História Atraídos (Adaptada Vondy) - 1 Temporada - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rebelde
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Rbd, Vondy
Exibições 40
Palavras 1.398
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Prólogo


Você vê esse cara sem banho, aquele com barba por fazer, jogado no sofá? Aquele cara de camiseta suja cinza e calça de moletom rasgada?

Esse sou eu, Christopher Uckermann.

Eu não sou normalmente assim. Quer dizer, isso realmente não sou eu.

Na vida real, eu estou bem arrumado, meu rosto é bem barbeado, e meu é preto penteado para trás nas laterais de uma forma que eu sempre falo, me faz parecer perigoso, mas profissional. Meus ternos são feitos à mão. Eu uso sapatos que custam mais do que o seu aluguel.

Meu ? Sim, este que eu estou agora. As cortinas estão fechadas e os móveis brilham com uma tonalidade azulada, reflexo da televisão. As mesas e o chão estão cobertos de garrafas de , caixas de pizza, e potes vazios de sorvete.

Isso daqui não é o meu verdadeiro apartamento. Onde eu vivo normalmente é impecável, já que tem uma moça que vem fazer a faxina duas vezes por semana. E eu tenho todas as conveniências modernas, todos os brinquedos de garotos grandes que você possa pensar: som surround, com caixas de som espalhadas, e uma TV plasma de tela grande que faria qualquer homem cair de joelhos e implorar por mais.

A decoração é moderna, muito preto e aço inoxidável — e quem entra sabe que um homem vive lá.

Então, como eu disse - o que você está vendo agora não é o meu verdadeiro eu. Eu estou com gripe.

Influenza.

Você já notou que algumas das piores doenças da história têm um som lírico? Palavras como malária, diarreia, cólera. Você acha que eles fazem isso de propósito? Por ser uma boa maneira de dizer que você está sentindo como algo que saiu da b/unda do seu cão?

Influenza. Soa bonito, quando você fala o seu nome.

Pelo menos eu tenho certeza que é o que eu tenho. É por isso que estou enfiado escondido em meu apartamento nesses últimos sete dias. É por isso que eu deixei meu telefone desligado, para que eu me levante do sofá apenas para usar o banheiro, ou para pegar a comida que eu pedi com o entregador.

De qualquer maneira, quanto tempo pode durar uma gripe? Dez dias? Um mês? A minha começou há uma semana. Meu despertador tocou às cinco horas, como sempre. Mas, em vez de me levantar da cama para ir ao escritório, onde eu sou uma estrela, eu joguei o relógio do outro lado da sala, quebrando- o e o enviando ao reino dos céus dos relógios.

Bip.

Ele era chato de qualquer maneira. Relógio estúpido. Estúpido bip- bip-

Rolei e voltei a dormir. Quando finalmente consegui arrastar a minha b/unda para fora da cama, eu me senti fraco e enjoado. Meu peito doía, minha cabeça doía. Veja - era a gripe, certo? Eu não conseguia dormir mais, então eu me plantei aqui, no meu fiel sofá. Ele era tão confortável, que eu decidi ficar aqui. Durante toda a semana. Assistindo aos maiores sucessos de Will Ferrell na minha TV de plasma.

Âncora: A Lenda de Ron Burgundy', está passando agora. Eu já assisti três vezes hoje, mas eu ainda não ri. Nem uma vez. Talvez a quarta vez seja o momento que dê o click, certo?

Agora há uma pessoa batendo na minha porta.

Maldito porteiro. O que diabos ele está fazendo aqui? Ele vai se arrepender quando eu for dar a gratificação de Natal neste ano, você pode apostar sua b/unda.

Ignoro a batida, embora ela ocorra de novo. E mais uma vez.

— Christopher! Christopher, eu sei que você está aí! Abra a porta! Oh, não.

É "A cadela". Também conhecida como a minha irmã, Maite.

Quando eu digo a palavra cadela, eu quero dizer isso da maneira mais carinhosa possível, eu juro. Mas é o que ela é. Exigente, teimosa, implacável. Eu vou matar o meu porteiro.

— Se você não abrir essa porta, Christopher, eu vou chamar a polícia para arrombar isso, eu juro por Deus!

Viu o que eu quero dizer?

Eu agarro o travesseiro que está apoiado no meu colo desde que a gripe começou. Eu empurro meu rosto para ele e inalo profundamente. Tem cheiro de baunilha e lavanda. Fresco, limpo e viciante.

— Christopher! Você está me ouvindo?

Eu puxo o travesseiro sobre minha cabeça. Não porque cheira a... ela... mas para bloquear o que continua batendo na minha porta.

— Eu estou pegando o meu telefone! Estou ligando! — A voz de Maite é uma advertência chorosa, e eu sei que ela não está brincando.

Eu suspiro profundamente e me forço a levantar do sofá. A caminhada até a porta leva tempo, cada passo nas minhas pernas doloridas e duras é um esforço.

Gripe maldita.

Abro a porta e me preparo para a ira da 'Vadia'. Ela está segurando o mais novo modelo de iPhone em sua orelha com uma mão muito bem cuidada. Seu está puxado para trás em um nó simples, mas elegante, e uma bolsa verde escuro pendurada no ombro, do mesmo tom que a saia dela – tudo de Mai tem que combinar.

Atrás dela, parecendo apropriadamente contrito em um terno azul marinho enrugado, está o meu melhor amigo e colega de trabalho, Alfonso Herrera.

Eu te perdoo, Porteiro. É Poncho quem deve morrer.

— Jesus Cristo! — Maite grita, horrorizada. — Que diabos aconteceu com você?

Eu disse que esse não era o meu verdadeiro eu.

Eu não dou nenhuma resposta a ela. Eu não tenho energia. Eu simplesmente deixo a porta aberta e caio de cara no meu sofá. É macio e quente, mas firme.

Eu te amo, sofá - Eu já te disse isso? Bem, eu estou dizendo a você agora.

Embora meus olhos estejam enterrados no travesseiro, sinto Maite e Poncho caminhando lentamente para dentro do . Imagino o choque em seus rostos à condição do local. Eu espreito para fora de meu casulo e vejo que meu pensamento estava certo.

— Christopher? — Eu a ouço perguntar, mas desta vez há uma preocupação estampada em cada sílaba.

Então, ela fica brava novamente. 

— Pelo amor de Deus, Poncho, por que você não me chamou mais cedo? Como você pôde deixar isso acontecer?

— Eu não o tinha visto ainda, Mai! — Poncho diz rapidamente. Veja - ele tem medo da cadela também. 

— Eu vim todos os dias. Ele não quis abrir a por ta para mim.

Sinto o sofá afundar, enquanto ela se senta ao meu lado. 

— Ucker? — Ela diz em voz baixa. Eu sinto sua mão correr suavemente pela parte de trás do meu . — Amor?

Sua voz é tão dolorosamente preocupada, que me faz lembrar da minha mãe. Quando eu era garoto e ficava doente em casa, mamãe vinha no meu com chocolate quente e sopa em uma bandeja. Ela beijava a minha testa para ver se ainda ardia em febre. Ela sempre me fazia sentir melhor. A memória e ações similares de Mai trouxeram umidade aos meus olhos fechados.

Eu estou uma merda ou o quê?

— Eu estou bem, Mai. — Eu digo a ela, embora não tenha certeza se ela consegue me ouvir. Minha voz está enterrada no travesseiro com um doce cheiro. — Eu estou gripado.

Eu ouço o barulho de uma caixa de pizza se abrindo, e um gemido quando o cheiro de queijo podre e calabresa sai do recipiente. 

— Não é exatamente uma dieta de alguém com gripe, Irmãozinho.

Ouço o barulho das garrafas de e do lixo, e eu sei que ela está começando a arrumar a bagunça. Eu não sou a única aberração da minha família.

— Oh, isso é simplesmente tão errado! — Ela suspira fortemente, e, a julgar pelo fedo que se junta ao aroma de pizza podre, eu imagino que ela acabou de abrir um pote de sorvete que estava lá há três dias, e não estava tão vazio quanto eu pensava.

— Ucker. — Ela sacode meus ombros levemente. Eu desisto e me sento, esfregando o esgotamento nos meus olhos, semelhante ao meu corpo. — Fale comigo. — ela pede. — O que está acontecendo? O que aconteceu?

Ao olhar para a expressão preocupada de vadia da minha irmã, eu sou lançado de volta no tempo, mais de 22 anos atrás. Tenho seis anos, e meu hamster, Sr. Wuzzles, acabou de morrer. E, assim como naquele dia, a dolorosa verdade é arrancada de meus pulmões.

— Finalmente aconteceu.

— O que aconteceu?

— O que você desejou para mim todos esses anos. — eu sussurro. — Eu me apaixonei.


Notas Finais


Primeiro Capítulo *U*


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...