História (TERMINADA) Attracted - Camren G!P - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 378
Palavras 2.322
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem os erros.

Capítulo 25 - 25


Após Ariana ir embora, pego minha pasta e saio da sala para ir à minha reunião com o cara que escreve no céu. Ainda tenho que bolar algo para levar Camila até o telhado. Falando em Camila... Quer dar uma volta pela sala dela antes de sair? Para ver como ela e a boa irmã estão se saindo?

 

 

A porta da sala dela está aberta. Eu encosto minhas mãos no batente e me inclino para dentro.

 

 

Você consegue vê-la atrás dos balões? Sentada em sua mesa, com as mãos entrelaçadas – um sorriso congelado no rosto, enquanto ela concorda com tudo que a Irmã Beatrice diz.

 

 

– Moças, como estamos indo nesta tarde?

 

 

Camila se vira para mim. E sua voz é hostil.

 

– Lauren. Aí está você. Estava pensando em você agora.

 

 

Do jeito que ela está apertando as mãos, parece que estava pensando em como me estrangular.

 

 

– Enquanto a Irmã Beatrice me contava a fascinante história das casas de vidro. E sobre como nós não deveríamos jogar pedras, pois vivemos nelas.

 

 

Ela continua sorrindo. Mas seus olhos dizem algo totalmente diferente.

 

É um pouco assustador.

 

 

Sabe no filme O massacre da serra elétrica, quando o velho sorri um pouco antes de cortar a garganta da menina? Sim, seu olhar se parece com o dele.

 

 

A Irmã Beatrice olha para o teto.

 

– Somos todos imperfeitos aos olhos de Deus. Camila, posso usar seu banheiro, querida? A

natureza me chama.

 

 

– Claro, Irmã.

 

 

Elas se levantam e Camila abre a porta de seu lavatório.

 

 

Assim que a porta se fecha, Camila risonha dá tchau. Camila raivosa entra em cena. Ela marcha até mim.

 

E os balões tentam se salvar.

 

 

– Vou te perguntar só uma vez e, se você mentir pra mim, juro que deixo a Ariana te envenenar.

 

 

– Certo.

 

 

– Ela é mesmo uma freira? Ou alguma atriz que você contratou?

 

 

Eu rio. Nunca nem pensei nisso.

 

– Não, ela é de verdade.

 

 

Camila não está satisfeita.

 

– Pelo amor de Deus, Lauren! Uma freira? A porra de uma freira? Isso é golpe baixo. Até mesmo pra você.

 

 

– Acho que agora ela é, na verdade, uma madre superiora.

 

 

Eu me inclino próxima à Camila porque... bem, apenas porque posso... e o cheiro de seu

hidratante me atinge. Muito. Eu resisto à vontade de colocar meu nariz em sua pele e aspirar como uma viciada em cocaína.

 

 

– Há algo a que você não se rebaixe pra conseguir o que quer?

 

 

Não. Perdão. Não há. Não me importo em dar golpes baixos e sujos.

 

Na verdade, prefiro desse modo.

 

 

– Medidas desesperadas... tive que pegar pesado.

 

 

– Você quer ver o que é pegar pesado? Assim que a noviça voadora sair do meu escritório, vou te mostrar o que é pegar pesado! Não acredito...

 

 

Deus do céu, ela é linda. Fala sério, olhe para ela. Ela é como um vulcão em erupção: feroz,

flamejante e excitante. Se ela não encontrar um modo de ficar feia quando estiver brava, vou ter que passar tempo pra caralho fazendo coisas que a irritem.

 

Isso talvez não será ruim no final. Sexo com raiva é demais.

 

Eu interrompo o discurso violento de Camila.

 

 

– Por mais excitante que esta conversa tenha sido e, acredite, foi muito, tenho que ir a uma

reunião.

 

 

Antes de ir, chego perto de seu pescoço.

 

 

– Ei, por que não está usando seu colar?

 

 

Ela cruza os braços e sorri, orgulhosa.

 

– Doei para a Irmã Beatrice. Para quem realmente precisa.

 

 

Ela mandou bem, não acha?

 

Eu também posso jogar.

 

 

– Isso foi bem generoso da sua parte. Claro que terei que substituí-lo pra você por algo... maior.

Pode esperar outra entrega amanhã.

 

 

Seu sorriso se desmancha. E ela estoura um balão no caminho.

 

Depois bate a porta na minha cara.

 

Espero dois segundos antes de encerrar isso:

 

 

– Beleza. Te vejo mais tarde, Camz. Foi bom conversar com você.

 

De dentro, ouço a voz da Irmã Beatrice:

 

 

– Lauren já foi? Ela é uma menina tão gentil. E dedicada também, quando ela coloca seu

coração em uma tarefa. Deixa eu te contar sobre a vez que ela podou o jardim do convento. É uma longa história, mas temos toda a tarde. Houve uma briga no refeitório, sabe...

 

-

 

O trânsito estava um inferno. Em ambos os sentidos. Acertei os detalhes com o tal profissional.

Ele estava arrumando tudo quando saí. Agora só tenho tempo para chegar à sala de Camila e levá-la para o telhado. Se ela não for de boa vontade, vou pegá-la no colo e carregá-la. 

 

Apesar de que eu me sentiria muito melhor se tivesse com proteção lá embaixo.

 

Camila com certeza é do tipo que chuta.

 

 

Corro pelo saguão e aperto o botão do elevador. Mas o que vejo quando a porta se abre me faz

travar.

 

 

É A Vaca, com Ashley ao seu lado. E nas mãos da minha perfeita sobrinha estão fitas. Uma

 

dúzia delas. Fitas que estão amarradas aos balões. Aos balões de Camila.

 

 

– Porra.

 

 

– Bem, este é um modo bem legal de cumprimentar sua irmã querida e a filha dela.

 

 

Eu disse isso em voz alta? Não importa.

 

Porra porra porra porra.

 

Isso é ruim – muito ruim. Como um horrível tornado de velocidade cinco, só que, neste caso,

minha irmã é capaz de causar mais estragos.

 

 

– Oi, tia Lauren!

 

 

Eu sorrio.

 

– Oi, querida – depois fico zangada. – Que merda você fez, Taylor?

 

 

Seus olhos se abrem inocentemente. Como se estivesse surpresa.

 

 

– Eu? Vim me encontrar com meu marido para o almoço. Isso é um crime?

 

 

Quando estava no ensino fundamental, um moleque idiota chamado Chris Whittle me deu um soco ao sair da aula de trigonometria. Eu tinha ficado com sua namorada. Ela tinha mãos talentosas.

 

Enfim, no dia seguinte, Taylor fez uma visitinha para Chris e fez com que ele mijasse nas calças.

 

Literalmente.

 

 

Viu, de acordo com O Código da Vaca, ela pode me ferrar quando quiser, mas ninguém mais

 

pode fazer isso. Agora entende por que estou preocupada?

 

 

– Você foi encontrar a Camila, não foi?

 

 

Ashley responde por ela.

 

 

– Sim, tia Laur! Ela é ótima. Camila me deu esses balão e uma calculadora! Quer ver?

 

 

Ela segura as coisas sobre a cabeça como se fosse um troféu e eu acabo sorrindo.

 

 

– Que demais, Ash.

 

Depois olho para Taylor de novo.

Ela não está preocupada.

 

 

– Você disse que queria que Ashley conhecesse Camila.

 

 

Se você colocar duas ratas prenhas na mesma gaiola, sabe o que elas vão fazer? Vão se comer.

Os hormônios femininos são como ogivas que ainda não foram detonadas. Não dá para saber quando elas vão estragar tudo.

 

 

– Sim, queria que Ashley conhecesse Camila. Não queria que você encontrasse Camila até que eu tivesse acabado de consertar toda a merda.

 

 

Ashley tira minha amiga, a Jarra do Palavrão, da mochila e a levanta. Eu coloco dois

dólares nela.

 

Ela fica parada com a cabeça na abertura da jarra e me olha desconfiada.

 

 

– Hum... tia laur ? Os palavrões não custam mais só um dólar. Eles custam dez dólares.

 

 

– Dez? Desde quando?

 

 

Ela está empolgada.

 

– Foi ideia da Camila. Ela disse que a conomia está ruim.

 

 

Que merda é conomia?

 

 

– Ela chama isso de in... in...

 

 

– Inflação – termina Taylor, sorrindo.

 

 

– É, isso.

 

 

Inflação.

 

Ótimo.

 

Obrigada, Camila.

 

Questiono Ashley:

 

 

– Você aceita American Express?

 

 

Ela dá uma risadinha. Pago minha multa em dinheiro.

 

 

– O que acha de somar tudo na sua calculadora, querida?

 

 

Ela vai precisar disso. Estou sentindo que essa conversinha vai fazer com que eu fique devendo um valor de três dígitos.

 

 

– O que você disse pra Camila? – pergunto a Taylor.

 

 

Ela encolhe os ombros.

 

 

– Conversamos de mulher pra mulher. Eu apelei para o tino administrativo dela. Foi tudo bem.

Você não precisa saber de todos os detalhes.

 

 

– Posso decidir o que preciso saber. Levando-se em conta que você não devia ter conversado

porra nenhuma com ela.

 

A calculadora começa a fazer barulho.

 

 

– Precisa ser tão mal-agradecida? Eu só estava tentando ajudar.

 

 

O Doutor Morte estava apenas tentando ajudar seus pacientes também. E sabemos como tudo

terminou.

 

 

– Não preciso de sua ajuda. Eu tenho um plano.

 

 

Taylor coloca as mãos nos quadris.

 

 

– Certo. Seu plano perfeito que inclui exatamente o quê? Irritar a Camila até que ela concorde em sair com você? Vai xingá-la no parquinho também? Vai fazer nós no cabelo dela? Tenho que admitir que trazer a Irmã Beatrice foi uma jogada interessante. Não acredito que Camila ainda não esteja aos

seus pés, implorando pra que você a aceite de novo. Bem romântico, Lauren.

 

 

Aperto os dentes.

 

– Está. Funcionando.

 

 

Ela desconfia.

 

– Não foi isso que Camila me disse.

 

 

E lá vai ela. Preste atenção.

 

A Vaca se vangloriando.

 

E você pensou que eu estivesse exagerando.

 

 

– Ela disse algo pra você? Sobre mim? O que ela te contou?

 

 

Ela agita a mão no ar.

 

– Ah, isso e aquilo.

 

 

Sabe como algumas crianças gostam de provocar seus cachorros mostrando a eles um osso e depois o escondendo antes que o cão possa comê-lo? Minha irmã é uma dessas crianças.

 

 

– Caralho, Tay.

 

 

Tic-tic-tic.

 

 

– Aliás, eu gosto dela – diz. – Ela não tolera qualquer merda, não é? 

 

Tic-tic-tic.

 

 

– Como você sabe que ela não tolera qualquer merda?

 

 

Tic-tic-tic.

 

 

– Você falou alguma merda pra ela, tay?

 

 

Tic-tic-tic.

 

 

– Que tipo de merda você disse pra ela, Taylor?

 

 

Tic-tic-tic.

 

 

Ela ri.

 

– Meu Deus, relaxa. Não te vejo tão envolvida desse jeito desde... bem, nunca. Agora que não está mais patética e triste, até que é um pouco divertido.

 

 

Minha situação com Camila neste momento é como um castelo de cartas. Eu consegui subir alguns degraus, porém basta um pequeno tremor, e a coisa toda vai para o chão.

 

 

– Se você ferrou isso pra mim, eu vou...

 

 

Tic-tic-tic.

 

 

– Estresse faz crescer cabelo branco. Se você continuar assim, vai ficar igual ao papai noel.

 

– Fico feliz que você esteja achando isso tão divertido. Eu não acho. Estamos falando sobre a minha vida.

 

 

Isso a traz de volta à realidade. Sua cabeça se inclina para o lado. Avaliando-me. Em seguida,

ela para de me provocar.

 

Sua voz se torna sincera e delicada.

 

 

– Sabe que tenho orgulho de você. Você está sendo forte. Tentando de tudo. Você... cresceu – ela sorri suavemente. – Nunca pensei que fosse ver este dia – e, então, me abraça. – Vai ficar tudo bem, Laur. Eu prometo.

 

 

Quando tinha oito anos, meu avô teve um ataque do coração. Depois que meus pais foram para o hospital, Taylor me prometeu que tudo ficaria bem.

 

Não ficou.

 

 

– Camila te disse isso?

 

 

Ela balança a cabeça.

 

– Não em tantas palavras.

 

 

– Então como você sabe?

 

 

Ela encolhe os ombros outra vez.

 

– É o estrogênio. Ele nos dá uma percepção extra. Se você tivesse uma vagina, saberia também.

 

 

Ashley levanta a mão com orgulho.

 

– Eu tenho uma bagina.

 

 

Eu sorrio, afetada.

 

– Sim, você tem, querida. E algum dia, ela vai te ajudar a conquistar o mundo.

 

 

– Johnny Fitzgerald tem um pênis. Ele diz que seu pênis é melhor do que minha bagina.

 

 

– Johnny Fitzgerald é um idiota. Uma vagina sempre ganha de um pênis. Ela é igual à kryptonita. O pênis fica indefeso na presença delas.

 

 

Minha irmã termina nossa conversa.

 

– Está certo. Chega dessa linda conversa. Embora eu ache que a professora da Ashley vai

amar escutar tudo isso. Logo antes de me denunciar para o juizado de menores.

 

Levanto minhas mãos.

 

– Estou apenas tentando contar pra ela como funciona. Quanto mais cedo descobrir o poder que tem, mais cedo vai se dar bem.

 

 

Checo meu relógio, preciso subir. Olho para Ashley.

 

 

– Quanto lhe devo, fofinha?

 

 

– Oitenta dólares.

 

 

Ai.

 

 

Preciso cobrar mais dos meus clientes. Ou criar algum tipo de plano de pagamento.

 

Taylor pega em sua mão, conforme as notas vão descendo em sua jarra.

 

 

– Venha, Ash, vamos até o shopping gastar um pouco do dinheiro da tia Laur.

 

 

– Claro!

 

 

Elas atravessam o saguão, mas param nas portas duplas. Ashley sussurra algo para Taylor e lhe dá seus balões.

 

 

Depois vem correndo até mim.

 

Eu a pego no colo e a aperto bem forte, seus bracinhos me espremendo ao redor dos meus

ombros.

 

 

– Eu te amo, tia Laur.

 

 

Já bebeu conhaque? Eu costumo preferir uísque. Mas uma boa taça de conhaque esquenta tudo, desde dentro. E essa sou eu – agora.

 

 

– Eu também te amo, Ash.

 

 

Ela pula do meu colo.

 

– Adivinha?

 

 

– O quê?

 

 

– Camila me perguntou o que eu queria ser quando crescesse.

 

 

– E você disse pra ela que quer ser uma princesa?

 

 

Sua testa se franze, adoravelmente, e ela balança a cabeça.

 

– Não quero mais ser uma princesa.

 

 

– Bem, isso é um alívio. O que você quer ser?

 

 

Ela dá um largo sorriso.

 

– Uma bancária.

 

 

– Ótima escolha. O que te fez mudar de ideia?

 

Seus dedos brincam com o colarinho da minha camisa ao me contar:

 

 

– Bem, Camila é uma bancária genial e você diz que vai se orgulhar de mim se eu for igualzinha a ela. Então é isso que quero ser.

 

 

Depois que ela acaba de falar, eu pergunto séria para ela:

 

 

– Ashley, você contou para Camila que eu quero que você cresça e se torne igualzinha a ela?

 

 

Viu aquele sorriso? Não é o sorriso de uma criança de quatro anos. Aquele, senhoras e

senhores, é o sorriso de uma gênia.

 

 

– Lógico.

 

 

Fecho meus olhos e gargalho. Não acredito que não pensei nisso antes. Ashley é a arma

perfeita. Meu próprio Borg. Resistir é inútil.

 

 

– Querida – digo –, você fez um grande favor pra tia Laur. Me peça o que quiser de Natal e eu te darei. Pode ser qualquer coisa.

 

 

Seus olhos ficam bem abertos ao pensar nas possibilidades. Ela olha para minha irmã e depois sussurra, conspirando:

 

 

– Posso ter um pônei?

 

 

Ah, garota.

 

Penso nisso por exatamente um segundo.

 

 

– Com certeza.

 

 

Ela me aperta mais forte e dá um gritinho.

 

 

– Mas não conte pra mamãe até eu te presentear, ok?

 

 

Talvez eu tenha que entrar para o programa de proteção à testemunha depois disso.

 

 

Ashley me dá um beijo na bochecha e boto seus pés no chão. Ela sai correndo em direção a

Taylor, e eu aceno enquanto elas vão embora.



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