História Através dos seus olhos - Capítulo 12


Escrita por: ~

Postado
Categorias Austin & Ally, Laura Marano, Originais, R5
Exibições 71
Palavras 1.319
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 12 - Capítulo 12- Belive in fairy tales


Fanfic / Fanfiction Através dos seus olhos - Capítulo 12 - Capítulo 12- Belive in fairy tales

  Hoje era o dia de ação de graças, para jovem Laura é um dia festivo, porém para Ross é mais um dia e iria trabalhar o que não entrava na cabeça dela já que é um feriado.

-Não vou Laura aceite isso. 

Ele disse com ela no telefone.

-É feriado Ross 

-Eu sei, mas pessoas não escolhem a hora de machucar a cabeça. 

-Você está virando um maluco, vai por favor, pode ir com seu pai. 

-Não, nem morto passarei o dia de ação de graças com o meu pai. 

-E se eu for com você? 

-Está falando sério? 

-Sim, Ross você não pode passar o dia de ação de graças trabalhando. 

-Não acredito que vou dizer isso, mas tudo bem, passo na sua casa a noite. 

-Ok, bom trabalho 

-Obrigado, beijo. 

 Por que estava fazendo isso mesmo ? Passar mais tempo com o pai, o ano passado ele passou bebendo uísque em seu apartamento, enquanto Simon jantava sozinho, ele sempre fazia isso, permanecia só, sem ninguém e para ele por mais triste que fosse havia seu sentido.
Ross atendeu cerca de dez pacientes sem parar até pegar uma criança para ser operado.

-Está tudo bem ? 

Riker perguntou ao vê-lo paralisar em frente ao menino.

-Está sim . 

Disse sem tirar os olhos dele, não podia acreditar que uma criança que parecia ter dois anos teria a cabeça cortada.

-Ele teve traumatismo craniano. 

-Vamos lá então. 

Passou a mão pela pequena cabeça e fez a operação de quase seis horas. Depois seguiu até a sala para avisar a família do garoto.

-Dr. 

Uma mulher veio até ele, seu semblante indicava que tinha chorado.

-Oi, eu operei o garoto, ele está bem, daqui a pouco pode vê-lo. 

-Aleluia, obrigado Deus! 

Ele foi até o quarto onde o pequeno acabará de acordar

-Oi, como você está ? 

Ross o perguntou

-Não sei direito, não estou no céu o que é triste, mas posso passar mais um tempo com a minha mãe então não sei 

-Queria estar no céu? 

Ele voltou a pergunta-lo e sentar ao seu lado.

-Sim, todos dizem que é um lugar bom. 

-Talvez seja, mas bom você irá ficar aqui com sua mamãe. 

-Eu sei e sou grato por isso, eu amo minha mamãe, você também ama muito sua mamãe né ? 

-Sim, eu amo muito minha mamãe, mas ela está no céu agora. 

-Sinto muito, mas agora ela está bem melhor. 

-Talvez. 

Embora sua vontade fosse dizer que o melhor lugar para a Mia era aqui ao seu lado, se contentou, pois era uma criança.


As horas se passaram e finalmente estavam ali na casa de Simon, só Deus ou nem ele sabia a dor que sentia por ter que estar naquela enorme casa, Laura estava conversando com seu avô enquanto ele bebia e analisava a enorme parede que antigamente era cheia de fotos da família, mas agora restava um espaço em branco, quando saiu dali levou consigo apenas uma foto, lembrava exatamente do dia daquela briga.
Flashback:

-Deixa de ser infantil Ross! -Simon gritou com o filho que passará a madrugada fora, chegou em casa com um hálito terrível de álcool. -Você não tem mais dezoito anos ! Será que não vê que isso não vai trazer ela de volta ?... 

-Para! Você foi responsável pela morte dela ! Tirou ela de mim! Sei que você já a esqueceu, mas eu nunca vou esquecer, podia ter salvado, mas não pensou na mulher que sempre te amou. Passei esses últimos anos todos escondendo o que sinto, mas não posso mais, não posso olhar para ti e ver a maldade que fez com ela. 

Estava com vinte anos nessa época, passou seis anos guardando mágoas, dor, aquilo havia doido tanto, mas graças em parte ao álcool, soltou tudo para o pai.

-Não entende Ross, você não entende 

-O que eu não entendo ? Que você podia salva-la, porém nem tentou ajudar ? Ou que você apagou de sua vida de uma vez por todas? Não sou capaz de te ver e não sentir raiva pelo que não fez. 

-Se não é capaz de esquecer isso, então deveria ir . 

Flashback off
E assim foi, saiu dali para qualquer lugar longe dele e era a primeira vez em anos que voltará ali.

-Ross amei sua namorada. -Seu avô disse lá da sala, o que o fez ir até eles. -Sabia que ela ama basquete? 

-É sabia sim vovô. 

Sentou do lado dela a abraçando. 

-Está tudo bem com você? 

Laura perguntou baixinho em seu ouvido.

-Está sim 

-Simon, sente- se com a gente.

 Ben disse ao filho que estava ao telefone a mais de duas horas. Ele veio e se sentou distante do filho. 

-Então vovô como foi sua viagem ? 

-Foi boa, conheci muitos lugares, mas vou voltar logo, e o hospital ? Calmo como sempre... 

-E agitado como nunca 

Ross e Simon disseram simultaneamente.

-Laura você entrou em uma família louca pelo trabalho. 

-Percebi Ben. 

Mais tarde estavam reunidos a mesa, nem o velho senhor que sempre puxava assunto conseguia acabar com aquele constrangedor silêncio e ambiente que permanecia.

-Olha, eu sei que essa não é minha casa, nem a minha família, mas hoje é ação de graças, o que acham de dizer sobre o que somos gratos? 

Laura falou e todos meio assustados a olharam, ela tinha dito algo, um som foi emitido naquela mesa. Por um tempo ninguém disse nada, os três só se entreolhavam .

-Bom, eu sou grato, pela oportunidade de ter oitenta anos e poder fazer coisas que não fiz quando tinha vinte anos. 

Ben se expressou finalmente

-Eu sou grata por ter o Ross na minha vida, esse estranho Dr. Shor, fez algo novo na minha vida 

Mesmo sem entender a sua fala, ele sorriu e deu um selinho nela. 

-Bom...bom...eu...sou...sou...eu sou grato pelo meu filho ter se tornado uma pessoa melhor que eu, Ross você é um excelente médico, pessoa e pelo que vejo um bom namorado. 

Naquele momento não conseguia acreditar, nunca ouviu isso dele, estava estranhamente feliz e incrédulo

-E eu sou grato por vocês existirem na minha vida, eu amo vocês. 

Pai e filho não paravam de se olhar.

-Viu o que acabou de fazer menina? Fez eles sorrir 

O velho disse baixinho a Laura.

-É, o milagre do feriado. 

Por incrível que pareça o jantar estava normal, Bem fazia todos rirem, de vez em quando tocavam no assunto hospital, mas o máximo era que estavam em um clima agradável e ninguém queria sair dali até isso acontecer...

-Ela o que? ! 

Ross disse ao telefone

-Ross o que foi ? 

Laura perguntou ao ouvir seu tom de voz muito alterado



O mundo definitivamente não é um perfeito, ele não é um mar de rosas, se um dia alienígenas vivessem invadir o planeta eu diria “Não precisa destruir esse planeta, não está valendo muito coisa, Júpiter é melhor.” Brincadeira nunca conversaria com um E.T. Mas será que você nunca se questionou o porque tantas coisas ruins aconteceram, será que a vida não podia ser simplesmente perfeita ? Quer dizer metade das pessoas sempre encontram um fim quando estão na melhor fase de suas vidas, afinal iludir uma criança com contos de fadas é tão errado assim ? Tudo bem que a vida é cruel e por mais que tentemos fugir de sua suposta crueldade, não há como, porém se tiver como deixar uma criança presa a um conto de fada onde tudo dar certo... são apenas crianças vivendo em um mundo mal, são pequenas chamas de esperanças que ainda não conheceram o duro modo de aprendizagem da Sra. Vida, vão acabar aprendendo eu sei, mas por enquanto deixe-as em castelos, princesas, heróis, a perfeição que só há no mundo delas. 

-A Kate...   

O mundo as vezes não tem cor, pássarosa às vezes deixam de voar, sorrisos as vezes somem, mas a esperança ainda existe nesse mundo...


Notas Finais


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