História (TERMINADA) Attracted - Camren G!P - Capítulo 27


Escrita por: ~

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Categorias Fifth Harmony
Tags Camilacabello, Camren, Laurenjauregui
Visualizações 547
Palavras 2.477
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Desculpem os erros

Capítulo 27 - 27


Está vendo aquela mulher irresistível, usando calça e camisa pretas?

 

Aquela que está arrumando a louça de porcelana na mesa?

 

Aquela sou eu, Lauren Jauregui.

 

Bem, não realmente. Não a velha eu. Esta é a nova e aprimorada. Versão 2.0. Sabe o que isso

significa? Metade das mulheres nesta cidade daria tudo para me ter deste jeito. Caidinha. Obcecada.

Apaixonada.

 

Mas apenas uma mulher conseguiu me deixar assim. Agora só preciso mostrar a ela que estou

aqui para ficar. Faz dois dias que não a vejo. Dois longos e dolorosos dias. Não foi tão ruim quanto os sete anteriores, mas chegou perto.

Enfim, dê uma olhada. O que acha? Estou me esquecendo de algo?

 

Flores frescas cobrem cada superfície disponível. Margaridas brancas. Antes, pensava que elas fariam Camila se lembrar de Shawn, mas não estou preocupada com isso agora. São suas favoritas, então serão as únicas aqui. No rádio está tocando uma música calma de Bocelli. O ambiente está iluminado por velas. Centenas – em potes de vidro.

Não tem como dar errado com velas. Elas fazem com que o mundo todo fique melhor. Elas fazem com que tudo cheire melhor.

 

Toc-toc.

 

Deve ser Camila. Bem na hora. Dou mais uma olhada no ambiente. É isso. Campeonato mundial.

 

Final do torneio. Tudo está pronto. Eu estou pronta. Como nunca. Dou um suspiro. E abro a porta.

 

Não consigo me mexer. Não consigo pensar. Respirar? Também não é a porra de uma opção.

O cabelo escuro de Camila está preso bem alto em sua cabeça. Cachos elegantes tocam de leve seu pescoço, acariciando bem o lugar que passei horas mordendo, há um tempo não muito distante. Ela usa um vestido vermelho-escuro – brilhante –, talvez de cetim, que está preso por tiras delicadas que atravessam seus ombros e caem em suas costas. O vestido vai até os joelhos, deixando suas pernas macias expostas.

E seus sapatos… Deus do céu… seus sapatos são puro salto, amarrados por um laço na parte de trás do tornozelo.

 

Quando consigo falar alguma coisa, minha voz sai rouca.

– Será que tem como renegociarmos a cláusula sobre não poder apertar seu bumbum? Porque,

com este vestido? Vai ser muito difícil.

 

Se você me entende, não é apenas por essa razão.

 

Ela sorri e nega com a cabeça.

 

– Todas as condições combinadas vão continuar.

 

Eu a acompanho ao entrar, ficando atrás dela, ela me olha pelo canto do olho. Observe seu rosto com atenção. Está vendo como seus olhos ficam mais escuros? Como ela lambe os lábios sem perceber? Parece uma leoa que acabou de jogar uma gazela no chão.

 

Ela gosta do que vê. Quer me elogiar. Ela quer, mas não irá. Estamos falando de Camila aqui. Camila que fica calada até a morte. Apesar do meu mais novo progresso, ela ainda continua na defensiva.

 

Sem confiança. Receosa.

 

Está tudo bem. Não me sinto ofendida. Seus olhos dizem tudo o que ela não quer me dizer.

Eu a levo para a sala de estar e ela morde os lábios ao perguntar:

– Então, para onde vamos?

 

Ela para de repente ao ver as velas. E as flores. E a perfeita mesa arrumada para duas pessoas.

Digo a ela delicadamente:

– Já chegamos.

 

Ela olha ao redor da sala:

– Uau. Está… está lindo, Lauren.

 

Eu encolho os ombros.

– A sala está legal. Você está linda.

 

Ela fica corada. E é extraordinário.

Quero beijá-la. Muito.

 

Já ficou com sede? Com muita sede? Como em um dia de verão de quarenta graus, quando você não tem nem mesmo saliva o suficiente na sua boca para engolir? Agora imagine que alguém coloque um copo de água bem gelado na sua frente. Você pode olhá-lo e pode imaginar como deve estar bom, mas não pode tocá-lo. Além disso, com certeza, não pode bebê-lo.

Isso é quase o inferno em que estou agora.

 

Tiro meus olhos do rosto de Camila e lhe dou uma taça de vinho tinto. Em seguida, bebo um longo gole da minha.

 

– O que aconteceu com seus dedos? – ela se refere aos esparadrapos que cobrem quatro dos

meus dez dedos.

 

– Cogumelos. Os danados não gostam de ser cortados.

 

Ela parece surpresa.

– Você cozinhou?

 

Ia levá-la a um restaurante. O melhor da cidade. Mas ela gosta de qualidade, lembra? Achei que ela valorizaria muito mais meu esforço do que o de qualquer chef gourmet que eu conseguisse arranjar.

 

Eu sorrio.

– Tenho muitos talentos. Você conhece só alguns.

 

Isso não deixa de ser verdade. Nunca cozinhei antes.

 

A propósito: Martha Stewart? Ela é meu novo ídolo. Estou falando sério. Costumava achar que o esquema dela era uma piada. Quem se torna bilionária apenas por mostrar às pessoas como dobrar as porcarias dos guardanapos na mesa de jantar? Mas isso foi antes. Antes de eu tentar usar meu forno ou arrumar uma mesa.

Agora a Martha se tornou uma deusa. Como Buda. E se a receita dela me ajudar a fazer isso dar certo? Vou me ajoelhar para ela todos os dias pelo resto da minha vida.

 

Camila e eu nos sentamos no sofá.

– Então, como estão as coisas no escritório? – pergunto.

 

Ela dá um gole no vinho e tira sujeiras imaginárias do vestido.

– Boas. As coisas estão bem. Você sabe… calmas.

 

– Em outras palavras, você está morrendo de tédio.

 

– Não, está sendo… produtivo. Fiz bastante coisa.

 

Sorrio.

– Você sentiu saudades de mim.

 

Ela bufa.

– Não disse isso.

 

Nem precisou dizer isso.

 

– Fala sério, Camila, jurei honestidade aqui. É justo que você faça o mesmo – eu me inclino. –

Olhe nos meus olhos e me diga que não pensou em mim, nem um pouquinho, nos últimos dias.

 

– Eu…

 

Bip… bip… bip.

 

O jantar ficou pronto. Camila toma outro gole de vinho.

– Você devia ver isso, Lauren. Acho que não quer deixar queimar.

 

Ela foi salva pelo gongo.

Por enquanto.

 

O frango ao Marsala que fiz parece… único, agora que está fora do forno e em nossos pratos.

Tudo bem, está assustador pra caralho. Admito isso.

 

Camila fica com a sobrancelha enrugada ao tirar as gorduras marrons como se estivesse

dissecando um sapo numa aula de biologia.

 

– Você misturou a farinha com a água antes de colocar nisso?

 

Água? Martha não mencionou nada sobre água. Aquela puta.

 

– Sabe, Lauren, alguns dos melhores pratos de culinária da história pareciam nojentos. A

apresentação não vale muito. O que vale é o gosto.

 

– Sério?

 

Ela levanta o garfo e dá um suspiro.

– Não, só estava tentando fazer você se sentir melhor.

 

Olho para o meu prato.

– Obrigada por tentar.

 

Antes de ela dar uma mordida, alcanço o outro lado da mesa e coloco minha mão sobre a dela.

– Espera. Vou provar antes.

 

Desse modo, se a comida me fizer desmaiar, pelo menos uma de nós estará consciente para ligar para a emergência. Além disso, se eu fosse internada, acho que haveria uma grande chance de Camila ficar com pena de mim e vir me visitar.

Não pense por um minuto que eu não aceitaria isso. Num piscar de olhos.

 

Tento não respirar pelo nariz enquanto dou uma mordida. Camila me observa. Eu mastigo.

Então sorrio devagar:

– Não está ruim.

 

Ela parece aliviada. Talvez até um pouco orgulhosa. Ela desliza o garfo por seus lábios. Em seguida, acena:

– Está muito bom. Estou impressionada.

 

– Sim, todo mundo me diz isso.

 

Durante toda a refeição, nossa conversa fluiu com facilidade. Confortavelmente. Falei apenas

sobre assuntos seguros. Conversamos sobre seu novo cliente, sobre o relacionamento em desenvolvimento de Dinah com Ariana, e os intermináveis acontecimentos políticos grotescos que estão acontecendo em Washington.

 

Para a sobremesa, servi morangos com chantilly. Camila adora morangos. Sei disso por causa do nosso Final de Semana Perdido. No começo, ia preparar uma torta de morango. Mas é melhor você nem saber como ficou a massa. Acho que nem Dinah conseguiria comer aquilo. Quando Martha mandou mexer sem parar, não estava de brincadeira.

 

Enquanto saboreamos nosso último prato, falo sobre o iminente presente de Natal que Ashley pediu.

Camila ri. Sem acreditar.

– Você não vai mesmo comprar um pônei pra ela, vai?

 

– Claro que vou. Ela é uma menininha. Toda menina deveria ter um pônei.

 

Ela bebe um pouco de seu vinho. Estamos quase acabando nossa segunda garrafa.

 

– Também vou comprar uma daquelas carroças, como aquelas dos cavalos do Central Park. Assim, poderão treiná-lo para levá-la à escola.

 

– Lauren, estamos na cidade de Nova York. Onde eles vão guardar isso?

 

– Eles têm um apartamento com cinco quartos. Dois deles estão cheios de coisas inúteis da Taylor. Acho que podem liberar um e fazer com que seja o quarto do pônei.

 

Ela me olha séria.

– O quarto do pônei?

 

– Sim, por que não?

 

– Como eles vão levá-lo até o andar deles?

 

– Elevador de carga. Todos os prédios mais antigos têm um.

 

Ela se encosta na cadeira.

– Bem, você pensou em tudo, certo?

 

Bebo um pouco.

– Sempre penso.

 

– Já pensou em qual método sua irmã irá usar pra te matar?

 

– Tenho certeza de que ela me surpreenderá. Você vai me defender quando ela tentar?

 

Ela toca sua taça de vinho e me dá uma olhada rápida, através daqueles enormes cílios.

 

– De jeito nenhum, garota do pônei. Ela é maior do que eu. Você está sozinha nessa.

 

Coloco minha mão sobre meu coração.

– Estou arrasada.

 

Ela não está caindo nisso.

 

– Você vai superar.

 

Nossa risada desaparece e se torna um sorriso calmo. Fico feliz em poder apenas olhar para ela por um momento. Ela também está me observando.

 

Logo, limpa a garganta e desvia o olhar.

– Esta é uma boa playlist.

 

Ela está falando das músicas que estão tocando durante as últimas horas.

 

– Não posso levar todo o crédito por isso. Os meninos me ajudaram a gravar.

 

Na sequência, “I touch myself”, do Divinyls, começa a sair pelas caixas de som.

– Jack escolheu esta.

 

Camila ri, eu me levanto e aperto o botão do aparelho para mudar de música.

 

– Aproveitando que tenho poucas semanas de vida – ofereço minha mão à Camila –, pode me

conceder esta dança?

 

Uma nova música ocupa a sala. “Then”, do Brad Paisley. Não curto muito música country, mas as do Brad são muito boas. Ele fala de homem para homem, mesmo sendo um cantor.

 

Ela pega minha mão e se levanta. Seus braços ficam em volta do meu pescoço. E minhas mãos se apoiam em sua cintura – tentando não apertá-la. Gentilmente, nós começamos.

Eu dou uma engolida seca, quando seus olhos redondos e escuros me olham sem frustração,

raiva ou sofrimento. Eles estão mornos como chocolate líquido. Meus malditos joelhos se

enfraquecem. Arrasto minha mão desde sua coluna até sua nuca. Ela vira o rosto e encosta a cabeça em meu peito. Eu a puxo para perto de mim – apertando-a mais.

 

Gostaria de poder lhes dizer como me sinto. Como é poder abraçá-la de novo. Como é ter meus braços ao seu redor, finalmente, e seu corpo junto ao meu.

Gostaria, mas não posso.

Pois não há palavras – em nenhum idioma – que poderiam chegar próximas de descrever isso.

 

Inalo o doce aroma de flores de seu cabelo. Se o veneno em uma câmara de gás tivesse o mesmo

cheiro de Camila? Todo condenado no corredor da morte morreria com um sorriso no rosto.

Ela não levanta a cabeça ao sussurrar:

– Lauren?

 

– Sim?

 

– Quero que saiba que… eu te perdoo… pelo que disse naquele dia no seu escritório. Eu

acredito em você, sei que não quis dizer aquilo.

 

– Obrigada.

 

– Quando pensei melhor, percebi também que não ajudei muito. Eu podia ter dito algo, ter te

dado… te tranquilizado sobre como me sentia… antes de ir falar com Shawn. Me desculpe por não ter feito isso.

 

– Agradeço isso.

 

Sua voz muda – começa a ficar mais baixa.

Pesarosa.

 

– Mas isso não muda nada.

 

Passo meu polegar por todos os cantos da pele macia de seu pescoço.

 

– Claro que muda. Isso muda tudo.

 

Ela levanta a cabeça.

– Não posso fazer isso com você, Lauren.

 

– Sim, você pode.

 

Ela olha para os meus ombros, tentando se explicar.

 

– Tenho objetivos. Aspirações. Que trabalhei muito pra conseguir, me sacrifiquei.

 

– Quero ver você alcançar essas metas, Camila. Quero te ajudar a realizar seus sonhos. Cada um deles.

 

Ela olha para cima e seus olhos estão implorando agora, por compreensão. Por compaixão.

– Quando Shawn terminou comigo, eu estava triste. Doeu. Mas consegui seguir em frente. Não perdi nada. Esta coisa com você… é diferente. É… mais. E não estou muito orgulhosa em admitir que, se não der certo, não vou conseguir me reerguer e seguir em frente. Você pode… você poderia

acabar comigo, Lauren.

 

– Mas não vou.

 

Levo minha mão até sua bochecha e ela se encosta nela.

 

– Sei bem como é o sentimento de pensar que te perdi, Camila. Nunca mais quero me sentir

daquele jeito. Sou uma mulher que sabe o que quer, lembra? E eu quero você.

 

Ela balança a cabeça devagar.

– Você me quer hoje à noite. Mas e…

 

– Te quero esta noite e vou te querer amanhã e no dia seguinte. Depois de dez mil dias vou

continuar te querendo. Você não entendeu a mensagem no céu?

 

– Você pode mudar de ideia.

 

– Posso ser atingida por um raio ou posso ser mordida por um tubarão. A probabilidade de

essas coisas acontecerem é muito maior do que a de algum dia não te querer mais. Confie em mim.

 

Será que é este o problema?

Ela me olha por alguns momentos, depois fita o chão. A música termina. Ela começa a

desencostar de mim.

– Sinto muito, Lauren. Eu apenas… não posso.

 

Tento insistir. Como uma mulher se afogando, agarrando-se em algo para se salvar.

– Camila…

 

– Tenho que ir.

 

Nãonãonãonãonão. Estou perdendo.

 

– Não faça isso.

 

Seus olhos endurecem como lava derretida quando esfria e se torna uma pedra escura.

 

– Seu tempo está acabando. Isso foi adorável. Mas…

 

Essa porra não pode estar acontecendo. É como assistir o atacante deixar a bola escapar de sua mão, quando está perdendo de três, com vinte segundos restando no relógio. Ela se vira para a porta.

Mas eu agarro seu braço e a faço olhar para mim. Minha voz soa desesperada. Pois estou.

 

– Espera um pouco. Você ainda não pode ir embora. Tem mais uma coisa que preciso te

mostrar. Só mais dez minutos. Por favor, Camz.

 

Olhe para seu rosto. Neste momento.

Ela quer ficar. Correção: ela quer que eu a convença a ficar. Quer que eu lhe dê uma razão para acreditar em mim outra vez. E se isso não bastar, nada no mundo irá.

 

– Ok, Lauren. Mais dez minutos.

 

Minha respiração fica acelerada.

– Muito obrigada.

 

Solto seu braço, pego um lenço preto da cadeira e o ergo:

– Você não pode tirá-lo até que eu te diga, ok?

 

Ela expressa desconfiança em seu rosto.

– Isso é algum tipo de coisa relacionada a sexo?

 

Eu rio.

– Não. Mas gosto do jeito que você pensa.

 

Ela vira os olhos para o teto antes de cobri-los com o lenço, e o mundo como ela conhece se

torna preto.

 



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