História Attraction Empire - Capítulo 22


Escrita por: ~

Exibições 590
Palavras 4.540
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi, babies! Decidi postar um dia antes e talvez comece a postar só de quinta, tudo bem pra vocês?

Capítulo 22 - Marriage


Fanfic / Fanfiction Attraction Empire - Capítulo 22 - Marriage

POV JUSTIN BIEBER


      Só pode ser mentira. Não, não, não, Ryan não fez isso. Ele não furaria meu olho desse jeito e muito menos estamparia na testa o título de maior talarico do século. Casar com Adriana, minha ex mulher? Nunca!
    Liguei para o priminho dele de novo e disse:
- Já pode parar com as suas brincadeiras de garoto, tudo tem limite.
- Acho que Ryan está sem limites, não eu. Qual é a sensação? Aprenda a lidar com isso, um dia a Barbara também foi minha. Ou um dia ela pode ser.
- ELA NUNCA SERÁ SUA! - gritei e desliguei controlando-me para manter o celular na minha mão e não quebrar mais um.
    Desci rapidamente, tomei um copo d'água e liguei para Ryan.
- Alô? 
- Isso é verdade? 
- Não sei do que está falando.
     Toda vez que ele dizia isso era porque sabia exatamente do que eu estava falando.
- Você e Adriana. É verdade?
- Sim. - ele respondeu depois de um tempo.
- Por que fez isso?
     Ele pigarreou e indagou naturalmente:
- Você ainda ama ela?
- Que baboseira, você sabe que já não a amo há muito tempo. - respondi com sinceridade.
- Então por que se importa? 
- Não achei que você fosse capaz disso, sabe o quanto as pessoas vão falar mal de mim.
- Só tá preocupado com o que as pessoas vão falar? Faz essa por mim, bro. Passei dez anos deixando minha felicidade de lado pra presenciar a sua, tenta me apoiar agora, você sabe que eu sempre a amei, eu não faria isso com você, mas é porque eu a amo, amo de verdade.
    Engoli seco pensando em suas palavras.
- Seu convite tá guardado, se quiser ir é só falar.
- Eu não perderia o seu casamento por nada. Por nada, Ryan, depois da minha família, você sempre foi a pessoa mais importante pra mim, mano. Mas eu não sei se conseguiria te assistir dando uma mancada dessas comigo.
- Pense se esta mancada supera todas que você deu com Adriana. Não quero te julgar, mas tu sabe que eu sempre apontei o dedo na sua cara quando você estava errado, nunca passei a mão na sua cabeça. Não quer ver ela feliz? Se pelo menos demonstrar que sim, tenho certeza de que vai conseguir o perdão dela. Traga a Barbara, Adriana não sente raiva dela, ela entendeu...
- Que a culpa foi toda minha. - suspirei. - Tá, eu preciso de um tempo pra pensar. Quando é?
- Daqui umas semanas. 
- Ok. Tchau. 
    Desliguei e me sentei com as mãos na cabeça. Fui até o escritório e enquanto terminava de revisar uma boa papelada para ocupar a mente e reparei que já estava no terceiro copo de whisky. Qual é o meu problema? Aliás, qual é o problema do Ryan?!
    Ouvi meu celular tocar e era a minha secretária, Amber, avisando dos meus compromissos de hoje, o primeiro começa em meia hora e ela só me avisa agora? Gritei um pouco com pra descontar minha raiva, eu deveria demiti-la, mas sem Ryan e sem ela nada vai ir pra frente. Mas que merda! Levantei morrendo de calor e subi as escadas batendo os pés lembrando-me da razão do meu ódio: Ryan Butler, o talarico. Adentrei no quarto, entrei no banheiro, tomei banho e me arrumei. Pensei em ir ver se Barbara ainda estava dormindo, mas ela iria me fazer perguntas, eu a trataria mal, ela falaria coisas sem sentido com aquela voz de choro e eu provavelmente sairia praguejando com vontade de enfiar a mão na cara dela.
  Dirigi rapidamente até a empresa e dei uma respirada antes de entrar lá cuspindo fogo em cima de todo mundo. Entrei no elevador sem olhar pra cara dos incompetentes da recepção e olhei no meu relógio de pulso para me certificar de que não estava atrasado. Parei no andar onde ficava a minha sala e cruzei os braços caminhando até a mesa da secretária.
- Amber, pode fazer o favor de me avisar as coisas com pelo menos um dia de antecedência? - coloquei as mãos fechadas sobre o notebook dela que eu mesmo acabara de fechar. - Percebe a falsa calma na minha voz? Só não vou falar mais nada porque enquanto não encontro alguém melhor que você devo admitir com pesar que preciso de você. E não me olha com essa cara de vítima desolada e muito menos se atreva a pedir demissão pra enfiar a cara aqui de novo implorando um emprego. - fiz uma pausa analisando bem a cara dela. - Está com vontade de chorar? Ótimo, ganhei meu dia. - afastei-me. - Estou na minha sala, não entre e nem bata na porta se eu estiver atendendo cliente.
    Entrei na minha sala e cinco minutos depois ouvi alguém bater, pelo jeito era Amber e eu bufei. Ela abriu a porta com um homem atrás de si. Pedi para que ele se sentasse e ela fechasse a porta e então ele começou a falar enquanto eu ouvia vagando por outra dimensão, tentando entender o que Ryan tem na cabeça e querendo adivinhar se o que ele diz ter dentro do coração em relação à Adriana é verdade. Mas de certa forma queria ele aqui, pois era ele quem atendia esses porres de clientes. "Conversei" com uns cinco e resolvi voltar pra casa dizendo à secretária que me ligasse hoje apenas se fosse urgente, eu precisava descansar e por conta do álcool, minha cabeça queria explodir. 
    O cara da porta me entregou a chave do meu carro e eu insisti de que não era aquela. 
- Está querendo insinuar que sou louco, senhor? 
- Sim, porque eu não vim com um Maserati pra cá, acha que isso vai fazer minha Lamborghini ligar? - perguntei.
- Tenho certeza, senhor Bieber. O senhor não chegou aqui de Lamborghini.
- Devo ter chegado de jegue. - murmurei arrancando as chaves da mão dele e caminhei até o elevador.
     Resolvi ir com as minhas próprias pernas até o estacionamento e dei de cara com minha Maserati Ghibli preta ali. Dei risada, eu devo estar louco.
     Dei partida e reparei que nada disso tinha graça, eu não estava com raiva, eu estava magoado, eu queria esganar o Ryan ou no mínimo exigir que ele beijasse meus pés para que eu o perdoasse. Porém não me permiti chorar uma gota de lágrima, acendi um cigarro e segui o caminho de casa tranquilamente. O pior de tudo é que quando chegasse teria que enfrentar Barbara, hoje eu não estava nenhum pouco com cabeça para demonstrar que a amo. Eu só queria que ela pudesse enxergar dentro de mim, eu a amo e pronto.
    Ultrapassei o último semáforo e dobrei a rua diminuindo a velocidade. Desci do carro e pedi para que os seguranças estacionassem. Adentrei na casa e pedi para que Debby me preparasse algo para comer. Subi para o quarto de hóspedes para checar se Babi estava bem e sem ao menos perceber deixei a porta escapar, mas mesmo com o barulho ela não acordou.
  Barbara estava deitada de bruços, porém com o corpo um pouco tombado para o lado. Vestia apenas a parte de baixo de um biquíni azul e assim como a peça seus cabelos estavam levemente molhados. Aposto que ela entrou na piscina, logo se cansou e subiu para dormir. 
- Tá brincando comigo, Babi... - falei à mim mesmo e me aproximei da cama.
    Apoiei um dos joelhos e as duas mãos sobre o colchão para observar aquela obra de arte de perto. Suas nádegas estavam tão redondas e durinhas! Exatamente do jeito que me lembrava da última vez que as toquei. Mordi o lábio e os umedeci com a língua logo em seguida. 
    Evitei encostar as mãos nela e dei um beijo em sua lombar seguindo para a parte de cima da extensão de suas costas em meio à lambidas e chupões leves. Fiz a parte interior do meu lábio inferior deslizar por sua pele e vi Babi arrepiar. Ela fez um barulho que ficou preso em sua garganta e eu tive certeza de que ela havia acordado. Apertei sua cintura como se ela fosse escapar de alguma forma e continuei reparando no esforço que ela fazia para não se mover. 
    Depois de terminar o percurso finalmente cheguei à sua orelha e consequentemente perto de seus lábios. Mordisquei seu lóbulo e dei um beijo carinhosamente em sua bochecha antes de olhar em seus olhos.
- Você já chegou? - ela perguntou com voz de sono.
- Vim ficar um pouco com você. - me coloquei em cima dela ganhando toda atenção de seus olhos e apoiei uma mão de cada lado de seu corpo tendo uma visão privilegiada dos seios de Babi que estavam com a marca do biquíni.
   Lambi os lábios mais uma vez e ela sorriu. Inclinei a cabeça para beijá-la e senti meu corpo entrar em êxtase ao contemplar o contato da minha língua com a dela, eu tava numa abstinência de outro mundo. Babi puxou meu cabelo próximo à nuca fazendo-me arrepiar e eu me amaldiçoei por um segundo por estar com tanta roupa. Felizmente não tive que adivinhar se ela me negaria ou talvez faria o famoso doce ao invés de se entregar de uma vez, pois ela logo desfez o nó da minha gravata e abriu os botões do meu paletó junto com alguns botões da camisa alisando meu peito e voltando a nuca distribuindo alguns arranhões.
    Eu podia ser o que sempre perdia o pique por último, mas em compensação no ar eu era o primeiro. Descolei meus lábios dos de Barbara recuperando o folego e segui com eles para a região de seu pescoço depositando um chupão que a fez arfar. Assim como ela pareceu não se contentar com apenas um, eu também não seguindo para o outro lado; ela tocou delicadamente em minha cabeça empurrando-a. Sorri sem que ela percebesse ao reparar que estava me dando acesso livre a todo seu corpo e então continuei com os beijos e chupões em seus seios. A ouvia fazer o mesmo barulho que insistia em entalar em sua garganta. Ela ia mesmo fazer isso comigo? "Por favor, Babi, eu tô louco pra te ouvir gemer meu nome", pensei.
- Não precisa tentar se controlar, baby. - olhei para ela.
- Estou conseguindo. - ela provocou com um sorriso infantil nos lábios.
   Não disse nada e segurei em sua cintura deixando todo seu corpo imóvel fazendo um movimento lento que fez meu membro roçar na intimidade dela.
- Eu vou te matar! - ela gritou e levantou o corpo. Tirou meu paletó rapidamente jogando-o no chão e apressou-se também em desabotoar o resto da minha camisa puxando-me para mais perto. - Não vou deixar você brincar comigo se não deixar eu brincar também.
    Me perguntei de onde ela tirou tanta força para me atirar na cama, me virar e ligeiramente sentar em cima de mim. Babi se inclinou e logo senti sua língua quente deslizar sobre meu abdomên, e então foi a minha vez de tentar me controlar. Ela riu ao perceber que havia conseguido se vingar e brincou mais um pouco ao dar uma rebolada que me fez ficar com a vista embaçada por um momento, ela me desconsertava de todas as formas. Segurei em sua cintura, mas ela colocou as mãos sobre as minhas fazendo-me repousá-las sobre o colchão, mas não antes de deslizá-las sobre suas coxas quentes; o movimento fez ela se inclinar mais um pouco. Meus olhos logo se focaram em seus peitos apertados entre os braços, eu deveria pôr essa imagem em um quadro. Ela rebolou de novo por um bom tempo sem pausa enquanto dizia coisas sujas que só me deram mais vontade de transar com ela e só parar quando ela implorasse. Eu só pararia ao ver seu corpo pingando suor enquanto se apertava contra o meu como se fossem se fundir ou ao ver suas bochechas rosadas denunciando o quanto havia sido bom.
    Eu não podia deixar que ela me torturasse por mais nem um segundo, então novamente a fiz deitar ficando em cima dela. Voltei a beijá-la, porém de forma mais intensa e apressada enquanto alisava a lateral de seu corpo, apalpei seus seios e os lambi mais uma vez antes de percorrer com as mãos para outro destino.
   Ela tentou me impedir, parece que no jogo pra ver quem provoca mais, ganhei o título de vencedor! Barbara segurou meu pulso, mas obviamente ela não era mais forte do que eu e com apenas uma mão segurei os dois dela. Rapidamente enfiei a mão dentro de sua calcinha e penetrei dois dedos em sua intimidade. Babi gemeu baixinho. Mas eu não quero baixinho, não quero me satisfazer com apenas isso, quero ouvir com nitidez. Massageei seu clitóris com o polegar e consegui o que queria. Barbara gemeu alto de forma involuntária, como eu senti falta de ouvir isso! Senti como se os lábios dela estivessem se contraindo automaticamente para acolher meus dedos mais ainda; comecei a movimentá-los, Babi estava pegando fogo e a enxerguei apertar os lençóis, revirar os olhos e depois fechá-los. Sorri mais uma vez para mim mesmo e alisei lentamente sua intimidade com os dedos molhados pronto para arrancar sua calcinha dando total liberdade para que ela me despisse também. 
  Eu esperava que a sessão de gemidos de Barbara continuasse, mas eles foram interrompidos pelo maldito toque do meu celular. Tirei do bolso, atendi e me levantei da cama rapidamente.
- Justin!
- É importante. - a repreendi com o celular na orelha. - Pode falar, Amber.
- Aquele cliente voltou dizendo que há uma alteração no contrato do imóvel.
- Foi você quem fez?
- Não, foi o senhor e ele está aqui te aguardando. Exige que seja você. E lembre-se também daquela reunião daqui uma hora.
- Tudo bem. - caminhei até o banheiro, abri a torneira e lavei a mão. - Estou indo, obrigado.
- Por nada, senhor Bieber. - ela disse com aquela voz enjoada e desligou.
   Voltei para o quarto abotoando a camisa e ajeitei a gravata. Peguei do chão meu paletó e vesti rapidamente.
- Justin, fica. Vamos terminar. - Barbara pediu manhosa.
- Você não faz ideia do quanto eu queria. - suspirei e olhei pra ela que continuava deitada na mesma posição, com as pernas abertas. Pernas abertas. Pernas. Abertas.
- Eu sei disso, dá pra ver de longe. - ela ficou de quatro e estendeu a mão para apertar meu membro.
- Babi... - falei como se estivesse implorando e ela se afastou recolhendo a mão e fazendo bico.
- Então você vai e eu fico aqui... - ela voltou a se deitar e ficou alisando o tecido do biquíni sobre sua intimidade. - pensando em você...
   Coloquei a mão no rosto e respirei fundo como nunca na vida, imaginar Babi se masturbando e ainda mais pensando em mim é definitivamente a minha morte.
- Ok, para com isso. - pedi com a voz falha olhando para ela novamente.
- Você não quer que eu pare. - ela continuou com o movimento.
  Murmurei um palavrão e contra minha vontade saí do quarto deixando a porta bem fechada. No único dia em que Barbara resolve se entregar sem ficar me enrolando me aparece uma dessas.


[...]


    Eu olhava pra cara do cliente tentando não transparecer meu ódio, por causa dele eu não transei com a Barbara. Sem contar a reunião que durou quase duas horas e meia e nesse tempo todo não parei de tentar adivinhar o que ela estava fazendo agora. Senti meu celular vibrar e tirei do bolso discretamente, era uma mensagem de Babi:
"Daddeeeyyyyy, eu tô com saudade. Cadê você?"
"Barbara, pare de me chamar assim. Não agora. Eu estou ocupado."
"Me chama de babygirl que eu paro de te encher o saco."
"Não! Eu estou no meio de uma reunião, por favor, pare."
"E qual é o problema? Ficou "animadinho"?"

   Bloqueei o celular e respirei fundo.
- Senhor Bieber? O que acha? - a negra de olhos claros perguntou, não sei nem qual é a função dela aqui e muito menos do que todos estavam falando. Os olhares se direcionaram pra mim e eu "cocei" a bochecha.
- Ahn... Desculpe, eu não ouvi.
- 10 milhões para o imóvel, fica ao lado do Marlins Park, é uma boa localização.
- Ah. É sim. - falei feito um idiota, eu via imagens da Barbara apenas de biquíni na minha frente. Apertei os olhos tentando expulsar esses pensamentos enquanto meu celular vibrava insistentemente. - Então pode ser quinze.
- 15 milhões?! - os corretores indagaram.
- Sim. - falei por fim e eles deixaram de me olhar prosseguindo com a reunião.
    Desbloqueei o celular e vi várias mensagens da Babi dizendo apenas uma coisa: "Daddy".
"Você não pode aguentar por algumas horas?! Babi, é sério, vou ter que bloquear seu número, não posso deixar o celular desligado."
"Horas? É muita coisaaaa! Quero você agora."
"Você está bêbada?"
"Não, eu só quero você, Justin!"

   Comecei a digitar, mas ela mandou primeiro:
"Ops, daddy."
"Vá dormir, eu vou demorar, Barbara."
"Vou te mandar uma foto, talvez faça você chegar mais cedo."

- Caramba... - murmurei baixo para mim mesmo passando a mão no rosto. Eu não poderia abrir um nude da Babi agora.
   Deixei o celular no silencioso sobre a mesa para não ouvir mais o barulho das mensagens, apenas para atender caso fosse algo importante de alguém. 
   Várias folhas grampeadas juntamente com uma caneta foram passadas para mim e eu perguntei:
- O que é isso?
- O contrato, senhor Bieber, só falta a sua assinatura. - o corretor com traços asiáticos respondeu.
- Eu posso ler primeiro?
- Acabamos de ler em voz alta. - responderam.
- Preciso ler de nov... - olhei para meu celular que acendia toda hora, era Barbara.
- Algum problema, senhor? - o mesmo homem perguntou.
- Não. - menti. Eu tava louco pra ver a foto que ela havia mandado, mas sabia que não devia.
     As mensagens continuaram a chegar insistentemente e nas notificações acusava mais de 46 mensagens só da Babi. 
- É importante? Pode se retirar se quis...
- Não, é só... - olhei para todos que me condenavam com o olhar, já passava das dez da noite e alguns ainda ficariam para a reunião que começaria às onze. - É só a minha... namorada que... que tem só 17 anos e está tentando me irritar.
    Assim que disse "dezessete" todos ficaram imóveis e em silêncio, mas felizmente o asiático falou algo quebrando todo gelo:
- Se precisar de um tempo para ler, fique à vontade, pode entregar até amanhã.
- Tudo bem, eu prefiro. Se for só isso, estamos encerrados.
    Cumprimentei todos com um aperto de mão rapidamente com a mesma coçando para pegar meu celular e ver o que Babi havia mandado. Eles se retiraram e eu voltei a me sentar. Desbloqueei o celular e ouvi baterem na porta.
- Entra. 
- Senhor, os outros corretores já chegaram. - disse Amber.
  Olhei no relógio e eram 22:59. Justo no dia em que eu toleraria atraso esses caras resolvem chegar no horário.
- Fala pra entrar. - bocejei e deixei o celular de lado. Já fazia uma hora que Babi não mandava nada.

 

[...]

 


     Já era quase madrugada quando a reunião terminou. Entrei no carro pensando que talvez fosse algo inútil me convencer de que Barbara estivesse acordada, pois dormir é o que ela mais gosta de fazer. Dirigi rapidamente até em casa e deixei o carro na garagem caminhando feito um morto vivo com sono para dentro.
  Logo no sofá da sala vi Babi deitada dormindo feito uma criança enrolada em um cobertor e Debby estava ao seu lado acariciando seu cabelo. 
- O que foi?
- Desculpe, senhor, mas preciso lhe dizer isso: shh. - Debby respondeu sussurrando. - Ela só conseguiu dormir agora.
- Ela está bem?
- Ela está gripada e com um pouco de febre, eu disse para tomar banho depois de sair da piscina hoje de tarde para não ficar gripada, mas ela acabou dormindo.
  Ah, a cena que vi hoje a tarde e que não me saiu da cabeça! 
- Ela é teimosa mesmo. Às vezes dá vontade de falar "bem feito". - sorri.
- Dá sim. - ela sorriu de volta. - Mas ela é tão pequenininha, ainda é uma criança, precisa de alguns cuidados.
- Obrigado. Vou tomar um banho e desço pra cuidar dela, você pode ir embora depois.
- Tudo bem, senhor.
  Subi rapidamente e tomei um banho demorado, eu precisava disso. Precisava também da Barbara aqui comigo, pensar nela me fez esquecer o que Ryan fez pelo resto do dia, mas hoje me dei conta de que amo a Babi e Adriana não importa pra mim, não importa com quem ela esteja.
  Terminei o banho, vesti uma bermuda qualquer e desci para buscá-la. Debby se despediu rapidamente e eu peguei Babi nos braços.
- Justin, me deixa... - ela disse com a voz chata.
- Estou te ajudando.
- E eu estou com dor.
- Aposto que Debby já te deu remédio, vou te levar pra cama.
- Não quero ficar sozinha no quarto de hóspedes, quero ir pra sua cama. - ela sorriu fraco, porém de forma maliciosa.
- Babi, você tá doente! - ri baixo.
- Tá bom, mas você disse que eu não preciso me controlar.
- Por favor, durma. - a fiz encostar a cabeça em meu peito e finalmente não a ouvi dizer mais nada.
   A coloquei na cama ao meu lado cuidando para que ficasse confortável e a abracei. Dormi rapidamente sentindo o cheiro de seu cabelo.


[...]


- Está pronta? - bati na porta.
- Sim. - Babi respondeu e eu entrei. - Obrigada pelo vestido.
- Pare de me agradecer por tudo, baby.
    Ela sorriu com vergonha e eu a observei de cima à baixo. Nenhuma cor combinava melhor com o tom de pele de Barbara do que vinho, não sei porquê ela nunca me contou isso, meus olhos poderiam ter contemplado por muito mais tempo a beleza dela.
    Fui dirigindo feito uma pessoa normal, respeitando todas as regras de trânsito, não podia negar que eu estava magoado, mas vou encarar isso como um homem da minha idade, é o que eu devo fazer.
     Pelo luxo e extrema grandiosidade do local aposto que foi Adriana quem escolheu tudo, estava maravilhoso. Avistei Chaz sentado em uma das cadeiras do lado direito do hotel e puxei Barbara para sentar no esquerdo. 
- Por que é que eles escolheram um hotel para se casar?
    "Por que é que você é tão curiosa?", pensei.
- Eu não sei. E você? Onde quer se casar?
- O que?! - ela me olhou espantada. - Eu não quero me casar tão cedo, talvez com uns trinta e pouco.
- Vai sonhando, não vou me casar com quarenta. Nessa idade já vou ter feito uns seis filhos com você. - falei em seu ouvido e mordi o lóbulo de sua orelha.
- Justin! - ela me empurrou e eu ri. - Você é pervertido e eu odeio isso!
    Barbara cruzou os braços com cara de brava, ficava tão linda.
- Foi mal, amor. Era pra ser fofo. - a abracei de lado.
- Fofo? Olha pro meu dedo e repare o fofo. - ela me mostrou o dedo do meio.
- Para com isso! - abaixei sua mão e ouvi o som da marcha nupcial começar. - Agora fique quieta.
      Barbara bufou e a cerimônia começou. Adriana estava linda naquele vestido branco e Ryan estava todo cachorro com aquele terno e aquele sorriso cafajeste quando me olhou. Eu sorri de volta balançando a cabeça, foi tudo muito rápido, não tinham quinhentos padrinhos e essas coisas. Era só eles e o pastor.



   Quando a cerimônia terminou todos se dirigiram para o hall do hotel, eu fiquei o tempo todo com Babi tentando mantê-la longe do Charles.
- Justin, se você não parar de beber, eu vou te levar arrastado daqui! - disse Barbara.
- Que exagero, eu só bebi um copo de vodka. Parei. - larguei o copo na mesa.
- Acho que eles estão vindo te cumprimentar já você é sem educação e não foi.
    Fala sério, Barbara de tpm é pior do que levar um chute no saco.
- Eu sabia que você ia vir. - ouvi a voz de Ryan.
    Me levantei sorrindo.
- Eu ia me culpar se não tivesse vindo, não tenho mais 15 anos.
- Fico feliz.
- Você tá bonita. - elogiei Adriana depois de vê-la acenar simpaticamente para Barbara.
- Obrigada. - ela sorriu. 
- Ah! Eu queria entregar pessoalmente o presente de casamento. - peguei o objeto que estava na mesa.
- O que é? - Ryan perguntou.
- Por que não abre antes de perguntar? - Adriana perguntou, eu sempre amei os cortes que ela dava em Ryan.
- Vai saber. Bieber, promete pra mim que quando eu abrir não vai ser um palhaço dentro de uma caixa escrito "Você é um otário, Butler".
- É uma ótima ideia, mas não. É algo meio... épico. - ri.
- Ano vai, ano vem e vocês continuam com a mesma frescura. - Adriana disse tirando o presente da mão de Ryan e abriu a caixa rapidamente. - Aww, eu adorei!
  Era uma foto de nós três há nove anos atrás no Havaí. Mas embaixo deste havia outro em que eu mandei que me cortassem.
- E essa é caso não queiram ficar olhando pra minha cara.
- Nada a ver, mano. Joga essa fora, eu quero o que tem nós três. - disse Ryan.
- Foi o dia mais especial das nossas vidas. - disse Adriana.
- Foi mesmo. 
- Eu lembro! Lembro que nunca os amei tanto como nesse dia, agiram como se não fossem um casal só pra eu não ficar de vela. - disse Ryan. - Foi muito louco o perdido que demos em nossos pais.
- É, por mais que na fuga eu tenha caído e torcido o pulso enquanto vocês davam risada! - disse Adriana fazendo Ryan e eu gargalhar.
- Não guarde mágoas, Ana. Nós te amamos de todo nosso coração. - Ryan respondeu e nós fizemos o gesto tosco de colocar a mão no peito um do outro.
- Vocês vão me pagar um dia, a vingança virá. Quando menos esperarem eu viu estar lá contando a história de Suzie, a garota que foi morta estrangulada no lago de Portugal...
- Não! - Ryan e eu tampamos os ouvidos, não existia história de terror mais assustadora que essa, mesmo sendo homens de quase trinta anos ainda temos medo disso.
     Adriana deu risada e eu fiz o mesmo, mas Ryan ficou sério de repente.
- Aí, bro. Me promete que não vai acabar com o meu casamento?
- Como assim?
    Ele apontou.
- Barbara está conversando com o meu primo bem ali, se eu fosse você ia lá e cortava todo clima, o Charles é totalmente vidrado na sua garota.


Notas Finais


Ihhh, será que Justin vai quebrar o barraco? O que acham? E dessa vez não culpem a Barbara por fazer doce, culpem a autora aqui que interrompeu tudo só pra não escrever o hot! Desculpa babies, eu não sei mesmo escrever essas partes alskcmskcsks ah, e mais uma coisa:
LEIAM MORPHINE
LEIAM MORPHINE
LEIAM MORPHINE
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