História AURORA ~ Os Caminhos Ao Mago - Capítulo 18


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Elfos, Guerras, Magia, Reinos, Sereias
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Palavras 1.029
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 18 - Puck 4


Fanfic / Fanfiction AURORA ~ Os Caminhos Ao Mago - Capítulo 18 - Puck 4

Depois que os mortos passaram correndo, Puck e Foggy saíram de dentro do crânio gigante. 

Era possível ver o grupo de esqueletos se aproximando rapidamente do Reino das Fadas. 

Trombetas soaram, indicando a aproximação de perigo. Puck agradeceu pelos vigias terem percebido a tempo de avisar o povo e fazê-los resistir. 

- Foggy - chamou Puck. - Você tem alguma ferramenta que sirva de arma. 

- Bem... Deixe-me ver - o duende inventor começou a tatear os bolsos, tinha um sinto especial onde carregava várias ferramentas. Tirou um martelo de um dos bolsos. - Aqui está, Puck! - disse animado, como se nem sequer se desse conta da dimensão do perigo. 

Puck observou aquele pobre duende gordinho e hiperativo, fez uma sabia escolha ao dizer: 

- Fique aqui, você não irá sobreviver lá. 

- Mas, Sr. Puck... 

- Fique! 

Puck saiu em disparada descendo o pequeno morro onde estavam. Era ágil ao correr, tomando cuidado para não tropeçar ou escorregar. Ouvia os gritos vindos do Reino logo abaixo, alguns eram gritos de dor, outros de fúria. 

Uma grande fumaça verde surgiu lá embaixo, Puck reconheceu como sendo um dos ataques de Titânia, a Rainha das Fadas era capaz de disparar um sopro que derretia praticamente tudo, embora exigisse muita energia dela. 

- Estou chegando... Estou quase lá - murmurou Puck. 

Um dos mortos saltou de cima de um tronco, iria cair em cima do gnomo, se este não fosse rápido o suficiente para desferir um golpe tão forte com o martelo que lançou o crânio do morto-vivo longe. 

- Criatura escrota - disse ele, cuspindo no chão. 

Voltou a correr. Entrou no Reino, os guardas que guardavam os portões de entrada estavam jogados no chão, os crânios esmagados. 

- Droga, droga! - resmungou Puck. 

Saltou por cima dos corpos. 

Lá dentro, o caos tomava conta de tudo. Duendes lutavam com espadas e lanças, mas os mortos eram muitos. Fadas sobrevoavam o campo de batalha, atirando flechas com seus arcos, ou fazendo feitiços lá de cima. 

Uma das fadas realizou um feitiço elemental, fazendo com que um dos mortos que atacava um duende pegasse fogo. Mas de nada adiantou sua ajuda, outro esqueleto saltou nas costas do duende e começou a morde-lo no pescoço, fazendo o sangue jorrar. 

Puck se enfureceu, adentrou no campo de batalha. 

Um morto veio em sua direção, acertou um chute no peito da criatura, que atingiu o chão, finalizou-a esmagando o crânio com algumas marteladas. A força de Puck era surpreendente, embora quase nunca a usasse ao máximo. 

Uma fada passou voando por cima dele, na verdade ela caía como uma estrela cadente, com uma das asas totalmente destruída. 

Puck praguejou. 

Continuou a lutar. Um, dois, três esqueletos. Desferia golpes, se esquivava de alguns, chutava outros, decapitava um aqui e outro ali. Mais e mais fadas continuavam a atingir o chão, enquanto duendes eram brutalmente assassinados. 

Aquilo iria acabar e Puck seria o último lutando. Viu Rainha Titânia passando acima dele, suas asas agitavam-se de forma veloz, viu-a usar o sopro verde mais uma vez, e quis a xingar, aquilo requeria muita energia dela. 

O gnomo esquivou-se de um morto que o atacou com uma adaga, desferiu um ataque com o martelo, mas não foi capaz de acertar o oponente, que o acertou com um chute na face.

Atingiu o chão. Estava para morrer pelas mãos do morto quando uma fumaça verde o envolveu, e quando esta se dissipou, não havia mais inimigo diante dele. 

Ergueu os olhos, Rainha Titânia estava acima dele. Usava uma armadura leve com abertura para as asas multicoloridas, ela o olhou, sorriu, e saiu dali, retornando ao combate. 

Puck quase morreu novamente depois daquilo. 

Uma vez por um grupo de mortos, mas conseguiu os derrotar, outra hora por um esqueleto vestindo uma armadura prateada, montado em um cavalo esquelético, Puck arremessou seu martelo nesta situação, e atingiu o cavaleiro fantasma com tanta força que atirou-o de cima do cavalo. 

O cavalo por sua vez começou a rodopiar de forma estranho, dando coices a esmo, quase acertando o pobre gnomo. 

Não teve certeza de quantos ataques sofreu, nem de quantos mortos veio a derrotar, mas depois de um tempo, já não havia muito mais do que 20 e duendes e fadas, e dos mortos ainda havia aproximadamente 35. 

Os corpos do povo com quem Puck crescera estavam espalhados pelo chão lamacento, o sangue se misturava ao barro, sentia-se mal por todos. 

Titânia veio voando na direção dele, puxou-o pela gols da camisa.

- O QUE ESTÁ FAZENDO? - gritou Puck para a fada. 

Ela não respondeu, continuou a voar, até se afastarem dali, e quando chegaram a uma outra parte da floresta, uns 3km do Reino (distância que uma fada atingi em cinco minutos), Titânia o olhou nos olhos, e disse: 

- Salvando, meu filho - e então o soltou, para que caísse em direção a floresta logo abaixo.

Antes de atingir o chão e apagar, Puck teve um último vislumbre de sua mãe, a Rainha das Fadas, voando novamente em direção a batalha. 

Puck acordou um tempo depois, já era de noite. Se julgou como o mais azarado do mundo AURORA, sem nem sequer saber que ao mesmo tempo, um jovem Elfo acabara de enfrentar uma situação similar, uma princesa estava em fuga, e um príncipe adentrava em uma floresta repleta de perigos. 

Ouviu um galho partir-se ao meio. 

- Porra! - resmungou. 

Virou-se.

Ali estava uma visão bem interessante. Uma garota, de 12 ou 13 anos, vestida com o peito de uma armadura verde, uma camisa de linho branco por de baixo da armadura. Usava também as botas de aço que faziam parte do conjunto de uma armadura. A julgar pelas cores distintas entre o peitoral e as botas, deduziu que ela havia achado as partes por aí. 

Empunhava um cajado de madeira com algumas folhas saindo do topo. 

O mais impressionante era sua face misteriosa, amigável mas também temível, orelhas pontudas, não como as de um elfo ou de um gnomo, estas eram mais pequenas e tinham um diferente formato. 

E então vinha ele, a montaria dela, um lobo cinzento gigantesco, tão grande que poderia destruir qualquer alcatéia de lobos no caminho.






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