História Atraídos (Adaptada Vondy) - 1 Temporada - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias Rebelde
Tags Christopher Uckermann, Dulce Maria, Rbd, Vondy
Visualizações 40
Palavras 3.608
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - 5


Depois disso, as coisas ficam desagradáveis.

Eu tenho vergonha de dizer que tanto Dulce quanto eu, afundamos em novos níveis mínimos de sabotagem profissional. Isso nunca realmente chegou no reino do ilegal. Mas chegou definitivamente perto.

Um dia eu entrei na minha sala, para encontrar faltando todos os cabos no meu computador. Isso não causou nenhum dano permanente, mas eu tive que esperar uma hora e meia para o técnico aparecer e reconectá-lo.

No dia seguinte, Dulce descobriu que "alguém" tinha mudado todas as etiquetas em seus discos e arquivos. Nada foi apagado, você pensaria. Mas ela praticamente teve que olhar um por um, se ela quisesse encontrar os documentos que precisava.

Poucos dias depois, em uma reunião de equipe, eu "acidentalmente" derramei um copo de água em algumas informações que Dulce compilou para o meu pai. Algo que ela provavelmente levou cinco horas ou mais para montar.

— Oops. Desculpe — eu disse, deixando o sorriso no meu rosto dizer a ela como eu não estava nem um pouco arrependido.

— Está tudo bem, Sr. Uckermann— ela garantiu ao meu pai, enquanto limpava a bagunça. — Eu tenho outra cópia no meu escritório.

Ela daria um grande escoteiro, você não acha?

Mais tarde - aproximadamente na metade dessa mesma reunião – você sabe o que ela fez?

Ela me chutou, po/rra! Na canela, debaixo da mesa.

— Aiiii — eu solto um gemido, e minhas mãos cerram em punhos reflexivamente.

— Está tudo bem, Ucker? — Meu pai pergunta.

Eu apenas posso assentir e resmungar:

— Algo em minha garganta. — Eu começo a tossir de forma dramática.

Veja, eu não estou prestes a ir chorar para o papai também. Mas doce Cristo doeu. Você já foi chutado na perna por um salto pontudo de 10cm? Para um homem, apenas havia uma área que é mais dolorosa ser chutado.

E esse é um lugar que não ouso nem dizer o nome.

Após o latejar na minha perna diminuir um pouco, eu escondo minha mão por trás de alguns documentos levantados, enquanto meu pai falava. Então eu mostro o dedo médio para Dulce. Imaturo, eu sei, mas, aparentemente, agora estamos ambos funcionando no nível pré-escolar, por isso acho que tudo bem.

Dulce zomba de mim. Então ela abre a boca, bem que você queria. Bem - ela me pegou, agora não é?

Estamos na reta final. Um mês de combate mortal já passou, e amanhã é o prazo final do meu pai. Agora são aproximadamente 23hs, e Dulce e eu ainda estamos no prédio.

Eu tive essa fantasia uma centena de vezes. Embora, eu tenha que dizer, isso nunca incluiu cada uma na sua sala, olhando para o outro lado pelo corredor - acompanhado de algum gesto obsceno ocasional.

Olho para vê-la rever seus gráficos. O que ela está pensando? Estamos na Idade da Pedra? Quem diabos ainda usa gráfico? Anderson é definitivamente meu.

Estou apenas dando os últimos retoques na minha própria e impressionante apresentação PowerPoint, quando Poncho entra no meu escritório. Ele está indo para algum bar. Não importa que seja quarta-feira, isso é apenas Poncho. A poucas semanas atrás, eu fui também.

Ele olha para mim por um longo tempo, sem dizer nada. Então, ele se senta na borda da minha mesa e diz:

— Cara, apenas pare agora com essa merda.

— Do que você está falando? — Eu pergunto, meus dedos nunca parando sobre o teclado.

— Você já olhou para si mesmo ultimamente? Você precisa apenas ir até lá e terminar isso.

E agora ele está me irritando.

— Poncho, o que diabos você está tentando dizer?

Mas tudo o que recebo de volta é:

— Você já viu Guerra dos Roses? É assim que você quer acabar?

— Eu tenho trabalho a fazer. Eu não tenho tempo para isso agora.

Ele joga as mãos para cima.

—Tudo bem. Eu tentei. Quando encontrarmos vocês dois no átrio, sob o lustre caído, eu vou dizer a sua mãe que eu realmente tentei.

Eu paro de escrever.

— Que diabos você quer dizer?

— Quero dizer você e Dulce. É óbvio que você sente uma coisa por ela.

Olho para seu escritório quando ele diz seu nome. Ela não olhou para cima.

— Sim, eu sinto 'uma coisa' por ela. Uma aversão extrema. Nós não nos suportamos. Ela é muito mal-humorada. Eu não transaria com ela nem com um vibrador de 3 metros.

Ok, isso não é verdade. Eu iria fo/de-la. Mas eu não iria gostar. Sim - você está certo. Isso não é verdade também.

Poncho se senta na cadeira em frente à minha mesa. Eu posso senti-lo olhando para mim novamente. Em seguida, ele suspira. E fala, como se supostamente fosse uma revelação inspiradora.

— Celina Ferreira.

Eu olho para ele fixamente.

— Quem?

— Celina Ferreira. — diz ele de novo, então esclarece — Primeiro ano-ensino fundamental.

A imagem de uma garota gorda com tranças castanho-claras, e óculos de lentes grossas me vem à mente.

Concordo com a cabeça.

— O que tem ela?

— Ela foi a primeira garota que eu amei.

Espere. O quê?

— Você não costumava chamá-la de Celina Fedida?

— Sim. — Ele balança a cabeça solenemente. — Sim, eu chamava. E eu a amava.

Ainda continuava confuso.

— Como assim? Você passou o ano inteiro a chamando de Celina Fedida?

Ele balança a cabeça novamente e, tentando parecer sábio, diz:

— O amor faz você fazer coisas estúpida.

Acho que sim, porque...

— Ela não teve que sair mais cedo, duas vezes por semana para ir a um terapeuta, por que você a provocava desse jeito?

Ele pondera isto por um momento.

— Sim, isso é verdade. Você sabe, há uma linha tênue entre o amor e o ódio, Ucker.

— E ainda Celina Ferreira não teve que sair da escola naquele mesmo ano, mais tarde, porque...

— Olha, o ponto aqui, cara, é que eu gostava da garota. Eu a amava. Eu achava que ela era incrível. Mas eu não podia lidar com esses sentimentos. Eu não sabia como expressá-los da maneira certa.

Poncho geralmente não entra em contato com seu lado feminino.

— Então, você a provocou no lugar? — Eu pergunto.

— Infelizmente, sim.

— E isso tem a ver comigo e Dulce porque...?

Ele faz uma pausa de uma batida e, em seguida, me dá... aquele olhar. O ligeiro aceno de cabeça, a careta de triste decepção. Aquele olhar ali é pior do que a culpa de uma mãe, eu juro.

Ele está de pé, me bate nos braços, e diz:

— Você é um cara inteligente, Christopher. Você vai descobrir isso. — E com isso, ele sai.

Sim, sim, eu sei o que Poncho estava tentando dizer. Eu entendo, tudo bem. E eu estou dizendo a você - diretamente - ele é louco.

Eu não provoco Dulce porque eu gosto dela. Eu faço isso porque a sua existência está enroscando a trajetória da minha carreira. Ela é um incômodo. Uma mosca na minha sopa. Uma dor na minha bu/nda. Tão dolorida como a picada de uma abelha que levei na minha bochecha esquerda, no acampamento de verão quando eu tinha onze anos.

Claro, ela seria uma grande tre/pada. Eu montaria no expresso Dulce Saviñón a qualquer momento. Mas isso nunca seria nada mais do que uma boa fodida. Isso é tudo, pessoal.

O quê? Por que você está me olhando assim? Você não acredita em mim

Então você é tão louco como Alfonso.

Pressão é uma coisa engraçada. Faz algumas pessoas estalarem. Como o aluno do MIT que decide atirar na metade do corpo discente com um rifle de longo alcance, porque ele levou um B+ em uma prova final. Ela faz algumas pessoas sufocarem. Duas palavras: Jorge Posada. Já disse o suficiente. Pressão faz com que algumas pessoas caiam. Desmoronem. Congelem.

Eu não sou uma dessas pessoas. Eu cresço com a pressão. Ela me impulsiona, me leva a ter sucesso. Ela é o meu elemento. Como um peixe na água.

Eu começo a trabalhar no dia seguinte bem cedo. Vestido para matar com a minha cara de jogador.

É hora do show.

Dulce e eu chegamos na porta do escritório de meu pai às nove horas em ponto. Eu não posso evitar em verificar como ela estava. Ela parecia bem. Confiante. Animada. Aparentemente, ela reage ao estresse da mesma forma que eu.

Meu pai explica que Saul Anderson ligou para dizer que estaria vindo para a cidade antes do previsto. Na verdade, amanhã à noite.

Vários empresários fazem isso. Marcam reuniões no último minuto. É um teste. Para ver se você está preparado. Para ver se você pode lidar com o inesperado. Sorte minha - eu posso.

E então começamos. Eu insisto nas senhoras primeiro.

Eu assisto a apresentação de Dulce como uma criança olha um presente debaixo da árvore na véspera de Natal. Ela não sabe disso, claro. Meu rosto é a própria definição de indiferença entediada. No interior, porém, eu mal posso esperar para ver o que ela tem.

E eu não fico desapontado. Não diga a ninguém que eu disse isso – eu vou negar até a morte - mas Dulce Saviñón é fo/didamente incrível. Quase tão boa quanto eu.

Quase.

Ela é direta, clara e convincente como o inferno. Os planos de investimento que ela estabelece são únicos e criativos. E destinados a fazer uma porrada de dinheiro. Sua única fraqueza é que ela é nova. Ela não tem as conexões necessárias para conseguir fazer o que está propondo. Como eu já disse antes, parte deste negócio - uma grande parte - está nas informações por baixo do pano. Aquela informação oculta e segredos sujos que os novatos não sabem. Assim, embora as ideias de Dulce sejam fortes, não são totalmente viáveis. Não é bola na cesta.

Então, é a minha vez.

As minhas propostas, por outro lado, são pedras sólidas do ca/ralho. As empresas e os investimentos que delineio são bem conhecidos e seguro. Com certeza, meus lucros projetados não são tão elevados quanto de Dulce, mas eles são certos. Confiáveis. Seguros.

Depois que eu termino, eu me sento ao lado de Dulce no sofá. Está vendo como estamos lá? As mãos de Dulce dobradas corretamente em seu colo, suas costas retas, uma certeza, o sorriso satisfeito nos lábios. Eu me inclino para trás no sofá, minha postura relaxada, o meu próprio sorriso confiante uma imagem no espelho do dela.

Para aqueles de vocês ai fora, que acha que eu estou com uma falsa confiança de merda. Observe com cuidado. Você vai adorar esta parte.

Meu pai limpa a garganta, e eu posso ler o brilho animado em seus olhos. Ele esfrega as mãos e sorri.

— Eu sabia que meus instintos estavam certos com esse presente que foi essa apresentação. Eu tinha certeza que ficaria impressionado com o que seria mostrado hoje. E acho que é óbvio quem deve continuar a frente desse projeto com Anderson.

Ao mesmo tempo, Dulce e eu sorrimos um para o outro, o triunfo estampado em nossos rostos.

Espere por isso...

— Os dois.

A ironia é realmente uma bela merda, não é mesmo?

Nossos olhos se voltam para o meu pai, e os sorrisos desaparecem de nossos rostos mais rápido do que o Papa-Léguas no desenho infantil. Nossas vozes chocadas falam ao mesmo tempo.

— O quê?

— Me desculpe?

— Com seu talento artístico para investir, Dulce, e seu conhecimento concreto dos bastidores, Ucker, vocês dois serão perfeitos juntos. Uma equipe imbatível. Ambos irão trabalhar na conta. Quando ele assinar conosco, vocês irão dividir tudo: a carga de trabalho e os bônus. Cinquenta-cinquenta.

Compartilhá-lo?

Compartilhá-lo?

Será que o velho homem perdeu a cabeça maldita? Eu iria lhe pedir para compartilhar algo que ele trabalhou pra caramba para fazer? Será que ele deixaria alguém dirigir seu Mustang 1962, conversível cereja? Será que ele iria abrir a porta do seu quarto e deixar outro cara tre/par com a sua esposa?

Ok, isso foi longe demais. Eu puxo de volta - considerando que sua esposa é minha mãe. Esqueça que algum dia me referi a minha mãe e tre/par na mesma frase. Isso é apenas... errado. Em vários níveis.

Mas pelo amor de Deus, me diga que você vê o meu ponto.

Meu pai deve ter finalmente visto meu rosto, porque ele pergunta:

— Isso não é um problema, certo?

Eu abro minha boca para lhe dizer que lógico que é um maldito grande problema. Mas Dulce me dá uma cotovelada.

— Não, Sr. Uckermann, claro que não. Não há qualquer problema.

— Maravilhoso! — Ele bate as mãos e acena. — Eu tenho um jogo de golfe em uma hora, então eu vou deixar vocês dois resolverem isso. Vocês tem até amanhã à noite para coordenar suas propostas. Anderson estará no La Fontana às sete.

E então ele me olha com a expressão grave.

— Eu sei que você não vai me decepcionar, Christopher.

Merda.

Não importa se você tem sessenta anos, quando seu pai usa o seu nome completo, ela suga qualquer argumento bonito que você tenha.

— Não, senhor, eu não vou.

E com isso, ele está fora da porta. Deixando Dulce e eu sentados no sofá, nossas expressões atordoadas, como sobreviventes de uma explosão nuclear.

— "Não, Sr. Uckermann, claro que não" — eu lamento. — Você poderia ser mais puxa-saco?

Ela sussurra:

— Cale a boca, Christopher. — Em seguida, ela suspira. — Que diabos vamos fazer agora?

— Bem, você poderia fazer o que é nobre nesse caso, e desistir. — Sim.

Como se isso fosse acontecer.

— Em seus sonhos.

Eu sorrio.

— Na verdade, meus sonhos envolvem você inclinada sobre alguma coisa... A cabeça dobrada.

Ela faz um som de desgosto.

— Você poderia ser mais porco?

— Eu estava brincando. Por que você tem que ser tão fo/didamente séria o tempo todo? Você deveria aprender a aceitar uma piada.

— Eu posso aceitar uma piada. — ela me diz, parecendo ofendida.

— É? Quando?

— Quando ele não está sendo falado por um idiota infantil, que pensa que é um presente de Deus para as mulheres.

— Eu não sou infantil.

Por outro lado, presente de Deus? Meu recorde fala por si só.

— Oh, morda minha bu/nda. Adoraria.

— Boa resposta, Dulce. Muito madura.

— Você é um idiota.

— Você é uma... uma Maite* .

Ela faz uma pausa de um segundo e me olha fixamente.

— O que diabos isso quer dizer?

Pense sobre isso. Você vai entender.

Eu esfrego minha mão pelo meu rosto.

*Irmã do Ucker

— Olha, isto não vai nos levar a lugar nenhum e não vai acabar tão rápido. Nós estamos ferrados. Nós dois ainda queremos Anderson, e a única maneira em fazer com que ele venha, é de alguma maneira fazer essa merda juntos. Temos... 30 horas para fazer isso. Você está dentro ou não?

Seus lábios se unem com determinação.

— Você está certo. Estou dentro.

— Me encontre em meu escritório em 20 minutos, e vamos começar a trabalhar.

Eu esperava que ela fosse discutir comigo. Eu esperava que ela fosse perguntar por que nós tínhamos que nos encontrar em meu escritório - por que não podíamos trabalhar em seu escritório - como uma dona de casa irritante. Mas ela não fez isso.

Ela apenas diz:

— Tudo bem. — E caminha pela sala para pegar o resto de suas coisas.

Eu estou surpreso.

Talvez isso não seja tão ruim quanto eu pensava.

— Essa é a ideia mais malditamente estúpida que eu já ouvi! Não, é muito pior.

— Eu pesquisei Anderson. Ele é o tipo da velha guarda. Ele não vai querer ficar cego olhando para o seu laptop durante toda a noite. Ele vai querer algo concreto e tangível. Algo que ele possa levar para casa. Isso é o que eu vou lhe dar!

— Esta é uma reunião de negócios de bilhões de dólares - e não uma lição de ciências da quinta série. Eu não vou andar até lá com um maldito cartaz!

Já passou da meia-noite. Nós estamos no meu escritório há mais de doze horas. Exceto por esses detalhes, todos os aspectos da nossa apresentação foi batido o martelo, negociado, comprometido.

Eu me sinto como se eu tivesse fazendo um maldito tratado de paz.

Até agora, Dulce soltou seu cabelo e arrancou seus sapatos. Minha gravata está fora, os dois primeiros botões da minha camisa aberto. Nossa aparência poderia parecer que as coisas estavam amigáveis - íntimas - como uma sessão de estudos durante toda a noite na faculdade.

Se não estivéssemos tentando rasgar a garganta um do outro, é claro.

— Eu não dou a mínima se você concorda ou não. Eu vou fazer isso. Eu estou levando os gráficos.

Eu desisto, eu estou muito cansado para brigar por papel.

— Tudo bem. Apenas reduza o tamanho deles.

Nós pedimos comida há algumas horas atrás e trabalhamos durante o jantar. Eu pedi macarrão com frango, enquanto Dulce preferiu um sanduiche de peru com batata frita. Tanto quanto eu odeio admitir isso, estou impressionado. 

Obviamente, ela não se inscreveu no curso para — Eu só posso comer saladas na frente do sexo oposto — regra de ouro para um monte de garotas. Quem deu essa ideia para as mulheres? Como se um cara fosse dizer ao seu amigo: — Cara, ela era uma garota muito feia, mas uma vez que eu a vi mastigando alface, eu apenas cai de quatro por ela.

Nenhum homem quer tra/nsar com um esqueleto - e mordiscar biscoitos e água, como um prisioneiro de guerra no jantar não é atraente. Isso só nos faz pensar como você vai estar uma pu/ta mal-humorada mais tarde, de fome. Um cara quer você? Um cheeseburger gigante não vai assustá-lo. E se ele não quiser? Ingerir todos os verdes que houver na fazenda de Peter Rabbit não vai mudar isso, confie em mim.

Agora, de volta para a batalha real.

— Eu que vou fazer a apresentação. — eu digo a ela com firmeza.

— Não, de jeito nenhum!

— Dulce...

— Estas são as minhas ideias, e eu vou apresentá-las!

Ela está propositadamente tentando me deixar louco. Ela está deliberadamente tentando me levar ao fundo do poço. Ela provavelmente está esperando que eu vá me jogar pela janela, só para ficar longe do aborrecimento que é ela. Em seguida, ela vai ter Anderson só para ela.

Bem, seu esquema do mal não vai funcionar comigo. Vou manter a calma. Vou contar até dez. Eu não vou deixar Dulce me atingir.

— Saul Anderson, — eu digo — é um empresário à moda antiga. Você mesma acabou de dizer isso. Ele vai querer falar com outro homem de negócios, não alguém que ele enxerga como uma secretária que foi promovida.

— Esse é o comentário mais machista que eu já ouvi. Você é nojento!

A minha calma sai direto pela janela, e despenca cerca de quarenta andares.

— Eu não disse que eu pensava dessa forma. Eu disse que ele pensa dessa maneira! Po/rra do Cristo Todo-Poderoso!

E é verdade. Eu não me importo com o que as pessoas estão carregando entre as pernas, ou a maneira como usam isso. Um p/au, uma va/gina, ou os dois - é tudo a mesma coisa para mim. Contanto que faça o trabalho bem feito, isso é tudo que importa. Mas Dulce parece determinada a pensar o pior de mim.

Eu empurro minhas mãos pelo meu cabelo, em um esforço para desabafar um pouco da frustração que me faz querer sacudi-la, até arrancar essas merdas dela para fora.

— Olha, as coisas simplesmente são assim. Tentar fingir que certos preconceitos não existem, não irá fazê-los ir embora. Nós temos uma melhor chance de assinar com Anderson, se eu falar.

— Eu disse que não! Eu não me importo com o que você pensa. Absolutamente não.

— Deus, você é tão fo/didamente teimosa. Você é como uma louca pu/ta na menopausa!

— Eu sou teimosa? Eu sou teimosa? Bem, talvez eu não tivesse que ser, se você não fosse o rei dos malucos por controle!

Ela está certa sobre essa coisa de controle. Mas o que eu posso dizer? Eu gosto de fazer as coisas da maneira certa - que é a minha maneira. Eu não vou pedir desculpas por isso. Especialmente para a Sra.Tem-Uma-Vara-Na-Minha-Bu/nda.

— Pelo menos eu sei quando recuar - ao contrário de você. Você anda por aí como uma perfeccionista tensa cheia de metanfetamina!

Á esta altura, estávamos os dois em pé, menos de um pé de distância em frente um ao outro. Sem seus saltos, eu tinha uma grande vantagem na altura, mas Dulce não parece intimidada.

Ela me cutuca no peito enquanto argumenta:

— Você não me conhece mesmo. Eu não estou nervosa.

— Oh, por favor. Eu nunca vi alguém que precisa tanto tra/nsar quanto você. Eu não sei o que diabos seu noivo está fazendo com você. Mas seja o que for? Ele não está fazendo a coisa certa.

Sua boca se abre, formando um "O" grande diante da minha alfinetada contra seu noivo. Com o canto do meu olho, eu vejo a mão dela chegar, pronta para me bater no rosto.

Esta não é a primeira vez que uma mulher tentou me bater. Você não está surpresa, não é mesmo?

Como um profissional, eu pego seu pulso antes que ela faça contato com meu rosto e seguro seu braço para baixo do seu lado.

— Caramba, Dulce, para uma mulher que afirma que não quer me fe/rrar, você certamente parece ansiosa em partir para agressão física.

A outra mão veio para tentar me bater do outro lado, mas eu a bloqueei novamente, e agora estou segurando firmemente as duas mãos em seus quadris.

Eu sorrio.

— Tem que fazer melhor do que isso, baby, se você quer pegar um pedaço de mim.

— Eu te odeio! — ela grita na minha cara.

— Eu te odeio muito mais! — Eu grito.

Evidentemente, não foi a resposta mais inteligente - mas foi o melhor que eu consegui fazer nas circunstâncias.

— Bom!

É a última palavra que ela fala.

Antes da minha boca descer sobre a dela. E os nossos lábios baterem juntos.



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