História Através do Tempo - Capítulo 23


Escrita por: ~

Postado
Categorias Violetta
Personagens Angeles "Angie" Saramego, Broduey, Camila "Cami" Torres, Diego, Federico, Francesca Cauviglia, Germán Castillo, León Vargas, Ludmila Ferro, Maxi Pontes, Nathália "Naty" Vidal, Tomás Heredia, Violetta Castillo
Tags Brocami, Diecesca, Fedemila, Jorge Blanco, Leon Vargas, Leonetta, Martina Stoessel, Naxy, Violetta, Violetta Castillo
Exibições 77
Palavras 1.765
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Espero que gostem!! Boa leitura! <3
Ps: Se conseguirem, ouçam "Lo que tu alma escribe" da Tini enquanto leem.

Capítulo 23 - Equívoco?


Fanfic / Fanfiction Através do Tempo - Capítulo 23 - Equívoco?

(POVs VIOLETTA)

Tudo parecia um sonho. Uma miragem. Aquilo realmente era real?

Minha visão ficou tão embaçada quanto a lente de uma câmera antiga. Eu não conseguia assimilar os fatos. 

León está na minha frente. León está aqui. Ou não. Talvez minha vontade de querer vê-lo seja tanta, que esteja criando alucinações. Criando imagens que não existem. Eu queria que aquilo fosse real, mas poderia não ser. 

Senti-me tão zonza, e que minha pressão havia caído. Por que ainda estava alucinando tanto quanto já sabia que era uma farsa? Ele não está aqui.

- Le-León? - Soltei, sentindo as palavras tremerem na minha voz. 

- Violetta! - Ele abriu um sorriso enorme, fazendo-me ver o quanto ele estava mais lindo que da última vez. Seus olhos estavam com um tom esverdeado ainda mais profundo, os cabelos não tão curtos quanto antes, mas nem tão compridos. A pele ainda mais macia vista de longe e o sorriso ainda mais encantador. Ele percebera meu estado de choque e se aproximou mais de mim. - Você está bem? 

Apenas me joguei em seus braços, sentindo o seu calor percorrer todo meu corpo gélido. Aquilo me confortara em demasiado. Seu abraço era a coisa que mais sentia falta. Afundei a cabeça em seus ombros e liberei todas as lágrimas possíveis do meu estoque, enquanto ele afagava as mãos em minhas costas.

Fazia tanto tempo que não o tocava. Que não sentia o que queria sentir. Só depois de um tempo com meu corpo colado ao dele que todas as perguntas e dúvidas começaram a surgir na minha mente. Como ele podia estar aqui?

- O que você faz aqui? - Indaguei em meio às lágrimas. - Eu senti tanto a sua falta... Sinto que isso é surreal. 

- Mas eu estou aqui, e isso é a verdade mais concreta que existe - León disse, apertando-me mais contra seu peito. - Eu senti mais, Violetta. Muito mais. 

Nos afastamos, mas sua mão permanecia em minha cintura, e as minhas em seu pescoço, enquanto nosso olhar estava totalmente sincronizado.

- Eu tenho tantas perguntas... 

- Eu sei - Ele disse. - E prometo que vou explicar tudo, mas não aqui. Por que não vamos à sua casa e eu lhe conto tudo... 

- Ah, León... - Olhei para baixo, envergonhada. - Algumas coisas mudaram e preciso que você entenda quando...

- Ei, eu sei. Eu sei que pouco mais de um ano se passou desde então, mas nós podemos tentar. Eu esperei tanto por isso... - Ele disse, sem desmanchar o sorriso.

Passou o polegar um pouco abaixo dos meus olhos, e colocou uma das mãos em meu rosto e a outra estava posicionada em minha cintura. Colou ainda mais nossos corpos, e aproximou seu rosto ainda mais do meu. Gradativamente, ia chegando cada vez mais perto, e eu fechei os olhos. Talvez não fosse o certo a se fazer, porque eu tenho namorado, mas eu queria tanto...

Estávamos tão próximos, já podia sentir sua respiração tão próxima a minha, quando ouvi uma voz, suplicante atrás de nós. 

- Violetta, o que é isso? - Era Tomás. O mesmo estava atrás de nós, olhando-nos com uma feição brava. Provavelmente ele tinha me seguido, depois de o deixei plantado em casa. 

Eu me afastei rapidamente de León. 

- O que está acontecendo? - León perguntou, com a testa franzida.

- Por que você estava agarrado na minha namorada? - Tomás disse, olhando friamente para León, que soltou um riso de deboche. 

- Sua namorada? - León perguntou, logo, olhou-me com indignação. Desviei o olhar no mesmo instante. 

- Isso, minha namorada - Tomás falou, provocando León. 

- Tomás... 

- Bom, devo te informar que sua namorada - León provocou - ama outro. 

Foi a vez de Tomás soltar um riso debochante.

- Está equivocado, parceiro. Por que não vai dar em cima de outra? - Tomás falou, zangado. Aproximou-se de León, e os dois ficaram peito à peito. 

- Por favor, parem com isso. Tomás, me espere no carro - Pedi. 

- Violetta o que você está fazendo aqui, no meio do nada? Com esse sujeito, ainda por cima! - Tomás falou com nojo.

- Por que você me seguiu? Podia confiar mais em mim. 

- Aposto que se eu não tivesse te seguido, você estaria aos beijos com esse... moleque

- Moleque? - León perguntou, realmente sem entender. Acho que ele não conhecia essa expressão. - Sou mais adulto que você, disso tenho certeza. - Ele voltou seu olhar para mim. - Violetta, podemos falar a sós? 

- Tomás, por favor, vá. 

- E deixar você aqui? Não mesmo. - Ele negou.

- Vou meter a mão na cara desse desgraçado - León disse, sem se conter. - Você não ouviu o que ela dissse?

- E você é quem pra saber o que é melhor para ela? 

- TOMÁS, VÁ! - Gritei.

O mesmo me olhou com raiva, e virou as costas. Pude vê-lo entrar no carro, e fechar a porta, mas não foi embora. 

Olhei para frente, e vi León com um olhar de fúria e tristeza ao mesmo tempo.

- Então eu volto por nós, e você já está com outro? Era sobre isso que queria falar? - Ele disse friamente.

- Achei que era pra seguirmos nossas vidas... 

- É, pelo visto você seguiu. - Ele soltou mais um de seus risos debochados e virou as costas, colocando as mãos na cabeça. Logo virou-se para mim novamente, e pude sentir que seus olhos estavam cheios de lágrimas presas. Aquilo me matava por dentro. - Sabe o que eu fiz a porra do meu ano inteiro sem você? Sofri, Violetta. Me afundei na merda do álcool porque eu não tinha o que eu mais queria. Daí abandonei a minha família toda, pra chegar aqui e ver você com outro!

- León, eu... - Tentei dizer, mas fui interrompida.

- Pare. Pare, porque você não sabe o que eu vivi. Você não sabe como eu sofri, o quanto perdi. E acho que tudo isso foi atoa. 

- Não, não foi! Eu sofri também. Estive a todo tempo com uma pessoa para tentar esquecê-lo, porque você mandou eu seguir minha vida. Mas foram tentativas falhas! Porque você não sai da minha cabeça nem um segundo! Nunca saiu. Não sei se você sabe, mas eu tentei contatá-lo, mas uma louca atendeu e destruiu nossa comunicação... 

- Não chame ela de louca, você não a conhece. Ela só estava tentando evitar meu sofrimento. E ela esteve certa a todo momento. 

- Não foi isso que eu quis dizer! Eu só... queria ouvir sua voz de novo. Porque eu também precisava. Eu também senti saudades. E eu também sofri, como você, León...

- Não, você não sentiu. Você não sentiu nem metade do que eu senti!

- Eu tentei viver pra ocupar o buraco no meu coração! Eu tentei ao máximo. Você não esteve aqui pra saber, pra dizer o que eu senti ou não!

- Tem razão. - Ele disse, abrindo um sorriso forçado. - Eu não estive. Ele esteve. - León apontou para o carro, para Tomás. 

- León... 

- Já entendi. Você quer continuar sua vida de sempre. Sem um louco viajante no tempo para impedi-la. 

- Não é isso que eu quero! - Gritei. - Eu quero você! 

- Eu preciso de um tempo... - Ele disse, andando sem rumo. 

- Para aonde você vai? - Gritei. 

- Pra qualquer lugar longe daqui. 

- León, por favor, pare!

Então ele parou. Virou-se para mim e disse:

- Havia me esquecido de uma coisa... - Ele tirou algo do dedo, e pude ver que era sua aliança. Nossa aliança. Ele a jogou no chão. 

Então, correu até chegar na estrada. Um táxi passou e ele entrou nele, indo para algum lugar que eu nem imaginava qual era. 

Peguei a aliança e a apertei dentro da mão. 

Caí na grama. Juntei os joelhos junto ao peito, e desabei em lágrimas. Eu deveria ter dito que terminaria o "namoro", que iria com ele à qualquer lugar do mundo e que viveríamos juntos para sempre. 

Mas não consegui.

Fiquei igual uma idiota só ouvindo, e machucando meu coração. Agora só poderia chorar para descontar a dor. E lá estava eu, mais uma vez com uma chance jogada pelo ralo. 

[***]

- Quem era ele? - Tomás disse, sentado ao meu lado no sofá. 

- Era meu... - Iria dizer "ex", mas acho que nunca chegamos a namorar realmente. - Tivemos uma história. 

- E ele voltou... Mas ele foi embora antes disso. Te deixou.

- Não foi bem assim. É verdade, ele foi. Mas não tivemos outra opção. 

- Por quê? Por que não me contou? 

- Queria recomeçar - Disse, deixando as lágrimas rolarem. - E eu estive com você porque você me faz feliz. Porque você me ama. 

- E você? Você me ama? - Indagou. 

Não quis responder, porque saberia que o machucaria. 

- Violetta - Não desviei o olhar do chão. - Me responda - Continuei calada. - ME RESPONDA! - Ele gritou, fazendo-me olhar para o mesmo. - Você me ama ou não?

Hesitei um pouco, mas sabia que ele precisava da resposta para aceitar.

- Não. Eu amo ele. 

Tomás respirou fundo, e deixou escorrer algumas lágrimas, sentando-se mais longe de mim. 

- Você me usou. - Foi apenas o que ele disse.

- Não o usei. Eu realmente queria recomeçar. E eu gosto de você, por isso deixei isso andar. Mas eu sei que não fui justa. 

- Você tem razão. Você foi totalmente injusta. - Ele se levantou e foi até a porta. - Acho que isso é o fim. Nos vemos por aí. 

Então ele saiu e fechou a porta atrás de si. Eu chorava cada vez mais. Não deveria tê-lo feito acreditar em nós, continuar com isso desde o princípio só o machucou. E machucou à León. 

Eu já tinha acabado tudo, mas ainda sim me sentia muito mal.

Decidi que eu iria amanhã procurar Tomás para me desculpar, porque de cabeça quente nada se resolve. Assim como procuraria León no dia seguinte, para conversar com ele. 

Mal podia acreditar que depois de tanto tempo, ele estava aqui. E não era uma ilusão, um sonho ou uma estória. Ele estava aqui. E depois de tanto tempo, não podia perdê-lo mais uma vez. E não iria. 

"No hay palabras que inventar, yo lo veo en tu mirar, deja el corazón hablar, puedo oír lo que tu alma escribe"

Lo que tu alma escribe, TINI. 


Notas Finais


Reencontrooooo <3
Briga infelizmente. Mas vocês vão gostar do próximo, eu acho.
Só para avisá-los, a fic está entrando em reta final :( Acaba por volta do 30.
Mas até lá tem tempo haha. Desculpem pelo momento bad, mas foi necessário.

Quero saber o que estão achando, comentem aí embaixo! Leio e respondo todos. Beijoooos e até o próximo! <3


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