História Avatar: Deusa da Terra - Capítulo 21


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Categorias Avatar: A Lenda de Aang, Avatar: A Lenda de Korra
Personagens Aang, Bolin, Korra, Kuvira, Kyoshi, Long Feng, Personagens Originais, Suyin Beifong
Tags A Lenda De, Aang, Avatar, Deusa Da Terra, Korra
Visualizações 38
Palavras 6.670
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Romance e Novela, Saga, Steampunk, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Demorou, eu sei, me desculpa. São os mesmo motivos dos outros, facul tá tenso.
Espero que gostem deste capitulo, eu acho que finalmente as ideias voltaram a fluir normalmente para o papel.
Só uma coisinha, essa capa do capitulo é a roupa que a Kyo vai usar, vocês saberão quando estiverem lendo.

Capítulo 21 - O Festival do Rei Sol


Fanfic / Fanfiction Avatar: Deusa da Terra - Capítulo 21 - O Festival do Rei Sol

Kyo se via novamente naquele plano astral onde ela via o seu próprio corpo dormir sob as cobertas naquele quarto aconchegante do palácio da cidade de Yon Rha, o o seu corpo etéreo flutuava como se fossem uma névoa a poucos centímetros do chão e a sua frente outra névoa se formou dando forma à Korra.

— Olá Kyo.

Kyo sorriu ao vê-la e correu para abraça-la mas acabou passando por dentro da mesma enquanto a névoa que as formavam se entrelaçavam.

— Oxe. — Kyo resmungou e Korra apenas deu risada.

— Desculpe, assim que começarmos a nos encontrar no mundo espíritual vamos poder nos tocar fisicamente.

— Eu achei que esse fosse o mundo espiritual. — Kyo tinha uma expressão de surpresa em seu rosto.

— Não... estamos apenas na sua mente, ou melhor, um plano astral da sua mente.

Kyo parecia mais surpresa ainda enquanto olhava para as suas mãos nebulosas e os seus arredores distorcidos.

— Mas eu venho apenas te trazer uma mensagem de suma importância, ao sul da nação do fogo tem um conjunto de ilhas montanhosas onde viviam os mestres da dobra de fogo, lá você encontrará uma tribo de dobradores de fogo que vivem reclusos por séculos, você deve aprender com eles o real significado da dobra de fogo.

— Eu entendo...

Kyo sentiu a visão embaçar conforme ela via Korra sumir no ar lentamente conforme ela ia perdendo a visão, quando se deu conta já estava acordando com os sons dos passáros que insistiam em cantar em sua janela ensolarada, enquanto se espreguiçava ela aproveitou para esticar os dedos e bater levemente na tranca que segurava a janela fechado fazendo com que ela se abrisse lentamente deixando assim entrar um vento frio que amenizava o calor que fazia naquele dia, ela até que tentou virar pro outro lado e fechar os olhos novamente mas o canto dos passáros estava mais alto agora e o maquinário das reformas da cidade já estavam a todo vapor. Uma folha ou outra ousavam entrar pela janela do quarto em que Kyo estava deitada agora com apenas um fino lençol sobre o corpo, ela observava cuidadosamente o balançar das folhas nas árvoras pela janela com o rosto deitado sobre o travesseiro, sua mente vagava longe em seu próprio mar de pensamentos e isso era algo que ela havia se acostumado a fazer ultimamente, a aleatoriedade das nuvens brancas no céu causavam uma certa confusão e por vezes ela se pegava distraída com os formatos das mesmas, “Foco!” Pensava ela ao retomar os pensamentos e estratégias para o seu futuro, “Mestres da dobra de fogo? O que será que Korra quis dizer com Tribo de dobradores reclusos...? ” Ela se perguntava incansavelmente tentando obter uma resposta da mesma maneira que se tira leite de pedra, ela agora olhava para to teto enquanto segurava o seu punho direito com a mão esquerda, seus calos e cicatrizes a fazia remoer machucados que nunca cicatrizam, profundos em seu espirito.

Ela soltou um grande suspiro conforme deixou os braços caírem sobre a cama novamente, abrindo o punho direito ela puxou até ele o pequeno bracelete de metal ornamentado que May havia lhe dado em sua primeira luta na prisão e um leve sorriso tomou conta de seus rosto e uma única lagrima escorreu do canto do seu olho esquerdo, descendo pela lateral de sua cabeça até atingir o tecido macio do travesseiro. Soltando mais um longo suspiro ela colocou o bracelete em seu antebraço direito e se levantou rapidamente se sentando na lateral da cama, o quarto que o governador da cidade havia lhe proporcionado era um tanto grande com duas janelas grandes, uma em cada extremidade do quarto, alguns quadros de pinturas locais e uma grande cama de casal centrazilada encontada em uma das paredes, bem em frente da cama na parede oposta à ela estava a porta do banheiro, era quase que uma suíte econômica.

— Poxa vida, eu não nasci para ser Avatar...

Ela resmungou enquanto que, com muito esforço, terminou de se levantar da cama deixando para trás o fino lençol que usava para se cobrir, ela trajava um curto e solto shorts, uma regata cinza básica e os pés como sempre descalços sobre o chão gelado.

— Eu deveria ser um urso para poder hibernar o tempo todo...

Ela continuava a resmungar enquanto caminhava lentamente ainda sonolenta em direção ao banheiro, ela escovava os dentes com a mesma empolgação de antes, o banheiro pequeno se comprado ao quarto e nele cabia apenas uma bonita pia de porcelana com um grande espelho na parede, um vaso também de porcelana e um chuveiro para duchas em metal, era tudo muito limpo e bonito de se ver.

Alguns minutos depois Kyo já estava de banho tomado e tranjando roupas limpas, ela terminava de enfaixar os seus tornozelos quando ela pode escutar três leves batidas em sua porta.

— Pode entrar. — Disse ela ainda dando voltar em seu tornozelo direito com a bandagem.

A porta se abriu levemente dando visão de uma senhora serviçal, provavelmente uma das muitas empregadas do governador, ela trajava roupas limpas e bonitas com um laço azul amarrando seu cabelo como toque feminino.

— Desculpe o incômodo madame, mas o senhor governador pede para avisá-la que o café da manhã está sendo servido na sala de jantar. — A senhora curvou-se antes de falar para demonstrar o seu respeito pela convidada de seu patrão.

— Vou descer em um segundo, obrigada.

Kyo agradeceu sorrindo enquanto a mulher concordava com a cabeça e se retivara fechando a porta atrás dela. Em mais alguns poucos minutos ela já estava completamente pronta e enquanto descia as escadas que davam acesso ao térreo do palácio ela pode perceber que o mesmo era muito bem decorado com algumas peças de arte como bustos, estátuas, pinturas e diversos retratos que formavam a linhagem da família real por um longo corredor. Kyo pode perceber conforme foi passando pelas portas abertas dos vários cômodos que o palácio empregava diversos funcionários tanto homens quanto mulheres, todos muito educados em cumprimentar Kyo assim que a vissem e ela correspondia com a mesma gentileza.

Kyo adentrou a sala de jantar com leves passos, o comodo possuía diversas janelas já que era um longo retângulo com uma grande mesa ao centro e um lustre vistoso logo acima dela, alguns funcionários do governador o cercavam enquanto ele degustava algo que parecia ser um chá, assim que ele viu Kyo uma expressão de felicidade tomou conta de seu rosto enquanto rapidamente ele se levantava para vir de encontro a ela.

— Jovem Avatar! Como passou a noite? Dormiu bem? A cama estava do seu agrado? — Ela a bombardeou com perguntas enquanto segurava a sua mão com as duas mãos para comprimenta-la.

— Estava tudo perfeito, obrigada! — Kyo sorria meio sem jeito enquanto por vezes desviava o seu olhar para tentar fugir daquela situação, os empregados do governador pareciam não demonstrar nenhuma reação.

— Venha, sente-se comigo, vamos tomar um bom chá enquanto aguardamos os seus amigos. — O governador puxou uma cadeira para que ela se sentasse enquanto ele voltava ao seu assento na ponta da mesa.

Rapidamente um dos empregados a serviu com uma xícara e aproximou dela várias bandeijas com torradas, tortas, bolos, salgados e muitos outros tipos de alimentos exóticos.

— A senhorita prefere qual bebida? — Um dos empregados disse enquanto esperava ao lado dela uma resposta.

— Alguma recomendação? — Ela retrucou quase que instantaneamente.

— Eu posso te recomendar o “Chá do sol nascente”. — Disse o empregado.

— Esse é muito bom. — Completou o governador.

— Por favor então.

Kyo fez um sinal com a mão e o empregado pegou um dos bules e despejou um chá quente num tom alaranjado em sua xícara e em seguida jogou algumas pequenas ervas que lentamente afundaram dentro do liquido laranja. Kyo cuidadosamente aproximou os seus lábios da xícara por causa da temperatura do chá e tomou um primeiro rápido gole, sua boca e guarganta foram tomadas por um ar refrencante enquanto o liquido quente trazia um gosto levemente doce à boca.

— Nossa, é muito bom! — Kyo disse dando um segundo gole.

— Esse chá foi um grande presente à minha família dada pelo lendário “Dragão do Oeste”. — Disse o governador enquanto tomava do mesmo chá que Kyo e comia algumas torradas.

Kyo mastigou por alguns segundos um pequeno pedaço de torta antes de levar a xícara à boca mais uma vez. — “Dragão do Oeste”? — Ela disse intrigada.

— Sim, os poucos registros de minha família que sobreviveram ao tempo dizem apenas que ele um dia foi um grande e sábio homem e um dos maiores estrategistas que a nação do fogo já viu.

— Nossa! — Kyo estava surpresa, ela imaginava como um homem desses poderiar ser, ela via uma certa referência em pessoas com esse nível de Inteligência já que essa era uma qualidade que ela buscava melhorar.

— Mas essa não era sua melhor qualidade. — O governador sorria enquanto saboreava delicadamente o seu chá.

— E qual era? — Kyo estava intrigada, afinal qual qualidade poderia ultrapassar a inteligência da mente?

— Ele era o maior conhecedor de chá do mundo, de acordo com esses registros. — O homem dava risada apenas de não estar contando nenhuma mentira.

Kyo sorriu junto dele voltando a tomar o seu chá e a comer alguns bolinhos. — Acho que esse chá prova que os registros de sua família estão certos.

Os dois caíram em risadas enquanto tomavam o seu café da manhã sob a forte luz do sol que invadia o comodo pelas janelas. Depois de alguns minutos Jae, Yukia e Max chegaram à sala enquanto conversavam entre si.

— Ah! Os jovens salvadores, por favor juntem-se a nós! — O governador disse enquanto apontava com a mão para as cadeiras vagas ao lado dele.

Os empregados que estavam ali paradas puxaram as cadeiras permitingo que todos se sentassem e os serviram da mesma maneira que Kyo, max não demorou a cair de boca nas tortas e bolos.

— Desculpem-nos a demora, acabamos por nos distrair vendo os retratos de sua família. — Yukia disse e ambas ela e Jae sorriam enquanto tomavam chá delicadamente.

— Não tem problema algum, a casa é de vocês! — O governador deu uma longa risada enquanto o seu serviçal preenchia a sua xícara com mais chá.

— Cuidado para não comer a toalha da mesa Max. — Disse Kyo dando risada.

— O que...? — Max disse com dois pãezinhos enfiados na boca.

Kyo e Jae caíram em gargalhadas juntas do governador, Yukia corou de vergonha enquanto levava a mão até o rosto.

— Não se preocupe! — O governador disse feliz. — Comam a vontade não há do que se envergonhar!

Todos continuavam a saborear os diversos tipos de chá que estavam ali na mesa e a comer as especiarias que os cozinheiros haviam preparados para eles, eles trocavam palavras e risadas quando uma jovem garota adentrou a sala, ela possuía longos cabelos negros e olhos mais negros ainda, sua pele rosada faziam o perfeito contraste com seus lábios marros e seus olhos um pouco puxados, ela trajava um vestido médio preto e azul claro e uma sapatilha marrom, um traje simples e bonito.

— Bom dia, bom dia! — Ela disse gentilmente sorrindo.

— Dia... Bom... — Disse Max completamente bobo enquanto olhava a garota.

Logo em seguida um rapaz um pouco mais velho entrou atrás dela, este também possuía longos cabelos negros com duas tranças laterais que se juntavam em um nó atrás da cabeça sobre o cabelo, seu porte físico era mediado e magro e o que mais chamava a atenção era o contraste de altura entre os dois que estavam de pé um do lado do outro.

— Bom dia pessoal. — Ele disse carinhosamente.

A jovem garota caminhou na direção da mesa até chegar no governador onde abaixou para beijar o seu rosto.

— Bom dia papai. — Ela disse

O rapaz fez o mesmo pórem parou no caminho para cumprimentar Yukia e Jae, a jovem garota estendeu a mão para Kyo que rapidamente se levantou da cadeira para apertar a mão dela.

— Eu sou Natsumi e esse é meu irmão Natsuko.

O jovem rapaz se aproximou e apertou a mão de Kyo gentilmente.

— Sou Kyo, muito prazer.

— O prazer é nosso em tê-la em nossa casa senhorita Kyo. — O rapaz retrucou.

Todos conversavam e se conheciam mais um pouco conforme os minutos iam se passando, todos já estavam satisfeitos e apenas continuavam a apreciar um pouco mais de chá, Natsumi e Kyo por vezes trocavam alguns olharas, alguns involuntários outros totalmente voluntários, Natsuko que estava sentado ao lado de Yukia conversava bastante com ela e seu irmão Max que estava de frente para eles, ele e Max trocavam algumas táticas e experiências de combate e o assunto que prendeu os dois foi as táticas de guerra para gerenciar um grande exército.

— Kyo, ontem antes de ir para os seus aposentos eu tomei a liberdade de conversar com a sua amiga Jae aqui acerca de seu navio, pedi a ela que indicasse a mim e a meus engenheiros quaisquer problemas ou reclamações que ela tivesse sobre ele e apesar de ser de fabricação da Nação da Água os meus engneheiros foram capazes de implementar algumas correções, vocês vão poder se informar melhor com o meu engenheiro chefe antes de partirem. — O governador dizia olhando para Jae e Kyo.

— Nós agradecemos muito senhor governador. — Disse Yukia arrancou um sorriso de Kyo enquanto tomava seu chá.

— Vocês podem ficar tranquilos enquanto estiverem dentro dos muros de nossa cidade estarão seguros e entre amigos, mas saibam que assim que saírem daqui a Nação do Fogo pode querer toma-los como prisioneiros. — Ele parecia sério agora.

Todos pareciam meio que paralisados enquanto se olhavam refletindo sobre o que o governador, Kyo deu um gole seco no chá e voltou a xícara na mesa.

— Porque aqui eles não virão atrás de nós? — Perguntou Max.

— Isso não faz nenhum sentido, a cidade também não é parte da Nação do Fogo? — Questionou Jae.

O governador levou a xicara aos lábios uma ultima vez, ela parecia um pouco mais sério do que o normal agora.

— Vou explicar a vocês, a Nação do Fogo se encontra dividida em vários grupos que busca subir no poder no comando da nação, o império da Nação do fogo foi dividido em “casas”, que não comandadas por famílias influentes que tem interesse em governar a nação inteira. Eu por exemplo não respondo a ninguém além de mim mesmo até que essa bagunça seja resolvida, já as outras casas podem ver o Avatar[...] — Ele apontou para Kyo — [...] como uma forma de influenciar os outros e dizer “Eu capturei o ser mais poderoso da terra, eu serei o governador da Nação do Fogo” entendem?

Todos ficaram quietos por alguns segundos pensativos.

— Ou seja, a Avatar é um passe direto ao trono de fogo. — Disse Natsuko.

— Faz sentido... — Disse Yukia.

Kyo deixou a xícara sobre a mesa e se levantou ainda quieta. — Agradeço pelo alimento e pela estadia senhor governador, agradeço a todos os seus funcionários também, se quiserem me aprisionar deixe que venham pois estarei esperando-os de abraços abertos.

Kyo tinha um olhar sério em seu rosto agora, ela apertava os dedos uns contra os outros enquanto fechava os punhos, Jae, Yukia e Max se levantaram em seguida e agradeceram pela comida junto de Kyo.

— Sim, eu nunca duvidarei disso senhorita Kyo, o prazer é todo meu em tê-la aqui conosco, porém o seu navio só vai ficar pronto no final do dia então eu gostaria de lhe fazer um convite se não se importar.

O governador se levantou enquanto que seus filhos continuaram sentados tomando café da manhã, eles já estavam na metade da manhã e o sol estava a pico no céu azul, o som das pessoas trabalhando na cidade já havia se intensificado naquele momento.

— Gostaria de convida-la a conhecer a nossa cidade visto que terá de ficar aqui o dia inteiro.

— É uma boa ideia, podemos conhecer melhor as pessoas da Nação do Fogo enquanto ajudamos nos trabalhos de reconstrução! — Yukia parecia animada e tinha um sorriso de orelha à orelha.

— É perfeito. — Max completou, Jae e Kyo concordaram com a cabeça.

— Fiquem à vontade. — O governador curvou-se novamente perante Kyo e sua turma que retribuíram da mesma forma exceto por Kyo que se curvou de uma maneira bem mais discreta.

Os quatro sairám do plácio descendo por um pequeno caminho ladeira a baixo em direção à cidade, o palário estava muito bem fortificado com vários soldados fazendo rondas em torno do mesmo, como a cidade era rodeada por uma densa floresta os guardas realizavam muitas patrulhas e troca de turnos em postos avançados, a segurança na cidade havia sido aumentada devido ao recente ataque e pelo fato da Avatar estar hospedada ali. Enquanto caminhavam eles puderam ver o que mesmo após uma grande tragédia o povo estava feliz e contentes por estarem vivos, os guardas conversavam entre sí enquanto que os homens e mulheres mais viris ajudavam nas reconstruções, as mulheres mais velhas e as crianças se juntavam em um grande salão para fazer comida para os trabalhadores. Todos conversavam felizes, uns falavam sobre como a Avatar lutou ferozmente junto de seus companheiros, já outros contavam lendas repassadas a eles por seus pais e as comparavam com a Avatar em busca de algo que lhes trouxesse esperança uma vez mais.

Depois de caminharem por alguns minutos a turma parou na entrada do centro da cidade, local onde a maioria da destruição estava e também onde se concentravam as obras, Jae se despediu do grupo e partiu para as docas para acompanhar as manutenções que estavam sendo feitas no navio, Yukia foi para o Grande Salão ajudar as mulheres mais velhas com os seus afazes e também queria ajudar a cuidas das crianças já que tinha uma grande facilidade em lidar com elas, Max foi para um dos canteiros de obras para ajudar da melhor forma que fosse possível pois a sua dobra d’água seria de muita ajuda. Kyo ficou ali parada sozinha por alguns segundos pensando em como poderia auxiliar melhor a cidade, ela acabou por decidir dar uma volta pela mesma para poder conhecer melhor o lugar e também as pessoas dali.

Kyo por vezes parava para conversar com as donas de casa que lavavam a roupa suja no quintal de casa, parava para brincar um pouco com as crianças e uma vez até arriscou chutar uma bola onde as crianças jogavam futebol, ela dava muitas risadas e aprendia coisas que apenas pessoas que viveram os tempos difíceis poderiam ter-lhe ensinado e um pensamento lhe veio a cabeça, mesmo após tantos problemas, após tantos revés aquela gente insistia em abrir um sorriso e encarar a vida com positividade e aquilo era algo que ela iria levar para sempre consigo, um poder que transcendia qualquer outro.

Kyo havia decidido por ajudar os operários em um dos canteiros de obras centrais que criava peças pré-moldadas de cimento e também abastecia as obras menores e individuais com matérias primas tais como areia, cimento, cal, cascalho, madeira e outros. Ela já estava ali por algum tempo e o seu suor que escorria pelo corpo era a prova disso, parando para respirar um pouco ela tentava secar o suor da testa com o antebraço soltando um longo suspiro, um dos operários, um senhor já de bigode grisalho e pouco cabelo escondido sob o capacete de segurança, lhe entregou uma garrafinha com água gelada.

— Obrigada! — Kyo agradeceu e tomou a água quase que imediatamente.

— Um dos rapazes me disse que toda a obra de reconstrução está sendo paga pelo governador, é verdade? — Kyo se sentou em um banco improvisado com latas de tinta.

— Ah! É sim, tudo pago realmente. — O senhor também aproveitou o pouco tempo para sentar e descansar enquanto saboreava uma boa limonada.

— Da onde sai tanto dinheiro assim senhor Unok? — Kyo pegou um copo de limonada que ele havia lhe oferecido.

— Isso é fácil minha filha! Nós temos uma das maiores minas de carvão mineral da Nação do Fogo, fizemos um bom acordo com as demais nações e conseguimos bons discontos em outros negócios. — O velhor senhor entava mais sorridente do que nunca. — Opa, o trabalho chama.

Eles levantaram e voltaram aos seus afazeres, Kyo carregava longas toras de madeira dos navios que atracavam ali perto para dentro de uma carretinha que por sua vez os levava até algum dos campos de obras menores, ela impressionava os outros que ali trabalhavam devivo a sua alta força física.

Algum tempo depois ela já ajudava o pessoal a fazer as estruturas metálicas das casas, a sua dobra de metal facilitava muito o processo e como trabalhava ao lado de muitos dobradores de fogo ela aproveitou para aprender uma coisa ou outra sobre a dobra em questão.

— Ei Krist, como você aprendeu a dobrar fogo? — Kyo perguntou para uma mulher no mínimo dez anos mais velha que ela, a mulher trajava roupas comuns assim como todos ali e usava a própria mão esquerda como maçarico para cortar algumas chapas de ferro.

— Ah, acho que foi como respirar, algo muito natural. — Ela disse sorrindo. — Acho que você deve confiar nos seus instintos e se imaginar dobrando o fogo e tudo acontecerá.

— Bobeira! — O velho senhor Unok disse enquanto se aproximava das duas com um saco de cimento nas costas.

— E como você aprendeu velhote? — Krist dava risada ou ver a cara que ele fazia.

— O controle sobre a dobra do fogo está nos pulmões, imagine os seus pulmões como se fossem válvulas que controlam a liberação do fogo. — Ela abria mão livre e uma pequena chama apareceu na palma. — Quanto mais você liberar, mais forte será. — A chama foi aumentando gradativamente até tomar a mão por completo e apagar logo em seguida.

Kyo tentou fazer o mesmo, mas nada conteceu. — É mais difícil do que parece. — Ela disse um pouco chateada.

— Tem um exercício bem básico que é assim, imagine que você é um dragão e tente expelir chamas pelo nariz.

Krist abandonou o seu trabalho por alguns intantes e voltou-se para Kyo.

— Assim Kyo!

Ela inalou bastante e ar e ao libera-lo pelas nariza duas labaredas de fogo saíram das mesmas esvaecendo rapidamente. Kyo tentou por fazer o mesmo e calmamente ela inalou um pouco de ar, com os olhos fechados ela se imaginou como um grande dragão cor de vinho com lindas escamas brilhantes e crinas dourasas parado sobre uma montanha esbelto e poderoso, ela então soltou gentilmente o ar pelo nariz e pode sentir um ar quente tocar a sua pele e ao abrir os olhos uma surpresa, ela havia expelido um pouco de vapor e fumaça preta das narinas em dois jatos fortes, Kyo e os outros cairam em gargalhadas logo em seguida

— Mais um pouco de treino e você se tornará uma dobradora nata Kyo! — Krist disse sorrindo.

Kyo estava contente por ver que o seu progresso estava caminho de forma rápida, ela tentava praticar enquanto ajudava no serviço unindo o útil ao agradável, começou por aquecer a água com pequenas chamas em seus dedos e depois de algumas horas já estava cortando chapas de aço junto de Krist.

— Nossa, você evoluiu muito rápido! — Krist estava espantada vendo a forma natural como Kyo agia com a dobra de fogo.

— Eu sinto como se a dobra já estivesse dentro de mim só que adormecida, acho que isso facilita muito. — Kyo limpava o suor de sua testa.

— Vamos encerrar por hoje pessoal, bom trabalho! — Disse Unok soltando um longo suspiro em seguida.

Todos pararam os trabalhos e aplaudiram o belo dia de trabalho duro.

— Não se esqueçam pessoal, hoje a noite vai ter uma janta especial no Grande Salão! — Gritou Krist.

Kyo caminhou junto de Krist enquanto voltava ao palácio onde tinha combinado de se encontrar com o grupo, encontrou Jae no caminho comprando guloseimas em uma lojinha em uma rua pouco movimentada.

— Ei.

— Ah, Kyo, quer? — Ela ofereceu algumas jujubas para Kyo.

— Ah não, obrigada, acho que vou tomar um banho e descansar um pouco. — Kyo colocava a mão na nuca dando um longo suspiro de cansaço.

— Vem comigo!

Jae a pegou pelas mãos e a arrastou pelas ruas da cidade enquanto as duas caminhavam, elas pararam em uma botique no caminho para pegar Yukia que estava a admirar os perfumes e colônias dali e as três partiram para as fontes termais, um belo spa que ficava nos limites da cidade no meio de uma densa floresta, era como uma casa de madeira muito bem cuidada onde as moças e os rapazes iam para relaxar nas águas quentes naturais, as três rapidamente pagaram a entrada e adentraram o local que possuía uma ante-sala como uma espécie de vestiário onde o cliente guardava os seus pertences, suas roupas e tomava uma ducha antes de entrar na piscina natural de água quente. Kyo e Jae estavam se despindo por completo, jae não tinha nada além de suas roupas como camisa e calças, Kyo tirava a bandagem que envolvia seus seios, Yukia tirou as suas roupas ficando apenas com as roupas intímas.

— hm... É... Precisa ficar nua? — Yukia estava completamente corada de vergonha.

— Não precisa se quiser. — Disse Kyo gentilmente.

Jae e Kyo sorriram enquanto elas abriam a porta para poderem ir para a piscina, ambas entraram e logo se colocaram em uma posição de conforto escorando as costas nas laterais da piscina, Yukia veio logo depois tampando os seios com os braços completamente nua, Kyo nunca tinha parado para reparar no corpo dela, um pouco mais velha Yukia tinha um corpo bonito com seios fartos e coxas grossas. Ao perceber que Kyo estava encarando ela ficou vermelha instantaneamente e entrou rápido na piscina escondendo o seu corpo, Kyo corou um pouco ao perceber que estava encarando.

As três passaram bons minutos relaxando e conversando sobre diversas coisas, Kyo por vezes cochilava deixando Yukia e Jae conversando sozinhas e por mais que Yukia insistia em deixar Kyo dormir Jae quase sempre jogava água no rosto dela para acorda-la e retomar o assunto.

— Nossa, já são dezoito horas! Preciso ir resolver os acabamentos com os engenheios lá no navio, nos vemos no grande salão? — Disse Jae enquanto saia da piscina, Yukia corou assim que a havia nua por completo.

— Tá bem. — Kyo apenas concordou a viu sair e fechar a porta atrás dela.

Elas ficaram ali em silencio por poucos minutos, Kyo relaxava o corpo enquanto Yukia molhava gentilmente o rosto na água quente.

— Como foi o seu dia Kyo? — Yukia perguntou gentilmente.

— Foi tranquilo, o povo daqui é muito acolhedor então o trabalho acaba se tornando um hobby apenas. — Kyo sorriu gentilmente.

— É verdade, essas pessoas não se abalam por nada, parece você. — Ela corou.

— Você acha?

— Sim, você semrpe tenta parecer durona nos momentos difíceis, acho isso muito romântico da sua parte. — Ela corou mais.

— Eu nunca tinha pensado nisso... — Kyo parecia pensativa. — Ei Yukia, como era a sua vida antes de tudo isso? Quero dizer, como uma dobradora de água foi parar no reino da terra?

— A minha família migrou para a Nação da Terra quando a minha mãe estava gravida de mim, meu pai era um fazendeiro, nossa família era muito humilde e conseguíamos apenas o suficiente para sobreviver com a nossa lavoura de arroz, nós nunca passamos fome pois tudo que precisávamos nós tirávamos da terra, mas o meu pai tinha muitos problemas com máfias e gangues que nos extorquiam até o ultimo centavo e quando o meu pai não pode mais pagar uma gangue de dobradores me levaram como pagamento, mesmo que meu pai tentasse intervir eles poderiam acabar matando-o ou a minha mãe, então eu escolhi por ir com eles de boa vontade, eles acabaram me vendendo ao Rei como escrava para trabalhar nas minas, porém ao chegar na prisão eu fiquei trabalhando na enfermagem cuidando dos lutadores até que você nos salvou.

Yukia parecia um pouco triste, mas logo abriu um sorriso olhando para Kyo que estava completamente sem palavras.

— Você recebeu noticias da sua família? — Disse Kyo.

— Não, só depois que Max chegou na prisão, ele me disse que meu pais continuavam por esperar a minha volta e esse foi o motivo pelo qual ele deixou ser preso, burrice se você perguntar a mim.

— Não posso julga-lo por querer ajudar a irmã.

Kyo se levantou e foi até Yukia se sentando ao lado dela e pegando as suas mãos, Yukia corou um pouco.

— Mas eu juro que assim que possível vamos retornar para a casa de seus pais.

Kyo sorriu enquanto olhava Yukia fundo nos olhos, a mesma tinha um lindo sorriso no rosto e os olhos lacrimejando.

— Obrigada...

— Vamos, precisamos nos arrumar para o jantar. — Disse Kyo enquanto ose levantava saindo da piscina termal.

As duas voltaram para o palácio rapidamente, aproveitaram para pegar carona com um soldado que voltava para o palácio em um caminhão cheio de provisões. Ao entrar um serviçal aguardava Kyo na porta.

— Senhorita Kyo há um visitante que aguarda pela senhora.

Kyo olhou para Yukia estranhando. — Pra mim?

— Sim senhora, se puder vir comigo por favor.

Kyo se despediu brevemente de Yukia e caminhou junto do serviçal que a levou até uma sala de espera onde havia vários sofás e poltronas para descanso e ralaxamente, em um desses sofás uma senhora de cabelos grisalhos estava sentada com as penas cruzadas, ela trajava roupas comuns brancas com detalhes num tom vermelho fogo.

— Senhora Miffa, senhorita Kyo chegou. — Disse o serviçal que saiu da sala logo em seguida.

A velha mulher levantou com um brilho nos olhous e deu um forte abraço em Kyo que correspondeu gentilmente, ela ficou por encarar o corpo de Kyo por alguns segundos.

— Vai servir certinho. — Ela disse.

— Como...? — Kyo estava confusa.

— Me chamo Miffa Reckon, você não vai encontrar alfaiate melhor do que eu na Nação do Fogo.

— Nossa, que honra. — Kyo sorriu enquanto pensava “Quanta confiança”.

— Você salvou a minha filha e o meu neto durante o ataque e como agradecimento eu fiz uma roupa especial para você.

Ela pegou uma caixa que estava sobre o sofá e entregou para Kyo, a mesma abriu a caixa e envolto em papel de ceda estava uma espécia e vestimenta militar no estilo da nação do fogo com cores fortes em vermelho e dourado, possuía placas de liga leve nas ombritas pontiaguras em duas camadas por baixo do tecido, um colete que se assemelhava às roupas utilizados por lutadores de  kung fu com duas faixas verticais, uma atrás e outra na frente, que se sobrepunham sobre a calça e o vestido inferiores, o mesmo possuía bordas ornamentadas em dourado, por baixo dele um vestido curto preto de mangas longas, na cintura uma faixa amarela que fazia com que o vestido parecesse uma saia, por baixo do vestido uma calça justa ao corpo preta, nos braços havia proteções para os antebraços, cotovelos, as costas do punho e havia também joelheiras, tudo em placas de liga leve, para fechar o conjunto havia um par de botas de salto médio e cano alto que funcionavam como uma fusão de caneleiras e sapatos, formando conjunto com as joelheiras, as botas eram toda em couro duro muito resistente, havia apenasmetal na parte dos calcanhares e ponta dos dedos, uma fina linha vertical de metal cruzava o centro da canela para dar mais resistência.

— Nossa, estou honrada.... Muito obrigada mesmo. — Kyo estava sem palavras, era a roupa mais bonita que ela já havia visto

— É uma ótima roupa para batalha, assim como uma ótima roupa para o dia a dia também, use-a sem cuidados.

Kyo deu outro forte abraço na senhora antes de se despedir da mesma e subir para o seu quarto para se arrumar, estava um pouco atrasada então teve que correr com o banho e por não usar maquiagem ela pode salvar alguns minutinhos preciosos. Após alguns minutos Kyo ouviu quatro batidas fortes em sua porta.

— Está aberta! — Ela disse.

A porta se abriu e Jae entrou no quarto, ela trajava um vestido amarelo claro que remetia à nação do ar, era muito bonito e combinava bem com o porte físico da mesma, seus olhos brilhavam com a maquiagem em seu rosto, era muito natural e ainda sim feminina.

— Kyo?

Kyo olhou pelo espelho à sua frente e ficou admirada com a beleza de Jae, o cabelo dela estava amarrado em uma trança jogada sobre os ombros e seios, Jae também ficou maravilhada com o quanto Kyo estava bonita em sua nova vestimenta.

— Minha nossa senhora! Que linda! — Ela disse colocando a mão sobre o rosto.

— Você também.... — Kyo estava um pouco sem jeito. — Ganhei esse traje da mãe da mulher que salvamos no outro dia.

Kyo terminou de se arrumar e se virou para encara Jae, a mesma não conseguia tirar os olhos de Kyo enquanto ela caminhava lentamente em sua direção.

— Já achou o que você está procurando...? — Kyo disse carinhosamente.

— Você está muito linda mesmo...

— Ah.... Obrigada. — Kyo sorriu corada.

— Você tem um lindo sorriso sabia? — Jae sorriu.

— Ah.... É melhor irmos ou vamos nos atrasar. — Kyo tomou a frente.

— Certo.

As duas caminharam até um os portões onde um taxi esperava pelas duas, Yukia e Max já estavam dentro a espera das duas, Yukia trajava um lindo vestido curto azul claro com uma grande fita branca que prendia o seu cabelo em um bonito coque, Max trajava um smoking mais formal.

O festival era uma espécie de comemoração com varias danças da cultura local, comidas e brincadeiras. Kyo e o grupo se divertiam bastante enquanto socializavam com o povo, era incrível como todos os cidadões eram tratados como iguais sem nenhuma diferença de classo ou qualquer coisa do tipo. Max conversava com os soldados que estavam ali de folga, ele era muito inteligente e buscava expandir os seus horizontes de estratégias que poderiam ser muito úteis no futuro, Yukia e Kyo conversavam com diversas pessoas que lhes contavam histórias e lendas sobre incríveis aventuras e espíritos, Jae conversava com o governador e com os engenheiros sobre diversos assuntos e politica.

Um bom tempo já havia se passado quando um dos responsáveis pela festa anunciou que era hora de apresentar à dança do Cometa de Sozin, várias dançarinas trajando roupas a caráter tomaram o palco principal e ao seu centro Natsumi, a filha do covernador, também trajando roupas cerimoniais.

— Queria convidar a nossa hóspede de honra, Avatar Kyo, por favor nos dê o prazer de uma dança. — Disse Natsumi enquanto todos faziam silêncio no Grande Salão.

Kyo corou no mesmo instante dizendo baixinho para Natsumi que não sabia dançar, mas a mesma continuava a chama-la com as mãos enquanto todos aplaudiam.

— Vai lá Kyo. — Yukia deu um empurrão.

Kyo se levantou e foi caminhando até o palco enquanto era aplaudida por todos, Natsumi a abraçou forte e foi caminhando com ela até o seu local que ficava atrás das dançarinas.

— É bem simples Kyo, por enquanto você só nos copia e no final quando eu der o sinal você apenas faz algumas acrobacias, esse momento é livre para você então faça o que quiser, ok? — Natsumi sussurrou para ela carinhosamente.

— Tá certo.

Todos se posicionaram e então as luzes do salão diminuíram gradualmente até quase apagarem, duas tochas iluminavam as extremidades do palcos, as dançarinas formavam uma linha de 5 pessoas e atrás delas Kyo copiava os seus movimentos com habilidade, eram movimentos que remetiam à dobra de fogo e por vezes as dançarinas o fazia mas Kyo não conseguia acompanhar as dobras e escolheu por apenas realizar os movimentos cerimoniais, era movimentos sutis de pés e mãos em harmonia e sincronia e conforme a dança foi se desenvolvendo Natsumi se ajoelhou mais à frente no palco com uma cambalhota e fez um sinal com a mão para que Kyo assumisse, Natsumi expeliu uma grande labareda de fogo pela boca para cima e Kyo pulou por ela com uma cambalhota no ar ficando à frente de todos no palco, a plateia aplaudia forte vendo as habilidades acrobáticas e flexibilidade de Kyo enquanto ela realizava alguns movimentos que se assemelhavam ao Yoga, incorporando um pouco de dobra de terra em seus movimentos, com duas puxadas rápidas de braços ela fez dois pedaços pontiagudos de rocha emergiras dos seus lados, com um pé apoiado sobre uma das rochas ela deus vários socos no ar acima dela expelindo pequenos jatos de fogo dos punhos, rapidamente ela apoiou o outro pé sobre a rocha restante enquanto inalava ar abriu os braços e, com maestria, expeliu duas grandes labaredas pelas narinas sequidas de dois curtos jatos de fumaça, assim como um dragão.

Todos a aplaudiam de pé enquanto ela sorria agradecendo, ela curvou-se perante a plateia, virou e curvou perante as dançarinas também, dando um abraço coletivo nelas logo em seguida. Todos a cumprimentaram em seguida e elogiaram a sua dobra de fogo que apesar de simples já dava indícios de ser promissora, a festa seguiu e agora uma musica com tambores coava no palco e as pessoas aproveiravam para dançar.

— Dança comigo...? — Yukia perguntou meio sem jeito.

— Claro. — Kyo respondeu carinhosamente.

As duas foram para a pista de dança onde timidamente começaram a dançar juntas no ritmo da musica, era um som um pouco mais lento então elas dançavam do seu próprio jeito abraçadas uma na outra, outras pessoas dançavam em volta delas o que dificultava outro tipo de dança, Yukia olhava fundos nos olhos de Kyo que por sua vez respondia com um sorriso e assim elas conversavam por olhares. Jae estava na mesa de banquete pegando uma bebida para afogar as mágoas pois em sua mente era óbvio o que rolava entre as duas. Em outro canto da sala Max beijava um jovem soldado de cabelos loiros com a qual ele passou o dia inteiro conversando sobre tudo menos flerte.

Natsumi aproximou-se de de Yukia e Kyo interrompendo a dança das duas.

— Com licença, posso roubar a Kyo de você um pouco? — Ela sorriu gentilmente.

— A vontade. — Yukia sorriu da mesma maneira deixando as duas a sós.

Kyo e Natsumi dançavam lentamente coladas uma na outra, elas conversavam sobre assuntos diversos e até davam uma risada ou outra entre as palavras, Natsumi até se permitia um flerte ou outro com Kyo que aceitava sem problemas lentamente envolvendo-a em seus braços.

— Quer ir para outro lugar? — Natsumi sussurrou.

Kyo sorriu meio sem jeito pensando no que dizer.

— Eu fico lisonjeada, de verdade, se fosse em outras circunstâncias eu até aceitaria, mas hoje a gente só vem até aqui. — Kyo parou de dançar e beijou as costas da mão dela.

— Um outro dia então. — Natsumi sorriu e deu um leve beijo na bochecha de Kyo e saiu em seguida.

No final do festival todos acompanharam o grupo até o local onde seu navio estava atracado, não era nem cem metros de distânia, o navil estava com a ponte de acesso abaixada e o grupo estava pronto para zarpar, o governador se aproximou de Kyo e apertou a sua mão enquanto posava para uma foto.

— Kyo, sinta-se livre para voltar sempre que quiser. — Disse ele.

Todos a aplaudiam e a ovacionavam e Kyo retribuía com sorrisos e reverencias.

— Acho que não consigo colocar em palavras o qual gentis vocês foram comigo e meus amigos, quer oque saibam que sempre estaremos disponíveis para cuidar e ajudar de nossos aliados e amigos, continuem sendo esse povo alegre e positivo que vocês são, o mundo precisa disso.

Kyo disse poucas palavras, mas que resumiam tudo o que ela sentia e antes de zarpar ela se posicionou na rampa de acesso e com movimentos de braços ela fez uma larga coluna de rocha emergir alguns metros à sua frente e com outro movimento de mãos ela deu um soco na direção da coluna de rocha e ela quebrou em pequenos pedaços e o que restou ali em pé era a figura de uma mulher e um homem apertando mãos como se estivessem sido esculpidos na rocha.

— Que esse monumento simbolize a união de dois povos para toda a eternidade, obrigado amigos.

Todos aplaudiram e a ovacionaram enquanto ela voltava para o navio para enfim zarpar em direção ao sul.


Notas Finais


Não se esqueçam de comentar ai embaixo o que acharam do capitulo e o que esperam do próximo! Vamos conversar um pouco XD


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