História Avante Invocadora! - Capítulo 21


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Darius, Graves, Personagens Originais, Twisted Fate, Warwick
Tags Graves, Incovadora, League Of Legends, Lol, Romance, Twisted Fate
Visualizações 26
Palavras 3.493
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não me matem >< Galera ficou triste, e isso era o objetivo. Esse capitulo ainda é triste, mas melhora. Como recompensa por não terem me abandonado, aqui vai um capitulo duplo pra vocês <3 Tudo indica que esse fim de semana sai outro :) E quando eu digo que o romance não acabou é PQ ele ainda não acabou ò.ó

Capítulo 21 - Descobrindo algo tarde demais e quem coloca rum na sopa?


Fanfic / Fanfiction Avante Invocadora! - Capítulo 21 - Descobrindo algo tarde demais e quem coloca rum na sopa?

Parte 1:

O céu de Freljord era um dos mais lindos de Runeterra. Haviam estrelas que só podiam ser vistas ali, e as luas pareciam bem maiores naquela época do ano. Era algo tão incrível e iluminado que até a câmera comum de um celular conseguia registrar. Pouco antes de anoitecer ou amanhecer, a aurora boreal tomava conta do céu quase como se os Deuses daquela terra gelada festejassem a luz do sol. Era comum ver estrangeiros na janela, ou sentados ao redor de uma fogueira, observando aquele espetáculo natural.

Normalmente Sara seria um deles, mas nem mesmo a aurora boreal importava mais. O coração dela estava em pedaços. No começo, ela não conseguia se mexer. Por algum tempo ela ficou em estado de choque, olhando aquela cena exatamente havia caído de joelhos. Depois, quando ela começava a recobrar as forças, ela se arrastou até mais perto. Ele parecia dormir sentado, como costumava fazer quando eles passavam a noite no meio da estrada. O chapéu cobria os olhos, como se o objetivo fosse impedir que a luz atrapalhasse o sono. Por um momento, o coração dela se acalmou. A única coisa que passou pela cabeça dela foi que ele estaria com frio e que ficaria doente se continuasse ali.

Tudo nela se recusava a acreditar que ele realmente estava morto. Era mais fácil assim. Ainda na esperança de que ele acordasse, Sara tocou o rosto dele com uma das mãos. O corpo dela enrijeceu e as lagrimas inundaram seus olhos a ponto de ela começar a ver tudo de forma turva. Ele estava frio. Tocar o rosto dele era a mesma coisa que tocar a fina camada de neve que cobria o chão. Quase de forma desesperada, ela o chaqualhou, ainda na esperança de que aquilo funcionasse.

Ela só parou quando o chapéu dele deslizou de sua cabeça. Não podia ser. Não. Não! A sorte sempre estava ao lado dele! Não importava o que acontecesse, ele escaparia! Sempre havia sido assim. Por que a sorte dele mudaria justo naquele momento?  Ele era o cara com a saída, pronto para se safar do que fosse. Mas um único momento havia sido o suficiente para nada disso importar.

Sara se deixou chorar, buscando um pouco de conforto no corpo sem vida de Twisted Fate. Ela se sentou no chão frio e o abraçou com todo o carinho do mundo. Nunca mais ela ouviria ele rir, ou ele faria truques de cartas para ela. Ele nunca mais se gabaria, ou a implicaria porque ela deixou escapar que gostava de algo nele. Graves e ele nunca mais brigariam ou prometeriam deixar um ao outro morrer afogado da “próxima”. E ele nunca mais estaria por perto para fazer tudo parecer melhor.

Naquele momento a aurora boreal iluminava o céu mias uma vez, indicando que logo amanheceria. Sara havia ouvido Graves gritar por ela algumas vezes, mas ela não queria soltar TF. Aquela era a última vez. Quando ela soltasse, nunca mais poderia abraça-lo de novo. Ela não podia deixa-lo para trás, não quando ele ficaria sozinho de novo. Graves faria com que ela o soltasse quando os encontrassem.

O atirador deveria estar preocupado, e ela ali, escondida em um beco para ficar com Twisted Fate um pouco mais. A alma dela sabia que a vida terminaria assim aquele momento acabasse. Ela não queria viver sabendo que ele estava morto. Dizem que você só percebe como algo é importante para você quando você a perde. Sara podia dizer que isso era a mais pura verdade. Ela sempre soube que sentiria falta dele, mas precisou perde-lo para a morte para perceber que o amava com toda a alma.

O desconforto que vinha logo depois de ouvir qualquer coisa que insinuasse nele estando com outra pessoa, a alegria boba que Sara sentia quando ele demonstrava que se importava com ela, o jeito com que ela sempre se pegava pensando nele, ou querendo saber o que ele estava fazendo, ou o simples falo de ela ficar com saudades quando ele não aparecia para participar das refeições. Tudo indicava que ela estava apaixonada, talvez desde a noite em que ele a carregou nas costas e depois roubou o orbe. O pior foi descobrir aquilo justo no momento que havia o perdido. E aquela era a primeira e a ultima vez em que ela o abraçaria com todo o amor que sabia sentir por ele.

- Sara! – Graves gritou, mas dessa vez mais perto.

Ele estava na entrada beco, quando percebeu Sara lá dentro. Rapidamente, ele jogou o que restava de seu charuto no chão e correu para dentro. O atirador praticamente se jogou de joelhos ao lado da filha e a abraçou forte, para só depois perceber que ela segurava alguém. Sara levantou o rosto e olhou o pai nos olhos. Só havia preocupação e alivio nos olhos dele, mas o alivio sumiu logo em seguida. Ela estava com o rosto pálido pelo o frio e com o úmido pelas lagrimas. Só algo muito ruim faria ficar daquele jeito. Sara voltou a abaixar a cabeça. Twisted Fate estava desacordado, com o rosto relaxado e os olhos entreabertos.

O atirador sentiu todo o ar deixar seus pulmões. Ele estava certo. Algo terrível havia acontecido.

- Foi o Jhin.- Sara falou, entre os soluços. – Ele... ele ...

- Ele ainda está respirando. – Graves interrompeu, preocupado..

Sara arregalou os olhos, percebendo algo que havia escapado de sua atenção.. Era verdade. O peito de Twisted Fate descia e subia em uma respiração difícil. A cor havia voltado para o rosto dele e a pele estava mais quente do que antes. Era impossível ele estar vivo quando Sara chegou. Ela havia procurado qualquer sinal que pudesse renovar a esperança de que ele ainda estava vivo. Naquele momento nada daquilo importava. Ele estava vivo, e respirando. Por enquanto ele precisava de socorro, se não logo morreria de novo.

Graves pegou o mago dos braços da filha e se levantou. Sara pegou o chapéu de TF e se colocou de pé em um salto, para logo seguir o pai até a hospedaria. Ainda era madrugada, então não havia uma alma viva na rua. O quarto deles na hospedaria ficava no térreo, então antes que pudessem perceber o caminho, eles estavam fechando a porta e as janelas para não levantar suspeitas.

- Se alguém conseguiu o encurralar, logo vamos estar cercados também. – Graves começou. – Aqui não é seguro. Precisamos de tempo até ele se recuperar e não temos esse tempo. A comitiva sairá na próxima madrugada.

- Então, vamos para a Terra.

- Não gosto nada de ir sem preparação, mas não temos escolha.

Graves colocou Twisted Fate no chão e foi pegar toda a munição de Nova Destino que tinha pronta. Ela segurou uma das mãos de TF com força, enquanto oferecia a mão que segurava o orbe para o pai. Quando ela sentiu que não iria perder nenhum dos dois, fechou os olhos. Não foi necessário muita, para que logo o orbe começasse a brilhas nas mãos dela. Como um flash, o lugar ao redor deles mudou drasticamente. Eles nem chegaram não sentiram o corpo perder o peso, para logo depois o chão os puxar, quase como quando se desse um degrau inesperadamente.

Christian ainda estava lá, parado quase na esquina da rua de tras do evento de cosplays. Ele se assustou quando viu o trio chegar. Para ele não havia passado nem mesmo um piscar de olhos, quando para Sara haviam sido mais de um mês.

- Christian! – Sara chamou quase desesperada. – Traga o carro o mais rápido que puder!

- Graves? – O rapaz perguntou, boquiaberto

- O próprio. – O atirador respondeu. – Faça logo o que a garota mandou.

O jovem ainda confuso, olhou para Sara, sem entender o que fazer.

- Rápido Christian!!! – Ela ralhou.

Com o grito da amiga, ele pareceu ter um acordão e saiu correndo para onde havia estacionado o carro. Graves se ajoelhou no chão e começava a tentar estabilizar Twisted Fate. Sara não podia fazer nada além de obedecer o pai, mas as habilidades dele parecia ser o suficiente. O mago havia perdido muito sangue, mas estava aguentando. Ele realmente era um filho da mãe difícil de matar.

Christian chegou logo com o carro, ainda sem entender o que acontecia. Só depois de eles estarem a caminho da casa alugada, que ele percebeu a gravidade do ferimento do mago. Ele ficou pálido, se esforçando para não entrar em pânico enquanto dirigia. Felizmente, Graves era bom com primeiros socorros, principalmente os para buracos de bala. A respiração do mago havia melhorado muito, mas ele ainda perdia sangue. Pelo menos ele não corria mais risco de pegar hipotermia.

Quando chegaram na casa alugada, Graves se apressou a tirar TF do carro. Sara o guiou para dentro, até a cozinha. Havia uma mesa, e Graves havia pedido uma superfície plana, rígida e limpa. Sara não conseguia pensar em nada além da longa mesa de jantar da casa, mas era o suficiente. Ela correu a casa toda procurando linha, agulha e panos limpos, enquanto que Christian enchia uma bacia com agua quente. O próprio atirador se pôs a vasculhas a cozinha atrás das coisas que precisava, bagunçando tudo no processo. Depois de colocar tudo ao alcance de Graves, Christian se afastou e Sara arregaçou as mangas do vestido de algodão que costumava usar por baixo do casaco de lã e do casaco de pele. Era hora da parte feia da coisa começar.

Graves abriu o casaco de couro que TF usava por baixo do sobretudo, o colete e a camisa com um único movimento do punhal que ele levava na bota. Quando a peito nu do mago finalmente foi revelado, tanto Sara quanto o atirador pararam o que estavam fazendo e olharam aquilo boquiabertos. O tiro havia destruído e queimado boa parte da pele e carne. Sara sabia bem o que os tiros de Sussurro podiam fazer, ainda mais o quarto. Um buraco havia sido aberto no peito dele, mas não era isso que fez pai e filha parar.

Tanto os ossos quanto a carne de Twisted Fate estavam se refazendo, Camada a camada, o ferimento sumia, deixando assim carne viva exposta. Pai e filha olharam um para o outro, tanto surpresos quanto maravilhados. Nem mesmo poções de cura poderia fazer aquilo. O corpo do mago não estava se curando, estava se fazendo.

- Ninguém teria sobrevivido a um ferimento assim. – Graves falou ainda maravilhado. – O que você fez Sara?

Ela olhou para o pai, confusa. Tudo que ela havia feito foi lamentar e chorar pela morte de Twisted Fate. Além disso, ela havia dado seu coração a ele. Só que isso ela nunca diria isso em voz alta, nem para si mesma.

- Eu... não sei. – Ela respondeu.

- É bom você descobrir, para quando eu precisar.

Graves deu um soco no ombro do amigo inconsciente, quase de forma extrovertida e falou:

- Você realmente é um desgraçado sortudo.

Ele riu de leve, para logo depois balançar a cabeça e levantar os olhos para a filha.

– Ele vai ficar impossível quando descobrir que voltou dos mortos. Já estou com vontade de quebrar a cara dele só de pensar.

Sara sorriu para o pai. Ele estava certo. O mago cantaria vitória sobre os kindreds aos quatro ventos. “Nem o Lobo conseguiu me manter cativo.” Sara já conseguia ouvi-lo se gabar. Ela não conseguia se lembrar de quando antes havia ficado tão feliz. Para falar a verdade, a vontade dela era de ir para um bar e se acabar de beber, exatamente como os dois campeões costumavam fazer. Ela queria cantar, dançar e festejar o fato de TF não estar morto.

- Acho melhor ter alguma bebida nessa casa. – Graves falou, tirando TF da mesa para leva-lo ao quarto. – Ele vai precisar de uma quando acordar e eu também, se eu não quiser que ele acaba morto de novo.

Parte 2:

A jovem pegou todas as bebidas decorativas da casa e foi para o quarto, se sentar no chão ao lado do pai. Os dois brindaram com vinho, mas Sara não bebeu nada além de um copo. Ela não queria ficar bêbada antes de Twisted Fate acordar e nunca seria capaz de acompanhar Graves. Tanto ele quanto o mago eram extremamente fortes para bebidas e isso se dava a ambos terem passado um tempo considerável em Aguas de Sentina. Lá, ou você aprende a aguentar toxinas, ou morre. Não havia uma única planta, peixe ou animal que não fosse venenoso naquelas ilhas. Claro, os nativos tinham um segredo para sobreviver. Carne de Peixe-Demônio. O Alcool ajudava a digerir tal “iguaria”, então muitas mães tinham o habito de batizar o leito dos filhos. Ficar bêbado com bebidas comuns era impossível para os dois campeões, o que fazia Sara se perguntar como eram as bebidas de Aguas de Sentina.

Os amigos dela chegaram depois de alguma horas. A namorada de Christian estava incrivelmente chateada por ele ter saído do evento sem dizer nada, o que fez ela se negar a cozinhar. Como Sara estava resfriada( por ter passado a noite toda de Freljord abraçada a um corpo frio), os meninos disseram que queria sopa. Ela havia tomado banho e trocado de roupa antes deles chegarem, então ninguém havia percebido nada de diferente nela. Graves também não havia saído do quarto, esperando TF acordar. Graças a isso, o segredo de Sara ainda durava.

As coisas começaram a sair do controle quando eles perceberam que ela fazia comida de mais para os 8 e havia colocado pimenta. Normalmente, ela preferia ficar longe de qualquer coisa ardida, só que Graves gostava muito de comida picante. Ela havia aprendido a gostar, tanto por não ser muito comum o uso de sal em Runeterra, quanto porque o pai a convencia a provar. Os hábitos culinários de Runeterra estavam a pegando.

- Desde quando você gosta de pimenta? – Miguel a confrontou confuso.

- Eu não posso mudar de ideia?- Ela se defendeu.

-E quem é que coloca rum na sopa?

- Ela deve estar tentando agradar o namorado. – Gustavo debochou, implicando a amiga.

- Que namorado? – Uma voz grave e nada contente preencheu o ar.

Todos na cozinha se v/iraram para a porta. Graves estava usando uma das roupas de Twisted Fate e parecia ter tomado um banho. Aquilo só podia significar que o mago havia acordado.

Sara pensou em explicar tudo, mas havia a possibilidade de ele querer descarregar Nova Destino em TF e o pobrezinho não estava em condições de fugir no momento. Era melhor ficar calada.

- Quem é esse cara e por que ele parece tanto com o Graves? – Gustavo perguntou, confuso.

- Eu fiz uma pergunta. – O atirador continuou. – Que. Namorado?!

Para a alegria de Sara, ninguém se atreveu a responder. Ela desligou o fogo da sopa e se virou para o pai.

- Esse é o irmão e parceiro do TF. Ele também é o gatilho mais rápido de Runeterra, está no topo da lista de homens mais procurados de Valoran, foi o único a escapar da melhor prisão já construída em Runeterra e é sobrevivente mesmo depois de sentenciado a morte por Gank Plank em pessoa. Ele é Malcolm Graves, o Fora da Lei, mas eu costumo chama-lo só de pai.

Sara viu Graves estufando o peito de orgulho a medida que a filha o apresentava aos amigos. Ela sorriu ao ver a reação dele. Aproveitando que o atirador estava mergulhado no próprio ego e os amigos dela estavam boquiabertos, Sara serviu um pouco da sopa em duas vasilhas e saiu da cozinha. Quando ela estava há alguns passos de distância, finalmente os amigos dela se recuperaram do susto. Eles começaram a falar todos de uma vez, e alguns até gritavam um com o outro algo sobre “Isso é impossível!” e “Você está vendo a mesma coisa que eu?”

O quarto dela ficava no térreo, então foi só virar em um corredor para estar na porta. Depois de bater, Sara entrou. Twisted Fate estava tentando se sentar na cama e visivelmente estava tendo dificuldades. Ele estava com a parte de cima do corpo nu, então era possível ver as marcas vermelha onde a pele ainda se reconstruía. A jovem deixou a sapa sobre a cômoda do quarto e rapidamente foi ajuda-lo a se sentar.

- Não se esforce. – Ela aconselhou. – Guarde as suas forças para se recuperar.

Ela arrumou os travesseiros na cabeceira da cama de forma a ele poder ficar sentado se apoiando neles. TF relutou um pouco, mas estava fraco de mais. Ele acabou deixando que Sara o empurrasse para se recostar nos travesseiros. O chapéu dele ainda estava sobre a mala, assim como as roupas de frio e o sobretudo. Era estranho vê-lo sem o chapéu. Raramente ele o tirava da cabeça, então aquela era a primeira vez que Sara via o roto dele por completo. Ela sempre soube que os cabelos dele eram logos, pretos e lisos, mas não imaginava que eram tão pesados. Ele ficava bem sem chapéu, mas Sara não falaria isso por hipótese alguma. Uma coisa que chamou a atenção dela também foi a cor dos olhos. Naquele momento, eles estavam verde escuros, como esmeraldas. Ela havia pensado que o tom castanho dos olhos dele eram a coisa mais linda do mundo, mas estava errada. Aquela nova cor era muito mais bonita.

- Os seus olhos. – Sara observou.

- O que tem eles?

- São verdes.

- E dai?

- Eles eram castanhos da última vez.

- E eles são, debaixo do chapéu.

- Você deveria usar o menos então.

Sara só percebeu o que havia dito quando o mago caiu na gargalhada ao ouvi-la. Ela sentiu as bochechas queimarem e se apressou a se levantar da cama.

- Eu fiz sopa e trouxe para você. – Ela falou, mudando de assunto.

Talvez comida fosse o suficiente para que TF esquecesse daquilo e não começasse a implicar pelo que ela havia acabado de dizer. Ela ainda não havia se recuperado de ve-lo morto naquele beco. Seria muito fácil faze-la admitir que estava apaixonada e ela não queria que descobrissem. Ele ainda era um trapaceiro, cafajeste e mentiroso. Não havia como o coração dela ter escolhido alguém pior. Incontáveis mulheres já tiveram o coração tratado como brinquedo por ele. Tudo indicava que com Sara não seria diferente. Graves não deixaria nada disso acontecer, mas isso não a salvaria do ego ou da implicância de TF.

 - Você me encontrou naquele beco, não foi? – A voz dele chamou a atenção de Sara.

- Não vamos falar sobre isso.

Sara estava se virando para pegar a sopa, mas TF segurou o pulso dela, a impedindo de se afastar. Ele se lembrava de ser encurralado pelo Demônio Dourado. Se lembrava do cheiro de rosas queimando e do som dos tiros. A sorte havia feito ele conseguir desviar do primeiro tiro, mas não foi o suficiente para o segundo. Era quase possível sentir a dor no ombro ainda. A marca vermelha como a carne viva ainda estava lá para o lembrar que não foi um pesadelo. A força do tiro fez o corpo dele rodar, assim ficando frente a frente com assassino. O chão explodiu em chamas logo em seguida, enchendo o ar do que pareciam ser pétalas queimando. Aquilo havia sido o suficiente para atordoa-lo por um momento, então ele só conseguiu sacar uma carta, pouco antes do próximo disparo. O terceiro tiro destruiu a carta dourada na mão do mago e o quarto... Bom, o quarto tiro o atingiu bem no meio do peito, o arremessando para trás. As costas dele bateram contra a parede mais distante do beco. Ele pensou que sentiria dor, mas não sentiu. A força do tiro havia feito com que a mente dele se desligasse do corpo. Pouco a pouco a escuridão tomava conta de sua visão. Ele sabia que estava morto, mas a única palavra que veio em sua mente dentre todas as que existiam foi “Sara”.

Aquilo era uma idiotice sem tamanho, mas ele não conseguia se conter. Ele colocou as mãos dela envolta de seu pescoço e passou os próprios braços ao redor da cintura dela. A abraçando de um jeito que nunca havia feito antes, ele aconchegou a cabeça junto da barriga dela e fechou os olhos. Ela estava cheirando a aquele perfume para roupas comum do mundo dela, mas não importava. Ainda era possível sentir o leve cheiro da pele e o seu calor. Se Malcolm aparecesse naquele momento, provavelmente TF acabaria morto de novo. Ele conhecia muito bem o amigo para saber o que aquele abraço significava. O segredo que ele vinha mantendo há tanto tempo seria revelado.

- Não conte ao Malcolm. – Ele pediu, depois de um momento.

Como resposta Sara abraçou seus ombros e começou lhe acariciar os cabelos. TF se apertou um pouco mais no abraço, para logo depois ouvi-la dizer de forma doce:

- Eu não vou contar para ninguém.


Notas Finais


Adorei escrever a parte dois. Essa reviravolta fazia parte da historia e eu já iria coloca-la desde o começo. Fiquei meio apreensiva sobre colocar alguma parte na visão do TF, mas eu fui lá e coloquei pq eu sou dessas. No próximo capitulo, vai ter TF e Graves no bar, para depois uma treta do tamanho do mundo rolar. Até fim de semana amores :*


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