História Avante Invocadora! - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias League Of Legends
Personagens Darius, Graves, Personagens Originais, Twisted Fate, Warwick
Tags Graves, Incovadora, League Of Legends, Lol, Romance, Twisted Fate
Visualizações 27
Palavras 2.123
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Esse capitulo ficou otimo. Plot twists! Ou eu deveria dizer... um "Twist of Fate"? Sakou? Twisted Fate... Twist of Fate... Desculpem... Eu sei que a piada foi horrível, mas eu não me aguentei. Bom, vejo vocês nas notas finais. *risada maligna*

Capítulo 20 - Tranças vikins e um, dois dois, três, quatro.


Fanfic / Fanfiction Avante Invocadora! - Capítulo 20 - Tranças vikins e um, dois dois, três, quatro.

Sara estava encantada, olhando para as docas. Havia dracares por todo o lado, assim como guerreiros cobertos em cotas de malha e peles dos diversos tipos. Uma mulher ruiva muito bonita a chamou a atenção por causa das tranças no cabelos, das peles e da pesada armadura de placas de metal branco. Obviamente aquelas pessoas eram soldados avarosianos que guardavam o porto. Era fácil se lembrar que Freljord estava em guerra vendo aquela cena. Muitos também tinham os rostos pintados, como se estivessem indo para a batalha. Se ela já havia imaginado um porto viking, era exatamente daquele jeito. Claro, haviam outros tipos de navio, até mesmo um com o emblema de Aguas de Sentina.

Muitos estranharam ela tirando fotos dos navios e dos soldados, tanto que a mesma mulher ruiva a abordou e “gentilmente” a proibiu de continuar. Ela quase confiscou o celular e só não conseguiu porque Twisted Fate estava ali perto. Graças a ele, a mulher saiu achando que o celular de Sara era só um brinquedo para garotas. A jovem se sentiu ofendida, ainda mais porque o mago falou que o objetivo do brinquedo era mostrar para a dona quem seria seu futuro marido. Não havia nada de errado em tal coisa, o problema foi ele falar de garotas como elas só se interessassem por isso, enquanto fazia pouco caso dela. Mesmo depois de ouvir um sermão de Sara, ele deixou claro que aquilo ainda contava como mais uma que ela devia a ele.

Depois daquele problema com as autoridades, eles foram para a taverna mais próxima se aquecer e comer alguma coisa. Graves já estava lá há algum tempo, jogando cartas. Sara havia ficado um tempo sentada ao lado do pai, tentando entender como o jogo funcionava, mas desistiu rápido. Nada do que TF havia falado fazia sentido quando frente a outros jogadores. Explorar o porto era mais interessante. Só que depois de ter chamado a atenção da guarda local, a opção era perigosa. Eles não estavam ali a turismo. Quando as coisas ficassem tranquilas de novo, eles poderiam voltar e conhecer cada pedacinho do lugar. O objetivo era ficar escondidos até uma caravana partir a pé para a outra cidade portuária mais próxima.

A jovem não via a hora de partir. Além de ter se acostumado a andar e por isso não se cansar tanto quanto antes, o destino a interessava muito. O outro porto próximo era de agua doce, bem próximo de onde o rio Serpentino desaguava no mar. Há muito tempo ela queria conhecer os lendários barcos coloridos dos nômades do rio. Mesmo que fosse comum ver serpentinos em todos os portos de Runeterra, o único lugar onde se encontravam os barcos mais elaborados, era no rio que dava o nome a eles. Bardos tocavam incontáveis músicas que falavam sobre tais barcos. Até Graves falava bem deles. Mesmo Twisted Fate falando que tudo era exagerado, e provavelmente fruto das bebidas alcoólicas servidas a bordo, Sara ainda estava animadíssima.

Mesmo não se aguentando de ansiedade, a jovem tinha que esperar. Para passar o tempo, ela se pôs a aprender como fazer as lindas tranças que todos ali usavam. Era difícil, mas não havia nada melhor para fazer. Frequentemente ela acabava embaralhando os dedos ou embaraçando o cabelo, a obrigando a começar do zero. Quando finalmente conseguiu deixar o cabelo apresentavel, ela comprou um potinho de tinta azul e pintou o rosto imitando os padrões que ela viu nos guerreiros. Seria mais fácil com um espelho maior do que a tela do celular, mas mesmo assim ela se orgulhou do resultado.

Sara se lembrava vagamente de uma mulher que frequentemente pintava o rosto dela. O pai biológico dela nunca falava sobre a vida antes do acidente que mudou a vida dos dois drasticamente. Toda a família biológica deles havia morrido naquele mesmo dia. Ela tinha menos de 4 anos, então todas as lembranças eram turvas.  Mesmo assim, depois de passar um tempo desenhando no próprio rosto, ela se lembrou de uma mulher tão branca quanto a neve e de olhos tão azuis quanto o gelo. O sorriso daquela mulher era frio, mas tão doce quanto o possível. O loiro platinado dos cabelos e os olhos azuis faziam Sara assumir que ela irmã do pai biológico dela, sendo assim sua tia. Seria bom se lembrar de alguma coisa. Parecia que uma parte importante da vida dela havia sumido e talvez fosse bom assim. A única lembrança forte que ela tinha daquela época era a de ser obrigada a deixar seu lagartinho de estimação para trás, enquanto Stive fugia com ela nos braços.

Um leve bater de dedos chamou a atenção da jovem. Já era noite e várias pessoas, incluindo alguns dos guerreiros, haviam terminado seu dia de trabalhado e procuravam diversão e/ou uma boa bebida em tavernas. Graves havia passado o dia naquela em especifico jogando cartas, e provavelmente voltaria para a mesa de apostas assim que terminasse de jantar. Sara estava sentada ao lado dele, em uma das mesas ao canto, perto de onde um grupo de soldados cantavam, levantando suas canecas, uma música sobre Avarosa. A música era interessante, mas o som das batidas de dedos sobre a madeira de alguma forma se sobressaia.

A jovem levantou os olhos de seu ensopado e vasculhou a sala da taverna. Havia um homem de pele clara e fortes traços ionianos do outro lado do salão. Ele batia os dedos de uma única mão sobre a mesa, em um compasso de 4 tempos. O rosto dele era bonito, mas não havia nada que pudesse chamar a atenção nele. Por algum motivo, ele pareceu perceber que Sara o olhava e levantou o rosto. Ele sorriu de forma cortes, sustentando o olhar da jovem. Os olhos dele eram castanhos como o da maioria dos ionianos, mas brilhavam em vermelho como se algo queimasse ali dentro. Havia algo neles, algo belo, algo brilhante, algo... de matar.

- Jhin...- A mente dela concluiu, quase em choque.

O homem pareceu ouvir seus pensamentos e abriu mais ainda o sorriso. Sara sempre achou que sentiria medo estando tão perto assim daquele psicopata, mas não sentia. Para falar a verdade, ela não fazia a mínima ideia do que sentia, mas não era medo. Algo dentro dela dizia que o certo era entrar em pânico e gritar para Graves quem era aquele homem. Porém, todo o resto do corpo dela a fazia continuar a olhar para ele, como se tentasse descobrir o que havia por detrás da máscara que era seu rosto.

Ele se levantou da mesa, quebrando o contato visual. Sara o observou sair da taverna, não antes de se virar de novo para a jovem e se reverenciar como se fosse o final de uma apresentação. Por algum motivo, Sara o seguiu. Graves ficou confuso, mas não impediu a filha de se levantar.

Do lado de fora, Sara não encontrou nada além da vista para os dracares e os guerreiros protegendo o porto. Parte dela estava aliviada e se esforçava a acreditar que tudo foi coisa de sua mente. Rezando para nunca mais cruzar com O Virtuoso, ela seguiu a passos calmos até a hospedaria mais próxima. Ela havia passado a noite anterior ali e permaneceria lá até a comitiva partir. Não era tão confortável quanto o dirigível e nem haviam camas o suficiente, mas não importava. Era quente, limpo e Twisted Fate sempre passava a noite fora. Raramente ele dava satisfação de onde estava ou do que estava fazendo e sempre sumia. As vezes Sara se perguntava se ele realmente precisava dormir tanto quanto uma pessoa normal.

Um toque frio no pulso fez Sara congelar no mesmo lugar. Como em uma dança, ela ouviu passos a circularem e pararem bem frente a ela. Ela fechou os olhos com força, enquanto que seu coração começava a se desesperar no peito. Rezar não havia sido o suficiente. A mesma mão fria que havia tocado o pulso dela, pegou seu queixo e a obrigou a levantar o rosto. Delicadamente, aquele homem passou um tecido macio e húmido pelo rosto dela, limpando toda a tinta azul.

- O que você quer de mim? – Sara perguntou, em um sussurro sem se atrever a falar mais alto.

- O mesmo que você quer de mim. – A voz de Jhin respondeu. – Percebi como me olhava há pouco tempo. Quero... olhar você.

Um calafrio tomou conta do corpo de Sara. Aquilo soou mais como um “quero matar você”. Ela abriu os olhos, se preparando para se defender do que estava por vir.

- Ah sim... – Ele comentou. – Posso ver suas cores brilharem através dos seus olhos.

Ele deu um passo para frente, invadindo o espaço pessoa de Sara. Ela se moveu um pouco para trás, mas foi impedida de se movimentar mais pela firmeza com que ele segurava se rosto.

- Você é... linda. – Ele falou, no mesmo tom sussurrado do jogo.

Naquele momento, Sara sentiu medo. Não havia mais a máscara, só a chama brilhando em vermelho nos olhos dele. Ele era um monstro, o pior deles. Um monstro atraente, que envolvia suas vítimas sutil e sedutoramente, até que fosse tarde demais.

- Posso faze-la mais bela ainda. – Ele continuou ainda sussurrando. – Seria minha obra prima.

- Se afaste, Khada Jhin. – Sara ordenou, da melhor forma que conseguiu.

Surpreendentemente, ele obedeceu com um sorriso no rosto.

- Então a Invocadora me conhece. – Ele comentou descontraído. – É realmente uma honra. Não estou preparado para todo o potencial de tal musa. Devo me contentar com performances menores, por enquanto.

Ele se afastou e se reverenciou de novo. Como se fosse parte das sombras, ele caminhou através delas e desapareceu. A única coisa que ainda poderia indicar que ele estava presente era a voz dele preenchendo o ar:

- Mas caso deseje morrer, posso lhe conceder uma morte... sublime...

Do mesmo jeito que ele havia aparecido sem ser notado, ele desapareceu como um fantasma. Sara ficou ali parada por algum tempo, olhando as sombras próximas, se certificando de que ele realmente havia ido embora. O estomago dela embrulhava, como se algo ruim estivesse para acontecer. Ainda assustada, ela deu meia volta e traçou o caminho de volta para a taverna. Ela não queria ficar sozinha depois do que aconteceu. Demoraria algum tempo até ela conseguir dormir, com medo de que Jhin a pegasse desprevenida. O Virtuoso era o “main” de Sara desde o seu lançamento. Ela conhecia muito bem o homem e sabia do que ele era capaz. Jogar com ele nunca mais seria a mesma coisa.

O mesmo som de batidas de dedos chamou a atenção dela mais uma vez. Só que dessa vez era seguido pela voz distante do assassino cantarolando. Ela olhou para os lados de novo, esperando encontra-lo, só que mais uma vez ela estava sozinha. O som parecia vir de um beco, que por gracejo do destino era exatamente a frente de onde Sara havia parado. Talvez o Demônio Dourado quisesse a atrair e a encurralar ali, mas mesmo assim ela sentiu seus pés se moverem. Mesmo sabendo que era perigoso, tudo nela a fazia continuar. Ela sentia a necessidade de descobrir o que havia escondido ali, nos ossos.

A luz que iluminava a rua, assim como a das luas gemias, quase não chegavam a aquele beco. O som do cantarolar ainda se afastava, enquanto que os olhos dela começavam a se acostumar com a baixa luz. A primeira coisa que ela viu foi a silhueta de alguém sentado de costas para a parede mais distante do beco. Ela deu um passo a frente e cerrou os olhos, para tentar ver melhor. A segunda coisa que ela viu, foi o brilho sutil de uma gema azul, logo sobre a cabeça da silhueta. Por algum motivo, aquela pessoa parecia mais e mais familiar, mas isso não fazia sentido. As únicas pessoas que ela conhecia naquela cidade eram Graves e Twisted fate, e nenhum dos dois estaria sentado em um beco a àquela hora.

Haviam marcas no chão, como se algo tivesse queimado a pedra. E aquelas marcas pareciam formar o desenho de... uma rosa. Sara sentiu todo o ar lhe abandonar os pulmões. Ela conhecia bem aquele chapéu e aquelas botas. Havia gotas de sangue por todos os lados, tanto que o lugar parecia coberto por pétalas de rosas vermelhas. As pernas dela começaram a tremer. O peito dela se apertou tanto, que por um momento ela achou que seu coração tivesse sido apunhalado. Um brilho dourado chamava a atenção para uma das mãos da silhueta. Todas as forças de Sara desapareceram, fazendo ela cair no chão de joelhos. O cantarolar havia sumido. Só restava o silencio, e um valete de copas dourado, destruído por um único buraco de bala.


Notas Finais


Sim, o TF morreu. O Jhin era um dos assassinos que estavam atras dos dois campeões. Só que a historia não terminou(e nem o romance). Agora... como é que o Virtuoso sabia que a Sara é a invocadora se os únicos que tinham a informação de que ela estava viajando com o Graves e Twisted Fate eram os noxianos? Se a informação vazou, outras nações vão começar a ficar... interessadas. Me digam o que acharam. Prometo que tudo melhora no capitulo que vem. OU SERÁ QUE NÃO?


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...