História Através dos Anos - Capítulo 13


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Kuraita, Narusasu
Visualizações 190
Palavras 3.019
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi!

Eu sei, faz tempo que eu não dou as caras e realmente peço desculpas. Bom, quem lê minha outra fic "A Clínica" já deve saber que eu ando com uns problemas, para os outros eu vou me explicar agora. Bem, eu ando com alguns problemas, que estão acabando com o meu tempo, que já era curto, meus avós foram parar no hospital e mesmo depois de terem alta meu avô ainda não está totalmente bem, até andou caindo no banheiro. Além disso, ando com uns problemas no trabalho também, minha empresa está em recuperação judicial e andamos trabalhando dobrado devido às inúmeras demissões por causa dos salários parcelados, por isso não ando com muito tempo para escrever e nem mesmo ler, ando trazendo trabalho para casa até. Mas bem, agora chega de explicações, vamos ao capítulo, espero realmente que gostem, mesmo eu estando meio enferrujada, pelo tempo longe.
Obs: A imagem do capítulo é de um mangá NaruSasu que eu achei na internet, é do mesmo mangá da imagem do capítulo 2.

Capítulo 13 - Podemos Tentar Outra Vez?


Fanfic / Fanfiction Através dos Anos - Capítulo 13 - Podemos Tentar Outra Vez?

09 de Junho, ano X20:

 

Kurama: 17, Itachi: 17, Naruto: 11, Sasuke: 10

 

            Haviam-se passado dois meses da morte de Mikoto, o bebê ao qual a mesma havia dado a luz ficou cerca de três semanas no hospital e sua adaptação à nova casa havia sido difícil, a pequena bebezinha, o qual havia recebido o nome de Sarada havia nascido muito pequena e fraquinha e sentia falta da mãe, ela nem mesmo havia tido a oportunidade de conhecer o carinho materno. O alimento estava sendo doado pelo hospital, Fugaku ia toda a semana até o banco de leite buscar o alimento para sua pequena, o mesmo que sentia-se exausto, inconsolável, passava horas trancado no quarto, observando as coisas de sua amada, desejando tê-la de volta em seus braços. Sasuke estava deprimido também, o pequeno sentia falta do carinho e amor maternos, das mãos delicadas afagando seus cabelos antes de dormir, enquanto contava uma história com sua doce voz e a cada vez que sentia que a dor o sufocaria corria para a sacada de seu quarto e ficava olhando as estrelas, onde segundo sua madrinha, sua mãe o observava e a dor consequentemente diminuía. Por fim, o mais afetado havia sido Itachi, o rapaz estava irreconhecível, rebelde, passava os dias fora e voltava somente de madrugada, havia-se afastado dos amigos e mal falava com os outros habitantes de sua casa, o patriarca estava assustado, pensando com que tipo de companhias seu primogênito andava, chegou até mesmo a trancá-lo no quarto, o que não resultou ser eficaz, já que o rapaz havia saído pela janela, Fugaku nem conseguia reconhecer o próprio filho. Kurama estava preocupado, observava a olhos vistos o Uchiha destruir-se pouco a pouco e sentia-se culpado, em sua mente havia contribuído para toda aquela revolta e mudança repentinas, porém o que poderia fazer?

            Naquele dia saiu de casa arrumado e perfumado, o presente que havia demorado tanto para escolher estava em suas mãos e o mesmo sentia-se nervoso, tinha medo que o moreno não quisesse recebê-lo, a cada dia sua relação parecia afundar ainda mais, pouco a pouco. Chegou à frente da casa, respirando fundo, reunindo toda sua coragem e entrando logo após seus pais, Sasuke foi o primeiro a recebê-los, o pequeno conseguiu esboçar um pequeno sorriso, assim que sentiu os braços do pequeno Uzumaki a lhe abraçarem, porém era visível o desânimo em sua face.

 

- E o Itachi? – Kushina perguntou, virando a cabeça para todos os lados a procura do moreno mais velho, porém não encontrou nem sinal do mesmo.

- O nii-san saiu hoje cedo e ainda não voltou. – Sasuke falou, abaixando a cabeça tristonho e o casal de adultos no local entreolhou-se, a situação estava começando a tornar-se preocupante.

 

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            O ruivo batia o pé nervosamente, não aguentava mais esperar, se ficasse parado ali por mais tempo enlouqueceria, já passavam das onze da noite e mesmo sendo seu aniversário o Uchiha não havia dado nem notícias, nem mesmo um recado para dizer que estava bem. Levantou-se irritado, ganhando a atenção de todos que ali estavam e que fitaram-no alarmados quando o mesmo se dirigiu à porta.

 

- Onde vai Kurama? – a ruiva perguntou, assim que viu a mão do filho tocar a maçaneta.

- Vou atrás dele. Vou trazê-lo nem que seja arrastado pelos cabelos. – todos apenas entreolharam-se quando a porta foi batida com força, seria uma boa ideia os dois encontrarem-se naquelas circunstâncias?

 

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            Andava a passos rápidos, sua mente divagando sobre as diversas coisas que poderiam estar acontecendo naquele local, sabia muito bem onde o moreno estava e bastou apenas uma ligação para seu amigo Kakashi, que possuía todo tipo de informações privilegiadas, para descobrir o endereço daquele sujeito. Aquele sujeito, desde que Itachi havia o conhecido ele havia mudado completamente e Kurama tinha certeza, Kisame Hoshikage não deveria ter boas intenções com o Uchiha, disso ele estava certo, ainda assim não estava preparado para o que viu assim que chegou àquela residência.

 

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            Sentia-se cansado de tudo e todos e o moreno sentia que ninguém conseguia entendê-lo. A morte de sua mãe havia sido apenas a ponta do iceberg e a cada dia as coisas pareciam piorar ainda mais. Sentia-se perdido, sozinho, os amigos o convidavam para sair com eles, porém não tinha vontade, não queria ficar perto de nada que o remetesse à matriarca e por isso se isolou. Pensou que seria apenas momentâneo, porém em meio à sua confusão mental, alguém resolveu se aproximar, era o momento perfeito, o moreno estava fragilizado, vulnerável, seria fácil encher sua cabeça de coisas que na verdade nem existiam e foi isso o que fez. Afastá-lo dos amigos foi fácil, o Uchiha parecia fazer questão de isolar-se, o difícil mesmo foi um certo ruivo, que por mais que Itachi afastasse, não cansava de insistir, Kurama era um empecilho, precisava dar um jeito para que o Namikaze se decepcionasse de vez e se cansasse e por isso sorriu quando uma ideia o veio à mente.

 

- Parece que você não está gostando da festa. – o azulado falou, aproximando-se, circulando seus braços em volta do menor, que possuía uma feição de desânimo.

- Eu deveria ir para casa, meu pai vai ficar preocupado. – o Uchiha falou, virando-se e ficando de frente para o “namorado”, se é que poderia chamar aquela relação que tinham dessa forma.

- Ah não Itachi, fica mais um pouquinho. Olha, eu tenho algo que vai te animar. – o azulado falou, mostrando um saquinho com um pozinho que fez os olhos do mais novo arregalarem-se.

- O que é isso Kisame? – perguntou assustado, dando dois passos para trás, seus olhos fixos no conteúdo à mão do mais velho.

- Você sabe o que é. Vamos, vai te animar. – falou, aproximando-se mais do menor, antes que fosse empurrado.

- Não. Minha mãe não iria gostar disso e nem o meu pai. – o Uchiha falou, afastando-se do maior, uma coisa era sair escondido, já isso era algo bem diferente o qual não estava preparado.

- Mas você vai ficar mais alegre... – foi cortado pelo menor, que o fuzilou com os olhos.

- Eu não quero. – falou, batendo os pés em direção à saída, antes que tivesse o braço segurado pelo mais velho.

- Desculpe, eu não vou insistir. Fique. – o azulado falou e o moreno assentiu, mesmo ainda meio irritado pela proposta anterior – Eu vou pegar uma bebida para você. – falou, afastando-se do menor e indo de encontro ao bar, colocando uma bebida forte em um copo de vidro, o moreno estava tão longe perdido em seus pensamentos que nem notou quando o pozinho branco foi acrescentado em seu copo.  

 

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- O que tinha nessa bebida? – o moreno perguntou entre risos, sentia-se estranho, mais agitado, ansioso, sua visão também estava embaralhada e por um momento jurou ter visto doendes se escondendo entre as garrafas de bebida do bar.

- Nada de mais, só algo para te animar. – o azulado falou, com um sorriso de lado.

- Você é um idiota. – o Uchiha falou, dando um tapinha de leve no peito do mais alto, que o puxou para si, selando seus lábios, por um instante jurou ter visto uma cabeleira ruiva à porta da grande sala, porém sentia-se tão diferente que pensou, aquilo só poderia ser outra alucinação.

 

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            Estava pasmo, paralisado, enquanto via o Uchiha, o seu Uchiha atracado com o azulado, que o pegou no colo, segurando-o pela bunda, a apertando, enquanto começava a subir uma escada, só então saiu de seu estupor, sabia exatamente o que o Hoshikage pretendia e tinha certeza, se não impedisse Itachi com certeza arrependeria-se mais tarde.

 

- ITACHI! – foi a passos duros em direção ao “casal”, obrigando o mais alto a soltar o moreno, que fitou-o pasmo, sem acreditar no que estava vendo, não era uma alucinação?

- Kurama? O que faz aqui? – perguntou ainda zonzo, sentia como se centenas de vozes falassem ao mesmo tempo em seu ouvido.

- O que você faz aqui? – o ruivo praticamente gritou, enquanto o puxava sem o menor cuidado pelo braço, em direção à saída.

- Ei ruivo, você não pode levar ele não. – o azulado aproximou-se inflando o peito, desafiando-o.

- Ele nem ao menos deveria estar aqui, ao contrário de você ele é menor de idade. Sabe que pode ser preso, não é? Isso é abuso de menor. – o Namikaze falou, enquanto arrastava o mais novo ainda zonzo para fora daquele lugar, nem notou a cara raivosa do azulado, só precisava sair dali, antes que acabasse fazendo alguma besteira.

 

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- Itachi, onde esteve até essa hora? – Fugaku o interrogou assim que seu primogênito pôs os pés na casa, praticamente carregado por um Kurama estressado.

- Ai, me deixa em paz, estou com dor de cabeça. – o mais novo falou, deixando o patriarca pasmo com a grosseria.

- Nii-san, você nos deixou preocupados, eu pensei que... – Sasuke falou com os olhos lacrimejantes e o mais velho bufou.

- Não seja criança Sasuke, já está na hora de crescer, não acha? Mamãe não vai voltar, não vai adiantar você ficar chorando que nem um bebê. – falou, deixando a todos chocados, nunca o haviam visto falar daquela forma com o irmão, normalmente ele era tão superprotetor. Sasuke não falou mais nada, apenas saiu correndo para o quarto, batendo a porta com força.

- ITACHI, CHEGA. VOCÊ ESTÁ PASSANDO DOS LIMITES. – Fugaku gritou, irritado com o filho mais velho, estavam passando por um momento difícil, não era momento para se afastarem como parecia que seu primogênito desejava.

- Otou-san, me deixa em paz, eu... – falou, dando as costas, queria sair dali, ficar sozinho.

- Não, você vai ficar. – o Uchiha mais velho falou, puxando-o com um pouco de força demais, seus olhos arregalaram-se quando o mais novo despencou no chão desmaiado.

 

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            Todos estavam apreensivos, da última vez em que haviam estado naquele hospital havia sido quando haviam perdido Mikoto, por isso ninguém falava nada, porém seus corações estavam apertados, sem saber o que havia acontecido.

 

- Sasuke... – Naruto chamou-o, o moreninho parecia tão perdido em seus pensamentos, não havia falado nada desde a discussão com o irmão.

- Você acha que eu sou um bebê Naru? – o menor perguntou sem encará-lo, os olhos azuis arregalaram-se.

- O que? É claro que não Sasu. Você só é... fofo e... inocente. – o loirinho falou pensativo, porém o moreninho estava intrigado, seu irmão estaria certo? Bom, não era a primeira vez que o chamavam disso, além disso Itachi era um gênio, ele nunca errava, então ele deveria estar certo, o problema era mesmo ele.

 

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            Demorou quase uma hora antes que o médico retornasse e lhes desse finalmente um veredito, que em nada tranquilizou o patriarca Uchiha, overdose não era algo que ele pensaria que um dia algum de seus filhos passaria, sentia-se quebrado, decepcionado, não com Itachi, mas consigo mesmo, pensava o que havia feito de tão errado para estarem passando por algo do tipo e não pôde evitar deixar algumas lágrimas silenciosas caírem enquanto passava os dedos delicadamente pelos cabelos de seu primogênito, o que faria a partir de agora?

 

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            Abriu os olhos com dificuldade, sentindo sua cabeça pesada e seus olhos ardiam com a luz que entrava pelas janelas do quarto branco, o qual não reconheceu de imediato, o que havia acontecido afinal?

 

- Parece que acordou. – ouviu a voz de Kurama, encontrando-o sentado em uma poltrona ao lado de sua cama, a apenas poucos metros de si – Por que fez isso?

- Do que está falando? Onde eu estou? – perguntou confuso, não conseguia lembrar-se de nada, só o que lembrava era da festa que estava com Kisame e uma alucinação do ruivo indo lhe buscar, depois tudo estava em branco, era como se houvessem rasgado uma página do livro de sua vida.

- Você foi para aquela festa, bebeu e... você estava estranho, falou coisas desagradáveis, brigou com seu pai, magoou o Sasuke e desmaiou. – o Namikaze falou, notando as orbes negras arregalarem-se.

- E-eu não lembro de nada disso. O que eu fiz para o Sasuke? – isso dentre todas as coisas que o ruivo havia lhe dito era o que mais o havia preocupado, tinha um sentimento muito forte em relação ao irmão mais novo, sentia que devia protegê-lo de tudo e todos, mesmo que agora pelo que parece houvesse sido ele mesmo a fazer o estrago.

- Você o mandou crescer, disse que não era mais para ele chorar como um bebê, pois a tia Mikoto não iria voltar. Ele ficou magoado e subiu para o quarto chorando. – Itachi não podia acreditar no que havia ouvido, aquilo só poderia ser mentira, nunca falaria algo assim para o irmão, Sasuke era a pessoa que mais amava no mundo, nunca o machucaria de propósito.

- E-eu... – estava chocado demais, seus olhos começavam a arder.

- Eu acho melhor vocês conversarem. – o mais velho falou, lavantando-se e o Uchiha o estranhou, ele estava frio, distante demais, será que também havia falado algo para o ruivo?

- Nii-san... – saiu de seus pensamentos ao ouvir a voz ainda infantil de seu irmão mais novo, que aproximou-se receoso.

- Sasuke... Kurama me falou umas coisas... me perdoa, eu não queria falar nada daquilo, aquilo não é verdade, eu só estava meio estressado e... me desculpa. – falou envergonhado, deixando as lágrimas presas caírem.

- Tudo bem. – o mais novo falou desanimado, tristonho, o que foi percebido pelo maior, que levantou-se com dificuldade da cama de hospital, abaixando-se à altura do menor, que parecia angustiado.

- Me desculpa. – falou, abraçando o mais novo, que correspondeu, tentando inutilmente prender as lágrimas que insistiam em cair pelo rosto pálido.

- Nii-san, você vai embora? – o mais novo perguntou e por um momento ele não entendeu, porém logo tudo fez sentido quando ouviu a voz chorosa pronunciar as seguintes palavras – Você não vai embora como a mamãe, não é? – o mais novo perguntou temeroso e tudo o que o mais velho pôde fazer foi apertá-lo mais em seus braços, havia errado muito com o mais novo, agora tinha que consertar esse erro.

 

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15 de Junho, ano X20:

 

Kurama: 17, Itachi: 17, Naruto: 11, Sasuke: 10

 

Já fazia quase uma semana que tudo havia acontecido, finalmente havia sido liberado para ir para casa, seu pai havia o buscado e mesmo depois de terem conversado e do mais novo ter lhe pedido desculpas, ele ainda sentia que Fugaku estava estranho consigo, parecia decepcionado e com medo de que a situação se repetisse, porém se dependesse do primogênito Uchiha isso não aconteceria, afastaria-se de Kisame e de tudo o que lhe fazia mal. Seus amigos de verdade haviam ido lhe visitar e após uma longa conversa finalmente haviam se entendido, só o que precisava agora era conversar com certo filho de seus padrinhos, que parecia mais estranho que o normal.

 

- Me chamou? – Kurama entrou no quarto sem expressão e o Uchiha abaixou os olhos, ainda sentia-se envergonhado na presença do outro, depois de tudo o que havia acontecido, principalmente depois que ficou sabendo que foi o Namikaze quem o encontrou na casa de seu “ex”.

- Sim, sente-se aí. – indicou com o dedo e o mais velho o fez, os olhos encarando o tempo todo ao chão – Kurama, eu queria te agradecer, eu...

- Não precisa. Itachi, isso tudo é culpa minha. Eu te fiz mal, te fiz fazer coisas que eu sei que você não faria, eu... – os olhos azuis arderam e o mais velho levou uma mão ao rosto, impedindo que as lágrimas teimosas caíssem.

- Não, eu coloquei a culpa toda em cima de você, mas não é justo, em uma relação ninguém é totalmente inocente, todos cometem erros. Me desculpe, mas se você ainda me quiser eu... – foi cortado de sua linha de raciocínio pelo mais alto, que levantou-se abruptamente.

- Não. Eu acho melhor ficarmos como estamos. Eu te faço mal Itachi, não quero mais que você cometa erros como o que aconteceu na semana passada por minha causa. – o ruivo falou, dando as costas para o moreno, que o fez paralisar com as seguintes palavras.

- Aquilo foi porque você não estava comigo. – o moreno falou, notando a expressão confusa alheia assim que o mais velho virou-se, ficando de frente para si – Desde pequeno você sempre foi o responsável por me fazer querer ser mais forte, eu queria ser como você, forte, decidido, alguém que pudesse estar na mesma altura ao seu lado. Eu... não sou forte o suficiente, mas quando estou com você, sinto que posso ser.

- Isso não é verdade. Tudo o que você falou... foi o que eu sempre pensei... sobre você. Eu sempre quis ser mais forte pra estar com você, pra que você sentisse orgulho de mim. Mas eu acabei metendo os pés pelas mãos e te machuquei, eu não quero que isso aconteça outra vez. – o ruivo falou e o mais novo sorriu fraco, aproximando-se mais, roubando um selinho do mais velho.

- Não vai acontecer. Todos cometemos erros, cabe a nós apredermos com eles e não os cometermos mais. Eu não vou mais cometer os mesmos erros e tenho certeza que você também não. Então... por que não tentar de novo? – o Uchiha falou, o mais velho finalmente deixou as primeiras lágrimas caírem, aquilo era tudo o que queria ouvir a tanto tempo.

- Você... tem certeza disso? E-eu... – foi interrompido pelos braços alheios, que o circularam, abraçando-o com saudade.

- Eu te amo Kurama. – soltou o que a muito tempo sentia falta de dizer e o mais velho sorriu, depositando um beijo no topo de sua cabeça e o apertando mais em seus braços, sentindo o calor que havia desejado tanto sentir outra vez e que agora parecia lhe completar.

- Eu também te amo Itachi. – repetiu a frase do outro, sentando-se na cama com ele, só precisavam ficar ali agora, sentindo um a presença do outro e o resto do mundo que esperasse, só o que importava era estarem juntos. 


Notas Finais


Logo continua.


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