História Através dos seus olhos - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Visualizações 14
Palavras 1.690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Lemon, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá espero que gostem desse capítulo ^^
Desculpe qualquer erro!

Capítulo 5 - Desejo inconsciente


Alec Pov's

Quando finalmente o carro estacionou na frente de uma bela casa eu já conseguia um pequeno e frágil controle sobre mim mesmo.

A casa era muito bonita, me distraí olhando tudo em volta.

- Você gostou? Ele me perguntou com um olhar entediado.

A pergunta me tirou um pouco do normal, Deus o que eu faria para conseguir chegar até o fim disso sem nenhuma coisa ruim me acontecer? Droga! Porque tinha que ser tão covarde e frágil daquele jeito... Não era assim, não era assim há tão pouco tempo, porque tudo teve que mudar assim tão repentinamente..?

- Sim, é realmente muito bonita.. Sua casa. Afirmei com a voz baixa, com medo de falar qualquer coisa que me colocasse novamente em uma situação constrangedora.

Akira desfez a cara de tédio me dando um pequeno sorriso, por Deus.. Um sorriso, era a primeira vez que eu o via sorrindo, senti um calor nas bochechas, meu coração deu um pulo forte, e eu abaixei a cabeça o seguindo para dentro.

Caramba, sua casa era impressionante por dentro e por fora, fiquei como um bobo observando os detalhes, tinha um designer tão moderno, leve muito distinto da minha. Que era pesado, antigo, realmente era muito diferente.

Parei os olhos numa linda garotinha que vinha correndo na direção de Akira.

- Sayu! Ele exclamou feliz, como eu nunca vi em ninguém, era um sentimento puro..

Ela o agarrou com mãozinhas pequenas, animadamente contanto sobre o seu dia com palavras infantis e cheia de fofura.

- Irmão, irmão, quem é esse moço? A garotinha perguntava toda feliz.

- Ele é um colega da escola, nos viemos estudar aqui.

- Vocês vão brincar comigo irmão? Falou ela tão cheia de animação e inocência.

- Não sei se podemos Sayu. Disse Akira um pouco triste por estragar a alegria da pequena.

Então ela desviou olhar magoado na minha direção estendendo os braços.

Meio sem jeito, sorri nervoso a pegando no colo com os olhos de curiosidade de seu irmão sob mim. Definitivamente aquilo me deixava mais envergonhado, vermelho..

- Você tem cabelos engraçados . A menina puxava, achando graça da cor vermelha, com certeza muito chamativa.

- Meu cabelo é engraçado. Falei balançando a cabeça com a típica voz que se usa quando brincamos com crianças, me surpreendendo não tinha consciência que até pessoas como eu poderiam fazer isso, na verdade me deixava feliz, muito mesmo, aquela pequena nos meus braços sorrindo e brincando comigo.

- Seu cabelo é bonito... Ela continuava a puxá-lo o enrolando um pouco nos dedos curtos. Os seus tinham uma linda cor ônix brilhante, bem liso ao contrário de Akira, o dele é meio desalinhado como o meu.

Não sei bem como mais fiquei naquela conversa de criança, incrível como ela tinha gostado de mim, até tinha esquecido do garoto ao meu lado, não percebendo que uma senhora muito provavelmente a mãe dos irmãos ali presentes, me olhava com uma expressão de curiosidade afinal eu era um desconhecido brincando com sua filha. O quão idiota estava parecendo? Me deixei levar por aquele momento, em muito tempo não tinha espaço para ser eu mesmo.. Para sentir aquela alegria singela, ou aquilo era somente o poder de uma criança e sua inocência..? Difícil saber.

Logo a senhora limpou a garganta.

- Vejo que a minha pequena gostou de você. Mencionou ela sorrindo.

- M-muito prazer, me chamo Alecssander, eu v-vim para estudar.. Terminei a sentença gaguejando.. Tão patético.

- Você é muito tímido, que graça. Falou se aproximando.

Não tinha nem como controlar o rubor que parecia nunca mais deixar o meu rosto.

- Sayu vamos, temos que deixar seu irmão e o amigo dele estudar.

A garotinha se debateu me abraçando.

- Mas, eu quero brincar com o moço do cabelo cor de fogo.. Ela disse manhosa.

- Porque não vamos tomar um sorvete.. Depois voltamos, eu deixo você brincar. A senhora falava tentando convencer a menina.

- Prometo brincar com você assim que acabarmos o estudo.. Acabei dizendo sem pensar.

Sayu comemorou batendo palminhas e a entreguei aos braços de sua mãe.

- Akira querido. Voltamos mais tarde. Afirmou saindo pelo Hall de entrada deixando um beijo na bochecha de ambos.

Até então Akira não falou nada, o clima tinha pesado quando percebi que ele só confirmava tudo com a cabeça, e nenhuma palavra escapava por seus lábios. Minha ansiedade e tensão voltavam com toda a força.

- Akira... Falei receoso.

Ele piscou algumas vezes me fitando com uma expressão de espanto.

- Nunca vi Sayu agir assim tão simpática com ninguém, ela geralmente é uma menina bastante tímida, quietinha.

Disse ele cheio de empolgação.

Dei uma risada leve e surpresa.

- Eu também não esperava agir como um bobo, ela realmente deve ter gostado do meu cabelo.

- Ela gostou de você. Ele exclamou.

Que vergonha não sabia como reagir ao momento, aos elogios... Eram elogios não eram? Lá vamos nos de novo ao incrível mundo paranoico e distorcido de Alecssander.

- Não precisa ficar tão tímido. Akira voltou a falar, dessa vez ele afagou meus cabelos. Tentei recuar mais ele me puxou por das mãos para um pouco mais perto.

- Eu já disse não precisa ter medo, não é como se eu fosse te fazer mal ou algo do tipo.

Não era disso eu tinha medo. O medo era me aproximar dele, afeto me apavorava.. O que o contato, mesmo que pequeno com ele me despertava era simplesmente amedrontador.

Akira Pov's

Realmente Alecssander era como uma gato arisco, as vezes me pego muito curioso, que tipo de criação ele deve ter tido? Interesse em sua vida pode despertar nele um começo de sentimento em relação a mim, porém muito difícil de saber se era o momento certo.

Eu sentia como se estivesse num campo minado, sem saber quando seria a próxima explosão, até quando poderia andar, qual seria o próximo rompante, raiva, medo.. Era como um jogo, onde era preciso cautela, uma ótima noção de precisão para ler a situação, e em seguida agir rapidamente.

Pelo jeito a primeira tarefa é fazer com o que o toque seja um pouco mais normal para ele, em seguida vinha a parte se abrir, afinal o fundamental era conhecer muito bem, seus pontos fracos e os fortes para que eu possa enfraquecê-lo.

Tudo isso rondava minha mente, montando estratégias mentais, confesso estar muito envolvido para voltar atrás.

Afinal o que foi aquele ataque na saída da escola? Quanto mais eu me pego tentando descobrir, mais eu sinto a necessidade de ir até o fim, de desvendá-lo. Tudo isso deve valer a pena afinal nunca me senti tão obstinado.

Foi uma surpresa para mim descobrir como Sayu ficou tão animada com ele, nunca a vi agindo assim com ninguém. Na verdade isso torna as coisas um pouco preocupantes, se ela começar a gostar dele.. Meu plano poderia falhar, afinal não poderia fazer isso a alguém que Sayu ama. A solução era não trazê-lo mais a minha casa.

- Vamos para o meu quarto. A gente começa a estudar, logo vamos almoçar.

- T-tudo bem. O garoto disse gaguejando.

As vezes começava a achar que ele poderia ser bipolar, realmente como mudava de rebelde e revoltado, para tímido que gagueja. Pode ser que seja cedo demais para dizer que essa mudança tem a ver comigo, pelo menos num sentido romântico, impossível alguém se apaixonar tão rápido.

Subimos e eu coloquei uma cadeira do meu lado arrumando os materiais necessários, comecei a falar da matéria quanto percebo que algo não estava bem, o menino piscava várias vezes, parecia tonto até que caiu desmaiado no meu colo.

O coloquei na cama e fiquei observando, pulso okay, respiração okay, batimentos cardíacos okay..

Creio que ele esteja dormindo, me pergunto como isso foi acontecer? O que será que o fez ficar sem dormir a ponto disso? Tenho a impressão de que desde que nossos caminhos se traçaram eu só sei me perguntar coisas sobre ele, porém nunca sei nada.

A frustração me corroía, fiquei o encarando apertando os olhos e franzindo a testa. Porque você é tão complicado? Porque não poderia ser tão fácil quanto alguém comum?

Um movimento involuntário me fez deslizar as mãos por suas bochechas e inesperadamente me peguei contornando seus lábios meio entreabertos.. Passei a língua nos meus próprios os deixando úmidos. Mas o que diabos.. O que diabos eu estou pensando? Balancei a cabeça de um lado para o outro e fui até a cozinha, precisava beber uma água.

Almocei, já tinha se passado umas três horas e nada dele acordar. Eu tinha passado todo esse tempo sentado, estudando.

Tudo bem, agora já tinha passado uma meia hora do horário de ir embora. Minha mãe havia chegado com Sayu, contei o que tinha acontecido e simplesmente ela ligou na casa dele dizendo que ela passaria a noite aqui.

Minha pequena logo pegou no sono e eu, bom eu fui tomar um banho. Saí com os cabelos molhados e um pijama confortável. Tinha estendido um colchão, achei melhor dormir aqui do que no quarto de hóspedes. Afinal se ele acordar e se assustar? Tinha certeza que isso aconteceria, parando para pensar era genial, quem sabe descubro um modo de acalmá-lo? Vai ser muito útil levando em consideração que nunca consegui fazê-lo voltar ao normal após um rompante.

Escutei uns barulhos de seu corpo se mexendo na cama, me aproximei o chamando baixinho.

- Alecssander.. O chamei umas três vezes.

- A-akira. Deferiu ele com a voz arrastada.

Não estava tão perto de si quando o mesmo esticou os braços em minha direção, não sabia o que ele queria, porém o deixei me conduzir.

Seus olhos estavam semicerrados, sua boca úmida, e sua expressão era de desejo, parecia um desejo profundo, quase que um instinto. Merda.. O olhar daquele jeito me fez sentir algo estranho, algo que não queria nem descrever.

Suas mãos nos aproximava devagar a medida que os olhos iam se fechando, ele grudou nossos lábios firmando um selinho longo e sincero.

Quando dei por mim ele já tinha dormido novamente, caramba.. Caramba!! Exclamei mentalmente o que tinha sido aquilo?


Notas Finais


De novo me desculpem qualquer erro
Beijos de Nutella <3


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