franziu a testa.

-Mais um arrumado pelo Sean? Por que se for... Não vai dar em nada. - Eu joguei um travesseiro nele o fazendo rir.

-Não é arrumado pelo Sean. - Falei rindo e encarando as roupas em cima da minha cama. - É um amigo meu...

-Amigo seu? - ele sentou-se na bagunça e me olhou, não precisou dizer nada pra que eu entendesse o que ele queria saber.

-Pai, ele é meu parceiro de teatro. 

-Ah! - Ele pareceu surpreso. - Filha... Brian Keller não é uma boa pra você, ele... Você sabe.

-Pai, eu o conheço bem... Ele não aquilo que mostra ser. - Ele sorriu.

-Tudo bem, só protege esse coração. - Ele levantou e me beijou ma testa. - Não quero vê-lo quebrar, Liz. Confio em você. - Abraçei o Dr. Robbins bem forte. 

Sempre achei que falar "Confio em você" soa mais verdadeiro do que um "Eu te amo", pois pra confiar em alguém é preciso amar o mesmo, mas para amar alguém não é preciso ter confiança. Eu não seinse ele me diz isso por que quando minha mãe me abandonou havia um bilhete dizendo: "Eu sinto muito, sinto falta, sinto amor... Mas não é o bastante, não conseguirei. Confio em você, Mark. Daquela que já foi sua, Amy". 

Prefiro não saber porquê ela me deixou.

...

Eram 19h40 e eu estava de toalha, ainda encarando minha cama. Comecei a me estressar com essa situação, então balbuciei um "palavrão" baixinho e peguei um vestido, um dos poucos que tenho... O ganhei da avó do Sean no ano passado, e nunca usei, ele é preto e curto deixando minhas costas à mostra. O vesti pela primeira vez, não me senti muito bem nele, pois não estou acostumada com roupas que apertam meu corpo. O único sapato que achei que cairia bem foi um tênis, mas acho que não ficou tão ruim... Ouvi meu celular tocando e o procurei embaixo daquela tulha de roupas.

Brian ligando

-Oi, Keller.

-Estou aqui, te olhando pela janela. - Ele disse rindo.

-To descendo. - Quando entrei em seu carro senti seu cheiro familiar e sorri.

-Eu nunca te vi mais bonita. - Eu ri baixinho. - Considere como um elogio. - Ele pegou na minha perna a apertando, sua mão estava quente apesar do ar condicionado do carro estar ligado.

-Obrigada, então. - Ele deu a partida no carro. Brian estava vestindo uma blusa de botões azul marinho e uma jeans preta, estava sexy. - Pra onde vamos?

-Surpresa. - Ele disse pisando forte no acelerador. 

-Uau. - Sussurrei.

-O que foi? 

-Pra que a pressa? - Ele riu e eu o acompanhei, mas foi uma risada nervosa.

-Tá com medo, Princesa?

-Brian, não me chama de... - Ele acelerou sem piedade da adrenalina que circularia com toda vontade em meu sangue, e das batidas aceleradas que viriam do meu coração. - Ai meu Deus, Brian!  - Quando eu falo que ele estava indo rápido demais, eu não estava exagerando. Olhei rapidamente a quilometragem do carro, estávamos a 230km/h no meio da Avenida. Segurei sua mão que ainda estava na minha perna e ele pode sentir o tremor que ali estava. Ele foi desacelerando o carro e minha respiração foi voltando ao normal. O olhei com alívio, reprovação, agradecimento, raiva, euforia... Tudo ao mesmo tempo.

-Prometo que não faço mais. - Ele se precipitou, antes que eu dissesse algo. - Mas veja pelo lado bom, a gente já chegou. E foi divertido...

-Se brincar estamos no estado vizinho. - Ele riu.

-Você precisa de mais adrenalina em seu sangue, Liz. - Ele entrou por uma porteira de madeira. 

-Não preciso, não. Tá ótimo da forma que sempre foi. - Ele riu. Percebi que nossas mãos ainda estavam juntas em cima da minha perna, então retirei a minha e intrelacei meus dedos. Não que eu não quisesse ficar encostada nele, mas não quero que isso vá mais rápido do que já está indo, eu não posso correr o risco. Brian estacionou o carro e eu desci pisando em grama. - Onde estamos? 

-No melhor lugar da cidade - Ele esperou que eu chegasse ao seu lado pra continuar andando, até dentro de uma pequena lanchonete. Brian fez os pedidos e trouxe numa sacolinha reciclável. E passou pela lojinha indo parar num portão de madeira ao lado.

-Eu pensei que seu lugar preferido era aquela lanchonete. - Rimos juntos. Romeu me levou por um caminho estreito em algumas partes e largo em outras, com pedrinhas, poças. -Brian, estou pensando seriamente que você pode ser um serial killer. - Ele riu alto e eu dei uma risadinha.

-Fecha os olhos. 

-Tá vendo aí, mais um motivo. - Fechei os olhos mesmo assim. Ele foi me guiando por alguns passos até pararmos num terreno gramado, novamente. Esse lugar tinha cheiro de vida, de paz, de calmaria. - Posso abrir?

-Pode. - Me deparei com uma árvore gigante. Com uma casinha também enorme construída em cima, fiquei maravilhada, nunca tinha visto uma tão grande, além de nunca ter subido.

-Que linda, Brian. Eu nunca vi uma casada árvore tão grande. -Virei-me pra ele. A casa da árvore tinha pedaços de madeira de tipos diferentes, como se tivesse sido construída em épocas distintas, e era incrível. - É sua?

-Eu que construí... - Sorri espontaneamente e me aproximei dele. Enrosquei meus braços em seu pescoço.

-Quando a gente vai subir? - Ele forçou um sorriso leve. Perguntei ansiosa.

-Não vamos. - Uma parte de mim se entristeceu. - Ela está trancada e não fui eu que fechei, faz tempo que não subo... Eu queria te levar lá. Resumindo, não tenho a chave do cadeado que tranca a porta.

-Eu queria tanto ver o que tem lá em cima. - Pensei alto.

-O que eu mais gostava lá cima era de poder ver toda a cidade sendo iluminada pela luz do sol, e de estar sozinho.

-Sozinho? - Ele olhou pra baixo tirando meus braços de seu corpo e caminhando até uma das grandes raízes da árvore. Brian sentou-se lá, como se já soubesse que ali era um bom lugar, o acompanhei.

-Quando eu me mudei pra cá, tive uma briga com Josh - Até onde eu sabia Josh era seu pai... - Então, como eu estava fervendo em raiva, eu peguei minha bicicleta e pedalei sem pensar. Acabei me perdendo, afinal eu não tinha passado nem 48 horas aqui em Overland, então eu parei nessa lanchonete e comprei um donuts. - Gosto de donuts - Fiquei entediado e fui andar, pra tentar fazer a raiva passar.. e encontrei essa árvore. Eu a chamo de Bella.

-Olá, Bella! - Acenei para a árvore, o fazendo sorrir. - Desculpa se estou te machucando...

-Bom... A partir desse dia eu comecei a vir sempre aqui, e trazia madeira que eu encontrava, ou que muito raramente, eu comprava. Usei as técnicas de construção que meu pai me ensinou, sem usar pregos, é tudo preso por cordinhas feitas de fibra.

-Deve ter doído amarrar essa casa inteira.

-A dor foi só um detalhe... - Ele olhou em direção à cidade escura. - Eu lembro de meu pai quando estou lá em cima.

-E por que não o traz aqui?

-Ah... - Ele pareceu se surpreender com o que eu havia dito. - As pessoas... Todos provavelmente, acham que Josh é meu pai, - e não é? - Mas ele só é pai de Brad. Meu pai morreu quando eu tinha 12 anos.

-Sinto muito por isso, Keller. - Eu não sabia disso, e provavelmente morreria sem saber. Ele sorriu.

-Keller era o sobrenome dele. - Entendi porque ele sempre sorri quando o chamo assim, pelo menos é algo que o faz bem. - Por isso uso, não quero ter o mesmo sobrenome de Josh. - Pude perceber que Brian não tem qualquer afeto por seu padrasto.

-Meu nome não tem nada de minha mãe, e nem quero saber qual é ou era, sei lá, seu sobrenome. - Ele sorriu de lado. - Temos isso em comum.

-Verdade, deve ser a única coisa. - Eu ri. - Tá com fome? - Ele abriu a sacola marrom e um cheiro maravilhoso de donuts preencheu o ar. Assenti com a cabeça, com os olhos fechados. -Mais uma coisa em comum... - Rimos juntos e quando eu estava prestes a enxergar o mundo outra vez ele me beijou. Foi bom ser pega de surpresa, seu beijo é tão cheio de energia, mas ao mesmo tempo é calmo. 

Continua...

   


Notas Finais


Se tiver algum erro, desculpem-me, não revisei... Queria postar logo kkk
(Culpem o corretor, haha) bjos no core, espero que tenham gostado... ❤


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