História (TERMINADA) Attracted - Camren G!P - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 326
Palavras 2.382
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 21 - 21


Ok. Então, aquilo não deu certo.

 

Você tem razão: foi um completo desastre. 

 

Acha que eu devia ter ido atrás dela? Bem, você se engana. Já leu A arte da guerra, de Sun Tzu? Eu já. É um livro sobre estratégia militar. Um bom general sabe quando atacar. Um ótimo general sabe quando recuar. Para reagrupar.

 

Contei para a Camila o que precisava. Agora tenho que mostrar para ela.

 

Ações ganham guerras. Ações curam feridas. Não as palavras. As palavras não valem nada. As minhas, em particular, valem menos que fiapos no momento.

 

 

Então... tenho um plano. Fracassar não é uma opção. Pois não diz respeito só a mim e ao que eu quero. Não mais. Isso diz respeito ao que a Camila quer também. E ela me quer. Claro, ela está lutando contra isso, mas o sentimento está lá. Como sempre esteve.

 

 

Ninguém nunca será para Camila o que posso ser. E – antes que você corte minha cabeça – não estou falando isso por causa do meu excesso de confiança. Estou falando isso porque, por trás da raiva, do sofrimento... Camila está tão apaixonada por mim quanto eu estou por ela.

Olhar para ela foi como olhar para um maldito espelho.

 

Então não vou desistir. Não vou jogar tudo para o alto. Não até que ambas tenhamos o que

queremos.

 

 

Uma a outra.

 

 

Ei, sabe também o que um ótimo general sabe fazer?

 

Chamar reforços.

 

 

 

Antes de ir embora do escritório, ligo para Ally. Não, eu não maltrato meus empregados. Se

você é a assistente de uma das mais bem-sucedidas bancárias de investimento em Nova York, ligações noturnas fazem parte de suas atribuições. Agora que minha cabeça já voltou da longa semana de férias, preciso descobrir se sobraram alguns clientes com quem trabalhar.

 

Para minha sorte, eu tenho.

 

 

– Espero que você tenha desenvolvido um terceiro rim, Lauren – diz Ally. – Porque se Dinah, Jack e Steven precisarem de um, você vai ter que doar pra eles.

 

 

Pelo visto, foram eles que me cobriram enquanto eu gastava meu sofá.

 

 

– Reserve uma mesa para o Jack no Scores neste final de semana. Por minha conta.

 

 

Não existe melhor agradecimento do que uma stripper pré-paga.

 

 

Quanto a Dinah e ao Steven, vou ter que pensar em algo para eles. Acredito que seios nus

não são permitidos no Lado Escuro da Força.

 

 

Depois que Ally me atualizou sobre os clientes, peço a ela que libere minha agenda e lhe dou

uma lista de coisas que vou precisar para amanhã. Planejei um dia corrido, mas não tem nada a ver com o banco de investimentos.

 

-

 

No momento em que desligávamos o telefone, entrava em meu apartamento. Meu Deus. Cubro meu nariz com a mão. Como consegui viver com a porra daquele cheiro por sete dias?

 

Ah, é claro: eu era um vegetal.

 

 

Dou uma boa olhada em tudo. Sacos de lixo estão empilhados em um canto. Garrafas vazias

estão amontoadas na mesa. Pratos sujos enchem a pia, e o ar cheira igual àquele fedor que entra no seu carro quando está preso no trânsito atrás de um caminhão de lixo. Taylor tentou limpar tudo da melhor forma, mas ainda está um desastre.

 

 

Um pouco parecido com a minha vida neste momento, não acha? Que simbólico.

 

 

Eu ando até o quarto, onde consigo respirar pelo nariz. Sento na borda da cama e olho para o telefone. Lembra daqueles reforços que mencionei? Hora de ligar para eles.

 

Pego o telefone e ligo. Uma voz calma me cumprimenta após o segundo toque. A combinação perfeita de força e conforto, e respondo:

 

– Oi, mãe.

 

 

Você pensou que estava ligando para outra pessoa, não pensou?

 

 

Bem lá no fundo, sou uma filhinha de mamãe. Mas sou mulher o bastante para confessar isso.

Mas eu não sou a única. Isso explica muita coisa, sabia? Essa é a razão pela qual seu namorado não consegue colocar suas meias ou cuecas no cesto de roupa suja: pois ele cresceu com a mamãe fazendo isso para ele. É por isso que seu molho de macarrão é bom, mas não é ótimo: porque as papilas gustativas dos homens foram finamente ajustadas para o molho de domingo feito pela mamãe.

 

 

Além disso, você conhece aquele ditado: "A mãe sempre tem razão"? Sim, é irritante. Mas ele é correto? Com toda certeza. Nunca vi minha mãe estar errada. Sobre qualquer coisa. Então, neste momento, sua opinião é o recurso mais valioso. Eu sei o que eu acho que devia fazer para consertar as coisas com a Camila, mas quero uma confirmação de que é, na verdade, a coisa certa a se fazer.

Esse é um novo território para mim. E eu não posso estragá-lo.

 

De novo.

 

 

Minha mãe começa a falar sobre canja de galinha e compressas frias. Mas eu a interrompo.

 

– Mãe, eu não estive doente. Não como você acha, pelo menos.

 

 

Com um suspiro, começo a contar toda a história sórdida. A versão resumida e para qualquer idade.

 

Parece uma confissão.

 

 

Depois de descrever a manhã na minha sala onde estraguei as coisas com Camila– tudo bem, você tem razão, onde estraguei absolutamente tudo –, minha mãe deixa escapar um pesaroso:

 

– Ah, Lauren.

 

 

Meu estômago se contorce de arrependimento e decepção. Eu daria tudo para conseguir uma

máquina do tempo.

 

Termino a história da minha queda e continuo explicando meus planos para me tirar da merda amanhã. Depois que acabo, ela fica quieta por alguns segundos. Aí faz a última coisa que eu esperaria que minha mãe educada e reservada pudesse fazer.

 

 

Ela ri.

 

– Você parece tanto com o seu pai. Algumas vezes me pergunto se você tem alguma parte do meu DNA.

 

 

Na verdade, nunca notei alguma semelhança entre meu pai e eu. Com exceção do nosso amor por negócios – nosso caminho para o sucesso. Nós sempre pensamos do mesmo modo quanto a isso. Por outro lado, meu pai é muito certinho. Um homem dedicado, que é leal à família até o fim.

Praticamente o oposto de mim em todos os sentidos.

 

– Eu sou?

 

 

Ela ainda está rindo.

 

– Um dia vou te contar a verdade sobre como seu pai e eu acabamos juntos em Columbia. E vou incluir todos os pequenos detalhes sujos que ele nunca quis que você soubesse.

 

 

Se a tal história envolver sexo em qualquer momento, não quero escutá-la.

 

Nunca.

 

 

No que me diz respeito, meus pais transaram apenas duas vezes em suas vidas. Uma vez para a Taylor e uma para mim. Só isso. Em algum momento, percebo que estou me iludindo, mas este é um assunto sobre o qual prefiro viver sem saber de nada.

 

 

– Quanto a você e à Camila, imagino que ela ficará um pouco... impressionada com o que

planejou. Em algum momento. De cara, acho que ela vai ficar furiosa. Você devia se preparar pra isso, Lauren.

 

 

Estou esperando por isso. Lembra daquela linha tênue que Dinah mencionou?

 

 

– Mas tenho que te perguntar, querida: você tem certeza? Você está 100% segura de que Camila Cabello é a garota pra você? Não apenas como amante, mas como amiga, uma companhia, uma parceira? Você precisa ter certeza, Laur. É errado brincar com os sentimentos de uma pessoa, você não precisa que eu te diga isso.

 

 

Ela soa repreensiva agora – usa o mesmo tom de quando eu tinha oito anos e fui pega lendo o diário da Taylor.

 

 

– Estou 100% segura. É a Camila ou... nada.

 

 

Ainda estou em choque em ver o quanto verdadeiro isso é. E, francamente, é muito assustador.

 

 

Sabe, mesmo antes de transar com Camila, meu interesse em transar com qualquer outra mulher tinha começado a diminuir. De maneira drástica. E não era apenas por que elas eram ruins de cama.

É por que elas não eram a Camila. Se, por alguma catástrofe, Camila não me aceitar de volta, talvez eu possa raspar minha cabeça e me mudar para a porcaria do Tibet.

Fiquei sabendo que os monges estão contratando.

 

 

– Bem, então, aqui vai um conselho: seja implacável. Obstinada. Totalmente persistente na sua busca. Se sua confiança diminuir um pouco, Camila levará isso como um sinal de que seu afeto também poderá vacilar. Você já deu muitas razões pra ela não acreditar em você, não deixe suas inseguranças dar mais razões a ela. Seja gentil, Lauren. Seja honesta. Comporte-se como eu te eduquei. A mulher

que eu sei que você é.

 

 

Eu sorrio. Depois disso, sei – sem dúvida alguma – que, de alguma maneira, de algum modo, vou fazer isso direito.

 

 

– Obrigada, mãe.

 

 

Quando vou lhe dizer tchau, ela acrescenta:

– Pelo amor de Deus, assim que resolver esta situação, quero que as duas venham aqui em casa jantar. Quero conhecer a mulher que amarrou minha filha. Ela deve ser extraordinária.

 

 

Cem imagens de Camila disparam em minha cabeça de uma só vez...

 

Camila na sua mesa, de óculos. Toda sua excelência e determinação. Toda força a ser enfrentada.

 

 

Camila rindo de um dos meus comentários inapropriados. Apresentando Dinah para Ariana.

 

 

Ajudando Steven a sair de uma situação difícil.

 

 

Camila em meus braços – tão apaixonante e dedicada. Confiante e aberta. Ela por baixo de mim, por cima de mim, ao meu redor, igualando-se a mim em cada movimento, a cada gemido.

 

 

Eu abro um largo sorriso.

– Ela é, mãe. Ela é.

 

 

Hora de uma lição de história, crianças.

 

De volta ao passado: quando dois clãs estavam em guerra, eles mandavam seus homens nobres para o campo antes de uma batalha a fim de tentar negociar uma resolução sem violência. Se os lordes conseguissem fechar um compromisso, aí não haveria uma disputa. Mas se eles não conseguissem chegar a um acordo, começava-se, então, uma.

Estou citando batalhas antiquadas, com machados de guerra, arqueiros flamejantes, balas de canhão quebrando pernas etc.

 

Sim, esta é uma cena de Coração valente. Mas, ainda assim, é historicamente condizente.

O que estou tentando dizer é que, para cada meta, há dois modos de consegui-la: do jeito difícil ou fácil. Os homens daquela época entendiam isso. E eu entendo. É por isso que estou parada fora do prédio do meu escritório, esperando Camila chegar para falar com ela antes que entre.

 

 

Para continuar tentando um acordo de paz. Para encontrar uma solução pacífica.

 

Vamos chamar isso de meu "jeito fácil".

 

E aí ela chega. Está vendo ela virar o quarteirão? Parece que não fui a única que veio ao trabalho hoje preparada para uma guerra. 

 

Camila sem dúvida está com sua armadura.

 

Ela está usando um terninho preto e com um salto tão alto que fica do meu tamanho. Seu cabelo está preso em um coque apertado, com apenas alguns fios caindo no rosto. Ela está de queixo levantado e olhos firmes, dando passos ameaçadores e determinados.

 

Totalmente esplêndida.

 

 

A batida do meu coração acelera e meu pau fica meio duro, mas ignoro isso. É verdade, faz um

milênio desde a última vez que fiz sexo, mas entro em detalhes depois. Agora, estou focada por completo na Camila e no meu próximo passo.

 

 

Saio da frente do prédio e a encontro no meio do caminho.

 

– Oi, Camila. Você está parecendo muito apetitosa esta manhã.

 

 

Sorrio e lhe ofereço uma flor de lavanda roxa. 

 

Ela não aceita. Em vez disso, passa correndo por mim, sem falar uma única palavra.

 

 

Eu recuo para continuar na sua frente.

 

– Bom dia, Camila.

 

 

Ela tenta me ultrapassar, mas eu a bloqueio e sorrio com malícia.

 

 

Não consigo me controlar.

 

– O quê? Você não vai falar comigo? Você acha mesmo que isso vai dar certo, levando em conta que trabalhamos juntas?

 

 

Sua voz está clara e ensaiada, como a de um robô.

 

– Claro que não, senhorita Jauregui. Se precisar discutir sobre trabalho, ficaria muito feliz em conversar. Mas, se não for sobre isso, então eu prefiro que...

 

 

– Senhorita Jauregui? – Não vai rolar. – Isso é um joguinho sujo? Como se eu fosse uma chefe ruim e você a secretária sexy?

 

 

Ela fica tensa e sua mão aperta a pasta.

 

– Ou você pode ser a chefe, se você quiser. E eu posso ser a assistente submissa que precisa de

um castigo. Eu, com certeza, adoraria participar desta coisa de dominação.

 

 

Ela faz um som de repulsa.

E vai embora.

 

Eu a alcanço com facilidade.

 

– Não, espere, Camila. Estou brincando. Foi apenas uma piada. Por favor, espere. Preciso mesmo conversar com você.

 

 

Sua voz se torna aguda. Irritada.

 

– O que você quer?

 

 

Eu sorrio e lhe ofereço a flor de novo.

 

– Jante comigo no sábado.

 

 

Sua sobrancelha se franze.

 

– Você está tomando algum tipo de medicamento e eu não estou sabendo?

 

 

– Por que acha isso?

 

 

– Será que não fui clara na noite passada? Por que acha que eu pensaria em sair com você de

novo?

 

 

Eu encolho os ombros.

 

– Esperava que você estivesse mais bem-humorada nesta manhã. Que, talvez, depois de uma boa noite de sono, perceberia que ainda... gosta de mim.

 

 

Camila bufa.

 

– Não espere em pé.

 

 

Ela dá um passo. Depois para e se vira para mim.

 

– Não, repensando: espere sim.

 

 

Eu acompanho seus passos ao seu lado, conforme ela continua andando em direção ao prédio.

 

 

Tenho dois minutos, talvez menos. Falo, apressada:

 

– Sério, Camila. Estive pensando...

 

 

– Nossa, um milagre.

 

 

Ela sempre foi tão esperta?

 

– Quero recomeçar. Fazer as coisas do jeito certo. Te levar a um encontro. Contar todas as

coisas que devia ter te falado antes. Sobre como te acho maravilhosa. Como você é importante pra mim. Ah, e nunca vou mentir pra você de novo.

Nunca.

 

 

Estou falando a verdade.

Daqui a dez anos, caso a Camila me pergunte se alguma calça jeans faz sua bunda parecer grande demais, e ela fizer? Vou torcer pela minha vida e dizer que sim.

 

Eu juro.

 

 

Ela olha para frente ao responder:

 

– Obrigada pela oferta, mas não, obrigada. Ser feita de besta e usada não está na minha lista de compromissos desta semana. Já fiz isso. Não quero repetir.

 

 

Seguro gentilmente seu cotovelo e a viro para mim. Tento olhar em seus olhos, mas ela se recusa a olhar nos meus. Minha voz está baixa e sincera.

 

– Camila... eu entrei em pânico. Fiquei assustada e estraguei tudo. Isso nunca mais vai acontecer.

Aprendi com meus erros.

 

 

– Que coincidência – ela olha para mim da cabeça aos pés, significativa. – Eu também.

 

 

Depois ela vai embora. E eu dou um grande suspiro.

 

 

Tudo bem.

 

 

Vai ter que ser do jeito difícil.

 

Por que não estou surpresa?



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