História Avatar: A lenda de Utakane -INTERATIVA - Capítulo 2


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Categorias Avatar: A Lenda de Aang, Avatar: A Lenda de Korra
Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Convergência Harmônica


O dia mal havia começado e eu já estava me encaminhando com meu pai e os outros pescadores para mais um dia de trabalho.

 

-Finalmente é a época dos camarões-carangueijos- um dos pescadores disse animado- vamos lucrar muito nesse verão.

 

-Haha, pois é - meu pai disse animado- e se tudo der certo, quem sabe conseguiremos capturar mais alguns peixes. Ouvi falar que tem cardumes de peixes-libélula migrando pra esta região, com certeza conseguiremos um bom lucro com eles! Certo Uta?

 

Assenti. Eu não entendia nada dessa coisa de pescaria, queria estar na cidade com minha mãe e minha irmãzinha, mas NÃO, eu TINHA que ajudar meu pai na pesca! Que saco...

 

Seria maravilhoso se algo acontecesse hoje, mas, assim como todos os dias, meus desejos seriam em vão, eu acordaria super cedo, tomaria meu café da manhã, sairia com meu pai, encontraria os amigos dele no cais e eu seria obrigado a ouvir conversas idiotas sobre pescaria.

 

Assim que chegamos no barco o maldito cheiro de peixe misturado ao sal marinho invadiu minhas narinas me deixando um pouco tonto, me agarrei em alguma coisa tentando recuperar os sentidos, anos e anos naquela mesma rotina e eu jamais me acostumei a esse maldito cheiro.

 

-Uta? Tudo bem aí filho?- meu pai se aproximou tocando o meu ombro. Assenti ligeiramente, embora quisesse pular imediatamente daquele barco e talvez me afogar.

 

-Algum problema Takoda?- um dos amigos do meu pai perguntou- seu garoto parece meio verde...

 

-Ele está bem, só um pouco enjoado, isso é normal pessoal- meu pai disse enquanto bagunçava meus cabelos.

 

"Se estar bem significa estar a ponto de morrer,então eu vou enfiar uma estaca de gelo no seu..." Eu pensava comigo mesmo até que senti o barco começar a se mover e tive que me segurar pra não cair.

 

Mas um dia chato iria começar, me apoiei na borda do barco e fiquei encarando a água enquanto desejava mentalmente que aquela pesca acabasse.

 

Fiz um movimento com a mão e um pouco de água veio em minha direção, ficando em formato de círculo.

 

Enquanto eu estava distraído dominando a água na minha mão, notei uma grande massa escura ao longe, seguida de um som gutural, um jato de água e uma enorme cauda de cor marrom.

 

-Que estranho, não é época de focas-baleia nessa época do ano- meu pai comentou franzindo o cenho- Kito que dia é hoje?- meu pai perguntou a um dos colegas.

 

-Acho que dia da grande Convergência Harmônica...- Kito respondeu um tanto assustado- devemos retornar?

 

-Não, vamos ficar bem- meu pai riu- nada de ruim pode acontecer.

 

.......

 

Finalmente a pesca havia acabado, havíamos conseguido um grande estoque de camarões-carangueijos, peixes-libélula e ainda de quebra conseguimos um cardume inteiro de pescados-água-viva. Algo extremamente bom pro meu pai.

 

A Aurora Boreal, símbolo da Convergência Harmônica, havia começado a se formar deixando o céu da noite com cores maravilhosas que dançavam em sincronia.

 

"Será que a Avatar Korra já está no mundo espiritual lutando contra Vaatu?" Eu pensava comigo mesmo, havia a visto ontem na cidade com o pai, os tios e os primos, ela não me pareceu grande coisa, se bem que, pra mim, ser o Avatar não é grande coisa, viver cercado de fama é péssimo.

 

-Filho? Tudo bem?- meu pai se aproximou.

 

-Ah, sim pai- eu respondo e volto a encarar a Aurora Boreal.

 

Meu pai suspirou e também encarou o céu sorrindo.

 

-Isso é realmente muito bonito...

 

-É...- eu respondi sem muito entusiasmo.

 

-Sabe filho,eu sei que você odeia sair pra pescar e tal, mas as vezes... somos obrigados a fazer coisas que odiamos, papéis que odiamos. Eu por exemplo, na sua idade eu odiava ir a escola ou ao treinamento, pra mim, eu era o melhor dobrador da tribo, eu não dava ouvidos a ninguém, me achava o máximo e odiava ter a obrigação de aprender algo, até que um dia eu finalmente percebi que eu DEVIA fazer aquelas obrigações, que eu DEVIA aprender a dobrar a água com maestria, que eu devia aprender sobre a cultura do nosso povo... que eu devia crescer... Sei que pode parecer que estou sendo um pai tirano, mas eu só faço isso porque eu quero seu bem...

 

Ele tocou meu ombro, mas eu repeli sua mão com um tapa e falei:

 

-Minha irmã de apenas OITO anos sabe pescar melhor do que eu, eu com DEZOITO sei fazer entalhes no gelo muito melhor do que ela e a mamãe juntas! Por que o senhor não inverte os papéis e coloca ela pra vir pescar?

 

-Porque ela é uma MULHER e na tribo as mulheres são responsáveis pelo lar e pela família, nós homens somos responsáveis pela caça e pesca. É a nossa obrigação.

 

-Haha, grande resposta pai! Como se eu...- eu parei de falar assim que vi algo grande emergindo do oceano, tinha a forma de um humano, só que com traços reptilianos e sem olhos.

 

Um espírito.

 

-ESTÁ VINDO PARA CÁ!- um marinheiro gritava enquanto movimentava freneticamente os braços lançando grandes torrentes de água na direção do espírito, todos os outros marinheiros repetiam o gesto.

 

-Vá para o porão, Uta, depois conversamos. AGORA- meu pai rugiu enquanto se juntava aos outros marinheiros lançando torrentes de água no espírito que se debatia se desvencilhando aos poucos da água.

 

Eu estava correndo para o porão quando eu vi algo branco e brilhante vindo em alta velocidade na minha direção, tentei desviar, mas a coisa me acertou em cheio, me fazendo tombar no chão do barco.

 

-UTA!- meu pai gritou enquanto corria em minha direção.

 

Eu me sentia estranho... como se algo tivesse me possuído... me fortalecendo...

 

Me levantei de um salto, meu corpo parecia bem, mas meus olhos estavam luminosos, como se eu fosse algum tipo de Deus.

 

Meu pai parecia assutado, da mesma forma que o espírito, que avançou ainda mais na direção do barco.

 

Movimentei meus braços e fiz com que torrentes de água entrassem no barco, se juntando ao meu redor, se transformando em uma imensa tromba d'água que me ergueu e me levou na direção do espírito, ergui meus braços e lançei duas ondas maiores que montanhas na direção do espírito, que se debatia e tentava escapar, mas não conseguia de jeito nenhum, transformei as ondas em gelo que prenderam o espírito e por fim, comecei a movimentar meus braços novamente, mas dessa vez como se estivesse dançando.

 

Aos poucos, o espírito começou a perder sua coloração arroxeada e adquiriu um tom amarelo brilhante, para em seguida se dissolver e desaparecer por completo.

 

Meus olhos perderam o brilho de poder e eu começei a enfraquecer e perder o controle da tromba d'água, que começou a perder forma, me fazendo cair no mar.

 

O contato com a água fria fez meus músculos adormecerem e minha visão ficar turva.

 

"Pai..." Esse foi meu último pensamento antes de apagar e escutar uma voz no fundo da minha mente dizendo:

 

-Acalme-se jovem Utakane... somos um só agora... eu o protegerei...

 

........


Notas Finais


Esse cap foi apenas uma apresentação ^^ acho que essa semana eu posso postar mais uns doi ou três (se a preguiça não impedir)


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