História (TERMINADA) Attracted - Camren G!P - Capítulo 19


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 395
Palavras 833
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capitulo menor

Capítulo 19 - 19


Depois que Camila sai, as coisas ficam.. nebulosas. Não é assim que descrevem? Vítimas de algum acidente de trem catastrófico? Nos momentos após o desastre, nada está claro. Surreal.

 

 

Falo para Ally que estou doente. Seu sorriso é triste e compassivo. Antes de entrar no elevador, olho para a sala de Camila, esperando vê-la de novo. Apenas para me torturar.

Mas a porta está fechada.

 

Chove lá fora. Chuva de inverno. Daquele tipo que te encharca e te deixa tremendo de dentro

para fora. Mas não me incomoda.

 

Volto caminhando para meu apartamento, dormente e atordoada. Como um zumbi de algum filme de terror de baixo orçamento, que não reage, mesmo quando corta o próprio pé com uma motosserra.

 

 

Mas quando chego à porta – é aí que meus sentidos voltam ao normal. Quando volto a sentir algo. E eu sinto Camila.

 

Por todo canto.

 

 

Ainda consigo ver seus olhos, cheios de calor. Escuto seu sussurro em meu ouvido ao cair na

cama. Seu cheiro cobre meu travesseiro. E não consigo superar o fato de que ela estava aqui há

algumas horas. E eu podia tocá-la, admirá-la e beijá-la.

 

E agora eu... não posso.

 

 

É como quando alguém morre. Você não consegue acreditar que esta pessoa se foi, pois

encontrou com ela ontem. Estava lá com você, viva e real. E é nesta memória que você se prende – o momento que você mais lamenta.

Pois foi o último.

 

 

Quando foi que isso aconteceu?

 

É isso que não consigo me recordar. Quando foi que Camila se tornou tão importante para mim que não consigo funcionar sem ela? Será que foi quando eu a vi chorando em sua sala? Ou na primeira vez em que a beijei no meu escritório? Talvez tenha acontecido quando Anderson a insultou e eu quis socá-lo. Será que foi na primeira noite no bar? A primeira vez que olhei naqueles olhos castanhos infinitos e soube que precisava tê-la?

Ou foi aqui? No meu apartamento? Em alguma das cem vezes que a toquei... Deus, por que não

previ isso antes?

 

 

Todas aquelas semanas – todos aqueles meses – foram desperdiçados. Todas aquelas mulheres que comi, de quem nem me lembro do rosto. Todas as vezes que a importunei, quando poderia tê-la feito sorrir. Todos aqueles dias que poderia ter lhe amado. E feito com que ela me amasse também.

 

 

Acabou.

 

 

Eu não devia ter dito aquelas coisas. Na minha sala. A Camila não merecia aquilo. Ela não tem

culpa de não querer o mesmo que eu. De não sentir como me sinto.

 

Nossa, isso é horrível. Me mata logo, porra.

Onde estão as balas perdidas de tiroteio quando você precisa?

 

 

Já se sentiu assim? Alguma vez já segurou algo que significava... tudo para você? Talvez tenha

pegado a bola de um gol de placa quando ela estava voando pela barreira? Ou tenha olhado uma foto sua de algum tempo agradável e inesquecível? Talvez sua mãe tenha te dado um anel que pertencia à avó de sua avó? Qualquer coisa que seja – você a observa e jura que vai guardá-la para sempre. Pois é muito especial. Preciosa.

Insubstituível.

 

 

Mas aí chega um dia – você não sabe como ou quando isso aconteceu – no qual percebe que a

coisa sumiu.

 

 

Perdeu.

 

 

E você sofre por isso. Você daria tudo para encontrá-la outra vez. Para tê-la de novo com você, no mesmo lugar do qual não deveria ter saído nunca.

 

 

Abraço meu travesseiro. Não sei por quanto tempo fico parada nesta posição, mas, na próxima vez que abro meus olhos e olho pela janela, já está escuro. O que acha que eles estão fazendo agora?

Provavelmente, comemorando. Saindo. Ou estejam estão em casa.

 

 

Olho para o teto. Sim, essas são lágrimas. Arrependimento em estado líquido.

Vá em frente: pode me chamar de mulherzinha. Chame-me de qualquer coisa. Eu mereço. E eu não me importo.

 

 

Não mais.

 

 

Você acha que ele sabe como é sortudo? Como é abençoado?

Claro que não sabe. Ele era o idiota que a deixou escapar. E eu fui a idiota que não consegui segurá-la.

 

 

Talvez eles não durem muito tempo. Talvez terminem de novo. No momento em que Camila perceber que merece algo melhor. Mas acho que isso não fará diferença, certo? Não depois do que eu disse. Não depois que eu a deixei com aquela expressão no rosto.

 

 

Céus.

 

 

Eu rolo para fora da cama, direto para a lixeira. Quase não consigo chegar lá antes de vomitar.

Logo, tudo que estava em meu estômago não está mais.

E esse é o momento – ajoelhada. Aí é que concluo que estou gripada. Porque isso... essa

desgraça não pode ser eu.

 

Não para sempre.

 

Se só estou doente, posso tomar uma aspirina, dormir um pouco e me sentirei melhor. Serei eu outra vez. Mais dia menos dia. Mas se admitir que estou acabada, se reconhecer que meu coração foi quebrado em mil pedaços... então não sei quando voltarei a ficar bem. Talvez nunca.

 

 

Portanto, volto para a cama. Para esperar.

 

Até eu me recuperar da gripe.



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