História Atrás dele! - Capítulo 4


Escrita por: ~

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Categorias Sou Luna
Personagens Luna Valente, Matteo, Personagens Originais
Tags Amor, Declaração, Drama, Lutteo, Romance, Sou Luna, Soy Luna
Exibições 215
Palavras 1.400
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Escolar, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hey povo, estou eu apresentando o penúltimo capitulo da fic....
Boa leitura

Capítulo 4 - Se despedir


Uma semana se passou. Matteo poderia dizer que adorava a forma que Luna segurava a sua mão e não deixava que ele se aproximasse de Alinna, entendia perfeitamente, porém, sabia que talvez essas atitudes o prejudicasse.

Luna buscava controlar os ciúmes que parecia querer explodir toda vez que a outra se aproximava do moreno. Ela odiava se sentir assim, odiava ver que Matteo continuava falando com Alinna, odiava sentir o mesmo que ele sentiu em determinado momento.

- Luna? – Ela terminava de colocar seus patins, quando sentiu os braços do moreno enlaçarem o seu corpo. A garota se segurava para explodir, sentia-se colocada de lado e mesmo sabendo que Matteo dava toda a sua atenção a ela, não conseguia deixar de se sentir assim. A insegurança começava a afeta-la e Luna já não tinha a mesma força que possuía no início. – O que aconteceu?

- Você sente algo pela Alinna? – Matteo se segurou para não rir, contudo, logo percebeu que Luna falava sério.

- Ela é uma amiga. – Uma amiga que tem uma súbita queda por ele. Luna sabia disso e a situação fazia sua mente comparar a amizade que tinha com Simón, certamente não poderia ser comparado, mas se perguntava se Matteo sentia o mesmo quando os via juntos, se sentia o ciúmes possessivo, a raiva, a sensação de ser menospreza. Será que Matteo sofreu tanto assim?

- Eu me sinto uma idiota tentando chamar a sua atenção e fazer com que a desvie dela. – Disse a verdade subitamente. Não era uma rivalidade, não era uma disputa para ver quem tinha mais talento, Luna não era assim. Ela só não queria pagar pelos seus erros, não queria perder Matteo. – Hoje eu percebo o que te fiz, todas as vezes que fingia não perceber que gostava de mim.

- O que? – O moreno a olhou incrédulo.

- Eu posso até ser distraída, mas no fundo acreditava quando Nina me dizia que você poderia gostar. – Ele olhou para os pés e suspirou ouvindo a voz falha de Luna. – Mas eu tinha medo. Medo de não ser verdade, acho que não pareço fazer o seu tipo. Medo de perder o meu amigo, não percebi que estava te perdendo. E agora estou com medo dela ter te dado o que eu não fui capaz.

- Eu cheguei a querer te odiar. – A morena engoliu em seco e fechou os olhos digerindo as palavras rápidas dele. – Mas sabia que não seria possível. Eu deveria ter mais orgulho, ter dado uma chance a Alinna, ter te superado. Mas você está aqui, e isso prova que venceu esses medos.

- Menos um – Ela sorriu mais tranquila.

- Me deixa te ajudar? – Luna assentiu dirigindo seu olhar até encarar os castanhos intensos que a avaliavam. Sentiu os dedos de Matteo tocaram a sua bochecha e o viu se aproximar lentamente. O hálito quente bateu contra sua boca fazendo ela quebrar a distância que a impedia de sentir os lábios dele.

Matteo apertou a cintura de Luna, a puxando para o seu colo sem desgrudar sua boca da dela. O beijo era intenso, apesar de já terem se beijado várias vezes durante aquela semana, nada se comparava a sentir a língua de Luna de encontra a sua, seus corpos buscando um contato que nunca parecia ser o suficiente.

- Desculpa atrapalhar o casal, mas temos ensaio. – Matteo encarou o amigo e assentiu brevemente, tirando a namorada do seu colo e pegando na mão da mesma.

- Isso cessou o seu medo bobo? – Luna assentiu ainda entorpecida com o beijo. Seu coração acelerado e seu corpo levemente arrepiado.

- Acho que sim. – Ela riu e o abraçou de lado. Ainda não tinha mais tocado no assunto da sua vinda para Milão, contudo, sentia que precisaria decidir. Tinha a impressão que Matteo não poderia voltar, até chegou a pensar que ele não queria, porém, logo percebeu que o garoto só não poderia ir contra os seus pais.

Luna planejava sua permanecia no país. Doía saber que deixaria seus amigos em Buenos Aires, mas doía ainda mais, viver sem Matteo.

Incrivelmente, seus pais a apoiaram. Não havia motivos para ficarem ou tentarem convencer Luna do contrário. Porém, Monica já havia a avisado que eles não a deixariam sozinha e se ajeitariam no país também.

- Vamos? – Matteo sorriu se posicionando. O ensaio foi longo e exaustivo. Os olhares de Luna e Alinna se encontraram diversas vezes, e por mais que quisessem deixar aquela rivalidade de lado, Matteo era o pivô que as impedia. Nenhuma das duas queria desistir, apesar do moreno já ter feito a sua escolha.

- Eu vou tomar algo. – O “Mauricinho” fez sinal com a cabeça e Luna o seguiu rapidamente. Ele fez o pedido e se sentou em uma das mesas sendo acompanhado pela namorada. – Semana que vem é a competição e...

- E? – Luna arqueou uma sobrancelha e sorriu decentemente. Matteo observou aquele gesto e se perdeu por alguns segundos.

- A gente vai ter que se despedir. – Ele fechou os olhos tentando dizer aquelas palavras que machucariam a garota. Amava a ter por perto, se sentia unicamente feliz pela prova de amor de Luna, no entanto, não se sentia no direito de aceitar que ela deixasse a sua vida por ele. Não poderia aceitar, sabendo o quanto Luna amava Buenos Aires, o quanto sofreu por deixar o México e, aos poucos, se apaixonou pela cidade.

- Quer que eu vá embora? – A morena estava incrédula. Achava que Matteo só poderia ter um problema sério, primeiro dizia que a amava e depois falava que eles teriam que se despedir.

- Me entende Luna, a sua vida é lá, eu não posso te tirar isso e tenho certeza que seus pais não estão felizes com essa decisão.

- Eu disse que precisava fazer as minhas escolhas e eles me disseram que viriam comigo, Matteo. Mas se você não me quer aqui, não coloque desculpas. – A voz saiu baixa e os olhos já começavam a marejar. Matteo se sentiu a pior pessoa do mundo, depois de tudo o que ela fez, merecia mais dele.

- Eu só não... Luna, não dá. – Ela sentiu seu mundo desabar, seu coração se apertou e Luna desabou sem se preocupar em demonstrar o quanto estava sofrendo. A garota sentia que tudo foi inútil, porém, mesmo assim, não conseguia se arrepender, ao menos ela tentou. – Eu sou apaixonado por você, e por isso não posso deixar que faça algo sem pensar.

- Tudo bem Matteo, só vou ficar porque me comprometi. – Matteo tentou pegar na mão da menina, contudo, ela a tirou e respirou fundo, antes de se levantar e patinar para o banheiro, segurando as lagrimas que insistiam em descer. Ele deixou um sorriso escapar lentamente pelos seus lábios, Luna se tornou uma das partes mais importante na sua vida, não permitiria que ela se sacrificasse desse jeito.

- Sua namorada é toda estranha. – Alinna sentou no lugar onde Luna estava e olhou o moreno que tinha um olhar perdido. Matteo desviou seu olhar até ela que abriu um pequeno sorriso.

- Alinna... – Ele tentou fazendo ela colocar o dedo indicador em sua boca e negar com a cabeça.

- Eu entendi Matteo, não quero te prejudicar, nem nada... sei que não é apaixonado por mim e nunca vai ser. – Alinna falou sincera. Talvez, no começo, sentiu a necessidade de tentar, mas Luna não estava no seu caminho. Quando ela chegou, a morena se sentiu ameaçada e queria provar que aquele era o seu lugar, porém, nunca tentaria algo que prejudicasse o Balsano. – Eu devo desculpas, provoquei ela e tal, mas saiba que não é a minha intenção te magoar.

- Tudo bem. – Matteo sorriu e Alinna apertou a mão dele. – Foi divertido.

- Idiota. – Ela resmungou e riu brevemente. Depois o analisou e mordeu os lábios. – Eu não sei se ela te merece... acho que ninguém é boa o suficiente pra ter você.

Matteo ficou sem palavras diante daquele elogiou.

Luna encarava a cena incrédula. A única coisa que ouviu foi “não sei se ela te merece”, aquilo doeu. Luna sentia que não o merecia, depois de tudo, ela sabia que Matteo era bom demais para alguém que só o fez sofrer. Achava que estar ali, não era suficiente para recompensar tudo o que fez ele passar. Talvez Matteo tenha abrindo os olhos e enxergando que Alinna fosse a escolha certa.


Notas Finais


Não desejem matar o Matteo... tudo tem um porque haha
Como eu disse no primeiro capitulo, a Alinna não é uma vilã, apenas uma personagem no intuito de fazer a Luna ver que o Matteo é foda e não estará disponível pelo resto a vida u.u Porque eu ainda achei que faltou na série. Qual é, coisas simples foram descobertas, menos que Siento era pra Luna.
Ta parei.... volto em breve povinho... antes que sintam a minha falta.


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