História Atraídos (Adaptada Vondy) - 1 Temporada - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rebelde
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Rbd, Vondy
Exibições 49
Palavras 2.391
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - 1


Eu olho para cima para ver seu sorriso se formando. É o que ela sempre quis para mim. Ela está casada com Christian desde sempre, e foi apaixonada por ele por mais tempo ainda. Então, ela nunca concordou com a maneira como eu vivo a minha vida e mal pode esperar para me acalmar. Para encontrar alguém para cuidar de mim, do jeito que ela cuida de Christian. Do jeito que a nossa mãe ainda toma conta de nosso pai.

Mas eu disse a ela que isso nunca iria acontecer - não era o que eu queria. Por que levar um livro para a biblioteca? Por que trazer areia para a praia? Por que comprar a vaca se você recebe o leite de graça?

Você está começando a ver o quadro inteiro aqui?

Então, quando a vejo começar a sorrir, em uma voz baixa que eu nem sequer reconheço, eu digo: — Ela vai se casar com outra pessoa. Ela não... ela não me quer, Mai.

Simpatia se espalha pelo rosto da minha irmã, como geleia no pão. E então, determinação. Porque Maite resolve problemas. Ela pode desentupir ralos, remendar amassado de paredes, e remover manchas de qualquer tapete. Eu já sei o que está acontecendo em sua cabeça neste momento: se seu irmãozinho caçula está apaixonado, ela simplesmente vai uni-los novamente.

Eu gostaria que fosse assim tão fácil. Mas eu acho que nem todo os super bonder do mundo irá remendar meu coração em um único pedaço novamente.

Eu mencionei que sou um pouco poeta também?

— Ok. Podemos corrigir isso, Ucker. 

Eu conheço a minha irmã ou o quê?

— Você vai tomar um longo banho quente. Eu vou limpar este desastre.

Então, nós vamos sair. Nós três.

— Eu não posso sair. — Será que ela não estava ouvindo? — Eu estou gripado.

Ela sorri com compaixão.

— Você precisa de uma boa refeição quente. Você precisa de um banho. Você vai se sentir melhor depois.

Talvez ela esteja certa. Deus sabe que tudo que tenho feito nesses últimos sete dias, não me fez sentir melhor. Eu dou de ombros e me levanto para fazer o que ela diz. Como uma criança de quatro anos de idade, que precisa do seu brinquedo preferido para lhe passar segurança emocional, eu levo o travesseiro premiado comigo.

No meu caminho até o banheiro, eu não posso deixar de pensar em como tudo aconteceu. Uma vez eu tive uma boa vida. Uma vida perfeita. E então tudo foi lançado à merda.

Oh - você quer saber como? Você quer ouvir a minha história triste? Ok, então vamos lá. Tudo começou alguns meses atrás, em uma noite normal de sábado.

Bem, normal para mim de qualquer maneira.

Quatro meses antes...

— Foda-se, sim. Isso é bom. Sim, eu gosto disso.

Está vendo aquele cara – de terno preto e diabolicamente bonito? Sim, o cara recebendo o sexo oral da loira exuberante na cabine do banheiro? Esse sou eu. O meu verdadeiro eu. EAG: Eu Antes da Gripe.

— Jesus, baby, eu vou gozar.

Vamos pausar aqui por um segundo.

Para as mulheres que estão ai fora escutando, me deixe lhe dar um conselho grátis: sabe aquele cara que você acabou de conhecer em um clube, e que te chama de amor, querida, anjo, ou qualquer outro termo carinhoso genérico? Não cometa o erro de pensar que ele está afim de você, ele está pensando em nomes que pode dar ao seu animal de estimação.

É por que ele não pode ou não se importa em se lembrar do seu verdadeiro nome.

E nenhuma garota quer ser chamada pelo nome errado, quando está de joelhos, trabalhando em um b/oquete no banheiro masculino. Então, só para me manter seguro, eu vou sempre com baby.

Seu verdadeiro nome? Será que isso importa?

— Foda-se, baby, eu vou gozar.

Ela remove a boca com um pop e captura a p/orra na sua boca, como uma jogadora da liga principal. Depois disso, eu me movo até a pia para me limpar e fechar minha calça. A morena olha para mim com um sorriso, enquanto faz um bochecho com uma pequena garrafa de água que estava em sua bolsa.

Encantador.

— Que tal um drink? — Ela pergunta, no que eu tenho certeza que ela acha que é uma voz sensual.

Mas aqui está um fato para você - uma vez que eu estou farto, estou farto. Eu não sou o tipo de cara que sobe na mesma montanha-russa duas vezes. Uma vez é suficiente, e, em seguida, a emoção desaparece, e portanto o interesse.

Mas, minha mãe me ensinou a me comportar como um cavalheiro.

— Claro, querida. Você encontra uma mesa, que eu vou pegar alguma coisa no bar. — Depois de tudo, a morena fez um belo trabalho me chupando. Ela merece uma bebida.

Depois de sair do banheiro, ela se dirige para a mesa, e eu vou para o bar, oh... tão lotado. Eu mencionei que era sábado à noite, certo? E aqui é o REM. Não, não R.E.M.*- rem, como o sono REM, como quando você sonha. Entendeu?

É o clube mais quente em Nova York. Bem, pelo menos esta noite ele é. Na próxima semana, será algum outro clube. Mas a localização não importa. O roteir o é sempre o mesmo. Todo fim de semana eu e meus amigos saímos juntos para um lugar assim, mas vamos embora separados - e nunca sozinhos.

Não olhe assim para mim. Eu não sou um cara mau. Eu não minto, eu não engano as mulheres com palavras floridas sobre um futuro juntos e amor à primeira vista. Eu sou um jogador em linha reta. Estou à procura de um pouco de diversão - para uma noite - e eu lhes digo exatamente isso. E isso é melhor do que noventa por cento dos outros caras agem, acredite. E a maioria das garotas nesse lugar estão procurando a mesma coisa que eu.
 

Ok, talvez isso não seja exatamente verdade. Mas eu não posso fazer nada se elas me veem, trepam comigo, e de repente, querem ter meus filhos. Isso não é problema meu. Como eu disse, eu lhes digo como é, dou uma boa diversão e, em seguida, pago o taxi até a sua casa. Obrigado, boa noite. Não me ligue, porque eu te garanto como o inferno que não vou ligar para você.

Finalmente no meio da multidão do bar, eu peço duas bebidas. Eu levo um momento assistindo aos corpos se contorcendo e se misturando na pista de dança, enquanto a música vibra ao redor.

E então eu a vejo de pé, 4,5 metros de onde estou, esperando pacientemente, mas parecendo um pouco desconfortável com o rebanho de braços erguidos, acenando com o dinheiro para pedir uma bebida, tentando chamar a atenção do garçom.

Eu disse que sou poético, certo? A verdade é que eu não sou sempre. Não até este momento. Ela é magnífica - angelical - linda. Escolha uma palavra, qualquer maldita palavra. No final das contas, o resultado daquela visão é que, por um momento, eu me esqueci de como respirar.

Seu é longo e ruivo, e brilha mesmo sob a luz fraca do clube. Ela está usando um vestido frente única vermelho - sexy, mas elegante - que acentua cada curva perfeitamente definida do seu corpo. Sua boca é cheia e exuberante, com os lábios implorando para ser tomados.

E seus olhos. P/uta que p/ariu. Seus olhos são grandes, redondos e infinitamente escuro. Imagino esses olhos olhando para mim, enquanto ela toma meu p/au em sua boquinha quente. Apenas em pensar nisso, ele imediatamente acorda para a vida. Eu tenho que tê-la.

Eu rapidamente faço meu caminho em sua direção, já tendo decidido que ela é a mulher de sorte que terá o prazer de minha companhia pelo resto da noite. E que prazer ela terá.

Cheguei na hora que ela estava abrindo a boca para pedir uma bebida, eu intervenho com — A senhorita vai querer... — Eu olho para ela, imaginando o que ela estaria bebendo. Este é um talento que eu tenho. Algumas pessoas gostam de , algumas de uísque com refrigerante, algumas um vinho envelhecido, outras são brandy ou o doce champanhe. E eu sempre acerto o que é - sempre. — ...um Veramonte Merlot, 2003.

Ela se vira para mim com uma sobrancelha levantada, e seus olhos me avaliam da cabeça aos pés. Decidindo seu eu não sou um perdedor, então ela diz:

— Você é bom.

Eu sorrio.

— Eu vejo que a minha reputação me precede. Sim, eu sou. E você é linda.

Ela cora. Na verdade, ela fica f/odidamente rosa nas bochechas e olha para longe. Que mulher ainda cora? Isso é malditamente adorável.

— Então, o que você acha de encontrarmos um lugar mais confortável... e privado? Assim, podemos nos conhecer melhor.

Sem o ritmo, ela diz:

— Eu estou aqui com alguns amigos. Estamos comemorando. Eu não costumo vir a lugares como este.

— O que estamos comemorando?

— Eu acabei de terminar o meu MBA e inicio um novo trabalho na segunda- feira.

— Sério? Que coincidência. Eu também sou um cara do mercado financeiro. Talvez você já tenha ouvido falar de minha empresa? Uckermann, Herrara e Chávez? — Nós somos o banco de investimento mais quente da cidade, então, eu tenho certeza que ela está devidamente impressionada.

Vamos apenas fazer uma pausa aqui de novo, não é?

Você imaginou o arredondamento de boca dessa linda mulher, quando eu disse a ela onde eu trabalho? Você viu o alargamento dos seus olhos? Isso deveria ter me dito alguma coisa.

Mas eu não percebi na hora - eu estava muito ocupado verificando seus seios. Eles são perfeitos, por sinal. Menor do que o que eu costumo pegar, mas não muito. Mas, isso não me preocupa nem um pouco, aquele tamanho é tudo que você precisa.

Meu ponto é, lembre-se daquele olhar de surpresa - que vai fazer todo o sentido mais tarde. Agora, de volta para a conversa.

— Nós temos muito em comum. — eu digo. — Nós dois estamos no mesmo negócio, nós dois gostamos de um bom tinto... Eu acho que nós devemos dar isso a nós dois, ver onde isto pode chegar, hoje à noite.

Ela ri. É um som mágico.

Agora eu devo explicar uma coisa aqui. Com qualquer outra mulher, em qualquer outra noite, eu estaria em um táxi nesse momento, com a minha mão sob o seu vestido e minha boca fazendo- a gemer. Nenhuma pergunta. Para mim, era chocante ainda estar trabalhando para isso. E por incrível que pareça, era um pouco excitante.

— Á propósito, eu sou Christopher ou Ucker se preferir. — Eu estendo minha mão. — E você?

Ela segura minha mão.

— Noiva.

Implacável, eu pego a mão dela e beijo seus dedos, varrendo um pouco com a minha língua. Eu vejo a sua beleza relutantemente tentando suprimir um arrepio, e eu sei que, apesar de suas palavras, eu estou mexendo com ela.

Veja, eu não sou aquele tipo que ouve o que as pessoas dizem. Eu observo como elas dizem isso. E você pode saber muito sobre uma pessoa, se você levar um tempo para observar a forma como se move, a mudança na expressão dos olhos, a ascensão e queda em sua voz.

Os seus olhos podem estar me dizendo não... mas seu corpo? Seu corpo está gritando, sim, sim, me f/oda no bar. No espaço de três minutos, ela me disse por que está aqui, o que ela faz para ganhar a vida, e me permitiu acariciar sua mão. Essas não são as ações de uma mulher que não está interessada - essas são as ações de uma mulher que não quer estar interessada.

E eu definitivamente posso trabalhar com isso.

Estou prestes a comentar sobre seu anel de noivado, o diamante é tão pequeno que até mesmo em uma inspeção rigorosa, quase não podia ser localizado. Mas eu não quero ofendê-la. Ela disse que acabou de se formar. Tenho amigos que tiveram que pedir empréstimos para conseguir formar, e os empréstimos podem ser esmagadores.

Então eu tento uma tática diferente - a honestidade.

— Melhor ainda. Você não vai a lugares como este? Eu não mantenho relacionamentos. Nós somos uma combinação perfeita. Devemos explorar ainda mais essa conexão, você não acha?

Ela ri novamente, e nossas bebidas chegam. Ela alcança a dela.

— Obrigada pela bebida. Eu tenho que voltar para os meus amigos agora. Foi um prazer.

Dou-lhe um sorriso perverso, incapaz de me ajudar.

— Baby, se você me deixar levá-la para fora daqui, eu vou dar à palavra prazer um significado totalmente novo.

Ela balança a cabeça com um sorriso, como se estivesse falando com uma criança petulante. Em seguida, ela fala por cima do ombro enquanto se afasta.

— Tenha uma boa noite, Sr. Uckermann.

Como eu disse, eu sou normalmente um homem observador. Sherlock Holmes e eu, nós poderíamos sair juntos e arrebentar. Mas eu estou tão extasiado com a visão daquela doce bunda, que inicialmente não presto atenção as suas palavras.

Você notou? Você pegou o pequeno detalhe que deixei passar?

Esse mesmo. Ela me chamou de "Sr. Uckermann" - mas eu nunca disse a ela o meu sobrenome. Lembre-se disso também.

No momento, eu permito a mulher misteriosa de cabelos ruivos se retirar. Tenho a intenção de lhe dar alguma folga, então jogo o anzol nela e... pronto, bastar puxar. Eu pretendo persegui-la o resto da noite, se for preciso.

Ela é apenas malditamente quente.

Mas, então, a morena - sim a do banheiro masculino - me encontra.

— Aí está você! Eu pensei que eu tinha te perdido. — Ela empurra seu corpo contra o meu lado e esfrega o braço intimamente. — Que tal a gente ir para a minha casa? É aqui mesmo, apenas virando a esquina.

Ah, obrigado - mas não, obrigado. A morena rapidamente se tornou uma memória distante. Minha vista já definida agora, com perspectivas mais intrigantes. Estou prestes a lhe dizer isso, quando outra morena aparece ao lado dela.

— Esta é minha irmã, Amanda. Eu disse a ela tudo sobre você. Ela pensou que nós três poderíamos... você sabe... nos divertir um pouco.

Eu viro meu olhar para a irmã da morena - sua irmã gêmea, na verdade. E assim, meus planos mudam. Eu sei, eu sei... Eu disse que eu não ando na mesma montanha russa duas vezes. Mas montanhas russas gêmeas?

Deixe-me dizer, nenhum homem iria recusar esse passeio.


Notas Finais


*R.E.M. - Banda de rock americana


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