História Através do Universo - Capítulo 6


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Palavras 2.208
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Eles acham melhor que você fique calado... Não concorde com eles.

Capítulo 6 - Estrelas censuradas


Fanfic / Fanfiction Através do Universo - Capítulo 6 - Estrelas censuradas

Todos se mostram assustados com a notícia da morte do policial. Arold então questiona:

—Como assim ele faleceu hoje? O que aconteceu?

—Eu recebi ordens para ficar em silêncio, mas posso lhe dizer que ele morreu em um acidente de trabalho. Isso é tudo que posso revelar, me desculpem.

O quarteto se entreolha, queria descobrir o que realmente tinha acontecido. Se já era difícil de sanar todas as dúvidas sobre os eventos que haviam ocorrido até agora, acabava se tornando ainda mais complicado compreender a situação toda.

Sempre aparecia uma nova informação e a cada tentativa de uma resposta surgiam inúmeras perguntas. Todos saem da delegacia desejando resolver a questão e pegam caminho para praça que fica em frente à escola. Elizabeth então diz aos outros três:

—Ei, gente, e se o Zerkon matou o Burny e não querem nos falar?

—Por que não falariam? — Pergunta Arold.

—É simples, Arold. Porque qualquer coisa que possa desequilibrar o sistema rotineiro da ilha é tratada como ameaça. E ameaças devem ser mantidas em sigilo, do contrário, haveria caos na sociedade. — Explica Knonc.

—Pelo menos alguém aqui pensa. — diz Natally. — E tem mais, precisamos reunir tudo que sabemos para tentar achar alguma lógica nisso.

—De acordo com aquele velho da cabana, provavelmente Zerkons não são desse planeta. Não sabemos por qual motivo, mas temos ciência de que eles atacam primeiro as pessoas idosas. — Relembra Knonc.

Arold resolve complementar:

—A espécie Zerkon não parece ser muito inteligente.

—Igual a você! — Diz Elizabeth rindo.

—E quando ele morre, seu corpo se desintegra totalmente no ar em forma de cinzas. — Observou Knonc no momento enquanto Arold discutia com Elizabeth pela brincadeira que fez.

De repente, todos ouvem um barulho de uma porta se abrir. Era possível ouvir o som da voz de Robson, o diretor da escola e também assessor do prefeito Smith de dentro da residência. Os quatro, por puro reflexo decidem se esconder dentro do beco próximo. A porta que foi aberta fica de frente para uma trilha abandonada cujo curso leva para fora da cidade.

Da casa, sai um homem com uma capa cor de marrom. A vestimenta impedia a visualização de sua face. Ele carregava um enorme saco e ia em direção à mata… Até que desapareceu de vista. Em seguida, sai Robson e vai em direção ao centro da cidade.

O quarteto, que passou o todo esse tempo escondido, mas que viu tudo acontecer, resolve (a pedido do medroso Knonc) se despedir ali mesmo ao invés de continuar indo até a praça como tinham combinado.

Elizabeth e Knonc vão embora deixando assim Natally e Arold a sós. Quando Natally começa a caminhar em direção de volta a sua casa, seu irmão a interrompe e diz em tom de voz baixa:

—Ei, Natally. Eu só estava esperando o cagão do Knonc ir embora… Vamos até lá naquela casa ver se descobrimos algo.

—Pra quê? Não há necessidade disso. Ele é diretor da escola e deveria estar tratando de algum assunto importante. Sabe como são os adultos. — Diz Natally.

—E aquele cara com um saco?

—Lixo que está sendo posto para fora.

—Com forma de corpo? Acho que não, hein? Você tem que ser um pouco mais teimosa, Natally. — Diz Arold já indo em direção a uma das janelas da casa.

Natally, querendo evitar que ela e o irmão sejam vistos, corre atrás dele e pega no seu pé enquanto subia a janela. Arold então diz:

—Que isso, Natally? Me larga! Se não vai ajudar, não atrapalha!

—Saia daí agora! Se você não sair, vamos nos dar mal! Será que não entende?!

—Para de querer ser a certinha, você não é minha mãe! Me obrigue a descer!

Natally com as mãos segurando as pernas do gêmeo, arremessa-o dali, bem em frente a casa. Após a queda na terra, logo ele se levanta bravo:

—Sua desgraçada!

—Ei, o que é isso? — A menina observa o chão em que o irmão caiu.

—Isso o quê?… Você está me escutando? Natally?!

—Para de reclamar e olha para o chão!

Arold então obedece e vê uma identificação que provavelmente caiu do tal saco que o homem de capa marrom levava. A identidade dava como seu portador o supremo policial florestal Burny Halfor.

Depois de descobrirem que o suposto defunto dentro do saco preto era o guarda que viram durante a noite do massacre dos Zerkons, os dois resolvem ir embora daquele lugar e retornar a sua casa.

Natally queixa-se de uma dor na região da barriga. Como prometido, hoje escutariam novas histórias de astronomia por parte de Hina, a avó. Talvez nisso tudo poderia se achar uma estabilidade em novas histórias. Eram muitas coisas que vinham à mente das duas crianças. Reações estranhas de adultos quando o assunto era o espaço; seres misteriosos que matam, mas que ao mesmo tempo estão pedindo ajuda… Além da morte misteriosa do guarda florestal…

O que Robson, o diretor da escola tem a ver com isso? Será que as histórias de Hina iriam esclarecer? Levantariam novas dúvidas? Afinal, ela é a única na ilha que aparenta saber do assunto e não hesita compartilhar de seu conhecimento.

Chegando em casa, Natally toma banho primeiro. Ela sempre tomava banho rápido, porém, hoje em especial houve uma demora além do normal. Isso irritou Arold, pois ele era o próximo e quanto mais rápido fossem os banhos, mais cedo ouviriam a história da avó.

Percebendo a demora, Hina decide entrar no banheiro para ver o que acontecia. Arold estranha tudo e espera por cerca de dez minutos até que as duas saíssem do banheiro. Logo ele provoca:

—Caramba, Natally! Que demora, pensei que tinha morrido lá dentro.

—Você não sabe de nada… Cala a boca! — Natally resmunga. Logo em seguida, Hina diz para o neto:

—Tenha paciência com sua irmã e sempre a escute, pois ela sempre saberá o que é melhor para você quando eu não estiver aqui.

Arold acaba se sentindo estranho. Ele toma seu banho enquanto pensa… Por que sua vó iria supervalorizar Natally, se ela era a única que tratava os dois igualmente? Após a ducha, os gêmeos vão jantar e, enquanto comiam a carne de boi com salada que Hina preparou, o garoto lembra a avó sobre as histórias de astronomia que prometera contar. Ela alega que de maneira alguma esqueceria.

Ao término do jantar, os três reúnem-se na sala para ouvir Hina. Como era época de frio, eles se acomodam no tapete frente à lareira. O menino ansioso senta-se mais perto dela e sua irmã bem ao lado. Então é iniciada:

—Hoje quero falar da evolução da espécie humana.

—O que isso tem a ver com a astronomia? — Interrompe Natally.

—Tudo a ver. Separemos as evoluções por estágios. Células, Criaturas, Tribos, Civilizações e Espaciais. Se acharmos algum outro planeta e nele contiver vida, temos que identificar em quais desses estágios estão a vida que habita nele. Mas, para entender isso, nós precisamos entender como a nossa própria espécie evoluiu.

—Mas eu pensava que não podíamos sair da terra, senão iríamos morrer, porque lá é o lugar aonde as pessoas mortas vão. — Diz Arold.

—Da onde você tirou isso Arold? — Pergunta Hina estranhando.

— Daqui, vó. — Arold pega o Livro das Ideias e mostra para Hina. Ela então pega o livro já suspeitando de algo e dá uma boa olhada. Em seguida, faz a pergunta:

—Quem te deu este livro, Arold?

—Foi o professor da biblioteca… Kandir.

—Arold, quero que pegue tudo na sua mente que aprendeu nesse livro e jogue fora.

—Mas por quê?

—Tudo que está escrito aqui é mentira!

Arold se assusta com a seriedade de que a senhora fala sobre o assunto e questiona:

—Como assim “mentira”? O professor nunca me daria um conteúdo falso.

—Você ainda é criança, Arold, tem muito que aprender. Com toda certeza do mundo ele te daria um conteúdo falso. Quando o assunto é o universo, isso é tratado como um tabu aqui na Terra. Tudo isso por causa de muitas coisas.  Por exemplo, os Zerkons.

Então o jovenzinho se assusta com o conhecimento de Hina sobre os Zerkons e procura receber mais algum dado:

—O que são Zerkons, vó?

Ela decide explicar toda a verdade para ele:

—Zerkons são…

Nesse momento, o vidro da janela da sala estoura e isso assusta os três. Todos olham para ver o que acontecera. E acima da janela está o homem com a capa marrom que cobria o próprio rosto. O homem ficou olhando para os outros presentes, que aparentavam não estar entendendo nada… Principalmente Arold.

Depois de fazer uma análise completa, o indivíduo misterioso dá um grande salto em direção ao centro da sala. Sem se importar com a idade da senhora, pega Hina pelo pescoço e a coloca dentro de um grande saco… Um evidente sequestro.

Arold, vendo o jeito que sua vó era tratada pelo homem, imediatamente fica furioso e parte para cima. O menino acerta um chute no peito do sequestrador, a força faz com que o homem se desequilibre e seja derrubado. O golpe era forte para uma criança de 12 anos de idade.

O saco em que Hina estava agora se encontrava fora do poder daquele desconhecido. Assim, Natally tenta tomar posse dele a fim de salvar sua avó, quando uma rede foi disparada e capturou os dois irmãos, impedindo que se aproximassem do saco. A armadilha havia sido lançada pelo anônimo que logo retornou a pegar o corpo da vítima. Amarrou-o para evitar a fuga Hina. Arold, preso junto a sua irmã pela corda, não pode fazer nada além de gritar:

—Ei! Quem é você?! Por que está fazendo isso?! Deixa minha vó em paz! — O menino está com a voz chorosa, mas o homem permanece silencioso. — Responda, seu maldito!

—Arold, tenta arrebentar esse pedaço da rede com o cotovelo. — Sugere Natally, que tentava não entrar em desespero.

—Não consigo alcançar… E agora? — Nesse instante, a entidade vira-se e começa a ir embora junto com a vó dos gêmeos. O rapazinho grita:

—Volta aqui! O que é isso?! Um sequestro?! Que droga, me responde! Deixa a minha avó ou eu vou te esmurrar, seu desgraçado! — O garoto se debatia enquanto notava que o homem não parava de caminhar. Ele ficava cada vez mais distante da casa e não ligava para o que o menino dizia. Arold ainda está irado, mas ainda chora e diz baixinho — Vou te esmurrar…

Naquela hora, com muita vontade, Arold começa a roer a rede de cordas até que rompe um pedaço. Terminando o trabalho, Natally arrebenta o que sobrou, libertando a si e ao irmão. Feito isto, diz:

—Arold, se esconda, eu vou chamar a polícia.

—Claro que não! Eu não confio nessa gente! Vou eu mesmo atrás daquele cara e resgatar a nossa avó!

Ele impulsivamente pula pela janela quebrada e sai correndo em direção ao homem de capa marrom. O sequestrador não havia ido à cidade, mas sim à floresta. Mais precisamente à Rota 37.

Logo em seguida vem Arold atrás, a pessoa misteriosa percebeu que estava sendo seguida que de repente, parou na mata e esperou que o menino se aproximasse. Arold chega perto dele e tenta acertá-lo com um soco, mas o homem desvia facilmente, dando assim a impressão de estar apenas brincando com o menino.

Arold então aproveita o momento de proximidade e puxa o capuz do homem a fim de descobrir sua identidade e, para sua surpresa, ainda continuou desconhecida. O sujeito usava uma mascara preta. Mesmo assim, Arold teve a impressão de nunca ter visto aquele homem, pois seu jeito e físico não se encaixava com o de ninguém de sua conjetura: não se parecia com o diretor da escola, sua principal suspeita.

O ente mascarado então puxa de baixo das suas vestes outra rede, imediatamente Arold diz em um tom irônico:

—Pra que isso? Eu já me libertei dessa merda! Não vai tentar de novo, vai?

O indivíduo então se desfaz da rede e a joga chão. Ele volta a pegar algo de baixo de suas vestes. Desta vez, uma enorme corrente.

Por ser mais velho e consequentemente ter um porte físico maior, não teve dificuldades para colocar Arold contra um grosso tronco de árvore e prendê-lo ali com as correntes a sua volta.

O jovenzinho pensou que seria morto, quando naquele exato momento avista um Zerkon passando em uma trilha atrás do homem da capa marrom. O sequestrador percebe a presença da fera e abandona Arold preso, para ir atrás da fera. Deste modo, logo some na trilha ao fundo com o saco em suas mãos, levando assim Hina embora.

Arold fica ali preso na floresta por longos momentos, agonizando. Não era pela dor que as correntes lhe causavam, mas sim por não conseguir proteger sua avó, a única pessoa que sabia a verdade sobre todos os mistérios até agora. A única pessoa que ele tinha que cuidava dele e de sua irmã. Enquanto chora, o menino diz em voz baixa:

—Vó… Por que está acontecendo tudo isso? Por que as pessoas são estranhas? O que são esses monstros?… Por que levaram a senhora?… — Um silêncio toma conta da mata e começa a chuviscar. — Eu prometo, vou achá-la e vou salvá-la, mesmo que isso custe a minha vida… Todos eles vão pagar.



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