História (TERMINADA) Attracted - Camren G!P - Capítulo 24


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 266
Palavras 3.311
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem os erros

Capítulo 24 - 24


O jogo mais importante na carreira de uma nova jogadora não é sua estreia. Mas sim o que vem em seguida. A segunda apresentação. Ela tem que provar que é consistente. Confiável.

 

Hoje é meu segundo jogo. O dia em que vou mostrar para Camila que ela não vai se livrar de mim e que sou uma baita artilheira. 

 

Comecei com algo simples. Elegante. Algo menos chocante que a Three Man Band. Afinal, você nem sempre precisa atacar com armas nucleares para ganhar uma guerra.

 

A sala de Camila está cheia de balões.

Milhares deles.

Cada um impresso com ME DESCULPE.

Exagerado? Também não acho.

 

Então pedi que entregassem uma coisinha em sua sala. Da Tiffany. Uma caixinha azul com um recado:

********************************************

Você já possui o meu.

Lauren

********************************************

 

Dentro da caixa, em uma corrente de platina, está um perfeito coração de diamante de dois

quilates.

 

Meloso? Claro que sim. Mas as mulheres amam essas coisas melosas. Pelo menos é o que os

filmes, que fiquei assistindo até as três horas da manhã, mostram.

 

Espero que isso faça as pernas de Camila ficarem bambas. E então caia de quatro, e estou certo de que não preciso te dizer o quanto gosto dela nessa posição.

Estou apenas brincando.

Um pouco.

 

Além do mais, acho que Camila não está acostumada a ganhar presentes, pelo menos não daquele valor. E devia estar. Ela merece ser mimada. Ter coisas boas. Coisas lindas. Coisas que seu ex-namorado de merda não podia pagar e provavelmente nunca nem pensou em lhe dar.

Coisas que posso – e irei – lhe dar.

 

Queria estar ao seu lado quando ela abrisse. Para ver a expressão em seu rosto. Mas tenho uma reunião.

 

– Lauren Jauregui. Continua tão bonita quanto o diabo. Como está, minha garota?

 

Está vendo aquela mulher me abraçando na minha sala? Sim, a dama de olhos azuis e de cabelos ruivos que ainda é sensacional, apesar de já estar na casa dos cinquenta? Ela foi minha professora do sexto ano. Naquela época, sua pele era tão suave e macia quanto seu sotaque irlandês. E tinha um corpo que implorava por pecado. Muitos e muitos pecados.

 

Ela foi minha primeira paixão. A primeira mulher para a qual me masturbei. Minha primeira fantasia com uma mulher mais velha.

 

Irmã Mary Beatrice Dugan.

Sim, você entendeu direito: ela é uma freira. Mas não qualquer freira, crianças. A Irmã Beatrice era uma freira muito gostosa.

 

Naquela época, ela era a freira mais jovem que todos nós já tínhamos visto – diferente das

mulheres feias, vestidas de preto e severas, que pareciam velhas o bastante para terem vivido na época de Jesus. O fato de ela ser uma mulher do clero – proibida – e de estar em uma posição acima de nós, meninas católicas perversas, só fazia aquilo tudo ser ainda mais erótico.

 

Ela podia ter me espancado com uma régua a qualquer momento.

Eu não era a única a pensar assim. Basta perguntar para Dinah. Quando tínhamos treze anos, Estelle percebeu que Dinah tremia ao andar. Ela a arrastou se lamentando para o médico, onde logo foi diagnosticado com SPF.

Síndrome do Pênis Friccionado.

O médico disse à Estelle que tal condição foi causada por ela usar shorts de banho molhado por muito tempo. E ela acreditou. Mesmo sendo novembro. O pau de Dinah estava mesmo úmido, mas não era por causa de uma maldita roupa de banho.

E sim por causa da Irmã Beatrice.

 

– Você está mais linda do que nunca, Irmã B. Já decidiu deixar a Igreja?

 

Não frequento uma igreja. Não mais. Sou muitas coisas, mas hipócrita não é uma delas. Se você não vai seguir as regras, não deve aparecer para as reuniões em grupo. No entanto, mantive contato com a Irmã Beatrice. Ela é a diretora do St. Mary agora e minha família sempre fez generosas doações.

 

Ela dá uma batidinha em meu rosto.

– Menina descarada.

 

Eu pisco.

– Fala sério, Irmã, seja justa. Deus te tem há quanto tempo? Trinta anos? Não acha que está na hora de você nos dar uma chance?

 

Ela balança a cabeça e dá um sorriso forçado.

– Ah, Lauren, seus charmes tentariam a pureza de um santo.

 

Eu lhe dou uma xícara de chá e sentamos em meu sofá imaculado.

– Fiquei surpresa com sua ligação. E um pouco curiosa. Em que confusão se meteu, minha garota?

 

Liguei para ela ontem e disse que precisava de ajuda.

 

– Tenho uma amiga e gostaria que você conversasse com ela.

 

Seus olhos pestanejam.

– Quem seria essa amiga?

 

Eu sorrio.

– Camila Cabello.

 

– Você sempre foi a menina que beijava as mocinhas e as fazia chorar. E sobre o que você quer que eu converse com a senhorita Camila? Você a engravidou?

 

– Não, Deus.

 

Ela ergue a sobrancelha, severa.

– Perdão.

 

Ela acena e continuo.

– Queria que você falasse com ela sobre...perdão. Segundas chances. Redenção.

 

Ela toma um gole de chá e olha, pensativa.

– Errar é humano; perdoar é divino.

 

Isso mesmo. Pensei em mandar Dinah ou Steven para defender meu caso. Mas não são

neutros. Camila nunca acreditaria neles. E, antes que você me pergunte, não, eu nunca mandaria A Vaca.

Muito arriscado. Quando se trata de persuasão, minha irmã é como um leão de estimação. Doce e divertida em um minuto, mas se você der o passo errado? Ela te come viva.

 

A Irmã Beatrice é uma mulher religiosa. Gentil. Honesta. Se alguém pode convencer Camila de que alguém – eu – seja capaz de mudar, essa pessoa é ela. O fato de ela me adorar quase tanto quanto minha mãe também não faz mal algum.

 

– E quem a jovem moça está precisando perdoar?

 

Eu levanto minha mão.

– Esta pessoa seria eu.

 

– Deu uma de cafajeste, não é?

 

Confirmo.

– Tenho tentado de tudo pra reparar o que fiz. Menos tatuar o nome dela na minha bunda e correr pelada pelo estádio dos Yankees.

 

Estava deixando isso para a semana que vem.

 

– Então, se eu conversar com a jovem moça e convencê-la a confiar em você de novo, o que pretende fazer depois?

 

Olho dentro de seus olhos da cor do céu. E falo, sem sombra de dúvidas:

– Vou apreciar isso. Farei tudo o que for preciso pra fazê-la feliz. Por quanto tempo ela

permitir.

 

Um pequeno sorriso se abre no rosto da Irmã Beatrice.

– E dizem que milagres não acontecem mais.

 

Ela coloca a xícara de lado e se levanta.

– Parece que tenho um trabalho abençoado pra fazer. Onde você está escondendo esta moça

querida? Ela está me esperando?

 

– Tomei a liberdade de conversar com a secretária de Camila. Ela está esperando por alguém. Só não sabe que é você.

 

Ela dá um sorriso discreto.

– Não acha que isso vai irritá-la um pouco?

 

– É provável. Mas ela não vai descontar em você. Ela vai guardar toda a raiva pra mim.

 

Vamos até a porta.

– Já tentou rezar, Lauren? Orar é um ato poderoso.

 

– Acho que suas orações são um pouco mais poderosas do que as minhas hoje em dia.

 

Ela sorri e aperta minha bochecha, do mesmo modo que uma mãe faria.

– Todos somos pecadores, garotinha. Alguns apenas curtem isso mais do que outros.

 

Eu rio, abrindo a porta.

Depois, o sorriso some de meu rosto quando olho para as costas de Ally. Ela está parada na

frente do meu escritório com os braços abertos. Bloqueando a mulher que está à sua frente.

Que, por acaso, é Ariana Grande Mendes.

 

Depois de Ally acompanhar a Irmã B. até a sala de Camila, eu me viro para Ariana. Ela está

usando um tomara que caia preto, calça de couro apertada e saltos finos vermelhos. Se é isso que ela veste no trabalho, não consigo nem imaginar o que ela usa no quarto. Deve ser interessante.

 

Steven chega até nós, seus olhos estão focados nas pessoas que se retiraram pelo corredor.

– Aquela era a Irmã Beatrice?

 

– Sim.

 

Ele assente com gosto.

– Legal.

 

Viu? Freira muito gostosa. Te disse.

Ele sorri de maneira maliciosa para Ariana.

 

– Oi, Ari, o Dinah já te contou sobre a Irmã B.?

 

– Mais ou menos. Ela nos apresentou na igreja na semana passada.

 

Ao contrário de mim, Dinah ainda frequenta a igreja regularmente. Ela gosta de manter todas as cartas na mão, caso precise.

 

Steven dá um sorriso largo, como uma criança que está quase dedurando o irmão.

– Ela te contou sobre a SPF?

 

Ela desconfia.

– O que é SPF?

 

– Pergunte a Dinah. Ela vai te contar. É uma perita nisso – ele me cutuca com o cotovelo. –

Taylor e Ashley virão mais tarde. Quer almoçar conosco?

 

Coço atrás da orelha.

– Não posso. Tenho uma reunião… com um cara… sobre um negócio.

 

Ele é um daqueles caras que escrevem no céu. Ele deve voar sobre o prédio às quatro da tarde.

Só preciso decidir o que ele irá escrever. Mas não quero que Ariana saiba. Não posso deixá-la

avisar à Camila antes da hora.

 

Steven acena.

– Tudo bem. Até mais tarde.

 

Olho nos olhos de Ariana. Lanço para ela um dos meus sorrisos clássicos.

Ela apenas me olha de volta.

Devo estar perdendo a prática.

 

– Precisamos conversar.

 

Há apenas alguns motivos pelos quais Ariana Grande Mendes gostaria de conversar comigo neste momento da minha vida. Nenhum deles é agradável.

 

Gesticulo para ela entrar no meu escritório.

– Entre.

 

Esse deve ser o mesmo sentimento de quando você convida um vampiro para dentro da sua casa.

Sento-me atrás da mesa. Ela fica em pé.

 

Já assistiu o canal Animal Planet? As mulheres são como uma manada de elefantes. Elas se

unem para se protegerem. E se uma delas sentir perigo? Todas elas estouram.

Preciso fazer isso direitinho.

 

– No que posso te ajudar, Ariana?

 

– Se castrar seria ótimo. Mas topo um salto ornamental de uma ponte. Ouvi falar que a ponte do Brooklyn é ótima nesta época do ano.

 

Ah, sim. Isso vai ser muito divertido.

 

– Além disso.

 

Ela coloca as mãos em cima da minha mesa e se debruça, como uma cobra pronta para atacar.

 

– Você pode parar de foder com a cabeça da minha melhor amiga.

 

Sem problemas. A cabeça de Camila não é a parte do corpo que estou querendo foder no momento.

 

Será que eu devia contar para ela? É melhor não.

 

– Não sei do que você está falando.

 

– Estou falando sobre a semana passada, quando você a tratou como uma camisinha usada. E agora, de repente, fica oferecendo flores, músicas e recados amorosos.

 

Ela já ficou sabendo de tudo? Isso é um bom sinal.

 

– Acho que você ou tem dupla personalidade, causada pela intensa sífilis na sua corrente

sanguínea, ou você tem tara por um bom desafio. Em qualquer um dos casos, parta para a próxima, idiota. Camila não está interessada.

 

Não curto desafios. Quando Camila me deu um fora naquela primeira noite no REM, eu corri atrás dela? Não, fui embora com o que estava garantido. O mais fácil.

Ou, naquela noite em especial, com as gêmeas.

 

– Não vamos nos enganar. Nós duas sabemos que Camila está super interessada. Você não estaria querendo tanto me atacar se ela não estivesse. Quanto às suas outras preocupações, não faço joguinhos. E tem uma fila de mulheres ao redor do quarteirão morrendo de vontade de me desafiar.

Isso não se trata de conseguir uma transa.

 

Eu me apoio na mesa. Meu tom é direto e persuasivo, como se ela fosse uma cliente indecisa.

Uma que preciso convencer a ficar ao meu lado.

 

– Admito que o que sinto por Camila me pegou desprevenida e, no começo, lidei mal com as

coisas. É por isso que estou fazendo tudo isso: pra mostrar pra Camila que me importo com ela.

 

– Você se importa com o seu pau.

 

Não posso negar isso.

Ela se senta na minha frente.

 

– Camila e eu somos como irmãs. Mais próximas do que isso. Ela não é uma daquelas garotas que transam com qualquer um, ela nunca foi. Ela busca um relacionamento. É muito importante pra mim que ela fique com alguém que cuide dela direito. Uma Mulher de verdade.

 

– Na última vez que chequei, é isso o que sou.

 

– Não. Você é uma cadela. Ela precisa de um bom homem, ou uma boa mulher. Alguém decente.

 

Ela cruza os braços e sua voz se torna triunfante. Com uma satisfação maligna.

 

– E eu conheço alguém que é perfeito para ela. Ele trabalha no meu laboratório. É esperto. É

engraçado. Se chama Bert.

 

Bert?

 

Ela está zoando com a minha cara? Qual tipo de sádico coloca o nome de seu filho de Bert hoje em dia? Isso é muito cruel.

 

– Ele vai garantir que Camila tenha bons momentos. Estou planejando juntá-los neste final de semana.

 

Estou planejando me algemar no tornozelo de Camila e engolir a chave. Vamos ver como Bert vai diverti-la, quando ela estiver me puxando como uma gêmea siamesa.

 

– Tenho uma ideia melhor. O que acha de sairmos em casais. Você e Dinah , eu e Camila. Vamos passear. Você terá a oportunidade de ver como eu e Camila fomos feitas uma para a outra.

 

– Ok, agora você está parecendo obsessiva. Você teve sua chance, você ferrou tudo, supere.

Escolha outra da sua lista e deixe Camila em paz.

 

Eu me levanto.

– Ao contrário do que pensa, não sou uma conquistadora em série. Não seduzo mulheres, porque não preciso. Você quer que eu me desculpe com a Camila? Eu já fiz isso. Você quer uma garantia de que nunca mais vou machucá-la? Eu posso assinar uma, e assinarei com meu sangue se te fizer feliz.

Mas não me peça para deixá-la em paz, porque não vou. Não posso.

 

Ela não se move. Seu rosto está parado e inflexível como uma estátua nervosa. E meu argumento não está convencendo.

 

– Dinah te contou como eu era? Eu pareço alguém que fica catatônica por uma mulher

qualquer? Céus, Ariana, eu respeito Camila pra caramba.

 

Ela bufa.

– Hoje. Hoje você a respeita. Mas o que pode acontecer se ela ceder? Quando a novidade

acabar e o sexo ficar sem graça? E uma nova cadela no cio cruzar seu caminho e querer que você cheire a bunda dela?

 

O sexo nunca fica sem graça. Não se você estiver fazendo do jeito correto.

 

– Não quero outra pessoa. E acredito que isso não vá mudar a qualquer momento… nunca.

 

– Acho que você está cheia de merda na cabeça.

 

– Lógico que você acha. Se você transasse com Dinah e agisse como eu fiz com Camila, também te rebaixaria. Mas o que você acha não muda o que Camila quer. Lá no fundo, mesmo que ela ainda não assuma, o que ela quer sou eu, querida.

 

– Você consegue ser mais convencida? Você pode ser rica, mas não pode comprar classe. Ou

integridade. Você não está nem perto de ser boa o bastante pra Camila.

 

– Mas você acha que seu primo está?

 

– Não, não acho. Shawn é um bundão imaturo e aquele relacionamento não estava indo pra lugar algum há um bom tempo. Com os anos, tentei alertá-la. Para que ela visse que o relacionamento deles tinha se tornado mais uma amizade do que um amor verdadeiro. Mas, naquela época, nossas vidas, nossas famílias, estavam tão ligadas que acho que eles estavam com medo de mudar a situação e

machucar mais gente. Mas ele a amou – ama. Tenho certeza disso. Só que ele sempre amou mais o violão.

 

Ela começa a andar em frente à minha mesa. Como um professor em palestra.

 

– Ela não está errada. Você devia escutá-la.

A única parte que ela não entende é que às vezes uma idiotia infantil pode se tornar melhor ao encontrar a mulher certa.

 

– Você não pode decidir isso. Você quase nem me conhece.

 

– Ah, eu te conheço. Pode acreditar. Fui concebida por alguém, igualzinho a você.

 

Merda. Problemas com o pai. Essas são as piores.

 

– Camila e eu cuidamos uma da outra – continua –, sempre fizemos isso. E não vou deixá-la ser mais uma na sua lista de conquistas sexuais cheia de DSTs.

 

Você alguma vez já bateu sua cabeça na parede?

Não?

Observe atentamente. A sensação é parecida com essa.

 

– Ela não é. É isso que testou tentando dizer! Em que porra de idioma você gostaria de ouvir

isso?

 

– Sei lá. Você fala algum outro além de idiotês?

 

Aperto meu nariz. Sinto um aneurisma chegando.

 

– Beleza, olha, você não acredita em mim? Tudo bem. Converse com Dinah. Você confia

nela, certo? Ela não gostaria que eu ficasse pegando a melhor amiga da namorada se não estivesse querendo algo sério.

 

Ela balança a mão.

– Isso não prova nada. Vocês sempre se acobertam.

 

Jesus, Maria, José.

Eu esfrego minha mão no rosto. Depois respiro fundo para me acalmar. Hora de dizer a verdade.

Jogar minhas cartas na mesa. Fazer o gol.

Vou até a janela, reunindo meus pensamentos ao mesmo tempo em que observo o trânsito lá embaixo. Ainda estou olhando para lá, quando digo para ela:

 

– Sabe o que vi ontem quando vinha para o escritório? Eu vi uma grávida, pegando um táxi.

 

Eu achava que uma mulher grávida era algum tipo de coisa bizarra. Deformada. Você tinha que ver a Taylor. Quando ela ficou grávida da Ashley, parecia que tinha engolido uma melancia no café da manhã. E do jeito como ela comia naquela época, com certeza ela seria capaz.

 

– Tudo o que consegui pensar foi como Camila ficaria linda grávida. E como eu queria poder fazer coisas pra ela. Como… se ela ficar doente, quero ser a mulher que fará seu chá e lhe trará lenços. Quero saber se ela tem medo de aranhas… e o que ela sonha à noite. Tudo. É insano, não pense que não sei disso. Isso nunca aconteceu comigo antes. E não quero que aconteça outra vez, com outra pessoa. Apenas com Camila.

 

Eu me viro e a observo diretamente nos olhos.

Se um dia você estiver numa floresta e ficar cara a cara com uma mamãe ursa raivosa, é melhor sempre olhar nos olhos. Fugir? Ela vai te comer. Um braço de cada vez. Mas, caso você resista ao ataque, tem boas chances de sobreviver.

 

– Você quer ouvir que Camila me dominou? Pois ela me dominou. Estou de joelhos e a seus pés, e não quero nunca mais sair.

 

Ficamos quietas depois disso. Ariana apenas me encara. Por um momento. Procurando no meu rosto por… algo. Não sei bem o que é, mas sei o momento em que ela encontra. Porque algo muda em seus olhos. Eles se tornam mais suaves. Só um pouco. E seus ombros relaxam. 

E então ela acena.

 

– Tudo bem.

 

Algumas batalhas não têm um vencedor. Às vezes, a melhor coisa que um general pode fazer é o cessar-fogo.

 

– Camila faz suas próprias escolhas – ela diz. – E se tais escolhas se tornarem ruins, aí eu ajudo a limpar a bagunça. É pra isso que servem as amigas, pra ajudar a enterrar o corpo.

 

Ela se levanta. Anda alguns passos até a porta. Depois para e se vira, apontando o dedo em

minha direção.

 

– Lembre-se apenas de uma coisa, amiguinha. Não me importa se forem apenas dez dias ou se

forem dez anos, estou de olho em você. Se eu descobrir que você a traiu? Vou fazer você se

arrepender disso. Eu trabalho em um laboratório, Lauren. Com substâncias químicas. Substâncias químicas que não têm cheiro e não têm gosto, e que podem encolher permanentemente suas bolas. Entendeu?

 

Dinah só pode estar louca. Ariana é assustadora. Ela, com certeza, tem potencial

para ser uma vaca psicopata. Ela e Taylor poderiam se tornar amigas.

 

Acho que ela passou tempo demais planejando como me torturar.

 

Eu engulo seco.

– Com certeza.

 

Ela acena de novo.

– Legal que conseguimos nos entender.

 

Com isso, ela sai voando da minha sala. Eu me jogo na cadeira e fico olhando para o teto.

 

Céus.

 

Esse lance de relacionamento é exaustivo. Parece que acabei de correr uma maratona. Com obstáculos.

 

Mas sabe de uma coisa? Tenho quase certeza de que estou próxima da linha de chegada.



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