História Autophobia - Capítulo 16


Escrita por: ~

Postado
Categorias 5 Seconds Of Summer, Holland Roden
Personagens Ashton Irwin, Calum Hood, Holland Roden, Luke Hemmings, Michael Clifford, Personagens Originais
Tags Ashton Irwin, Holland Roden
Exibições 119
Palavras 2.412
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


❥ Boa leitura.
❥ O capitulo terá a gramatica atualizada e corrigida em um tempo máximo de 24hrs.

Capítulo 16 - F i f t e e n


Fanfic / Fanfiction Autophobia - Capítulo 16 - F i f t e e n

– F I F T E E N–

 

– Hortense Edwards Peltz –

H A V A Í

 

 

– Eu vou precisar da sua ajuda. – Eu disse para Chantal, depois de passar alguns minutos em um silencio totalmente mórbido. A morena pareceu confusa, mas assentiu com a cabeça e eu me virei para o garçom, fazendo um sinal para que ele se aproximasse. – Vocês servem alguma bebida com uva? – Eu perguntei, calmamente embora ouvisse meu coração atordoado.

– Com álcool ou sem álcool, senhorita?

– Com álcool, por favor.

– Certo, nós temos as bebidas afrodisíacas, ou batidas e... – Ele começou a listar pensativo, mas eu logo cortei seu raciocínio e fala.

– Desculpe, mas eu não me importo. Apenas me de uma bebida de uva com álcool, pode ser qualquer uma dessas. – Eu pedi e ele, mesmo confuso, assentiu, começando a preparar a tal bebida de uva que eu tinha pedido.

– Algo me diz que isso vai ser divertido. – Chantal cantarolou do meu lado, virando o resto da própria bebida na boca.

– Pode apostar que vai ser sim. – Eu sorri para ela que sorriu de volta.

Aquilo seria realmente muito divertido de se assistir, e, é o que dizem: as pessoas não mudam do dia para a noite. Na verdade, eu duvido muito que algum dia eu me mude por completo e seja capaz de deixar essa minha fase para trás.

Não importa quem entre na minha vida, em que situação ou ocupando qualquer posição, a “eu” que a minha mãe causou quando deu no pé sempre vai estar presente, gostando de ser a garota calculista de sempre, gostando de ver desespero por trás das ações alheias, gostando de ser a melhor, gostando de perder o controle, me mantendo longe das pessoas.

Eu nunca me mudaria por completo, eu nunca retornaria a ser a garota totalmente doce do passado, e talvez, isso não fosse tão ruim assim, quer dizer, eu não estava achando nada ruim agora. Não naquele momento, não naquele dia, não depois do que eu iria presenciar.

– Você sabe o que fazer com a bebida? – Eu perguntei a Chantal, entregando o copo de cor roxa, o cheiro de álcool fortíssimo e o copo bonito.

– Eu gostaria de beber, mas sim, eu já entendi. – Ela me respondeu, virando mais um copo com as suas próprias bebidas e descendo do banco em que estava sentada logo em seguida. – Devo dar preferencia a ruiva ou ao Ashton? – Perguntou categoricamente e eu pensei um pouco.

– De preferencia a ele, mas eu quero que acerte os dois.

– A cada momento em que eu passo ao seu lado, eu tenho a sensação de estar achando uma irmã gêmea, garota. – Ela fez a piada, meio embriagada pela bebida em excesso e eu ri baixo.

– Boa sorte.

– Não preciso de sorte, apenas assista ao espetáculo.

E dito isso, a baixinha de cabelos castanhos apenas saiu andando, sem tropeçar e sem dar nenhum sinal da sua bebedeira anterior e eu só pude pensar que ela era realmente muito forte quando se tratava de bebidas porque ela tinha bebido uma quantidade fora do comum para estar tão sã daquela forma.

De longe, eu pude ver Chantal se aproximando do casal que conversava intimamente, perto das mesas de biliar e pude ver claramente quando os seguranças se alertaram com Chantal e sua aproximação suspeita, mas eu fiz um sinal claro para que eles não abordassem a garota, e, mesmo que meio desconfiados da minha ordem, eles apenas concordaram, o segurança guia que nos seguida sorriu irônico ao que percebeu o que aconteceria e a situação, então apenas se virou para o outro, cochichando sobre algo que o fez rir e balançar a cabeça em negação.

Quando a minha mais nova amiga se aproximou totalmente do casal, eu vi ao que ela se virou para pegar uma bebida com um garçom andando ali perto e sorriu ao dar um solavanco e ver a bebida de pigmentação roxa cair diretamente na roupa do casal que se beijava, os assustando.

– Oh, mil desculpas. – Eu vi os seus lábios se mexerem. – Foi um presente, mas eu não acho que ele deveria parar nas suas roupas. – Foi mais ou menos o que ela disse.

Eu não pude deixar de rir, eu apenas gargalhei da situação, a baixinha invocada que Chantal era em contraste com a face irritada da ruiva e a feição perdida de Ashton, tudo contribuía pra minha diversão pessoal sobre a situação. E quando Ashton se virou, procurando algo pelo local em que estávamos Chantal apenas revirou os olhos pra ruiva, mandando o dedo do meio para ela enquanto se distanciava e eu apenas ri mais ainda.

Ashton pousou os olhos em mim, mesmo que o lugar onde eu me encontrava fosse mais alto, eu já esperava que ele me encontrasse, mas ao contrario das diversas reações que eu pensei que eu teria talvez travar ou morrer de vergonha, a minha foi a mais inesperada por mim.

E eu me superei, sorrindo irônica para ele e levantando levemente meu copo com bebida, em um cumprimento gentil a Ashton – enquanto na verdade, eu queria poder enfiar aquele copo de bebida na minha mão goela abaixo daquele garoto loiro que me encantava tanto.

Ele pareceu surpreso com a minha reação, mas ao mesmo tempo, parecia envergonhado de estar vivenciando a situação. Eu também estava envergonhada, envergonhada de pensar que ele fosse algum príncipe encantado, envergonhada de pensar que eu estava sendo exclusiva.

Mesmo que nós não tivéssemos nada, isso não me importava.

– Missão cumprida, gata. – Chantal apareceu do meu lado e eu sorri para ela, que retribuiu, mas não voltou a se sentar no balcão. – Porém, eu já estou indo embora, nós combinamos algo depois, ou trocamos mensagens, ainda vamos nos encontrar bastante por causa do seu livro.

Eu sorri momentaneamente ao me lembrar do meu livro, o qual Chantal tiraria as fotos para promoção e divulgação do mesmo. A história era basicamente uma cujo eu já tinha escrito há tempos, mas eu teria que reescrever a mesma, de uma forma mais interessante, emergindo melhor nos assuntos a qual ela se tratava.

A história retratava a podridão, o lado negro e não conhecido de Hollywood – quanta ironia. O meu protagonista tinha sido totalmente criado a partir de Zayn Malik, o ex-integrante da One Direction. Pelo simples motivo de que eu gostava dele, vendo as entrevistas.

– Tudo bem, você vai de taxi? – Eu perguntei preocupada, porque nós tínhamos trazido Chantal até o pub com o nosso carro alugado.

– Sim, não se preocupe, eu não estou tão bêbada quanto pareço estar.

– Você não parece. – Eu confirmei e ela sorriu.

– Ótimo. Boa noite, Hortense.

– Boa noite, Chantal.

E então ela piscou um olho, saindo do estabelecimento arrumando a jaqueta no próprio corpo e eu me virei novamente para olhar o salão em que estava, me sentindo meio deslocada, mas o que foi totalmente substituído por raiva quando vi Ashton andando entre as pessoas, vindo até onde eu estava me levantei de súbito, saindo dali e indo para o lado de fora, não vendo o sinal de Chantal mais por ali, porém, vi um taxi, o qual eu entrei rapidamente.

– Boa noite senhorita, qual seria o seu destino? – Ele perguntou categoricamente e eu apenas peguei meu celular, entrando em uma foto que eu tirei da fachada do hotel para mandar para papai mais cedo, o entregando e ele sorriu. – Claro, estaremos lá logo.

Eu apenas assenti, me afundando no banco e vendo ao que Ashton saiu de lá de dentro, com as mãos passando pelo cabelo e uma feição preocupada, passando os olhos pelo lugar, com os seguranças logo atrás dele. Estalei a língua no céu da boca quando o carro começou a andar e ele pareceu entender que eu já tinha ido embora, talvez não naquele taxi, mas em outro.

Eu poderia dizer que não sabia, mas eu sabia exatamente porque estava fugindo, eu não queria encarar Ashton depois da minha crise de ciúmes, porque eu sabia que aquilo tinha sido uma crise de ciúmes, claramente.

Então apenas encostei minha cabeça no vidro, observando a beleza da cidade enquanto o carro andava com uma velocidade boa e o taxista batia os dedos no volante calmamente, no ritmo de alguma musica que eu não conseguia distinguir ou simplesmente não conhecia.

Quando o taxista parou em frente ao hotel, me disse o preço da corrida e eu lhe entreguei o dinheiro, saindo rapidamente do carro e alegando que ele poderia ficar com o troco, coisa que eu não estava acostumada a fazer. Eu entrei pelo hall de entrada com os sapatos na mão e o casaco dobrado em cima do meu antebraço, chamando a atenção de vários dos hospedes.

A chave estava comigo mesmo, então eu apenas subi com o elevador e entrei no quarto, me jogando na cama e permanecendo ali por alguns minutos, até resolver que um banho seria o melhor a ser feito depois daquele dia cansativo.

Então, eu fui até o banheiro, parecendo um zumbi, enquanto jogava as minhas roupas sem nenhuma delicadeza no chão, pelo caminho que eu andava, entrando rapidamente dentro do cômodo e torcendo para que ninguém resolvesse roubar o meu quarto, já que a porta estava aberta para quando Ashton chegasse ao mesmo.

Não sei quanto tempo demorei no banho, só sei que demorei e no momento de sair, quis me jogar em um abismo por perceber que tinha esquecido as minhas roupas na mala, dentro do quarto, lógico. Até porque, ninguém deixa uma mala dentro do banheiro, né garota? Burra e clichê, mas juro que não fiz porque quis, não mesmo.

Tomara que Ashton não tenha chegado, foi o que eu pensei ao destrancar a porta e sair, toda enrolada em uma toalha branca.

Em passos leves e vagarosos eu fui até a mala e me agachei em frente à mesma, procurando por alguma roupa confortável para dormir e achando um short de moletom e uma regata. Só peguei as peças de roupa e me levantei, segurando o nó da toalha para que ela não caísse e me virando para voltar ao banheiro, porém gritando ao que vi Ashton parado em frente à porta do banheiro, com os braços cruzados e um olhar incriminador redirecionado até mim.

– Ah, eu quero me trocar, então... – Eu disse, tentando esconder meu nervosismo diante a situação e apontando a porta com a cabeça.

– Nós precisamos conversar e você sabe, não sabe? – Voltou a perguntar, com a sua pose que eu ainda não conhecia, mas não parecia amistosa, ele parecia realmente irritado, eu só não sabia que era por ter vindo de taxi ou por ter atrapalhado a foda dele com a garota ruiva.

– Ashton, nós não temos nada pra conversar. – Eu desconversei, irritada.

– É claro que nós temos. – Ele retrucou igualmente irritado e eu me calei, assustada com a sua reação repentina. – Você saiu de lá sem nem me falar nada, você está louca ou não pensa nas consequências de nada mesmo? – Perguntou irritado e eu me encolhi, automaticamente, mas ele não pareceu se importar com isso, de qualquer maneira. – Fora a sua ceninha combinada com a sua nova amiga, Chantal, você estava louca ou o que? Sujou toda a minha roupa e a de Julie também, qual o seu problema? – Me repreendeu e eu mordi o lábio inferior, perdida.

Minha mãe estava ausente há anos, ou seja, eu não era repreendida por ela mais. O meu pai faz tudo o que eu quero, basicamente, ou seja, eu quase nunca sou repreendida e quando sou não dou a mínima atenção para isso. John se sente culpado com o passado, então tenta nunca se estressar comigo e a minha personalidade mimada e forte.

Crystal e eu quase nunca brigamos, porque gostamos de entender uma a outra. A única pessoa que andava me tratando de uma forma ruim era Luke, mas mesmo assim, nós temos a mesma idade, ou quase a mesma idade, e, vivemos implicando um com o outro, nada de novo nisso.

– Porque está sendo um completo babaca, hein? – Eu me exaltei, explodindo irritada com ele e toda a sua grosseria. – Eu aposto que se não tivesse saído do lado daquela garota, você ainda teria a sua foda casual garantida e eu estaria dormindo em paz. – Eu gritei, apontando pra ele e largando a roupa que eu iria coloca em cima da ponta da cama, para passar a mesma nos meus cabelos molhados, nervosamente. – PARE DE ME CULPAR POR TUDO O QUE ACONTECE NA SUA MALDITA VIDA, EU NÃO TENHO NADA A VER COM NADA.

– NÃO TEM NADA A VER COM NADA? – Ele gritou de volta, irritado e indignado, enquanto eu apenas agradecia a deus pelas paredes grossas e a prova de som. – A minha ex-namorada está me processando por sua culpa, eu não estou me relacionando com ninguém por sua culpa, eu e Luke brigamos por sua culpa. EU ESTOU NO HAVAI POR SUA CULPA. ESTOU ASSINANDO UM CONTRATO DE NAMORO FALSO POR SUA CULPA. – Ele acusou tudo, e eu o olhei, incrédula, não acreditando em suas acusações.

Meus olhos arderam ao pensar que ele tinha razão e eu estava o prendendo, atrasando a sua vida, por puro egoísmo, por puro egoísmo desde o inicio. Eu estava o prendendo a mim desde o começo, quando resolvi que expulsar Bryana da gravadora era uma ideia legal.

– EU QUERIA NUNCA TER EXPULSADO A SUA EX-NAMORADA PIRANHA DAQUELA MERDA DE GRAVADORA. – Eu berrei culpada, sentindo as lágrimas descerem dos meus olhos e me sentei no chão, encolhida, não ligando de estar nua e com a toalha caindo parcialmente. – Eu te odeio tanto. – Funguei forte. – Vou reservar um novo quarto assim que me trocar de roupa, e nós vamos continuar assim até o fim da viagem. – Eu comecei a falar, baixinho. – Você vai poder trazer quem quiser pra cá, e eu não vou interferir mais em nada na sua vida. Eu também não sei por que Luke e você brigaram, então não posso fazer nada sobre isso. O contrato é apenas um contrato e não vai passar disso, não vai passar disso nunca mais. Nós não somos amigos, também. – Eu declarei sentindo meu coração se dilacerar a cada palavra.

– Luke gosta de você. – Ele disse, mas mesmo surpreendida, eu ignorei, afinal aquela situação não melhorava nada, pelo contrario, só piorava.

– Não me interessa o motivo da briga, foda-se. – Eu disse, me levantando, segurando a toalha ainda mais forte e pegando a roupa em cima da cama novamente. – Agora sai da minha frente, de preferencia, pra sempre


Notas Finais


❥ CHEGUEI JOGANDO FOGO NO CIRCO. Eu sei que vocês estão querendo arrancar meus olhos, de boa, eu também estou querendo, mas a vida dá dessas mesmo. Apenas não fiquem com muita raiva deles, nem do Ashton, que foi um idiota, nem da Hortense, que foi a Hortense que nós conhecemos e odiamos barra amamos muito. Eles apenas estão agindo pela raiva e impulso, não sabendo lidar com os próprios sentimentos, tudo bem? Lembrem-se disso.

❥ EU VOU TENTAR SOLTAR MAIS UM CAPITULO AINDA HOJE, OU AMANHÃ, MAS NÃO PROMETO NADINHA.

❥ Até o próximo fim de semana, minha próxima fanfic provavelmente vai estar aí, espero que vocês estejam se preparando para ler ela também.



❥ Meu twitter: http://www.twitter.com/louisneeded
❥ Meu tumblr: http://anorexorcixt.tumblr.com
❥ Meu wattpad: http://www.wattpad.com/user/afrwdite
❥ Meu ask.fm: http://ask.fm/wroxng
❥ Meu Deviantart: http://wroxng.deviantart.com


❥ 100 FAVORITOS, PUTA QUE PARIU, OBRIGADO.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...