História Atraente na escuridão - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Aventura, Shounen
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Palavras 3.641
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Ecchi, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


A capa do capitulo se trata da ilustração da roupa de mergulho antiga que se encontra na sala do trono do rei Poseidon e foi usado por Naut o herói lendário séculos atrás.

Capítulo 4 - Duelo


Fanfic / Fanfiction Atraente na escuridão - Capítulo 4 - Duelo

Yoichi, Lenicath e Wando entraram na gruta atrás da cachoeira acompanhados pelo soldado homem peixe, eles se deparam com o domínio dos homens peixe, uma área cavernosa repleta de água e pilares de gelo, homens peixe andando por todos os lados fazendo atividades recorrentes do dia a dia, havia no centro de tudo uma escadaria enorme de gelo. Da escadaria desceu um homem peixe velho que segurava um cajado, ele tinha as escamas vermelhas diferente dos demais homens peixe, ele se aproximou de Yoichi e o encarou.

— Ah... Humanos... Não acredito que deixaram vocês entrar... – disse o velho.

— Ancião Navisk, eles procuram o sábio Makar. – disse o solado homem peixe.

— Bem... Isso não posso negá-los... Se querem ver Makar, assim será. – falou Navisk.

— Seu velho, por qual motivo vocês não gostam de nós humanos, mas tratam bem esse Makar? — perguntou Wando.

— Veja como fala com um dos anciões, humano! – gritou o soldado.

— Está tudo bem... Mas isso não é algo que eu deva contar a um zé ninguém como você, ainda mais sendo um humano. – respondeu Navisk.

Wando sacou sua espada.                                                       

— Wando, tenha modos, por favor... – pediu Lenicath.

— Por favor, Wando!!! – suplicou Yoichi.

Ele guardou sua espada.

— Vou ignorar essa ameaça... Me acompanhem... Makar está no topo da escadaria na sala do trono.

— Faça uma ameaça dessas novamente que eu lhe mato na hora, humano! – sussurrou o soldado no ouvido de Wando.

Todos subiram a escadaria de gelo, enquanto subiam era possível ver os demais homens peixes admirando Yoichi e os outros por serem figuras anormais na região. Ao terminarem de subir os degraus, eles entram na sala do trono, repleta de esculturas de gelo e havia uma roupa de mergulho antiga em um domo protegido, no centro da sala, havia um trono de gelo enorme, onde ficava sentado o rei dos homens peixe que era absurdamente maior que os demais homens peixe, tinha cerca de dez metros de altura, escamas amarelas e segurava um tridente.

— Rei das águas Poseidon, aqui estão os humanos que desejam vero sábio Makar. – disse Navisk.

— Pensei ter dito que humanos são proibidos aqui... – falou Poseidon.

— Eles vieram pelo sábio Makar, meu rei. – disse Navisk

— Se é você que me pede, abrirei um sábio Makar. – respondeu Poseidon.

— Então você é Makar – concluiu Yoichi.

Um homem velho e careca, baixo usando um manto verde.

— Finalmente o encontramos sábio Makar, estamos a sua procura desde o bosque do esqueleto... — disse Lenicath.

— Aconteceu algumas coisas e tive de sair de lá. – respondeu Makar.

— ...

— Ei, eu acabei de ouvir ele na minha mente? – perguntou Wando espantado.

— Eu também ouvi! – disse Yoichi.

— Makar é um sábio, mas ele só fala com as pessoas telepaticamente, pois a muito tempo atrás teve sua língua cortada fora por um escândalo. Espero não ter te ofendido contando isso, Makar... – explicou Lenicath.

— Quando eu era jovem eu era um ladrão e me puniram dessa forma. – respondeu Makar.

— Nada demais. – disse Wando.

— Aliás, eu posso ouvir os pensamentos de vocês, portanto, se quiserem se comunicar comigo apenas usando a mente está tudo bem. – respondeu Makar.

— Assustador... – disse Yoichi.

— Eu ouvi o seu pensamento profano ruivo “Esse velho decrépito pode mesmo ouvir meus pensamentos!?”, e sim, eu posso. – respondeu Makar.

Wando ficou sem jeito.

— Bem, Yoichi Usoman atualmente conhecido como traidor do rei... Por qual motivo me procura? — perguntou Makar telepaticamente.

— Eu perdi minhas memórias... Não lembro absolutamente de nada, inclusive o motivo de ser caçado por todos. – respondeu Yoichi.

— Ele não lembra nem ao menos usar mojo. – complementou Lenicath.

— Então vocês me usaram de guarda costas até aqui me enganado com esse papinho de “a união faz a força”, francamente me sinto um tolo de ter acreditado em vocês!!! – disse Wando furioso.

— Calma, Yoichi em breve vai recuperar suas memórias, inclusive a de como se usa o mojo com a ajuda do sábio Makar. – explicou Lenicath.

— Realmente eu posso ajudar, vejamos... Yoichi, se aproxime. – falou Makar.

Makar tocou a testa de Yoichi e fechou os olhos.

— O mojo de Makar é poder acessar a mente das pessoas e explorar, no passado ele era membro do interrogatório de prisioneiros em Boan. – disse Lenicath.

— Mind Control é como se chama meu mojo, senhor gato. Bem, Yoichi, estarei acessando sua mente agora.

Algumas horas se passaram e Makar continuou com o processo.

— Eu não sei o que houve com você, mas há uma barreira muito forte que me impede de libertar suas memórias. – disse Makar Telepaticamente.

— O quê?! Não é possível romper isso nem com o seu poder? – perguntou Lenicath.

— Meu Mind Control é uma habilidade que permite eu manipular a mente das pessoas ao tocá-las por alguns minutos, mas é cheio de limitações, como eu não posso exercer a minha vontade por completo na cabeça de alguém, mas eu já curei muitas pessoas com amnésia e coisas do tipo... Mas Yoichi tem algo diferente, é como se alguém tivesse selado suas memórias propositalmente com algum tipo de mojo parecido com o meu... Eu vou tentar romper essa barreira, com licença, Yoichi, mas vou adentrar em suas memórias.

 Cerca de uma hora se passou, Yoichi ficou em um estado de transe nesse tempo até que finalmente “se libertou”.

— Eu me lembro... Mas de algo eu sei, Lenicath... É tudo culpa dessa pedra... Eu consigo agora me lembrar de minha infância e tudo mais, eu só não consigo me lembrar da maldita noite nas minas de Boan que a partir desse dia eu me tornei traidor... Eu preciso tirar isso a limpo com o rei! – disse Yoichi.

— Agora que acabaram os assuntos com o sábio Makar, eu peço que se retirem daqui. – disse Navisk.

— Sábio Makar, por qual motivo veio aqui no domínio dos homens peixe? – perguntou Yoichi.

— Estou ajudando os homens peixe feridos com meus conhecimentos médicos. – respondeu Makar.

— Feridos? Estão em guerra? Não me diga que estão em guerra com os humanos! – disse Yoichi.

— Humanos? O rei de vocês Bryhim se recusou a nos fornecer ajuda, o sábio Makar teve a bondade de vir aqui dar uma mão, não detestamos humanos por completo ainda. – disse Navisk.

— Então o que é? – perguntou Yoichi.

— É o responsável pela chuva torrencial. – explicou Navisk.

— A besta Erotedonte. – disse o rei Poseidon.

— Erotedonte? – peguntou Yoichi.

— Erotedonte? – repetiu Lenicath.

— Erotedonte? – e então Wando.

— Sim, Erotedonte. – confirma Makar.

O rei Poseidon com uma feição triste nos olhos começou a falar.

— Antes meu povo vivia na grande baixada que fica atrás dessa cachoeira, e hoje estamos abrigados aqui dentro dessa gruta por culpa do Erotedonte. – disse o rei Poseidon.

Todos ficaram em silêncio na sala, o rei Poseidon se levantou do trono e novamente começou a falar.

— Era um dia comum, foi há aproximadamente duas semanas... Meu povo vivia em suas casas, comércios e afins na baixada, até que repentinamente do céu caiu uma fera aquática enorme, mal posso descrever a criatura que desgraçou a vida de nós homens peixe. Um salmão gigante de aproximadamente cem metros ou mais, dentes afiados, possuía chifres como um carneiro, mas o que mais me tocou ao ver a criatura foram os olhos... Os malditos olhos, aquela coisa sabia o que estava fazendo, era notável isso naqueles olhos azuis, só de ver era notável como ele se sentia bem fazendo aquilo... Era como se ele estivesse rindo de nossa desgraça... Ele caiu dos céus e esmagou vários dos nossos e destruiu tudo, eu sobrevivi e os que também sobreviveram estão aqui nessa gruta, depois do acontecimento a baixada em que vivíamos foi alagada em segundos pelos poderes daquela besta... Assim se formou um grande rio onde antes era nosso lar e ela passou a nadar por lá como se fosse sua toca e rapidamente de dentro de sua boca saíram os “filhos do mar”, peixes grandes com dentes enormes e afiados que rasgam tudo que se mexe exceto a si mesmos.

— Aqueles peixes que vimos no rio... Eram os filhos do mar. – disse Lenicath.

Poseidon continuou a falar.

— Erotedonte foi como chamamos essa criatura, ele consegue controlar a água livremente, ele até mesmo cria a água do vazio e a usa como armas contra nós, nenhum de meus soldados que foi enfrenta-lo venceu, foram mortos e devorados... Erotedonte consegue fazer as nuvens a causar uma tempestade e assim toda a região é atormentada pela chuva torrencial.

— Se isso continuar essa gruta logo será alagada, afinal, até mesmo um rio se criou após a aparição de Erotedonte. – disse Navisk.

— E por qual motivo se nos contam isso se é problema de vocês, homens peixe? – falou Wando.

— Não é só problema nosso. – respondeu Navisk.

— Se isso continuar, provavelmente Erotedonte vai inundar não só a nós homens peixe, mas ele vai mergulhar todo o reino de Daahlp nas águas. – disse Poseidon.

— Quando nós informamos isso ao rei dos humanos Bryhim... Ele nos ignorou completamente e desde então estamos em rixa com humanos.

— Então esse é o motivo... – disse Yoichi.

— Erotedonte me lembra muito das feras que minha família contava há gerações atrás que existiam no tempo do rei demônio. Isso é um sinal de calamidade, a fauna e flora estão perecendo, nuvens vermelhas nos céus e a aparição de Erotedonte... Não pode ser algo do acaso, creio que algo ruim vai vir. – disse Makar telepaticamente.

— Esse receio que a grande árvore anciã dos natura tem também. –falou Lenicath.

— Eu, Yoichi Usoman, minha honra não me permite ver seu povo sofrer sem fazer nada, preciso ajudar.

— Você ajudar o que fará? Se nem lembra como se usa mojo... – disse Wando.

— Eu tive minhas memórias de volta, Wando... Pelo menos boa parte delas e me lembrei como usar meus poderes.

— Você é só um humano. – disse Poseidon.

— Sou ex-chefe da guarda real, sou forte para lidar com essa fera. — respondeu Yoichi.

— Seu rei se recusou a me ajudar. – disse Poseidon.

— Ele não é mais meu rei, afinal, eu sou considerado um traidor, mas um dia vou tirar isso a limpo. – falou Yoichi.

— Majestade, recuse, afinal de contas, ele é um humano e um forasteiro, mesmo não servindo mais ao rei dos humanos, ele ainda é um deles. – disse Navisk.

— E você acha que está em posição de recusar, seu velho medíocre. – disse Wando.

— Ruivo, olhe como fala com o ancião! – disse um dos soldados com uma armadura dourada.

Makar começou a falar telepaticamente.

— Rei Poseidon, assim como aceitou minha ajuda, sendo eu um humano, creio que você deve aceitar a ajuda de Yoichi também, isso é uma emergência! Não se trata mais de honra, esqueceu-se de sua filha?

Poseidon ficou um tempo parado em pé de costas para todos. Passou-se alguns minutos e ele então se virou para todos.

— Mesmo que ajudem não vão conseguir, os filhos do mar acabarão com vocês assim como acabaram com meus soldados antes mesmo de verem Erotedonte. – disse Poseidon.

— Não nos compare com esse bando de merda que você chama de soldados! – falou Wando com raiva.

Nesse momento, o solado de armadura dourada abandonou seu posicionamento, ficou em frente a Wando e começou a falar com muito ódio.

— Agora já chega, esse homem foi longe demais, insultou o rei, o grande ancião e agora insulta a honra dos solados homens peixe? Não posso permitir alguém sujo como você respirar nessa sala ou melhor... Nesse mundo!

— Wando, se desculpe! – disse Yoichi.

— Você não é meu mestre, Yoichi.

— Wando... – falou Lenicath.

— Humano aqui e agora em frente da antiga roupa de combate do herói Naut eu te desafio a um duelo! – disse o soldado.

— Pois eu aceito com muito prazer já que você tem pressa para morrer.

— Vocês realizaram esse duelo lá fora! Não quero sangue na sala do trono. — disse Navisk.

— Como desejar, ancião. – respondeu o soldado.

— Rei Poseidon... – Disse Yoichi.

— O que foi?

— Se Wando vencer esse duelo, você aceitará nossa ajuda?

— Majestade... – disse Navisk.

— Dou a minha palavra, Yoichi, pois sei que Nobuk não vai cair.

Wando e o solado de armadura dourada se retiraram da gruta e subiram até o topo da cachoeira, os demais homens peixe murmuravam que o melhor soldado do rei o desafiou por honra, e diziam que o ruivo não duraria um segundo.

— Que azar o desse humano, enfrentar Nobuk, o soldado mais forte que nunca perdeu um duelo. Dizem que ele será um herói assim como Naut foi. – murmuravam os homens peixe.

Já no topo da cachoeira estava Yoichi, Lenicath, Makar, Navisk, o rei Poseidon e obviamente Wando e Nobuk.

— Eu gostaria de saber quem é esse Naut que comparam a Nobuk. – disse Yoichi.

— Naut é o dono daquela roupa de mergulho antiga na sala do trono, ele foi um herói lendário que nos salvou há muito tempo. – respondeu Poseidon.

— Entendo, pra ser comparado a uma figura dessas, esse Nobuk deve ser forte... – disse Lenicath

Enquanto isso, Nobuk e Wando trocavam insultos.

— Estão dizendo que você é o soldado mais forte. – disse Wando.

— E estão certos. Eu irei suceder o grande herói Naut – retrucou Nobuk.

— Esse Naut deveria ter vergonha se pudesse vê-lo. – disse Wando.

— ...

— O soldado mais forte escondido numa gruta enquanto Erotedonte está lá fora... Que lindo. – falou Wando.

— Pagará caro por essas palavras. – respondeu Nobuk.

— Mais caro que essa sua armadura de ouro garanto que não será! – retrucou Wando.

— Veremos.

— Que inicie o duelo. – disse o ancião Navisk.

Wando e Nobuk se encaram. Olho no olho, ambos com a raiva estampada no rosto.

— Eu vejo nos seus olhos. – disse Wando.

— O que você vê? A sua derrota? — falou Nobuk.

— Não... Mas eu vejo o mesmo olhar dos peixes que eu pesco pra comer.

Nobuk se enfureceu e avançou na direção de Wando e tentou desferir um soco.

— Isso foi muito precipitado de sua parte.

Disse Wando atrás de Nobuk.

— Quando foi que ele foi parar aí? – disse Nobuk surpreso.

Wando desferiu um golpe de sua espada nas costas de Nobuk, que foi protegido por sua armadura e simplesmente caiu no chão, mas logo se levantou.

“Shunpo... Eu tenho certeza que isso foi um shunpo... Uma técnica de Ygg Drym...”, pensava Nobuk.

— Não é hora pra ficar pensando, peixinho. – disse Wando enquanto tentava fincar sua espada em Nobuk, mas falhou, pois o mesmo desviou.

— Que foi? Nem ao menos usei meu mojo ainda, peixinho. – disse Wando.

— Nesse caso eu usarei em você então!

­— Venha!

— Factory! – gritou Nobuk enquanto fazia um sinal com a mão.

Repentinamente, surgiram vários de Nobuk em formação, como se fossem um exército.

— Ilusões? Clones? O que é isso? – se perguntava Wando.

Um dos Nobuk avançou e tentou desferir um golpe em Wando, mas o mesmo desviou e o cortou a cabeça fora.

— Realmente se tratam de clones... Deixando de fora esse que eu derrotei, ele tem outros nove.

— Meus parabéns por derrotar um de nós, mas seria uma pena se ele retornasse. – diziam todos os Nobuk simultaneamente.

Então outro clone de Nobuk foi criado para substituir o perdido.

— Bem... Tudo que eu tenho que fazer é achar o original pra acabar com essa palhaçada... Que comece o joguinho, peixinho. – disse Wando.

Sete deles fizeram um cerco a Wando, enquanto três permanecem dentro da roda junto de Wando.

— Querendo limitar meus movimentos... Que inútil. – disse Wando.

— Não quero ver você correndo de um canto ao outro, afinal. – falou Nobuk.

Os três avançaram em Wando, porém, ele cortou dois deles ao meio e bloqueou o ataque do terceiro.

— Parece que criar mais de você não aumentou sua força... Se duvidar, dividiu ela... – disse Wando.

Os demais avançaram em Wando, porém...

— Pequeno ciclone. – disse Wando enquanto efetuava um golpe de sua espada.

O golpe resultou em um pequeno ciclone que levantou Nobuk e seus clones no ar.

— Corte de vento. – disse Wando enquanto efetuava vários golpes de espada no ar.

Tais golpes fizeram rajadas de vento afiadas, que cortam tudo em seu caminho, ele cortava assim Nobuk e todos os seus clones ao mesmo tempo, porém, um deles que resistiu ao golpe, caiu no chão e faz ressurgir os demais nove clones.

— Ah... Então você é o verdadeiro, afinal, refez os clones... Não vai adiantar mais fazer isso agora que eu já sei qual é o verdadeiro, basta acabar com você, eu já lhe marquei mentalmente. – disse Wando.

— Será mesmo? – retrucou Nobuk.

  Wando repentinamente surgiu atrás do Nobuk “marcado” e cortou a cabeça dele.

— Não era pros demais terem sumido depois do verdadeiro morrer? – perguntou Wando surpreso.

— Você não entendeu nada mesmo da minha habilidade, seu tolo.

“A única alternativa que consigo pensar é que esses não são “clones” como pensei, eles são a essência dele, todos eles juntos formam Nobuk, não importa quantas vezes os mate, enquanto houver um vivo, eles recriam os clones perdidos, isso é infinito, não existe um “verdadeiro”.  Fora que aparentemente o limite de “clones” que ele pode criar são dez.”, pensou Wando.

Wando começou a rir.

— Você só consegue dez clones. – disse Wando.

— Percebeu... – respondeu Nobuk.

— Se você treinasse e conseguisse fazer uns cem clones, seria tão forte a ponto de poder derrotar um exército sozinho... Que desperdício. – disse Wando.

— Desperdício? – perguntou Nobuk.

— Sim, afinal, você morrerá aqui.

— Bem, você não me matará enquanto houver uma única cópia minha viva.

— Seu idiota... Tudo que tenho que fazer, já que não há um verdadeiro... É acabar com todos vocês ao mesmo tempo!!! – disse Wando enraivecido.

Nobuk começou a rir.

— Bem, acho que já chega de brincar. – disse ele.

Wando não o respondeu.

— Pessoal, aglomerar... – chamou Nobuk.

Os clones formaram três grupos de três membros e dão as mãos, apenas um deles ficou de fora do agrupamento. Wando ficou com receio em atacar nesse momento e só observou.

“O que esse idiota fará?”, pensava Wando.

Os clones que estavam agrupado se fundiram e assim surgiram três clones gigantes de Nobuk, tinham aproximadamente cinco metros de altura cada um.

— Maior o tamanho, maior a queda, peixinho. – disse Wando.

— Eu sou o mais forte dos soldados homens peixe, eu sucederei Naut, não me subestime, humano! – diziam eles.

— Você não vai suceder ninguém, pois morrerá aqui e agora.

Nobuk se enfureceu e avançou em Wando.

— Pequeno ciclone.

Wando tentou efetuar o golpe “pequeno ciclone”, mas não surtiu efeito algum.

— Ele está grande e pesado demais pra ser erguido pelo “pequeno ciclone”, droga. – disse Wando.

Um dos clones gigantes tentou lhe acertar um soco, mas Wando desviou facilmente, fazendo-o golpear o chão, tal golpe rachou o terreno.

— Muito forte, porém lento... – falou Wando.

— Vejamos o que acha disso então! – disse Nobuk.

Um dos clones gigantes tentou o agarrar, mas novamente Wando desviou e saltou no ar e por lá ficou.

— Como Wando consegue ficar tanto tempo assim no ar? – perguntou Yoichi observando.

— Ele sabe muito bem como usar o mojo dele. – disse Lenicath.

— O controle dos ventos realmente é algo perigoso – comentou Makar telepaticamente.

Wando subiu então nas costas de um dos clones gigantes, este, por sua vez, ficou se remexendo de todas as formas possíveis, mas em vão, pois Wando não saía de suas costas e então ele foi decapitado por Wando.

— Como ousa! – disse Nobuk.

 Os outros clones gigantes tentaram atacar Wando, mas o mesmo novamente saltou e subiu nas costas de outro dos clones e o decapitou e repetiu o processo no terceiro clone gigante.

— Maior o tamanho, maior o alvo... – disse Wando.

  Nobuk novamente faz o sinal com a mão e recriou os dez clones.

“Essa é uma luta de resistência que não tem como eu perder! Uma hora esse cara vai se cansar.”, pensava Nobuk.

— Isso já está ficando chato. Não pense que vou deixar você fazer clones gigantes novamente, não darei uma brecha pra se juntarem e darem as mãos... Além disso, eu percebi que toda vez que você cria clones, você faz um sinal com sua mão esquerda.

“Ele descobriu demais...”, pensava Nobuk.

Todos avançaram em Wando.

— Pequeno ciclone. – disse Wando enquanto efetuava um golpe de sua espada.

O golpe resultou em um pequeno ciclone que levantou Nobuk e seus clones no ar e novamente Wando efetuou o corte de vento.

— Corte de vento. – disse Wando enquanto efetuava vários golpes de espada no ar.

Tais golpes fizeram rajadas de vento afiadas que cortaram tudo em seu caminho, ele cortou assim Nobuk e todos os seus clones ao mesmo tempo, porém, um deles novamente resistiu ao golpe, quando caiu no chão, o último estava prestes a fazer o sinal para conjurar os demais clones, porém, Wando repentinamente surgiu na frente do mesmo e o cortou as mãos.

— Agora não vai ter como criar mais incômodos. – disse Wando.

Nobuk rugiu de raiva e mesmo sem as mãos, avançou em Wando, este, por sua vez, fincou sua espada no meio do rosto de Nobuk.

— Foi tolo até o fim, peixinho... Não passou de um aquecimento. – dizia Wando.

— O ruivo venceu o duelo. – disse o ancião Navisk.

Todos ficam em silêncio por um momento, mas logo os homens peixe logo começaram a comentar sobre o quão forte Wando era para derrotar Nobuk sem sofrer um único arranhão e comentaram que tal força talvez poderia derrotar Erotedonte.

— Rei Poseidon... Você me deu sua palavra. – disse Yoichi.

— Está certo, eu permitirei, Yoichi Usoman. – respondeu Poseidon.

Então todos ali presentes retornaram para a sala do trono na gruta.

— Eu não posso te ajudar enviando meus homens com você, preciso defender o que sobrou do meu povo de outras ameaças sociais. – disse o rei Poseidon para Yoichi.

— Eu não preciso de um exército, Wando e eu juntos derrotaremos aquela coisa. – disse Yoichi.

— Quem disse que eu vou lhe ajudar? – perguntou Wando.

— ...

— Beleza... Farei isso por pena daquele peixinho que matei... – disse Wando

— Cuidado, ontem mesmo eu enviei minha filha junto de duzentos homens para enfrentar Erotedonte e eles ainda não retornaram... – disse Poseidon triste.

— Creio que o pior aconteceu com a princesa Nephlim e com os demais, majestade... – disse Navisk triste.

— Nós vamos dar o nosso melhor. – falou Yoichi.

— Tome cuidado, Yoichi, especialmente com as sombras que estão em sua mente, jovenzinho... – disse o sábio Makar mentalmente.



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