História Auschwitz: A história não contada. - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens D.O, Kai, Personagens Originais
Tags Auschwitz, Drama, Judeus, Kaisoo, Romance Proibido, Segunda Guerra Mundial
Exibições 61
Palavras 2.673
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Primeiramente: FELIZ ANIVERSÁRIO CHANNIE!!!! <33 <33333
Segundamente: LEIAM ISSO AQUI ANTES DE LER O CAPÍTULO, PLEASE! (Caixa alta pra chamar a atenção)
Ontem eu estava conversando com minha best, e tivemos a ideia de eu pôr músicas nos capítulos, tipo a OST de um dorama entendem? Eu não sei se vai dar certo, mas espero que dê pq amo a música que ela me sugeriu.
Vou deixar o link nas notas finais, então DESÇAM PARA AS NOTAS FINAIS ANTES DE LER O CAPÍTULO!
Abram o link e ponham o volume em 50%, quando for pra dar play na música, vou pôr (OST) em negrito pra vocês perceberem. Acho que isso pode ajudar tanto na imaginação da cena quanto pra envolver mais vocês leitores com a história. Não esqueçam please! Agora vão pras notas finais, façam o que eu disse, depois disso podem ler.
Mas se não quiserem fazer isso tudo bem, fica a critério de cada um. Boa leitura.

Capítulo 4 - Confusão


 

Já faziam alguns minutos que Kyungsoo era praticamente arrastado por Auschwitz por ninguém mais, ninguém menos, que Jongin, o soldado jovem, que havia demonstrado ser um rapaz de bom coração, mas que naquele momento estava com uma expressão séria, segurando forte o braço do judeu, enquanto o mesmo tentava se soltar e perguntava várias vezes o porquê do maior estar agindo daquele jeito. Quando o soldado encontrou o destino que procurava, empurrou Kyungsoo pra frente e entrou logo após, fechando a porta. Eles estavam na sala onde se guardavam as ferramentas de trabalho.

 

- O que houve? O que eu fiz dessa vez? - o judeu perguntava assustado.

 

Jongin permaneceu calado, tirando o quepe e bagunçando os cabelos, aparentando estar confuso.

 

- Você está bem? - o menor perguntou outra vez.

- Não diz nada, por favor - Jongin respondeu sem olhá-lo.

- Como "não diz nada"? Primeiro você é legal comigo, agora você agarra meu braço, me arrasta e me prende aqui?

- Você - o maior se aproximou e agarrou no colarinho do outro - nunca mais questione alguém dessa forma, principalmente eu, pois se eu estivesse com raiva, te mataria aqui mesmo e ninguém iria contestar.

- Porque você me mataria? - o menor perguntou baixinho.

- Porque... - Jongin olhou pro lado, soltou o colarinho do outro e deu dois passos pra trás.

 

O loiro não podia. Não podia simplesmente dizer que sentia uma forte atração pelo menor, por dois simples motivos: 01 - Kyungsoo era judeu; 02 - Gays eram tão perseguidos quanto judeus. Mas pensando bem, se Kyungsoo quisesse o denunciar pra alguém, quem iria acreditar naquilo? Um soldado beijando um judeu? Impossível. E foi exatamente esse pensamento que fez o soldado pôr o menor contra uma parede e atacar seus lábios. O judeu no começo não correspondia, afinal de contas, nunca havia beijado ninguém. Começou de forma desajeitada, mas aos poucos seus lábios acompanharam o ritmo do outro. Suas mãos agiam de forma contrária, querendo afastar o corpo de Jongin de todas as formas possíveis, mas no fundo, seu inconsciente não queria fazer aquilo. Só podia ser loucura.

Caso seus pais descobrissem que Kyungsoo estava beijando um homem, jamais o perdoariam, seria uma desonra à sua família e principalmente à sua religião. Devia afastar aqueles lábios dos seus, e não deixar que isso acontecer outra vez, mas suas mãos pareciam não obedecê-lo, pois elas, que no começo queriam afastar o corpo do soldado, agora estavam enlaçadas nos fios loiros, puxando cada vez mais pra perto. Era como se os lábios de ambos tivessem sido feitos um pro outro, um encaixe perfeito. As línguas que antes disputavam espaço, entraram em um ritmo lento. Os braços de Jongin logo se entrelaçaram à cintura do judeu, o ajudando a se erguer por conta da diferença de altura dos dois.

Aos poucos foram separando o beijo pra tomar um pouco de ar, mas continuaram com as testas coladas uma à outra, os olhos fechados, e a respiração mesclando à respiração do outro. Estava um clima calmo, mas que logo se tornou constrangedor no momento que Kyungsoo abriu os olhos e se assustou com a imagem do rosto do soldado colado ao seu, os corpos abraçados e sua mão na nuca do maior. Afastou-se rapidamente, respirando ofegante por conta do susto. Sentia os lábios levemente inchados, e podia ver que os lábios do soldado estavam da mesma forma. Jongin parecia ter acordado de um transe, sem entender o que havia acabado de acontecer, encarando o olhar do outro.

 

- O que foi isso? - Kyungsoo perguntou baixinho.

- D-desculpa - Jongin desviou o olhar, pegando o quepe que havia caído no chão e saindo da salinha rapidamente.

 

Kyungsoo continuou estático, tentando raciocinar o que havia acabado de acontecer. Primeiro de tudo, se perguntava porquê o loiro havia o beijado, sem explicações. Segundo de tudo, queria entender porquê ele saiu daquela forma, aparentemente muito constrangido. Mas o que mais lhe chamava a atenção não era o fato de Jongin ter o beijado, era o fato de ele mesmo ter gostado daquilo.

Gostado...

Tentava dizer pra si mesmo várias vezes: "Não gostei, não foi bom, não vai se repetir, não quero que se repita", mas ao mesmo tempo, suas lembranças o faziam pensar o contrário, afinal, se realmente não tivesse gostado daquele beijo, não teria retribuído, não teria entrelaçado seus nos cabelos do maior, não o teria puxado mais pra perto.

Não estaria desejando que aquilo acontecesse outra vez.

Não podia estar se apaixonando por ele.

 

 

~~~

 

 

- Merda, merda, merda - repetia pra si mesmo várias vezes, enquanto andava apressado pra uma direção que sequer prestava atenção - eu não devia ter feito isso, que droga.

- Opa! - um soldado mais velho pronunciou ao sentir Jongin esbarrar em si - está com cara de quem comeu e não gostou, o que você não devia ter feito que você reclama tanto?

- Err... - o loiro ajeitava o quepe - nada, eu só estava pensando em uma coisa.

- Hm, vem, tem umas coisas que preciso que você me ajude - o soldado começou a caminhar.

- O que se trata? - o mais novo acompanhava o outro.

- Judeus, o que mais poderia haver aqui? - o militar caminhava por entre as celas de um dos barracões do complexo.

 

Jongin sentia o odor forte vindo daquele lugar, foi então que percebeu o que tinha que fazer: Pegar um carrinho de mão e transportar corpos de judeus que haviam morrido naquelas celas, esse era o motivo do odor. Seu estômago revirou ao entrar e ver uma pilha de pessoas sem vida, também percebia jovens, e suspirou aliviado por não ver o judeu que havia acabado de beijar ali no meio. Ficou um pouco tenso ao ver um garoto muito parecido com Kyungsoo, mas voltou a concentrar-se em não inalar aquele odor forte de alguns corpos que já começavam a entrar em decomposição, e começou a recolhê-los junto com mais dois soldados.

 

- Já que são muitos, acho que vou chamar mais gente pra nos ajudar, volto já - um dos soldados disse enquanto saiu da cela correndo.

 

Não demorou muito pro mesmo retornar com dois judeus pra ajudar no transporte dos mortos. A essa altura Jongin já havia saído com um carrinho de mão, e ao retornar, ouviu um forte choro vindo da mesma cela que ele havia saído há pouco tempo, e ao chegar lá, pôde ver Kyungsoo ajoelhado no chão e abraçando um dos corpos. Era o mesmo corpo que o soldado havia notado semelhança com o judeu.

 

- Não! Porquê céus, porquê?! - o menor gritava, com o rosto coberto de lágrimas que não paravam de cair, e os braços ainda envoltos no corpo sem vida do garoto.

- E-ele era seu parente? - Jongin perguntou hesitante, mesmo que já imaginasse a resposta.

- Ele era meu irmão! Meu irmão! Por Deus! Porquê fizeram isso com ele?! - Kyungsoo soluçava.

- É melhor calar essa boca e fazer seu trabalho judeu imundo, senão você será o próximo! - um soldado se aproximou e o levantou pelo braço.

- Me deixe ao menos levá-lo, por favor!

- Ok - Jongin se pronunciou, recebendo um olhar negativo do soldado que segurava o menor - leve ele, eu acompanho você - abaixou-se e voltou a recolher os corpos, saindo da cela acompanhado do judeu, que chorava baixinho carregando o corpo do irmão nos braços - melhor você levá-lo só até aqui, não vai gostar muito do que vai ver - o loiro alertou quando ambos estavam próximos do local onde os corpos eram deixados.

- Tudo bem - Kyungsoo fungou - eu quero acompanhá-lo até o fim.

 

O judeu tomou a frente e continuou a caminhar. As pernas vacilavam a cada passo que ele dava em direção ao portão, onde havia um enorme buraco, onde alguns dos corpos de judeus mortos eram deixados. O garoto se aproximou, fazendo o possível pra não olhar pra baixo, deixando mais algumas lágrimas caírem.

 

- Eu amo você maninho - disse em meio aos soluços, depositou um último beijo na testa do irmão, cerrou os olhos e jogou o corpo sem vida junto aos outros.

- Você tem certeza que quer continuar fazendo isso? Eu posso dispensar você e chamar outro judeu no seu lugar - Jongin perguntou preocupado enquanto os dois voltavam para a cela.

- Eu vou continuar - o judeu disse baixinho - preciso ser forte - limpou uma lágrima que insistia em cair, sentindo um forte nó na garganta e tentando ao máximo se conter - eu sou forte - continuou a caminhar.

- Err... Kyungsoo?

- Sim?

- Sobre mais cedo... Me desculpe, eu... - o soldado falava hesitante.

- Eu entendo, não foi porque você quis - o judeu completou, causando surpresa no mais alto - não se preocupe, caso alguém desconfie, nada aconteceu, agora vamos, precisamos continuar nosso trabalho - virou-se e voltou a caminhar na direção da cela.

 

O resto do tempo que passaram carregando corpos, foi um completo silêncio. Do lado de fora, ouviam gritos de judeus que conheciam os mortos e se desesperavam com aquela cena. Kyungsoo tentava de todas as maneiras esquecer, nem que fosse por alguns minutos, a imagem do irmão morto. Pensava em como iria dar a notícia para os pais, caso os visse, e principalmente pra seu irmão mais novo, que se mal conseguia entender o que fazia ali e todas as barbaridades que aconteciam, como iria entender que o irmão havia morrido?

Depois do trabalho ser concluído, Kyungsoo voltou ao local de trabalho, pegando novamente a enxada e voltando a cavar buracos, pensando a todo momento em como seu dia estava indo de mal a pior. Primeiro, é levado sem explicação pra sala de ferramentas e recebe um beijo do soldado que faz seu corpo estremecer só com um olhar, agora viu o corpo se seu irmão morto, sem ao menos saber o que o mais novo havia feito pra merecer ser morto daquela forma com outros judeus. Sabia que o irmão fazia o tipo que não aceitava ordens facilmente, sem questionar, e pensava que talvez aquele teria sido o motivo de sua morte: Resistência.

As lágrimas voltaram a tomar conta de seu rosto ao lembrar do irmão do meio. Lembrava-se do temperamento intenso que ele tinha, e em meio às lágrimas, dava fracos sorrisos lembrando das discussões que seu irmão fazia para discutir quem iria cuidar do mais novo da família enquanto os pais precisavam sair. O coração apertava a cada momento, ao lembrar que seu irmão não veria mais seus pais, não disputaria o último pedaço do bolo quando sua mãe fazia, não iria mais acordar animado e correr pela casa, afim de chegar logo no jardim pra brincar com a neve que começava a cair, não poderia realizar os sonhos que planejava. Era muita informação pra Kyungsoo em apenas um dia.

 

 

~~~

 

 

Jongin já havia voltado para o dormitório logo que a noite caiu. Encontrava-se sentado na cama, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos no rosto, vez ou outra bagunçando os fios loiros e lisos. Não conseguia parar de pensar em Kyungsoo, principalmente depois de ver o que o menor estava enfrentando. O jovem soldado não queria estar na pele do outro, quando o judeu encontrou seu irmão morto. Pra sorte de Jongin, além de ariano, era filho único.

Pensava em dormir mais cedo, mas não faria isso pelo segundo dia seguido, seria muita imprudência de sua parte inventar duas mentiras pra poder dormir mais cedo duas noites seguidas. Então apenas pegou seu casaco, saiu do dormitório e pôs-se a caminhar próximo à uma das grades que cercavam Auschwitz, um pouco distante do burburinho dos militares e do refeitório, onde viviam falando sobre como a guerra se estendia. Ali era o pequeno refúgio que o loiro tinha, e podia respirar em paz por alguns minutos.

Até certo momento, o único barulho que ouvia era de suas botas arrastando-se pelo chão, chutando pequenas pedrinhas. O barulho do vento, que farfalhava nas folhas das árvores próximas do complexo, era uma música para os ouvidos de Jongin, que andava com as mãos pra trás, observando o céu estrelado, que contrastava sua pureza com a terrível realidade que era o dia a dia em Auschwitz. Fechou os olhos por um momento e elevou o rosto, deixando o vento frio bater em seu rosto, enquanto concentrava-se apenas em ouvir os sons da natureza, os soluços de alguém próximo a si...

Soluços?

(OST)

 

Foi então que Jongin se deu conta que não era o único naquele lugar. Seguiu o som, que lhe parecia familiar, mas não acreditaria que a pessoa que pensava teria se arriscado o bastante pra estar naquele lugar e naquele horário, e novamente foi surpreendido ao encontrar Kyungsoo agachado, atrás de algumas colunas de concreto, próximo à grade de ferro, soluçando baixinho. Aproximou-se sorrateiramente, receoso de assustar o menor e esse saísse correndo e fosse pego por algum outro soldado.

 

- Parece que estamos nos vendo muitas vezes não? - sorriu ao ver o judeu o olhar assustado e cair pro lado, pra depois suspirar aliviado por ver que era Jongin - deixa eu te ajudar - estendeu a mão.

 

Kyungsoo pegou a mão do outro, se levantando e limpando o excesso de areia que havia em seu uniforme listrado, ainda que esse estivesse sujo por conta dos dias que já o usava.

 

- Como me encontrou aqui? - o menor limpava as lágrimas.

- Costumo andar por aqui quando me sinto só, ou me sinto confuso - olhou pro céu - aqui é um dos poucos lugares que me fazem ficar calmo - voltou a fitar o menor - e parece que você não está nada bem.

- N-não, eu estou bem - Kyungsoo continuava esfregando as costas das mãos nos olhos - eu... Só...

- Não adianta mentir, eu sei que estava chorando - o maior o interrompeu - não se preocupe, não vou denunciar você, enquanto eu estiver aqui, fique à vontade pra chorar o quanto quiser, sei que está passando por um momento difícil.

- Difícil é pouco pra conseguir explicar o que eu sinto - o menor sentia o coração palpitar de uma forma que nunca havia sentido antes - minha vida está tão bagunçada, agora que... Meu irmão... - voltou a soluçar.

- Acho que vou ter que fazer isso - Jongin suspirou e puxou o judeu pra perto de si, passando seus braços por sua cintura e deixando a cabeça do menor apoiar-se contra seu peito.

- P-porque está f-fazendo isso? - Kyungsoo soluçava.

- Você precisa de proteção e cuidado, e já que ninguém pode fazer isso por você, eu faço - acariciou o couro cabeludo do judeu, onde os novos fios de cabelo já haviam crescido um pouco - chore o quanto você precisar, eu vou ficar aqui até você parar. Se quiser, considere esse espaço aqui seu lugar especial também.

 

O menor estava confuso. Nunca imaginaria que naquele lugar onde a tortura, o caos e a morte estavam sempre presentes, existisse alguém com um coração tão bom. Estava errado aceitar o apoio de outro homem? Em partes. Não estaria errado se Kyungsoo não sentisse algo a mais por Jongin. Mas desde quando dar e receber carinho é algo errado? Talvez o soldado apenas estivesse com pena e queria ajudá-lo pois ele tinha traços que lhe davam um ar inocente. Mas como poderia explicar o beijo que havia recebido no começo da manhã?

Eram tantos questionamentos que faziam sua cabeça doer, então deixou tudo de lado e se aconchegou no tecido macio e grosso do casaco do mais alto, fugindo um pouco do frio e deixando toda a sua dor e confusão se esvaírem em forma de lágrimas. Resolveu aproveitar aquele momento e chorar o quanto precisasse, pois Jongin já o havia dito pra fazer isso.

Como diz uma frase de um certo filme: "A dor precisa ser sentida".

 


Notas Finais


Link da música: https://www.youtube.com/watch?v=uLncY5RJiFo

Então, o que acharam desse momento super fofo no final? O Soo precisava né?
Espero que a ideia da OST tenha funcionado, não esqueçam de me dizer se deu certo ou não, pra eu decidir se continuo.
Desculpa ter demorado um pouquinho pra postar, estive doente essa semana, ontem coloquei meu aparelho inferior e tô sentindo dor direto, além de não conseguir comer nada, só nos líquidos, então estou sofrendo T.T
Até o próximo capítulo. Kissus <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...