História (TERMINADA) Attracted - Camren G!P - Capítulo 22


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 342
Palavras 1.761
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


desculpe os erros, o spirit retorce toda a escrita.

Capítulo 22 - 22


Quando Camila se aproxima da porta do prédio, estou logo atrás dela. Assim que ela atravessa a entrada, a música começa.

Ela para, assustada.

Eles se chamam Three Man Band. São músicos itinerantes. Literalmente. O vocalista tem um violão pendurado por uma faixa nos ombros e um microfone preso no peito. O baterista tem um conjunto de seis peças que carrega na frente do corpo – como uma criança marchando em uma banda, só que muito mais legal. O último cara tem uma combinação de guitarra e teclado, em uma plataforma
presa à cintura.

Não é tão cafona quanto parece. Eles são bons. Parecem uma daquelas bandas covers que tocam na praia de Jersey no verão. Estão tocando "Caught up in you", do .38 Special.

Camila resmunga para mim por entre os dentes:

– Que merda é essa?

Eu encolho os ombros.

– Bem, não sei tocar violão. E não sei cantar. Então...

Sei o que você deve estar pensando. Música, Lauren? Este é o grande plano? Shawn já não tentou isso? Sim, Mendes tentou esta estratégia e fracassou. Mas desta vez será diferente.

Melhor.

Maior.

A Three Man Band é móvel. Portanto, eles podem – e irão – seguir a Camila o dia todo. Vão fazer uma serenata para ela não apenas com uma, mas com dúzias de músicas cuidadosamente escolhidas.

E não, este não é o plano completo. Este é apenas o primeiro passo. Ainda tem mais.

– Eu te odeio.

Não, ela não me odeia.

Coloco minha flor rejeitada atrás da orelha dela.

– Escute a letra, Camila.

O vocalista canta sobre uma mulher, de joelhos, que está tão apaixonada que quer mudar, quer ser melhor. Para ela.

Camila arranca a flor da orelha e a joga no chão. Depois, me empurra, vai em direção ao elevador e entra nele.

A Three Man Band se infiltra ao seu redor. Continuam tocando.

Ela parece horrorizada, não? Quando as portas se fecham, quase me sinto mal.

Quase.

Pego o próximo elevador até o quadragésimo andar. Lá, os sons de "Angel", do Aerosmith,
enchem o ambiente. Pelo visto, Camila impediu a banda de entrar em sua sala. Então, eles estão parados do lado de fora.

Eu paro na mesa de Ally. Ela me entrega meu café.

– Boa música.

– Obrigada. Está tudo preparado?

– Tudo no jeito, chefe – então, estala os dedos. – Ah, e trouxe isso pra você – ela me entrega
uma caixa cheia de DVDs. Por cima estão... E o vento levou, Digam o que quiserem, A Bela e a
Fera, Casablanca, Titanic e... Diário de uma paixão.

– O que é isso?

– Pesquisa. Pra você. Achei que fosse precisar.

Eu sorrio.

– O que eu faria sem você, Ally?

– Passaria o resto da sua vida infeliz e sozinha?

Ela não está muito errada.

– Tire outra semana de férias, ok?

Levo a caixa de mimos para minha sala e me preparo para a segunda fase.
Flores. Muitas mulheres falam que não gostam de ganhá-las. Mas todas ficam felizes quando
ganham uma.

É por isso que fiz com que fossem entregues na sala de Camila, de hora em hora. Sete dúzias de
uma vez. Isso vale uma dúzia por cada dia que ficamos separadas.

Não é romântico? Também achei.

Apesar de saber que a flor favorita de Camila é a margarida branca, pedi para o florista evitá-las.

Em vez disso, escolhi as exóticas – buquês com pétalas coloridas brilhantes e com formas estranhas.
Flores que Camila provavelmente nunca viu na vida, de lugares que ela nunca visitou.
Lugares para os quais quero levá-la.

No começo, deixei recados simples e genéricos. 
Dê uma olhada:

Camila,
          Me Desculpe.
        Lauren

********************************************
Camila,
Me Deixe Reparar o que fiz.
Lauren

********************************************

Camila.
Estou com Saudades. Por favor me perdoe.
Lauren

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Mas depois de algumas horas, percebi que precisava me esforçar mais. Ficar mais criativa. O que acha?

*******************************************
Camila, 
Você está me tornando obsessiva.
Lauren

*******************************************
Camila,
Saia comigo no sábado e te darei todos meus clientes, CADA UM DELES.
Lauren

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Camila, 
Se eu me jogar na frente de um ônibus, você vai me visitar no hospital?
Lauren
PS - Tente não se culpar muito se eu não sobreviver. De Verdade
.
*******************************************

Esse último lote foi entregue há 45 minutos. Agora estou sentada em minha mesa, esperando.

Esperando pelo quê, você quer saber? Você verá. Camila pode ser teimosa, mas não é feita de pedra.

A porta da minha sala é aberta com força, deixando uma marca na parede.
Lá vamos nós.

– Você está me deixando louca.

Suas bochechas estão coradas, sua respiração rápida e ela está com um olhar de homicida.
Linda.

Franzo minha sobrancelha, esperançosa:

– Louca? Como se quisesse rasgar minha camisa de novo?

– Não. Louca por causa de uma urticária que não quer me deixar em paz.

Eu hesito. Não consigo me controlar.
Penso: Caramba.

Camila dá um passo em direção à minha mesa.

– Estou tentando trabalhar. Preciso me focar. E aí você coloca Huguinho, Zezinho e Luisinho do lado de fora da minha sala, tocando todas as músicas mais cafonas dos anos 1980 que já foram escritas!

– Cafonas? Sério? Nossa. Achava que você era uma daquelas garotas que adoram os anos 1980.

Bem, vivendo e aprendendo.

– Estou falando sério, Lauren. Este é um local de trabalho, não é possível que eu seja a única
pessoa se sentindo incomodada por este barulho.

Bom. Voltou a me chamar de "Lauren". Progresso.

Com relação a incomodar o restante da equipe? Pensei nisso. Falei com a maioria das pessoas
neste andar e lhes avisei sobre o entretenimento do dia. Eles não pareceram se importar.

– Estou falando sério também, Camila. Você não devia estar trabalhando. Devia estar escutando. Eu mesma escolhi estas músicas. É meu gesto supremo. Pra te mostrar como me sinto.

– Não ligo pra como você se sente!

– Nossa, isso foi cruel.

Ela cruza os braços e começa a bater o pé no chão.

– Sabe, não queria fazer isso, mas você me deixou sem outra opção. Claro que você é muito imatura para lidar com isso como uma adulta. Então, vou contar pro seu pai.

Certo.

Ela é quem vai contar para o papai sobre mim, mas eu que estou sendo imatura.
Claro.

E eu já tinha pensado nisso também.

– Meu pai ficará na Califórnia durante as próximas duas semanas. Não estou muito preocupada com o que ele fará pelo telefone.

Ela abre a boca para recomeçar, mas continuo:
– Você podia tentar falar com o Frank. Mas ele está nos Hamptons, naquele campo de golfe que o Trump acabou de abrir. George está na sala dele.

Ela se vira, mas minhas próximas palavras a fazem parar.
– Mas eu devia te avisar... ele tem uma queda por romance. Não ficaria esperançosa se fosse
você. E ele é meu padrinho.

Ela me encara por um minuto. Está tentando pensar em uma réplica. Ainda bem que já tirei todos os objetos pesados da minha mesa.

Aqueles que ela deve querer jogar na minha cabeça neste exato momento.

– Você não pode fazer isso. Isso é assédio sexual.

Eu me levanto e me debruço na mesa.

– Então me processe.

Sua boca se abre para cuspir o que tenho certeza que seria um discurso inflamado. Mas eu a interrompo. E minha voz fica calma. Racional.

– Ou você pode não se dar ao trabalho e apenas sair comigo no sábado. Um encontro. Uma noite e tudo isso some do mapa. Depois, se você ainda não quiser ter algo comigo, te deixo em paz. Pela minha honra de escoteira.

Tecnicamente, isso não é uma mentira. Já vimos que ser escoteira não é meu estilo. Encontrar brechas, lembra?

Seu rosto se contorce em desgosto.

– Claro que não. Não serei chantageada pra sair com você.

Eu me sento de novo.

– Essa é a decisão difícil. A decisão feminista, de uma mulher de peito. Tenho orgulho de você, Camila.

Seus olhos se estreitam, suspeitos.

Garota esperta.

– Além disso, não vejo a hora de você ver o que planejei pra amanhã. Eu não agendaria
reuniões, se fosse você. Acho que haverá muito barulho.

Sua voz fica mais alta após cada palavra. Como o trovão de uma tempestade que está cada vez
mais perto de acontecer.

– Você é uma desgraçada manipuladora, infantil, vingativa!

– Não estou tentando ser.

Ela dá a volta por minha mesa e me levanto para encontrá-la.
– Uma filho da puta egoísta, egocêntrica, individualista!

– Eu sei.

Ela me acerta no peito com os punhos.

Plaft.

– Queria nunca ter te visto naquele bar idiota!

Plaft.

–. Queria nunca ter conseguido este emprego!

Plaft

– Queria nunca ter te conhecido.

Agarro seus pulsos e a puxo para perto.
Aqui é quando a gente costuma se beijar.
Você estava esperando por essa parte? Meus pêsames. Não vai rolar. Pois isso não se trata mais só de mim e de meu tesão enorme. Não mais. E tenho que provar isso para Camila.
Então, me controlo. Mas não ache que é fácil, pois não é. Não há nada que eu queira fazer mais do que enfiar minha boca na dela e lembrá-la de como era bom o que tínhamos. Como ainda pode ser bom.

Eu me inclino e coloco minha testa na dela. Ela fecha os olhos. Eu passo meu nariz no dela e
respiro, tentando me concentrar. Ela cheira ainda melhor do que me lembro, como biscoitos quentes na porra do jardim do Éden.

Então sussurro:

– Me desculpe por ter te machucado. Não era verdade. Nem uma palavrinha. Por favor, acredite nisso.

Camila abre os olhos. Seus lindos olhos castanhos demonstram surpresa. E medo, igual ao momento em que um bicho percebe o vestígio de um caçador. Porque ela quer acreditar em mim. E ela sabe que sei disso.

Depois ela pisca. E seus olhos se tornam firmes. Está difícil saber se ela está mais brava
comigo ou com ela mesma.

Provavelmente comigo.

Ela empurra meu peito e eu caio na cadeira.

– Vá se fuder!

Ela dá a volta em minha mesa, em direção à porta.

– Aqui? Agora? – olho para o teto, como se estivesse analisando a hipótese. – Bem... tudo bem. Mas seja gentil. Meu sofá é virgem.

Tiro meu terninho e começo a desabotoar minha camisa.

Ela gagueja. Depois aponta o dedo para mim e praticamente rosna.
Sim, é muito sensual.

– Credo!

Aí ela sai da minha sala. Para na frente da banda, que estava esperando lá fora, e diz:

– Não me sigam!

Enquanto ela desaparece pelo corredor, o vocalista olha para mim.

Eu aceno.

Eles seguem os passos de Camila, cantando alto "Heat of the Moment", do Asia.

Ei, qual é o problema? Você parece preocupada. Não fique. Sei o que estou fazendo. Faz tudo parte do plano.



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