História AURORA ~ Os Caminhos Ao Mago - Capítulo 19


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Elfos, Guerras, Magia, Reinos, Sereias
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Palavras 992
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 19 - Yara 4


Fanfic / Fanfiction AURORA ~ Os Caminhos Ao Mago - Capítulo 19 - Yara 4

O velho senhor de manto branco e dourado foi muito simples ao explicar seu interesse em Yara, falando que era a jóia em sua tiara que mais lhe interessava, mas também que ela era a única que poderia a controlar, pois era parte de alguma profecia ridícula (na qual Yara particularmente não acreditava nem um pouco). 

O homem chamava Nanus, o Grão Branco, que era uma espécie de posição de respeito em sua religião. Segundo ele, vinha de um castelo chamado de Altar Branco, onde todos que nele moravam eram seguidores de um Deus do qual Yara já tinha ouvido há muito tempo: Whiterayus. 

Não conversaram muito tempo naquela estalagem, Nanus parecia nervoso, então partiu, juntamente de Yara e Ulisses, que por alguma razão preferiu não deixar a princesa sozinha com aquele seguidor do Deus Branco. 

Seguiram a cavalo, Nanus tinha três no celeiro da estalagem. 

Andaram por muito tempo. E Yara refletiu sobre o mito de Whiterayus. 

O Deus Branco era supostamente uma divindade antiga, tão antiga que surgiu nos primórdios do mundo AURORA, teria enfrentado um exército de Elfos Negros, liderados por Aldebaran, que resistiu aos ferimentos da batalha e fugiu, sobrevivendo por muitos e muitos anos, até tempos atrás onde destruiu praticamente todos os Elfos da Luz, ou era o que as histórias diziam. 

O Deus Branco tinha inúmeros seguidores, que acabaram por construir um enorme castelo, para o qual Yara e Ulisses se dirigiam juntamente de Nanus. 

Whiterayus tivera dois filhos, meio humanos e meio deuses, chamados simplesmente de Greyon (o homem) e Greyt (a garota). Ambos ajudaram na fundação do Altar branco, o castelo dedicado ao Deus Branco. 

- Estamos chegando ao rio que nos irá levar até o castelo, caso não saibam, o Altar Branco é localizado em um pedaço de terra sólida no meio do Rio White - os informou Nanus. 

- E você tem um barco? - perguntou Ulisses, com aquele jeito carrancudo. 

- Tenho uma canoa - respondeu rindo o velho. 

- Outra canoa - murmurou Yara. - Espero não ter de remar desta vez. 

- E como trouxe os cavalos? - questionou Ulisses. 

- Ele não trouxe - deduziu Yara. - Ele os roubou, aposto que não eram dele, são de alguns homens que pararam na estalagem. 

O homem de branco não negou. Depois de alguns segundos olhou para a princesa e disse: 

- Você tem uma capacidade de percepção muito boa - elogiou ele. - Mas eram homens ruins, olhei através de suas auras... Tão negras e obscuras. 

- Já até sei de quem está falando - disse Ulisses, com a cara fechada. - Vi aqueles homens na estalagem, os de armadura, eram guardas da família Elza, certo? 

- Correto. Pela minha leitura espiritual, os Elza tramaram algo horrível, as coisas vão mudar para pior no Reino Iolar. 

- Me perdoe mas acho que cometeu um erro - disse Yara. - Os Elza não são do Reino Iolar, este reino é dos Gréine. 

- Era, na verdade - corrigiu Nanus. 

Ulisses olhou para Yara com uma expressão assustada, aparentemente ele estava bem preocupado. Parou seu cavalo e ficou em silêncio, até Yara perguntar o por quê de sua atitude estranha. 

- O que houve? 

- Ele está preocupado com um conhecido - quem respondeu foi Nanus. - Pode ir se quiser, príncipe negro, ela está segura comigo e os outros em Altar Branco. 

- Do que ele está falando, Ulisses? Conhece alguém em Iolar - perguntou Yara. 

- Sim - respondeu ele. - Servi o Rei Alistair há muito tempo, era um grande amigo, um irmão. Preciso ir, quero saber se houve algum sobrevivente. 

- Houve sim - respondeu Nanus. - Os homens dos Elza estavam preocupados com a fuga de um dos príncipes, Ronan Gréine. 

Ulisses sorriu de alívio, parecia feliz. 

- Adeus, Yara - olhou-a por um minuto, e então saiu a galope. 

Yara o observou sumindo, sem expressão ou reação. 

O que havia sido aquilo? Deduziu que nunca saberia. 

Olhou para Nanus, o velho nada disse, apenas continuou a galopar, e Yara o seguiu em seu cavalo. 

Andaram em silêncio, não por muito tempo, logo depois chegaram ao rio mencionado pelo homem velho. 

- Desça, Yara, temos de ir no bote agora. Sinto muito, mas você terá de remar. 

- Droga! - reclamou ela. Mas afinal, não tinha nenhuma escolha se não ir remando também. 

Desceram dos cavalos e os mandaram de volta para a direção da qual vieram. Nanus pegou o bote, que estava escondido atrás de algumas árvores, arrastou-o até a beirada do rio. 

Depois de estarem remando por algum tempo, começaram a conversar, a conversa se iniciou com uma pergunta de Yara. 

- Por que acreditam mesmo neste Deus Branco? 

Ele sorriu.

- Whiterayus era um homem... Uma divindade muito boa. Lutou contra os Elfos Negros não por que quis se mostrar mais poderoso, mas sim pelo simples fato de que isto era a coisa certa a ser feita. 

- E só por ter feito esta boa ação que vocês decidiram o seguir cegamente?

Nanus riu.

- Ele mudou o destino do mundo AURORA, garota - respondeu Nanus. - Se não fosse por Whiterayus e seus ensinamentos... Estaríamos todos enterrados agora. 

- Entendo - disse Yara. - O-o q-que é aquilo??? - guaguejou. Começava a ver um enorme castelo surgindo conforme se aproximavam. 

- Ahhh... Aquilo é o Altar Branco, minha cara princesa - Nanus jogou um dos temos para dentro do barco para que pudesse pegar seu cajado/cetro com a mão livre. 

Bateu com o cetro na madeira do bote, duas batidas, e então o vestido de Yara se transformou em um diferente. Era simples, somente branco e sem nenhum enfeite. 

- Tenho de ir os avisar de nossa chegada - disse Nanus. Então estalou os dedos, sua imagem começou a desaparecer. 

Antes de ir, disse algo a Yara. 

- Continue remando, princesa. 

Yara remou, sozinha, se aproximando mais e mais daquele gigantesco castelo branco e lindo. 




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