História Attraction - Capítulo 18


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Categorias Lily Collins, One Direction, Os Instrumentos Mortais, Zayn Malik
Personagens Harry Styles, Lily Collins, Zayn Malik
Tags Amor, Drama, Harry Styles, Lily Collins, New Adult, One Direction, Romance, Zayn Malik
Exibições 83
Palavras 1.825
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiro desculpe qualquer erro, o PC tá uma bosta, então estou tendo que escrever pelo celular, aí é ruim de revisar. Segundo espero que gostem.

Capítulo 18 - Minha História


P.O.V Lily



Os minutos se arrastaram e nada de Harry aparecer. Será que estava dormindo? Quando a espera se transformou em hora, desisti e tentei me ajeitar na cama para obter algum conforto. O barulho da porta chamou minha atenção. Ele estava lá, com as mãos nos bolsos da calça, parecia nervoso.



-Posso entrar?



-Sim.  - Harry fecha a porta atrás de si, senta-se na cadeira ao meu lado. -Acordei você com minha mensagem?



-Não, quando estou preocupado perco o sono.



-Com que exatamente está preocupado? - ele faz cara de bravo, pela primeira vez desde que estamos no hospital.



-Com você, obviamente. Eu tive tanto medo, entrei em choque. -sua mão desliza por seu cabelo, agora ainda mais comprido do que em nossa viagem. - Se algo grave tivesse acontecido, eu nunca me perdoaria. Estou tão agradecido por ter me deixado ficar aqui.



-Estou bem agora, se é culpa que está sentindo então já pode ir. - Não queria que ele fosse, mas esse homem não queria me ver até ontem, por que agora ia ser diferente?



-Estou aqui por culpa sim Lilian. - Sinto uma dor no peito por suas palavras, e sem conseguir segurar mais, lágrimas escorrem pelos meus olhos. - -Hey, deixe-me terminar. Estou culpado por ter te abandonado, por não ter lutado por você desde o início, como deveria ser. Essa é minha culpa constante.



-O quê isso quer dizer Harry? - ele enxuga minhas lágrimas.



-Quer dizer que eu a amo, imensamente. Eu fui tão idiota, não posso viver sem você Lilian, nunca vou conseguir superar o que eu sinto. Quando te vi na minha sala, seu olhar de tristeza, de nojo, aquilo me matou. Então te vi com Zayn, pensei que talvez esse fosse o motivo de ter ido na empresa. Ve-lo e aproveitar para me dar uma bronca sobre o dinheiro. Depois disso fui para casa e sequei meu whisky, finalmente criei coragem para procura-la. - Harry segurou minha mão, depositou um beijo nela e estendeu minha palma em seu rosto. Ele queria carinho, me fez lembrar tudo que eu queria saber dele. Ainda não era a hora. -Lilian, eu estava tão bêbado, quando Zayn abriu a porta da sua casa, eu fiquei louco. Só queria machuca-lo tanto quanto eu estava. Eu não te vi, eu juro por tudo, eu não a vi. Você tem que acreditar em mim, jamais teria machucado você de propósito. - ele parecia apreensivo.



-Eu sei, nunca pensei que você fez de propósito. - alívio surgiu em seu rosto. -Harry, nada aconteceu entre Zayn… -ele me interrompeu.



-Eu sei, ele já me explicou tudo. Eu fui um idiota arrogante. Mesmo que algo tivesse acontecido, não tinha direito de reclamar. - fiquei satisfeita com sua resposta.



-Eu gostaria muito de saber sobre você. - seu rosto se torna interrogativo, então eu esclareço. -Sobre seu passado, sua vida antes da empresa.



-Eu vou contar, mas primeiro me prometa que vai passar essa semana de repouso na minha casa. - Fiquei surpresa com a proposta. Eu não devia aceitar, era arriscado para mim, além disso e se Harry resolvesse mais uma vez me afastar, eu iria suportar? Meu senso de auto preservação tentou, mas perdeu para minha curiosidade.



-Tudo bem Harry, agora pode me falar. - ele acaricia meu cabelo.



-Não, vá dormir. Quando estivermos na nossa casa conversaremos.



Resolvi obedecer, primeiro porque eu estava cansada, segunda porque eu ainda estava me recuperando da maneira como ele falou nossa casa. Merda, eu estava caída de novo, sendo realista eu nunca cheguei a levantar pra dizer que caí de novo.


Quando acordei estava sozinha, exceto por um médico que via os aparelhos desnecessários ao meu lado.



-Bom dia. Eu sou Dr. Alex. - ele diz docemente. -Como está se sentindo hoje? - aproveito alguma segundos para admira-lo. Ele era bonito de um jeito clássico. Alto, loiro, olhos claros, pelo formato como o jaleco caia em seu corpo ele era forte, e seu rosto tinha ângulos proeminentes que davam um ar masculino naquela perfeição delicada.



-Me sinto ótima.



-É muito bom saber disso. Vou preparar sua liberação, mas aproveite essa semana para descansar, vai precisar de um pouco de repouso. Além disso, se sentir náuseas, tontura ou algo estranho na visão, volte imediatamente. - concordo com a cabeça. Ele saca um papel do bolso. - Aqui está meu cartão, o número pessoal também está aí, me ligue se precisar. - Claro que Harry e Zayn entraram assim que peguei o cartão das mãos do doutor.



-Obrigada. - eu disse. Alex deu um aceno de cabeça para os dois, em seguida saiu, ignorado o olhar mortal que recebeu de Harry.



-Seu fã clube só cresce. - disse Zayn gargalhando, mais para o Harry do que pra mim.



*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*-*



Quando finalmente chegamos a casa de Harry já era o fim da manhã. Olhei ao redor, tudo parecia igual, uma melancolia tomou conta de mim, inundando minha mente de lembranças sobre nós.



-Como não queria invadir sua casa, comprei algumas roupas e outras coisas que pode precisar. - Suas palavras me trouxeram de volta.



-Não quero que me compre coisas, sabe como né sinto em relação a isso. - Disse um pouco magoada. Não quero o dinheiro dele, faz com que me sinta barata.



-Lilian sei que não gosta, mas precisa se acostumar, porque tudo será seu também, espero que em breve. - Meu coração acelerou. Isso é o que eu estou suspeitando? Harry está reafirmando seu pedido? -Agora vamos deixar isso de lado. Está com fome?



-Chega de esperar. Quero respostas, agora. - seu rosto fica sério.



-Lilian, você precisa comer. - Sei o que ele está tentando fazer, mas dessa vez não pretendo ceder. Sento-me no sofá e faço um gesto para que me acompanhe.



-Vamos conversar agora ou eu vou embora. - Ele sabiamente veio até mim, sua mão se entrelaçou a minha, e um sorriso triste surgiu.



-Tudo bem então. Só lembre-se que você prometeu não ir embora. Por onde começar, a sim minha infância.



“Meu pai morreu, em um acidente de carro, enquanto mamãe ainda estava grávida. Mas isso não a abateu, ela era uma mulher feliz, encantado. É engraçado, eu era muito jovem, uma criança, mas ela me contava cada coisa importante que acontecia, era como minha história de dormir, e como toda boa história, eu jamais a esqueci. Lembro como se fosse ontem, mamãe tinha aberto sua própria empresa, ela usou cada centavo que tínhamos, hipotecou a casa, vendeu as poucas jóias de família, tudo porque acreditava no seu sonho, mais que isso, ela acreditava no talento que tinha. Sua empresa de publicidade ia bem, tínhamos algumas contas, pequenas, mas eram o suficiente. Então ele o fez, um grande empresário se interessou no seu trabalho, queria comprar nossa empresa, contratar mamãe para continuar o bom trabalho. Claro, ela recusou. Depois de tanto trabalho e sacrifício, não tinha cabimento aceitar tal oferta. Mas o grande homem não aceitou, ele roubou cada cliente dela, não com propostas melhores e mais inteligentes, mas oferecendo campanhas completas de publicidade gratuita, e qualquer que fosse a empresa que se interessasse nas idéias da mamãe recebiam uma proposta dele. Não tinha como ganhar disso. Em menos de seis meses abrimos falência, pouco depois disso perdemos a casa. Passamos a morar em abrigos, albergues para mulheres e crianças. Mamãe limpava alguns bares no inicio da manhã, para termos algum dinheiro para comer. Mesmo assim, mamãe ainda sorria, ela dizia que enquanto pudesse olhar ora mim, tudo valia a pena. Passamos alguns meses assim, até que tudo mudou. Era inverno, estava muito frio. Mamãe conseguiu um bico extra, mas era para o meio da tarde. Fez tudo rapidinho e então corremos até o abrigo, mas estava lotado. Fomos para o próximo, e então para o próximo, mas já era tarde. Foi a primeira vez que dormi na rua. Dormi enrolado nos braços dela, sentindo-me protegido. Então senti mamãe se remexer e abri meus olhos. Dois homens sujos encaravam a gente. Pediram nossos pertences, mamãe entregou tudo, sem reclamar. Eles iam embora, mas um deles, o mais alto, viu o dedo dela. Mamãe ainda usava sua aliança de casamento, eles pensaram que estava tentando passar a perna neles, e na rua as pessoas não perdoam esse tipo de coisa. E foi assim que eu a perdi, um segundo ela me apertava forte ao seu lado, e no outro sua mão afrouxou, seu abdômen estava coberto de sangue e uma faca prateada caída no chão ao seu lado.

Não me lembro de muita coisa, só os policiais chegando, fazendo perguntas, quando disseram que eu iria para um orfanato, um lugar horrível para uma criança viver, onde morei até os treze anos.Cinsegui fugir, prometi a mim mesmo que conseguiria sobreviver, por ela. Pedia esmola, vendia bala e me escondia para dormir. Mais alguns anos se passaram e eu já era quase maior de idade, mas ainda era um indigente. Foi então que eles me encontraram. Me ofereceram um emprego que pagava muito bem, falei que nunca mexeria com drogas e eles disseram que não era isso, me explicaram tudo e eu recusei. Então na semana seguinte eles voltaram, agora com comida boa, recusei a oferta, mas eles voltaram, semana após semana, e um dia eu estava com fome demais pra recusar e cedi. Eles me deram um apartamento, pequeno, mas só meu. As coisas eram bonitas e limpas, tinha bastante comida. Cuidaram da minha aparência e dois meses depois eu já tinha feito bastante dinheiro pra eles, as senhoras ricas gostavam de mim, mas elas não eram gentis e não gostavam de gentileza. Em dois anos eu tinha uma boa vida, cansei de ser mal tratado por todas aquelas mulheres, pedi pra sair, claro não permitiram. Mas um deles me ajudou, uma mulher me disse que eu subiria de cargo, não seria mal tratado. Ela me ensinou a ser um dominador, foi natural pra mim, um ano de treinamento e já era o melhor. As mulheres gostavam ainda mais, querias sair de suas vidas chatas. Aproveitei o aumento e abri minha empresa, a história dela acredito que já conheça, eu saí depois disso. Enfim, meus “chefes” começaram a receber pedidos de submissas, mas elas precisavam ser treinadas, então minha aposentadoria foi negada, e meu novo trabalho foi treinar garotas para que se tornassem submissas de homens que não entendem nada sobre esse mundo.”



-Essa é minha história Lilian. Sr não me quiser mais, eu vou entender. - completou Harry, seu rosto estava tão triste e envergonhado, eu o julguei várias vezes e nunca imaginaria tudo que passou. Eu não queria pressiona-lo mais, então apenas me ajeitei no colo dele e beijei sua testa.



-Eu amo você Harry Styles, queria poder apagar toda a sua dor, mas não posso. O que posso prometer é que vou ser sua, para o que der e vier.



-Obrigado. - sua cabeça se apoiou no meu ombro e percebi que começou a tremer um pouco. Ele estava chorando, esse lindo homem estava chorando por seu passado sombrio. Minha promessa é verdadeira, não vou desistir dele.


Notas Finais


Digam o que acharam dessas revelações meus amores! Beijos


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