História Aventuras de X-23 - Capítulo 26


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Categorias X-Men
Personagens James "Logan" Howlett (Wolverine), Jubilation Lee (Jubileu), Laura Howlett (X-23), Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Rémy LeBeau (Gambit)
Tags Daken, Gambit, Romance, X23
Exibições 7
Palavras 2.352
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Ecchi, Fantasia, Ficção Científica, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Policial, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Gente estou atrasada, mil desculpas!
A boa noticia é que eu estou deixando alguns capítulos prontos, então este é o último atraso (oremos), a má noticia é que eu ja estou contabilizando quantos capítulos faltam para a nossa aventura acabar.
Mil beijos para Thayier <3, para a perfectlive "A primeira", e para as meninas que estão chegando agora brendhaferreirs, helocaroline. Os comentários e o incentivo de vocês é muito importante.

Boa leitura amores.

Capítulo 26 - Esmeralda é a cor do Sucesso


 

 

 

 

 

PoV de LAURA

 

O quarto já estava um sauna quando eu acordei, o suor escorrendo pela minha pele, tateei o colchão procurando um corpo masculino e so encontrando o vazio. Me virei rolando para onde havia tateado, Gambit me olhava da outra cama. Nos encaramos, queria sentir alguma coisa por ter discutido com ele ontem à noite, mas eu não posso. Eu me sinto vazia...e talvez esteja.

Seu queixo estava fechado com força, eu quase podia ouvir o dentes rangendo, o ronco de Pietro quebrava o silêncio do quarto. Gambit jogou as pernas para fora da própria cama de forma fluída, seu joelho tocando o chão e outro flexionado como apoio.

-Não dormi direito, petit.

-Eu também não dormi de direito.

Ele ergueu as sobrancelhas surpreso e seus olhos brilharam divertidos.

-Sempre posso contar com você para dizer exatamente a verdade, oui?

Assenti para ele, meu coração batendo um pouco mais rápido. Ele encostou a testa na minha delicadamente.

-Detesto brigar com você, chérie.

Acenei com a cabeça minimamente, seu cheiro me cobrindo e uma mecha macia do seu cabelo tocando pele do meu rosto.

- Chérie, você não tem nada de vazia.

Recuei da sua mão a centímetros do meu rosto, me afastando dele, a mecha que tocaram a minha testa agora descansando contra o seu rosto. Ele me olhava meio perdido, sua boca entreaberta.

-Eu sou vazia, Gambit.

Suas sobrancelhas se uniram e ele estreitou os olhos para mim.

-Você está simplesmente sendo tão teimosa quanto Logan, petit.

Fiquei para lhe olhando fixamente, esperando que ele notasse a obviedade do que dissera. Gambit so revirou os olhos e se levantou marchando para o banheiro. Pietro estava com a cabeça apoiada na mão e o cotovelo contra o colchão nos assistindo, já fazia um tempo que sua respiração mudara e o ronco parará.

- É como se eu tivesse minha própria novela mexicana!

O ignorei, o telefone do Gambit tocou dentro do banheiro enquanto ele tomava banho. Vasculhei por suco na geladeira vagabunda do motel. Pietro apareceu do meu lado a cabeça inclinada tentando olhar junto da geladeira.

-Receio dizer que o suco de laranja horrível que vocês compraram acabou, na verdade parece que a merenda vai ser água com... água?

Fechei a geladeira quase com o seu nariz dentro, ele se afastou apalpando o próprio nariz como se certificasse que estava inteiro. Comecei a lavar os poucos copos sujos.

-Compre café e suco.

Pietro estufou o peito e apontou para si com o dedão.

-Eu não sou o ifood!

O olhei entediada.

-Se achar caldo, traga molho de pimenta.

Ele bateu continência sarcástico antes de sumir numa lufada de ar, ao mesmo tempo que Gamit saia do banheiro com uma toalha enrolada na cintura e a outra sendo usada para secar o cabelo.

- Où est Pietro?

Sua voz estava tensa e o sotaque arrastado.

-Foi atrás de comida.

Ele jogou a minha toalha que estava na cabeça sobre a cama, passando os dedos entre os cabelos os puxando para trás.

-Vão abrir um cassino hoje, grande o suficiente para Daken ter aprovado.

-Ele deve aparecer lá.

-Oui.

Paramos um na frente do outro. Gambit com a toalha enrolada na cintura e de braços cruzados na frente do peito.

-Você precisa ir sozinho, é mais fácil que Daken reconheça o meu cheiro do que o seu....

Ele concordou com a cabeça ainda pensativo.

-.... Mas seria mais seguro irmos nós três a noite, multidão distrairia o olfato dele.

Gambit negou com a mão distraído.

-Não se preocupe, vou a tarde para investigar e pegar roupas para todos nós, Tyger me dará cobertura. A noite nós iremos juntos a cassino.

O ar distraído sumindo um pouco quando ele se virou e tocou meu ombro.

-Você vai ficar bem aqui chérie?

-Claro que vou Gambit.

A tensão se acumulou nos meus ombros, Gambit continuou sacudindo os cabelos molhados jogando algumas gotas de água no ar, ele pegou a garrafa de água que estava do meu lado, seu rosto ainda pensativo.

-Então você vai com Tyger como apoio?

Sua mão com o copo parou a meio caminho da sua boca, ele me olhou, as sobrancelhas arqueadas surpresas. Gambit baixou o a mão apoiando o copo no balcão e deu mais um passo se aproximando de mim. A mão que havia segurado o copo tocando devagar o meu queixo, seus dedos gelados.

-Seria mais seguro se eu fosse.

Falei ignorando o toque frio dos seus dedos na minha pele quente, o canto da sua boca puxando para cima a medida que minha pele se arrepiava com o seu toque.

-Sei como me cuidar, chérie.

Dei de ombros e desviei os olhos, meu coração batendo acelerado enquanto eu encarava os meus pés.

-Ainda estamos brigados, petit?

Levantei a cabeça surpresa, “Estávamos brigados?”, Seu rosto sério concentrado em mim, esperando pacientemente que eu respondesse. Voltei a encarar os meus pés, Gambit acreditava em algo melhor em mim, quanto tempo levaria para ele se afastar quando percebesse que estava errado, até Wolverine eventualmente precisa se afastar de mim, quais as chances de Gambit ficar?

- Um diamante roubado por seus pensamentos, Petit?

O encarei, seu sorriso voltando e uma delicadeza tomando o seu rosto. Os dedos no meu queixo trilhando um caminho de brasas até a minha orelha, sua outra mão acariciando a minha nuca, seu rosto se inclinando para mim, seu nariz tocando a maçã do meu rosto, meu nariz...

-Laura...

 Sua voz rouca e o acento cajun forte...A porta do quarto sendo aberta e batendo contra a parede.

-EEEEPA! Saia de perto da donzela em perigo, seu safado de toalha!

Pietro continuou fazendo um alarde em quanto jogava o café da manhã sobre a cama. Gambit me puxou num abraço o ignorando e beijou a minha testa, demorando um pouco inspirando o cheiro do meu cabelo e falando para Pietro.

-Mon Dieu! Parece uma sirene! Cale a boca, Ligeirinho!

-Cara! Você não sabe o profundo poço de merda que você está quando eu contar ao Velho Caolho, que você está de toalha fazendo essa feitiçaria pélvica com a filha dele!

-Oui, oui, oui, quanto drama.

Gambit me lançou um sorriso com olhos brilhando vermelhos, antes de passar com pernadas longas para o banheiro colocar roupas.

 

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PoV de Laura

 

 

 

  -Me explique de novo porque eu estou aqui.

Soprei o cabelo fora do rosto, vendo os dois guardas conversarem, ambos com blusas cinzas e calça jeans.

-Suas habilidades tem uma eficiência de 84,2% se precisarmos de uma fuga rápido.

Pietro fez um "Uau" com a boca sem som, depois me olhou indignado.

-Ei! Como assim 84 vírgula alguma coisa!?

Lhe lancei um olhar de lado.

-Indisciplinado, não responde cadeia de comando, questiona figuras de autoridade.

Ele bateu com um dedo no queixo pensando.

-É isso soa familiar.

Bufei, o manto e o capuz mantendo o ar abafado. Ele grunhiu outra vez.

-Mas precisávamos mesmo ficarmos debaixo de um caminhão?

-Sshhii.

Seu cotovelo raspou no cascalho, seu traje verde e prateado.

-Então estamos... Hummm... Espionando o nosso contato.

-Sim.

Um movimento ao meu lado, mais grunhidos e xingamentos.

-Por que exatamente estamos Espionando o nosso contato?

Mais guardas se aproximaram do prédio, cumprimentaram os que já estavam lá trocando de turno.

-Porque eu não confio nela. Há algo errado em Tyger. Assim que descemos em Madripoor, Remy tentou entrar em contato dela, no entanto ela so achou Gambit por “acidente” e justamente no dia que eu embosquei Daken.

Esperei os argumentos, os motivos que precisamos dar uma chance as pessoas. Pietro continuou calado. Ele continuou se mexendo inquieto, nós dois deitados debaixo do caminhão vigiando o escritório.

-Entendo o garoto do Wolverine.

Fiquei tensa enquanto ele falava.

-Ele foi criado por um louco, nê? Bem e não deve ser fácil ficar á sombra de Wolverine, e sejamos francos, para um cara pequeno, Wolverine lança uma sombra enorme.

Observei inquieta enquanto os guardas que terminaram o turno se afastavam.

-Não importa.

-Sério? Você parecia bem ansiosa para conhece-lo.

Fechei o semblante virando o rosto para ele.

-Oooook. Não falo mais.

Assenti e me virei para a entrada do escritório de novo, mesmo com minhas blusa de manga e manto as pedras ainda machucavam meus antebraços que eu usava para me apoiar.

-Humm, você vai ficar com raiva se eu disser, que essa desconfiança pode ser porque Ela é ex-amante de Gambit?

Grunhi entre os dentes irritada. Que havíamos passado o dia desde que Gambit saíra para investigar o cassino, vigiando o escritório de Tyger e que não tivéssemos visto nada suspeito, já era frustrante. Que o calor de Madripoor, sob todo esse manto e debaixo do caminhão era um teste de resistência.

-Eu trabalhei para o meu pai antes de saber que ele era o meu pai...

Mantive um olho em Pietro enquanto ele falava.

-Quer dizer, eu trabalhei com o cara e estava tudo bem, quer dizer talvez não tudo bem, mas aceitável, com a forma que ele liderava a Irmandade. E de repente quando eu descobri, eu não conseguia para de pensar que não estava Ok. Acho que todos temos medo de nos tornarmos nossos pais, mas quando o seu pai é o Magneto...

Ele soava um pouco amargo, um sorriso irônico no rosto.

-...Quando o seu pai é o Magneto, você realmente não quer ser igual ele.

Ficamos em silêncio. Pelo que Wolverine havia me contado, Daken tentara matar ele inúmeras vezes, e inúmeras vezes ele próprio deixou Wolverine escapar. Quão diferente de Logan, Daken estava tentado ir. Um homem de terno cinza se aproximou do prédio passando pelos guardas sem nenhum problema como se já fosse uma frequentador. Pensei mais um pouco antes de falar, Pietro ainda silencioso.

- O que faz um família, Pietro? Wolverine e eu temos o mesmo DNA, além dele ter me adotado, Daken e eu... temos o mesmo sangue... isso deveria significar alguma coisa? Sei que racionalmente isso não representa nada, que eu não tenho parentesco com ninguém, mas não consigo deixar de me sentir estranha por Daken e eu termos o mesmo sangue.

Pietro deu de ombros enquanto observamos o homem de terno entrar no prédio e sumir.

-Eu faria qualquer coisa pela minha irmã. As vezes sangue significa tudo.

Me aproximei da meio fio da calçada e puxei o capuz para trás inalando o cheiro do homem de terno e guardando na memória. Algo com Canela, formol e eucalipto. Acenei para Pietro que podíamos ir, quando o meu telefone vibrou, Pietro alcançou no meu bolso antes que ele começasse a tocar atraindo a atenção dos guardas.

-Ei man, você já chegou? Ora, porque eu atendi o telefone de Laura?   

Ele soltou uma risada descontraída como se estivesse prestes a contar uma piada.

-Você está muito estressado homem, ora ela está com as mãos ocupadas. Por que mais eu atenderia o telefone dela? Olha eu vou dizer para minha irmã que anda xingando a minha mãe. Cara, já estamos chegando aí, tchau, beijo e te amo também.

Pietro desligou enquanto ainda havia barulho vindo do telefone e o jogou para mim, o visor mostrando a chamada de Gambit encerrada.

-Nem me olhe assim, você não consegue mentir na sua vida pessoal nem se a sua vida dependesse disso. Oh grande Assassina profissional.

Escolhi não questionar, quando alguém fala uma verdade não tem se porque argumentar. Nos arrastamos para fora do caminhão, se escondendo nas sombras dos prédios, a noite ainda quente, Pietro me levantou nos braços tornando o mundo um borrão, chegamos na frente do motel em questão de segundos. Me apoiei com as mãos nos joelhos recuperando o folego.

Gambit me olhava carrancudo apoiado no umbral da porta num terno preto de corte italiano e com uma gravata rosa, a cabelo penteado para trás e comportado. Tyger estava do seu lado num vestido vermelho longo com um decote profundo e ponta dos saltos altos aparecendo.

-Os dois para o banho agora.

Ela falou batendo o pé no chão. Pietro soltou um assobio do meu lado.

-Vamos ganhar roupas bacanas também?

Tyger enrugou um pouco o nariz, o rosto cuidadosamente maquiado. Passei por ela, seu perfume caro me fazendo querer espirrar. Jasmim, canela  e patchuli. Me enfiei no banheiro enquanto Pietro contava uma história fictícia do nosso dia, Alguém bateu na porta do banheiro , abri enrolada na toalha. Gambit estava  na frente com uma roupa dentro de um saco para não amassar, com um sorriso malicioso.

-Não.

Falei antes que ele dissesse qualquer coisa.

-Ora chérie me dé algum crédito.

Balancei a cabeça de forma enfática.

-Não.

-Prometo não é nada extravagante.

Puxei o saco da mão dele e bati à porta na sua cara, irritada pendurei o vestido no gancho do banheiro, puxei a tampa do vaso e me sentei. Limpei minha mente, atuar foi uma parte do meu treinamento, ser capaz de assumir uma personalidade era uma das habilidades mais importantes do meu arsenal, a qual eu não havia usado vazia muito tempo. Eu poderia não conseguir mentir como Pietro havia dito, porém se eu for outra pessoa... Esvaziei minha mente, preenchendo todos os espaços com a imagem de uma acompanhante jovem, excitada pelo dinheiro e pelo cassino, levantei o espelho de mão enquanto concertava meu rosto para que ele se parecesse com a imagem mental.

Quando terminei de corrigir minhas sobrancelhas com uma pinça e me maquiar, coloquei a calcinha, sutiã e meia calça que estavam na sacola e um salto alto. Me olhei no espelho grande me assustando um pouco com o reflexo, eu parecia uma propaganda de renda preta, o sutiã de renda delicado forrado com cetim e a calcinha com ligas amarrando a meia calça preta. Balancei a cabeça, imaginando Gambit comprando esse conjunto, ao menos tenho que dar o crédito por ele ter acertado o meu tamanho. Coloquei o vestido pela cabeça, ele era curto o suficiente para mostrar o meio das minhas coxa, a saia de bailarina, com uma camada preta sobre verde e o corpete esmeralda do vestido. "Elegante até o triste fim" ele vai dizer quando eu passar pela porta.

 

Parece que vai ser uma longa noite...     


Notas Finais


Galera, sorry pelo atraso, tive que entregar alguns trabalhos da faculdade e surtei. Mas agora sou toda de vocês.


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