História Atraídos (Adaptada Vondy) - 1 Temporada - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rebelde
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Rbd, Vondy
Exibições 29
Palavras 4.331
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 4 - 3


Dulce Saviñón está oficialmente riscada da minha lista de casos potenciais. Ela é proibida, intocável, de-jeito-nenhum-nunca. Ao lado de ex-namoradas dos meus amigos, a filha do patrão, e melhores amigas da minha irmã.

Bem, essa última categoria talvez seja uma área um pouco cinzenta. Quando eu tinha dezoito anos, a melhor amiga de Maite, Zoraide Gomes, passou o verão em nossa casa. Deus a abençoe - a garota tinha uma boca como um aspirador Hoover. Para minha sorte, A Vadia nunca soube das visitas de sua amiga ao meu quarto às duas da manhã. Teria sido um inferno - e eu estou falando de fogo e enxofre-de-apocalípticas-proporções-infernais - se ela tivesse.

De qualquer forma, onde eu estava?

Ah, certo. Eu estava explicando porque eu tomei uma decisão definitiva de que a b/unda de Dulce Saviñón é uma que eu, infelizmente, nunca vou tocar. E eu estou bem com isso. Realmente.

E eu quase acredito em mim mesmo. Até ela aparecer na minha porta.

Cristo.

Ela está usando óculos. Um tipo de armação escura. A versão feminina de Clark Kent. Eles seriam bonitos e atraentes na maioria das mulheres, em um estilo nerd. Mas nela não. Na ponta desse minúsculo nariz, enquadrando naqueles belos longos cílios, com seu cabelo levemente preso, eles são nada menos do que totalmente sexy.

Quando ela começa a falar, a minha mente é subitamente preenchida por todas as fantasias de professoras sexy, que eu já tive. Estão jogando em minha mente ao lado das aparentemente bibliotecárias sexualmente reprimidas, que são realmente ninfomaníacas, vestida de couro, com algema e chicotes.

Enquanto tudo isso está acontecendo na minha cabeça, ela ainda está falando.

Que p/orra é essa que ela está dizendo?

Eu fecho meus olhos para me impedir de olhar para os seus lábios brilhantes. Então, eu posso realmente processar as palavras que saem de sua boca:

— ...Pai disse que você poderia me ajudar com isso. — Ela para e olha para mim com expectativa.

— Eu sinto muito, eu estava distraído. Você quer sentar e falar novamente o que precisa de mim? — Eu pergunto, minha voz nunca traindo o tesão dentro de mim.

Mais uma vez, para as mulheres ai fora - aqui está um fato para vocês: Homens podem muito bem ter sexo no cérebro 24hs/7 dias por semana. O número exato é algo como a cada 5,2 segundo ou alguma merda assim.

O ponto é, quando você pergunta: — O que você quer para o jantar? — Estamos pensando em te f/oder sobre o balcão da cozinha. Quando você está nos dizendo sobre o filme sentimental que você assistiu com suas amigas, na semana passada, estamos pensando no pornô que vimos na TV a cabo na noite passada. Quando você nos mostra os sapatos de grife que você comprou na liquidação, estamos pensando o quão bom eles iriam ficar sobre os nossos ombros.

Eu apenas pensei que você gostaria de saber. Não mate o mensageiro. É uma maldição, realmente.

Pessoalmente, eu culpo Adão. Agora, era um cara que tinha o mundo nas suas bolas. Andando nu, uma garota quente para satisfazer todos os seus caprichos. Eu espero que a maçã tenha sido saborosa, porque ele realmente estragou tudo para o resto de nós. Agora temos que trabalhar para isso. Ou, no meu caso, tentar desesperadamente não querer trabalhar.

Ela se senta na cadeira em frente à minha mesa e cruza as pernas. Não olhe para as pernas. Não olhe para as pernas.

Tarde demais.

Elas são tonificadas, bronzeadas, e aparentam ser suaves como seda. Eu lambo meus lábios e forço meus olhos nela.

— Então — ela começa de novo — Eu estou trabalhando na carteira de uma empresa de programação, Genesis. Você já ouviu falar deles?

— Vagamente — eu respondo, olhando para os papéis sobre minha mesa para conter o fluxo de imagens indecentes que o som de sua voz clama diante de minha mente sem foco.

Eu sou um mau, mau rapaz. Penso se Dulce vai me punir, se eu lhe disser o quão ruim eu sou?

Eu sei. Eu sei. Eu só não posso evitar.

— Eles ganharam três milhões em lucros operacionais no último trimestre. — diz ela.

— Sério?

— Yeah. Eu sei que não é de tremer a terra, mas mostra que eles têm uma base sólida. Eles ainda são pequenos, mas é fato que são bons. Seus programadores são jovens e famintos. Há rumores de que eles têm ideias, que farão o Wii se parecer mais com um Atari. E eles têm o cérebro para fazê-las acontecer. O que eles não têm é o capital.

Ela se levanta e se inclina sobre a minha mesa para me passar uma pasta. Sou assaltado com um perfume doce, mas florido. É delicioso, sedutor - e não como sua avó, cujo perfume quase sufoca até a morte quando ela passa por você para ir até os correios.

Eu tenho o desejo de afundar o rosto em seu cabelo e inspirar profundamente.

Mas eu resisti e abri a pasta no lugar disso.

— Mostrei isso ao Sr. Uckermann... uh, seu pai, e ele me disse para falar com você. Ele acha que um dos seus clientes...

— AlphaCom. — Eu aceno.

— Certo. Ele pensou que AlphaCom estaria interessado.

Eu olho para o trabalho que ela fez até agora. É muito bom. Detalhado e informativo, mas focado. Lentamente, a minha cabeça- a que está acima dos meus ombros, de qualquer maneira - começa a mudar de marcha. Se há um tema que tem alguma esperança de me descarrilar de pensamentos sobre sexo, é trabalho. Um bom negócio. E eu definitivamente posso sentir o cheiro de potencial aqui.

Ele não tem cheiro tão delicioso quanto Dulce Saviñón, mas está perto.

— Isso está bom, Dulce. Muito bom. Eu definitivamente poderia vender isso para Seanson. Ele é o CEO da AlphaCom.

Seus olhos diminuem um pouco.

— Mas, você vai me manter a bordo, certo?

Eu sorrio.

— Claro. Pareço do tipo que precisa roubar propostas de outras pessoas?

Ela revira os olhos e sorri. Desta vez, eu simplesmente não consigo desviar o olhar.

— Não, claro que não, Sr. Uckermann. Eu não quis dizer... é só... você sabe... primeiro dia.

Eu aceno para ela se sentar, e ela se abaixa.

— Bem, eu diria que pelo visto, você está tendo um inferno de um primeiro dia. E, por favor, é Ucker.

Ela acena com a cabeça. Eu me inclino para trás em minha cadeira avaliando-a. Meus olhos passam sobre ela da cabeça aos pés de uma maneira completamente antiprofissional. Eu sei disso. Mas eu simplesmente não consigo me obrigar a me importar.

— Então... celebrando um novo emprego, hein? — Eu pergunto, me referindo ao seu comentário no REM no sábado.

Ela morde o lábio, e minha calça aperta, acordando e endurecendo-se novo. Se continuar assim, eu vou ter um baita problema de bolas azuis, quando finalmente chegar em casa.

—Sim. Novo emprego. — Ela encolhe os ombros e diz — Eu imaginei que era você, quando me disse o seu nome e o nome da sua empresa.

— Você já ouviu falar de mim? — Eu pergunto, realmente curioso.

— Claro. Eu não acho que há muita gente nesta área que não leu sobre Christopher Uckermann, o garoto de ouro da Uckermann na revista Business Weekly... ou no Page Six, sobre esse assunto.

Suas últimas palavras referem-se á conhecida colunas de fofocas do jornal NY Times, na pagina seis, em que apareço com frequência.

— Se a única razão pela qual você me dispensou é por que eu trabalho aqui — eu disse — Eu posso deixar o meu pedido de demissão na mesa do meu pai dentro de uma hora.

Ela ri e então, com um leve rubor colorindo suas bochechas, responde:

— Não, essa não foi a única razão. — Ela levanta a mão para me lembrar do anel de noivado quase invisível. — Mas você não está feliz agora que eu te dispensei? Quero dizer, teria sido muito estranho se algo tivesse acontecido entre nós. Você não acha?

Meu rosto está completamente sério quando eu digo a ela:

— Teria valido a pena.

Ela levanta as sobrancelhas em dúvida.

— Mesmo que eu esteja trabalhando diretamente sob você, agora?

Agora, vamos lá - ela caminhou para um golpe direto, e ela sabe disso.

Trabalhando sob mim? Como diabos eu vou ignorar isso?

No entanto, eu meramente levanto uma sobrancelha, e ela balança a cabeça e ri novamente.

Com um sorriso letal, eu lhe pergunto:

— Eu não estou fazendo você se sentir desconfortável, estou?

ria ter. Eu era o mais bonito, o mais brilhante. Não havia ninguém mais gentil, nada mais doce do que eu. Eu era amado além das palavras - adorado e mimado.

Então, você acha que eu sou arrogante? Egoísta? Mimado? Você provavelmente está certo. Mas não jogue isso em cima de mim. Não é minha culpa. Eu sou um produto da minha criação.

Agora que isso está fora do caminho - vamos voltar ao meu escritório.

Esta próxima parte é muito boa.

— Eu acho que você deve saber, eu quero você, Dul.

Está vendo o rubor em suas bochechas, a ligeira surpresa em seu rosto? Veja como seu rosto fica sério, e ela olha meus olhos e, em seguida, olha para o chão?
 

Estou com ela nas mãos. Ela me quer também. E está lutando contra isso. Mas isso está lá. Eu poderia tê-la. Eu poderia levá-la exatamente para onde está morrendo de vontade de ir.

O conhecimento fez com que engolisse um gemido, quando o cara lá embaixo reagiu violentamente. Eu quero andar até ela e beijá-la até que ela não aguentasse mais. Quero deslizar minha língua entre os lábios cheios, entrar sob seus joelhos. Quero pegá-la, envolver suas pernas em volta da minha cintura, inclina-la contra a parede e...

— Ei, Ucker. Há um congestionamento de tráfego na 54. Se você quiser chegar a tempo na sua reunião das 16hs, deve sair agora.

Obrigado, Silvia. Bela maneira de matar o momento. Secretária Incrível - momento horrível.

Dul se levanta de sua cadeira, com os ombros rígidos, suas costas retas. Ela caminha em direção à porta e se recusa a me olhar nos olhos.

— Então, obrigada pelo seu tempo, Sr. Uckermann. Você... ah... deixe-me saber quando você me quiser.

Eu levanto minhas sobrancelhas sugestivamente com suas palavras. Eu amo que ela esteja perturbada - e eu que fiz isso com ela.

Ainda evitando contato com os olhos, ela faz uma ligeira careta.

— Sobre AlphaCom e Genesis. Deixe-me saber o que devo fazer... o que você quer que eu faça... o que... oh, você sabe o que quero dizer.

Antes que ela esteja fora da porta, minha voz a detém. — Dul? Ela se vira para mim, os olhos questionadores.

Eu aponto para mim. — É Ucker.

Ela sorri. Se recuperando. Sua confiança natural encontra o caminho de volta até seus olhos.

Então ela me encara diretamente.

— Certo. Vejo você mais tarde, Ucker.

Uma vez que ela está fora da porta, eu digo apenas para mim mesmo:

— Oh, sim. Sim, definitivamente você vai.

Enquanto verifico minha pasta, para minha reunião, eu percebo que esta atração - não, isso não é uma palavra forte o suficiente - essa necessidade que eu tenho de Dulce Saviñón não está caminhando simplesmente para ir embora. Eu posso tentar e lutar contra isso, mas eu sou apenas um homem, pelo amor de Deus.

Resolvido!

O meu desejo por ela poderia transformar meu escritório, o lugar que eu amo, em uma câmara de tortura de frustração sexual.

Eu não posso deixar isso acontecer.

Então, eu tenho três opções: Eu posso desistir. Eu posso demiti-la. Ou posso seduzi-la para compar tilhar uma noite profundamente agradável comigo. Tirar isso dos nossos sistemas - e as consequências que se f/odam.

Adivinhe qual eu vou escolher?

Acontece que eu não fiquei com as bolas azuis depois de tudo. Eu encontrei com a garota do café naquela noite. Ela é professora de yoga.

Demais.

O quê? Vamos lá, não fique assim. Eu quero a Dulce, sem dúvida. Mas não espere que eu aja como um monge até que isso aconteça. Uma coisa que as mulheres não entendem é que um cara pode querer uma mulher e ainda f/oder outra. Inferno, um cara poderia amar uma mulher e ainda f/oder outras dez. É apenas a maneira como as coisas são.

O sexo é apenas alivio. Puramente físico. Isto é tudo. Pelo menos para os homens.

Ok, ok - acalme-se - não comece a jogar sapatos em mim ou algo assim. Pelo menos para este homem é assim. Melhor?

Talvez você entenda o meu ponto de vista, se eu colocar desta forma. Você escova os dentes, certo? Bem, suponhamos que sua pasta dental favorita seja Close Up. Mas a loja está em falta. Todas elas têm apenas Colgate. O que você vai fazer? Você vai usar a Colgate, certo?

Você pode querer escovar com Close Up, mas quando você usa Colgate e seus dentes estão limpos, brancos e brilhantes, pelo menos funcionou, certo? Entendeu a minha maneira de pensar? Bom.

Agora, de volta a minha historia de sofrimento e dor. Eu nunca seduzi uma mulher antes.

Chocante, eu sei.

Deixe-me esclarecer. Eu nunca tive que seduzir uma mulher antes, não no sentido usual. Normalmente, isso se tratava apenas de um olhar, uma piscada, um sorriso. Uma saudação, talvez uma ou duas bebidas. Depois disso, a única troca verbal envolvia frases com palavras curtas como: mais, mais, mais baixo... você entendeu o ponto.

Então, todo o conceito conversar com uma mulher para leva-la para a cama é muito novo para mim, eu vou admitir. Mas eu não estou preocupado. Por que não, você pergunta?

Porque eu jogo xadrez.

O xadrez é um jogo de estratégia, planejamento. De pensar dois passos à frente de seu próximo movimento. De orientar o seu adversário exatamente onde você precisa que ele esteja.

Nas duas semanas seguintes após o primeiro dia, lidar com Dulce para mim, é exatamente como jogar xadrez. Algumas palavras sugestivas, algumas carícias inocentes, mas sedutoras. Eu não vou te aborrecer com detalhes de todas as conversas. Eu só vou dizer que as coisas estão progredindo bem, tudo está indo de acordo com o plano.

Eu acho que vai demorar mais uma semana - duas jogadas - até que eu seja capaz de agarrar o tesouro de ouro entre suas coxas cremosas. Eu já sei exatamente como vou fazer isso. Passei horas na verdade, imaginando, fantasiando sobre isso.

Quer ouvir?

Isso vai acontecer no meu escritório, uma noite, quando nós dois estivermos trabalhando até tarde - os únicos que ainda estão no escritório. Ela vai estar cansada, o corpo dolorido. Eu vou oferecer para massagear seu pescoço, e ela vai deixar. Então eu vou me inclinar e beijá-la, começando com seu ombro, e arrastando meus lábios até o pescoço, saboreando sua pele com a minha língua. Finalmente, nossos lábios se encontram. E vai ser quente - f/odidamente escaldante. E ela vai esquecer tudo sobre as razões pelas quais não devemos ficar juntos: o fato de trabalharmos no mesmo lugar, seu noivo estúpido. A única coisa que ela vai pensar é em mim e nas coisas que as minhas mãos profissionais vão fazer com ela.

Eu tenho um sofá no meu escritório. É camurça - não é couro. Camurça mancha? Espero que não. Porque é aí que vai terminar - naquele sofá, atualmente tristemente subutilizado.

Agora, me deixe perguntar isto: Você já viu aqueles comerciais que dizem como a vida pode mudar em um instante?

Sim, sim, eu estou querendo chegar em algum lugar com isso - basta me acompanhar.

Você sabe do que eu estou falando, não é? Onde a família feliz está dirigindo pela rua principal em um dia ensolarado e depois... BAM. Colisão frontal com outro carro. E o papai vai voar para fora da janela, porque ele estava com o cinto de segurança afivelado.

Eles são projetados para nos assustar espetacularmente. E eles fazem isso. Mas permanece o fato de que eles também estão repletos de verdade. Nossos objetivos, nossas prioridades podem mudar instantaneamente - geralmente quando menos esperamos.

Então, depois de duas semanas de estratégias e fantasias, tinha certeza que Dulce Saviñón será minha na próxima noite. Não me lembro de querer alguém tanto quanto eu a queria. Eu definitivamente nunca esperei por uma mulher, como eu esperei por ela. Mas o ponto é, para mim, era um negócio fechado, não havia se, a questão era simplesmente quando- o que se mostrou uma conclusão precipitada.

E então, na segunda-feira à tarde, meu pai me chamou em seu escritório

— Sente-se, filho. Há alguns assuntos que eu gostaria de discutir.

Meu pai sempre me chama aqui para falar sobre coisas que ele ainda não está pronto para compartilhar com o resto do pessoal.

— Acabei de falar com Saul Anderson. Ele está procurando diversificar. Ele está vindo para a cidade no próximo mês para trabalhar uma ideia em torno de algumas compras.

Saul Anderson é um magnata da mídia. Dinheiro graúdo - o tipo de cara que faz Rupert Murdoch parecer um peão. Tenho um guardanapo? Por que eu acho que estou babando.

— No mês que vem? Ok, eu posso trabalhar com isso. Não tem problema.— Eu sinto a emoção bombeando em minhas veias. Isto é como o tubarão deve se sentir depois que alguém derruba um grande balde de atum sangrando na água. É uma corrida.

— Ucker... — Meu pai interrompe, mas minha mente estava muito ocupada com as ideias girando para ouvi-lo.

— Qualquer ideia do que ele esteja procurando para entrar? Quero dizer, as possibilidades são infinitas.

— Filho... — Meu pai tenta novamente. Você pode vê-lo chegando, você não pode?

No entanto, eu divago — Estações de cabo são rios de dinheiro. A mídia social está em baixa agora, então talvez pudéssemos pegar algumas verdadeiras pechinchas. Produção de filmes é sempre uma aposta segura, e isso reduz a sobrecarga quando reproduz em sua própria rede. —

— Ucker, eu vou dar a conta para Dulce Saviñón.

Pare toda a merda agora. Você pode repetir isso?

— O quê?

— Ela é boa, Ucker. Eu estou lhe dizendo, ela é muito boa.

— Ela está aqui há duas semanas!

Os cães são territoriais. Você sabe disso, não é? É por isso que no parque eles parecem ter uma fonte interminável de xixi, que eles insistem em parar a cada quatro segundos para espalhar. É porque eles acreditam que o parque é seu. E eles querem que os outros cães saibam disso, saibam que eles estão ali pela primeira e última vez. É a forma não-verbal de praticamente dizer — F/oda-se - Encontre o seu próprio parque.

Os homens são da mesma forma.

Não que eu vá mijar ao redor de minha mesa, nem nada parecido, mas esta empresa é minha. Eu venho alimentando esses clientes, desde que eram pequenas corporações. Eu assisti, como um papai orgulhoso, quando eles cresceram a conglomerados resistentes. Eu tomei vinho com eles, eu jantei com eles. Eu fiquei a disposição hora após hora, anos de noites sem dormir. Meu trabalho não é apenas o que eu faço - é quem eu sou. E eu vou ser amaldiçoado se Dulce María Espinosa Saviñón está caminhando para enfiar o pé na minha b/unda e tirar isso de mim.

Não importa o quão, bem, estúpido isso poderia soar.

— Sim. — o meu pai diz — E você já viu algumas das coisas que ela vem fazendo nessas duas semanas? Ela é a primeira a chegar e a última a sair - todos os dias. Ela é jovem, ainda fresca e pensa longe. Ela trouxe alguns dos investimentos mais inovadores que eu já vi. Meus instintos me dizem para passar essa bola, e ver o que ela vai fazer com isso.

Quais são exatamente os sinais de alerta de demência precoce?

— Ela vai se atrapalhar - é o que ela vai fazer! — Eu grito. Mas eu sei por experiência própria que esse tipo de show não vai adiantar nada com o meu pai, então eu aperto meu nariz para tentar me acalmar. — Tudo bem, papai, eu entendo o que você está dizendo. Mas Saul Anderson não é um cliente que passa para alguém de fora, só para ver se eles podem resolver. Ele é alguém que você dá para quem seja o melhor e o mais brilhante. Alguém que você sabe que pode levá-lo por todo o caminho até a zona final. E isso é comigo.

Não é? Eu me pergunto com nuvens de incerteza.

Quando meu pai estende o silêncio, meu estômago torce na minha barriga. Não é que eu tenha um complexo de filhinho de papai ou algo assim, mas eu estaria mentindo se dissesse que não gostava do meu pai ter orgulho no meu desempenho no escritório. Eu sou seu braço direito. Seu homem de confiança. Quando estamos no final do jogo, o relógio pronto para apitar, você pode apostar que eu sou o único que Victor Uckermann vai passar a bola.

Ou pelo menos costumava ser.

Eu estou acostumado a ter sua confiança total. O fato dessa confiança parecer estar oscilando é... bem... essa po/rra dói.

— Vamos fazer assim. — Ele suspira. — Temos um mês. Prepare a sua apresentação. Dulce fará o mesmo. Quem fizer o melhor, recebe a conta de Anderson.

Eu deveria ficar insultado, realmente. O que ele está fazendo é o equivalente a falar a um vencedor do Oscar, que ele tem que fazer um maldito teste para um papel de figurante. Mas eu não discuto. Estou muito ocupado planejando meu próximo passo.

Então, você vê o que eu estava dizendo sobre a vida?

Apenas assim, Dulce Saviñón mudou de uma mulher que eu mal podia esperar para uma fo/dida agradável, para alguém que eu mal posso esperar para esmagar sob minha bota. Minha adversária. Minha competidora. Minha inimiga.

Não é culpa dela. Eu sei. Agora me perguntem se eu me importo. Nope - nem sequer um pouco.

Em modo de combate completo, eu volto para o forte – também conhecido como meu escritório. Eu dou a Silvia algumas ordens, e trabalho o resto da tarde. Cerca de 18hs horas, eu peço a Silvia chamar Dulce em meu escritório.

Mantenha sempre a vantagem de jogar em casa. Jogue no seu próprio território. Lembre-se disso.

Ela entra e senta-se, sua expressão ilegível.

— O que foi, Ucker?

O cabelo dela está solto, emoldurando seu rosto em uma cortina brilhante. Por um segundo, eu imagino qual seria a sensação dele fazendo cócegas no meu peito, baixando até minhas coxas.

Eu balanço minha cabeça. Concentre-se, Uckermann, foco.

Ela está usando um terno escuro vinho, com saltos combinando. Dulce é a mulher dos saltos altos. Acho que é porque ela é naturalmente delicada, a vantagem da altura a faz se sentir mais confiante no escritório.

Os caras adoram saltos. Nós associamos com todos os tipos de posições sexuais fantásticas. Se você quer que um homem a observe, você deve usar sapatos de salto alto brilhante, pelo menos 10cm, não tem erro, eu juro.

Enquanto meus olhos continuam a vagar sobre ela da cabeça aos pés, um problema, digamos, surge. Embora minha mente reconheça que Dulce Saviñón agora é minha rival, aparentemente meu p/au não recebeu o memorando.

E, a julgar pela sua reação, ainda quer ser seu amigo.

Então, eu imagino a Senhora Wilda, minha professora de ciências da quinta série, em minha mente. Ela era uma besta de uma mulher. Uma lutadora aposentada - não do tipo de biquíni. Ela tinha uma pinta na bochecha direita que era tão grande, que nós tínhamos certeza de que era a cabeça de um gêmeo separada no útero. Era nojento, mas estranhamente hipnótico, ao mesmo tempo - você não podia deixar de olhar para ele. A pinta balançava um pouco quando ela falava, como uma tigela de gelatina.

Eu tremo um pouco, mas isso funciona. Tudo está bem lá embaixo.

— Saul Anderson está vindo para a cidade no próximo mês — digo finalmente.

Suas sobrancelhas sobem.

— Saul Anderson? Sério?

— Realmente. — eu digo a ela, todo profissional. Não há mais prazer para ela. — Meu pai gostaria que você montasse uma apresentação simulada. Um prospecto, como se você realmente estivesse apresentando ao cliente. Ele acha que seria uma boa prática para você.

Eu sei, eu sei... Você acha que eu sou um babaca. Eu não estou nem lhe dando uma chance. Bem, supere isso. Isto é um negócio. E no mundo dos negócios - como na guerra - tudo é justo.

Eu espero que ela fique animada. Eu espero que ela fique grata. Ela não fica nada disso.

Seus lábios pressionam juntos, em uma linha apertada, e sua expressão fica séria.

— Uma prática, não é?

— Exatamente. Não é um grande lance, na verdade é bem simples. Basta jogar alguma coisa simples para ele. Algo hipotético.

Ela cruza os braços na frente do peito e inclina a cabeça para o lado.

— Isso é interessante, Ucker. Considerando que o seu pai me disse que ainda não decidiu quem vai pegar Anderson ainda. Que iria julgar entre você e eu, quem montar a estratégia mais impressionante. Pela maneira como ele explicou, isso soa como um grande lance.

Uh oh.

Quando eu tinha doze anos, Poncho e eu roubamos uma revista Hustler em uma loja de conveniência. Meu pai me pegou com ela no meu quarto, antes que eu tivesse a chance de escondê-la debaixo do meu colchão. O olhar no meu rosto neste momento é muito semelhante ao que eu usava então.

Flagrado.

— Jogando um pouco sujo, não é? — Ela pergunta, seus olhos estreitos com desconfiança.

Eu dou de ombros.

— Não fique se achando tanto, querida. Anderson está vindo para mim. Meu pai apenas te lançou um osso.

— Um osso?

— Yeah. Você está puxando o seu saco, desde que você começou. Estou surpreso que ele ainda consiga ficar em pé. Ele acha que isso vai tirá-lo de suas costas por um tempo.

Sempre atacar primeiro - lembre-se disso também. O que acontece com a equipe que marca primeiro? Eles quase sempre ganham. Procure se informar, se você não acredita em mim.

Sim, eu estou tentando abalar sua confiança. Sim, eu estou tentando lançá- la para escanteio.

Me bata.

 



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