História Audrávia - Interativa - Capítulo 14


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Categorias Originais
Tags Drama, Fantasia, Hentai, Interativa, Romance
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Palavras 2.038
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Hentai, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Um pequeno aviso para daqui a duas semanas, no fim de semana de 30 de setembro e primeiro de outubro não haverá capítulos em hipótese alguma, tenho um compromisso inadiável, e tão logo não poderei escrever, mas já estou avisando a vocês, não fiquem tristes.

A imagem do capítulo é a nossa querida Lara

Capítulo 14 - XIII - Uma prisão sem muros


Fanfic / Fanfiction Audrávia - Interativa - Capítulo 14 - XIII - Uma prisão sem muros

 Uma Prisão sem Muros

A Ilha de Crystal poderia ser um lugar belo se olhasse distante, poderia ser um mundo sem grande ou uma extensão de Audrávia de alguma forma, mas não era, ficava fora de seu território e era amaldiçoada. Nereus caminhava pela praia com Ragnar atrás de si, o Lagiacrus era como um filho do Rei, criado com muito amor e esmero pelos últimos anos, A fada e a sereia iam atrás dele, enquanto isso o Rei pensava em como proceder, como manteria todas as duas mulheres em sua companhia a salvo e como todos sairiam daquela Ilha a salvo, pelas lendas Sibila tinha sido a única que saíra dali com vida e isso o preocupava, não queria perder Ragnar e não queria ser responsável pela morte das outras duas.

Vinte minutos naquela Ilha e sem muitos perigos, não dava para prever o que aconteceria a seguir, um passo em falso e todos poderiam ser mortos. A areia negra levava a uma série de pedras escuras, tinham falésias, um conjunto de pedras que chegava ao nível do mar, elas eram cobertas por um limo espesso. O céu parecia ser mais escuro naquela parte do mundo, os trovões batiam na terra e não surtia efeito, parecia apenas que abriam fendas na terra como pequenas incisões, as árvores eram carvalhos e salgueiros que cresciam em troncos retorcidos e sem folhas, aparentemente, de onde o grupo estava avistavam-se algumas pequenas cavernas como se fossem olhos de uma coisa muito maior, a Ilha toda tinha a aparência de um monstro horrendo.

- Para onde vamos? Alguma pista de onde Sibila deixou a coroa de Crystal? - Lara era seguida por Mirela que sobrevoava levemente sobre a terra escura e que parecia formar pequenas poças de lama no chão - O que as fadas contam?

- Não se tem muito conhecimento sobre isso. Sabe-se apenas que ela enterrou a Coroa onde o céu encontra o chão, e que o restante do tesouro das fadas está em uma caverna. - um arrepio passou pela espinha de Mirela, ela avistava de longe algumas cavernas, pareciam pequenos buracos negros no meio do nada ou olhos fundos de coisas que ninguém entendia - Podemos tentar a sorte, mas acho que isso não nos levará a lugar algum.

- Provavelmente, mas não podemos continuar andando as cegas por aqui. - Nereus sabia que se isso acontecesse, ficariam mais tempo do que eles desejam naquela Ilha, mais tempo do que talvez fosse necessário para que aquela missão fosse executada - Escolham uma e começaremos por ela. Quanto mais rápido deixarmos esse lugar será melhor para todos nós.

- A que parece uma caveira. - Lara tinha uma adaga com cabo de bronze e vidro marinho translúcido e em tons de verde, Nereus tinha seu opulento tridente e Mirela a sua katana que estava em suas costas - Acho que podemos começar por ela.

Nereus ia na frente e as duas mulheres logo atrás, Ragnar ficara do lado de fora da caverna, só entraria ao sinal do Rei, tendo em vista que a mesma estava instável e poderia desmoronar sobre eles. A cavernar por dentro tinha pisos soltos e instáveis, qualquer passo em falso faria-os desmoronaria, havia algumas pedras soltas no fundo e Lara tropeçava nos próprios pés, sendo apartada por Nereus e Mirela sempre que isso acontecia. Estalactites, uma espécie de forma colunar que pendia do teto de cavernas que são resultados de precipitações de bicarbonato de cálcio, trazido em dissolução de água, eram pontudas se se caíssem poderiam causar ferimentos ou matar.

- Quanto mais fundo mais escuro. - Mirela voou um pouco a frente de Nereus, ela fez uma magia que iluminou um pouco, apesar de ser a fada da água, todas elas são capazes de canalizar a energia e transformar em luminescência, um feixe de luz clara apareceu diante de seus olhos e iluminou a caverna enquanto ela ouvia o barulho de um ronco profundo - O que é isso?

Não havia muito mais tempo para conversarem, uma criatura se erguia das profundezas, tinha olhos amarelos, como os olhos de um demônio e dentes pontudos e uma língua maior do que poderia se imaginar, sua face parecia de um camaleão e seu corpo de uma cobra, provavelmente um híbrido de pouco mais de doze metros de altura. Nereus pensou rápido em chamar seu Lagiacrus, mas isso causaria um desmoronamento, e provavelmente a morte de todos eles.

O animal tentou atacar Mirela, mas a fada esquivou-se voando o mais rápido que pode, a cauda de cobra bateu no corpo de Lara e isso a fez ir ao chão com o peso. A sereia era uma boa lutadora, mas ela não era uma guerreira, não como a Oficial da Guarda, que agora tinha sua katana em mãos, habilmente ela cortou a cauda do animal que prendia a jovem duquesa, sangue negro jorrou do ferimento, mas uma nova cauda nasceu daquele lugar com uma velocidade incrível e inigualável, o animal a balançou e atingiu a fada com força a jogando contra a parede, ferida ela foi ao chão desacordada.

Lara correu até a jovem para tentar ajudar, mas ela não se mexia, e nem dava sinal de vida. Nereus que por um bom tempo ficara apenas encarando o animal usou seu tridente no animal, uma descarga forte de eletricidade veio dele, a arma celestial produzia uma descarga chamada eletrocinese, o animal metade camaleão e metade cobra se mexeu levemente. A sereia tentava acordar Mirela que se mexia devagar, a fada da água fazia com que água começasse a nascer do chão, ela tinha um plano traçado e a duquesa soube que ela estava viva.

- Nereus. - o som retumbante da voz dela fez com que o rei percebesse o que ela imaginava, um dos outros poderes de seu tridente, criocinese, a capacidade de reduzir a energia cinética dos átomos e assim reduzir a temperatura, e isso era frequentemente associado a água, é usada para controlar, gerar ou absorver o gelo - Agora!

Nereus manipulou a água da nascente que a fada produzia mesmo semiacordada, atirando a mesma no animal, que ao entrar em contato distraía-se. A safira do tridente brilhava com uma luz constante e perfeita, e só a pedra parecia iluminar aquele local, o animal congelou primeiramente os olhos de forma lenta até a ponta de sua cauda. Observando o que ia acontecer o Rei foi na direção das duas, e produziu um escudo com seu tridente sobre elas, as estalactites presas ao teto vieram ao chão de uma só vez e a escultura de gelo recém-formada pelo híbrido de camaleão e cobra se destruiu em milhões de minúsculos fragmentos.

- Como ela está? - Nereus perguntou sobre o estado da jovem fada, parcialmente desacordada e com um filete de sangue da cor dourada saindo dali, isso era comum a sangue de fada - As asas estão feridas.

- Asas quebradas. - a jovem Mirela falava entre murmúrios, uma fada com asas quebradas, não era uma fada, as anciãs diziam isso constantemente - Não sou mais uma fada.

***

Sophie acordou em sobressalto em Antróphia, ela dormia em seu quarto dividido com Gabriel e Anny, o primeiro estava pegando suprimentos para a invasão que fariam ao castelo de Sibila, a sereia parecia amolar suas facas, queria que tudo ficasse pronto, não poderia arriscar a vida deles. Assim que dormiu, a alma da fada deixou seu corpo, o poder de energia vital, era passado pelas regentes de Faradom, a mãe dela, Alyssa tinha, mas perdeu assim que a jovem nasceu, era comum quando uma nova Rainha nascia, mas o poder não tinha se manifestado até aquela manhã.

- Nereus está em perigo. Tinha uma caverna e ele estava lá, preso e enfrentando algo que eu não pude identificar. Então eu voltei. - Sophie falava abraçando as pernas, ela sempre fazia isso quando estava assustada e precisava de alguém para conversar, geralmente essa pessoa era seu irmão de criação - Ele pode estar morto.

- Foi só um sonho. - ela sabia que tinha sido mais que um sonho, mas preferiu não falar nada e não gerar uma discussão com aquela Dama de Escudo, ela não queria causar-lhe outra sensação além do desconforto que sentia por conta de Nereus - O Rei te deu essas armas?

- Sim, eram da ex-esposa dele. - Sophie parecia distante da mesma forma, o sol parecia bater no chão e isso parava com a iluminação das ruas de Antróphia e Gabriel ainda não tinha voltado - Zyra era a melhor pessoa do mundo, teria sorte de você conhecê-la. Ela era incrível.

- Deveria ser mesmo. As pessoas dizem que ele mudou depois da morte dela, mas é difícil de saber disso quando não se tem um contato profundo com ele. - a ruiva concordou silenciosamente sentindo um arrepio passar por sua espinha - Todos comentam a proximidade da princesa de Faradom com o Rei de Marphéus.

- Somos como irmãos, e meio que crescemos juntos, ele esteve presente em meus piores momentos. - Sophie ouviu a maçaneta da porta girar e por ela entrar um Gabriel abarrotado de comidas para que sobrevivessem no túnel e com algumas poções que comprara no mercado negro, a fada correu para abraçá-lo constatando que ele estava bem - Fico feliz que esteja bem, não suportaria que algo acontecesse a vocês dois.

- Não precisa me abraçar. Eu não gosto de abraços. - Sophie se soltou dele e o viu deixar as coisas em uma espécie de cômodo, e depois o rapaz a encarava de forma fria, ele não gostava de abraços e nenhuma forma de demonstração de afeto como aquela - Do que está falando?

- Ela acredita que o Rei Nereus esteja em perigo. - Anny falava devagar, enquanto ainda afiava as suas lâminas - Diz para ela que isso é besteira, por favor?

- Quando você viu o túnel, você saiu do corpo, certo? - a jovem ruiva balançou o corpo positivamente, e o rapaz começou a pensar novamente, tinha estudado sobre todos os povos com seus tutores, Galandriel garantiu que ele conhecesse especialmente o povo das fadas, o feiticeiro tinha certa fixação nisso - Quando eu estudei sobre as fadas tinha algo chamado poder da energia vital, passado de Rainha para Rainha, quando uma nova nasce, esse poder é adormecido na anterior, só não entendo porque só despertou agora, deveria ter acontecido desde que você nasceu.

- Minha mãe. - Sophie sentiu sua cabeça girando, um pensamento doloroso passara por sua cabeça, sua mãe podia ter morrido, mas a ligação ainda estava forte, então talvez ela só estivesse muito fraca - Ela provavelmente não tem muito tempo. Precisamos nos apressar.

- Se você despertou seu poder de energia vital, isso significa que querendo ou não, vai ser Rainha. - Anny mantinha um sorriso de deboche em seus lábios, tinha uma vontade imensa de mandar aquela garota para sua Ilha e fazê-la assumir suas obrigações, deixando de lado o foco dela naquela missão suicida - Meus parabéns, vossa Majestade.

***

Melanie caminhava pelas areias da Ilha, tinha em suas mãos algumas frutas e conhecia cada passo e pequeno pedaço do lugar com suas próprias mãos. Sabia quais animais eram perigosos de mais e de menos, e sabia quais eram pacifistas. A jovem sereia sentia pontadas em seu corpo assim que retornava para a pequena cabana de madeira na praia, onde o pirata que tinha salvo repousava. Sua cabeça doía sentindo que algo que não deveria acontecer, agora acontecia. A jovem adentrou na minúscula casa, avistando o jovem pirata deitado em uma cama improvisada e observando os desenhos de Mirian, eles cobriam todo o lugar.

- São as espécies da ilha. - a jovem se sentou na beirada da cama e encarou o rapaz - Aracnaes, vivem mais próximas de nós. Inofensivas se não mexer nos filhotes delas. Cefalópodos, vivem no centro da Ilha, são híbridos de quatro ou mais animais, dizem que tem o mesmo sangue de Lillith.

- Conhece todas as espécies desse lugar? - não só as espécies, as plantas, as cavernas e cada pequeno ponto daquela ilha, então ela meneou com a cabeça - Poderia me mostrar a sua prisão?

 


Notas Finais


O que acharam do capítulo?
Mais perigos estão para vir na Ilha, esse é só o começo.


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