História Através dos Séculos - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Gurenyuki, Hayayugao, Kakaobi, Madaizu, Naruhina, Narusasu, Saiino, Suikarin, Tsushizu, Yahinaga
Exibições 97
Palavras 2.448
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Lemon, Orange, Romance e Novela, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Adultério, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Mutilação, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi!

Mais um capítulo.

Capítulo 7 - O Amor Destinado - Sai e Ino - Ano 1728


Fanfic / Fanfiction Através dos Séculos - Capítulo 7 - O Amor Destinado - Sai e Ino - Ano 1728

Após algum tempo depois da morte de Yahiko e Nagato, Kami os enviou novamente à terra. Nagato reencarnou no corpo de um menino recém-nascido, filho de uma família bem abastada, seu nome era Sai, enquanto Yahiko reencarnou no corpo de uma menina recém-nascida, vinda de uma família pobre, seu nome era Ino.

            As duas crianças cresceram. Sai se tornou um garoto tímido e anti-social, principalmente após a morte dos pais, o que o fez, juntamente com seu irmão, ir morar com o avô, Danzou, um homem egoísta e sem escrúpulos, que não se importava nem um pouco com os netos.

            Ino se tornou uma linda jovem, cobiçada por muitos na cidade. Seus longos cabelos loiros, olhos azuis e corpo cheio de curvas chamavam a atenção de muitos homens, mesmo ela sendo de família humilde.

            Seu pai, percebendo isso, resolveu fazer o melhor casamento possível para sua única filha e com isso, mesmo ela tendo apenas 16 anos, foi obrigada a ficar noiva do homem mais rico da cidade, Danzou, um velho nojento de 70 anos.  

            A garota se desesperou. Suplicou ao pai que não a obrigasse a casar com aquele velho asqueroso, porém o homem não deu importância e dois meses depois, a menina foi obrigada a se casar com o velho tarado.

            O casamento foi praticamente um enterro. A noiva e sua mãe passaram o tempo todo chorando, deprimidas e após o final da festa, Danzou levou sua esposa para sua casa, onde consumou o casamento.

            A menina não queria, se sentiu agredida e invadida e sentiu sangue escorrer por suas pernas assim que o homem a penetrou sem qualquer cuidado. A garota gritou e implorou para que parasse, porém só o que ganhou foi um forte tapa no rosto e investidas mais fortes contra si.

            No dia seguinte, acordou dolorida e viu que seu marido já não estava mais ao seu lado. Foi até o banheiro e tomou um banho, tentando tirar sem sucesso, a sujeira daquele homem de si. Deixou as lágrimas rolarem pelo rosto e saiu do banheiro, vestindo-se e descendo com dificuldade as escadas, ainda mancando.

            Quando chegou a sala de jantar, não encontrou seu marido lá, apenas um garoto de cabelos grisalhos e olhos negros, que a olhava com um sorriso fraco e uma expressão de pena.

 

- Bom dia. – o garoto falou, apontando o lugar para a loira sentar – Você deve ser a Ino, a nova esposa do meu avô. Sou o Shin.

- Não sabia que ele tinha um neto. – a garota falou, de cabeça baixa, envergonhada e um pouco desconfiada. E se o garoto fosse igual ao avô? No entanto, apesar desse pensamento, sentiu uma sensação de bem-estar perto dele, uma paz que a muito tempo ela não sentia.

- Na verdade ele tem dois netos. Meu irmão está trancado no quarto como sempre. – o rapaz falou e a olhou com um semblante sério – Desculpe a pergunta... mas quantos anos tem? Você parece muito jovem pra se casar. Ainda mais com alguém tão velho como o meu avô.

- Tenho dezesseis. – a garota falou e ele arregalou os olhos assustado, ela era muito nova, praticamente uma criança em sua concepção. Sentiu um nó na garganta e um peso no peito ao ver uma lagrima caindo dos olhos da loira, que logo a limpou.

- Sinto muito. – ele falou triste e ela o olhou, dando um sorriso fraco em retribuição – Você tem a idade do meu irmão. Eu tenho dezenove.

 

            Ficaram conversando por algum tempo. Ino se sentiu realmente em paz ao lado de Shin, em sua opinião o garoto era extremamente agradável. Ficou curiosa em relação ao irmão do rapaz, porém não poderia entrar no quarto de um rapaz solteiro, não era certo, mesmo se esse rapaz fosse o neto de seu marido.

            Passou várias horas conversando com Shin, até que chegou a hora do almoço e quando estavam à mesa, conversando distraidamente, um vulto se aproximou e se sentou ao lado de Shin, olhando-a com curiosidade.

 

- Ino, esse é o meu irmão, Sai. – Shin falou e a garota avaliou o garoto à sua frente. Ele tinha cabelos negros, o rosto muito pálido, que agora estava manchado de tinta e olhos negros intensos, que a prenderam no mesmo instante em que pousaram naquele local. Aqueles olhos para a garota transmitiam sentimentos conflituosos, doçura, timidez, inocência e... paixão? Seria isso a última coisa que viu naqueles olhos? Ela não sabia dizer, só sabia que aqueles olhos haviam mexido consigo de uma forma inexplicável – Como eu disse antes, nós não fomos ao casamento pois o Sai estava doente. Aliás... o que faz aqui? Você não deveria estar de repouso na cama?

- Eu estava com fome. – o garoto falou pela primeira vez, sem tirar os olhos da loira, que havia corado com o intenso olhar sobre si.

- Aham... e pelo que eu estou vendo, você desobedeceu as ordens do médico. – o mais velho falou, levemente alterado.

- Eu não fiz nada. – o moreno falou, finalmente olhando para o irmão.

- Claro que não. E o que é isso então? – o grisalho falou, tocando nas manchas de tinta no rosto do garoto e logo em seguida sua testa – E você ainda está com febre.

- Eu estou melhor, não preciso ficar trancado no quarto. – o menor falou, tirando a mão do mais velho de si.

- Você não tem jeito. Assim que comer, vai voltar para o quarto sem discussões. – o maior falou e o outro revirou os olhos.

- Ok mamãe, eu volto. – o moreno falou, recebendo um tapa na cabeça como resposta – Ei, achei que você tivesse dito que eu estou doente.

- Pra fazer piadinha não está doente né? – Shin falou, balançando a cabeça em negativa, enquanto via o mais novo pegar um pedaço de pão, que ele comeu somente a metade, junto com meio copo de leite, antes de voltar para o quarto.

 

            Depois daquilo, ninguém falou mais nada e quando a noite chegou, Danzou voltou, para o desespero da loira, que teve mais uma vez seu corpo violado por aquele velho asqueroso.

            Os meses se passaram e Ino se sentiu cada vez mais enojada pelo marido e mais ligada aos dois garotos. Sentia sensações novas e diferentes em relação aos dois. Com Shin, ela se sentia em paz, sentia uma forte amizade, uma ligação difícil de explicar. Enquanto com Sai, ela sentia uma atração, algo que a fazia querer estar próxima ao rapaz, sentia um encantamento e desejo o qual nunca havia sentido antes em sua vida e com o tempo se descobriu apaixonada pelo rapaz, porém sabia que era um amor impossível, já que ele era o neto de seu marido e aparentemente o garoto não sentia nada por si, na verdade, ele quase não a olhava nos olhos, o que fazia seu coração doer.

            Em um dia qualquer, Sai não apareceu para o almoço e Shin havia saído. A loira se preocupou e decidiu ir até o quarto do moreno, ver se ele estava bem. Precisava vê-lo, seu coração ansiava por isso.

            Subiu as escadas e entrou no local, ficando completamente abismada e encantada com a imagem. O quarto do rapaz era repleto de desenhos e pinturas que o próprio garoto havia feito. Se aproximou de um cavalete, onde estava um quadro o qual o garoto estava atualmente pintando, vendo a imagem de uma garota loira, com um olhar triste. Aquela era ela, Ino sabia disso, o garoto havia pintado-a, porém ela não sabia o motivo. Por que ele a pintaria se nem sequer conseguia olhar em seus olhos?

            Se aproximou da cama onde o garoto repousava, se revirando na cama. Colocou a mão em sua testa, percebendo-o febril, tremendo e suando frio, o que a deixou preocupada. Viu o garoto se remexer e ouviu quando o mesmo murmurou algo inaudível, mas que tornou-se mais alto, a medida que ele se remexia mais constantemente na cama. Era seu nome. O garoto chamava seu nome, Sai chamava seu nome. Sentiu as lágrimas caindo de seus olhos e sentou à cama, envolvendo-o em seus braços em um abraço, sentindo as lágrimas caírem mais grossas e estava tão distraída, que nem percebeu quando a porta foi aberta e um Shin preocupado entrou.

            O rapaz entrou e tocou no braço da loira, que se assustou e soltou o moreno, deitando-o novamente no travesseiro, tentando se justificar, porém o garoto apenas sorriu e a mandou se acalmar e pegou o irmão, mandando-a esperá-lo.

            Shin deu um banho frio no caçula, tentando fazer com que sua febre baixasse. Secou-o e colocou um pijama limpo. Trocou os lençóis suados da cama e deitou novamente o irmão lá, cobrindo-o, colocando um pano molhado em sua testa.

 

- Shin, sobre o que você viu... – a loira começou a falar, mas foi cortada pelo mais velho.

- Não precisa se justificar. Eu sei que você gosta do meu irmão. Eu já tinha percebido isso a muito tempo. – o rapaz falou, vendo a garota arregalar os olhos, corada – Na verdade, eu apoio.

- O quê? – a garota falou abismada, sem conseguir acreditar nas palavras recém proferidas pelo maior.

- Eu disse que eu apoio. Ino, meu avô é um homem inescrupuloso e violento, você não merece passar a vida ao lado de alguém como ele. Mesmo que ele não vá durar muito mais tempo. – o garoto falou tranquilamente, a deixando sem palavras, porém o que a deixou mais chocada foi o que ouviu em seguida – Além disso, meu irmão também ama você.

- C-como assim? Pensei que ele me odiava. Ele nem ao menos olha nos meus olhos. – ela falou triste e viu o grisalho sorrir.

- Isso é porque é muito doloroso pra ele. Ino, o Sai é um artista, ele é sensível e doce, é difícil pra ele ver a tristeza contida nos seus olhos. Mas deixa eu te mostrar algo. – ele levantou e pegou uma caixa, colocando-a aos pés da garota, abrindo-a, vendo o olhar surpreso da mesma, que arregalou os olhos marejados – Reconhece a pessoa nesses desenhos? – ele falou, vendo-a assentir, olhando para os desenhos de si própria – Sabe Ino, eu nunca acreditei em destino, mas... desde que você veio pra cá eu passei a acreditar. Está vendo esse desenho? – ele falou, mostrando um desenho da imagem dela, que parecia muito antigo – Esse foi o primeiro desenho dele, quando tinha apenas cinco anos. Ino, ele desenha você a mais de dez anos, mesmo sem nunca ter te visto antes. Se isso não é destino, eu não sei mais o que é.

- Por que... ele não me falou antes? – ela falou, as lágrimas caindo intensas por seu rosto.

- Ele estava com medo, assustado. Além disso, você deve ter percebido que ele não está muito bem de saúde. – ele falou e ela olhou para o moreno, tremendo na cama, antes de voltar o olhar para o mais velho.

- O que ele tem afinal? Ninguém aqui me falou nada desde que eu cheguei. – ela falou, temendo a resposta, que veio logo em seguida, deixando-a ainda mais chocada.

- Tuberculose. Ele pegou de um colega que ele dividia um ateliê lá no centro. Eles ficavam horas lá juntos, pintando. – ele falou e ela colocou as mãos no rosto, as lágrimas cada vez mais fortes, caindo por seu rosto, um nó em sua garganta – Ino... não importa o que você decida, eu vou apoiar. Se decidir arriscar, eu ajudo vocês a fugirem. – ele falou, antes de sair do quarto, deixando-a sozinha com o garoto, que ainda tremia e suava na cama.

 

            A loira ficou horas ao lado da cama do moreno, cuidando dele, até que a noite chegou, a pior fase do dia na opinião da garota. Saiu do quarto do garoto, que agora parecia um pouco melhor e foi até a sala de estar, aguardar o marido, que estava prestes a chegar.

            Danzou chegou e foi como sempre. Jantaram calados e foram para o quarto, onde ele usou seu corpo, antes de virar para o lado e dormir. Porém naquela noite a garota se sentia ainda pior. Depois de saber de tudo sobre Sai, para ela, ter relações com o marido era como trair o moreno, o que a deixava ainda mais deprimida.

            Os meses se passaram e Sai melhorou, o garoto estava praticamente recuperado. O casamento da loira no entanto, ia de mal a pior e Danzou agora havia passado a bater na garota quando a mesma o desobedecia ou dizia que não queria ter relações com ele.

            Shin e Sai estavam revoltados com o avô e em um dia, quando o velho batia mais uma vez na loira, Sai não aguentou e entrou no quarto, dando um soco no avô e pegando a loira no colo, saindo correndo do quarto, que foi trancado do lado de fora por Shin.

            Os dois saíram correndo de casa, com a garota no colo, chorando e pegaram a carruagem do avô, onde fugiram. Passaram dias viajando, até chegarem a uma cidadezinha pequena, onde passaram a morar. Se livraram da carruagem e se esconderam em uma casinha no meio do nada.

            O tempo foi passando e o sentimento da loira pelo moreno só crescia e quatro meses depois de fugirem, enquanto Shin havia saído, os dois finalmente consumaram o seu amor.

            Ino acordou no dia seguinte com o garoto sorrindo para si, acariciando o seu rosto delicadamente, os olhos brilhavam, mostrando um amor, carinho, fascinação e cuidado que nem mesmo sua mãe havia tido consigo.

            Depois daquele dia, a loira havia sido feliz como nunca antes e sua felicidade só aumentou de tamanho quando se descobriu grávida e meses depois, o pequeno Inojin nasceu, com os cabelos loiros e olhos azuis como a mãe e a pele tão pálida quanto o pai. Eles eram felizes e amorosos. Ficaram juntos por cinco anos, quando a doença de Sai retornou com tudo, levando-o ao óbito dois meses depois, para o desespero da loira, que foi apoiada pelo cunhado.

            Ino passou o resto da vida sozinha, apenas cuidando do filho. Seu cunhado havia encontrado uma boa garota e se casou com a mesma quando Inojin completou nove anos, porém continuou ajudando a loira, mesmo de longe.

            Danzou morreu sozinho, ninguém foi em seu enterro, ele era um homem desprezado por todos. Inojin cresceu e se casou com uma garota bonita e bondosa e foram muito felizes. Ino morou com eles até seus quarenta anos, quando a doença de Sai se manifestou em si, mesmo anos depois de sua morte e ela morreu quatro meses depois, indo por fim reencontrar o amor de sua vida, aquele que havia trazido os dias mais felizes e intensos de sua vida. 


Notas Finais


É isso.
Como todos perceberam Ino era a alma de Madara, Tsunade, Kakashi, Hayate, Guren e Yahiko; Sai era a alma de Izuna, Shizune, Obito, Yugao, Yukimaru e Nagato; Danzou era a alma de Jiraya, Gai, Genma e Pain; Shin era a alma de Nawaki, do filho de Hayate e Yugao e Konan; e por fim, temos o Inojin, que era a alma do Kabuto.


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