História Awake! - Capítulo 2


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha, Tsunade Senju
Tags Itasasu, Sasusaku
Exibições 67
Palavras 1.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo I


Não era o tipo de pessoa propensa à frases prontas – geralmente as evitava por não afeiçoar-se à cópias – mas no caos em que sua mente – e aparentemente todo o seu mundo, o que o mantinha vivo e respirando – mergulhara, e afogava-se, não havia muito que seu cérebro de “gênio” – como costumavam chama-lo – pudesse fazer por conta própria.

E quem poderia julga-lo se dissesse que dentre todos os ruins, o dia anterior fora um dos piores de sua vida, e que aquele novo – embora não tão terrível por já saber de alguma coisa – não estava sendo muito melhor?

Acreditava que ninguém.

Em seus trinta e três anos de vida podia afirmar com convicção que já passara por mais coisas do que a maioria das pessoas poderia passar e ainda continuar de pé, mas enquanto permanecia imóvel encostado naquela parede fria com a forte luz fluorescente ferindo-lhe os olhos, observando Hinata checar os sinais vitais de sua amada sobrinha adormecida numa cama de hospital na ala pediátrica, sabendo que a mãe desta estava morta e o pai em coma, arriscava dizer que jamais experimentara uma sensação pior.

Podia afirmar que havia muito tempo que não sentia algo com tanta intensidade. Há muito tempo, não experimentava uma preocupação tão lancinante que o fizesse perder o ar e ouvir o sangue pulsando acelerado em seus ouvidos, como acontecer no dia anterior.

Há muito tempo, não se permitia pensar tanto no irmão.

Mas aquele telefonema que recebera de Tsunade, a médica da família, e que interrompeu seu almoço, mudara tudo. Ele já não podia controlar muita coisa fosse ela externa ou interna. E normalmente, era bom em manter-se sob controle – aprendera a ser. Porém, muita coisa que era típica de sua personalidade, perdera-se no instante em que chegara ao hospital, apavorado e ansioso por saber o que havia acontecido. E, à medida que as palavras eram proferidas pelos lábios de Tsunade, seu mundo ia girando em um ângulo estranho, que tinha certeza de estar errado, enquanto sua habitual calma e tranquilidade eram substituídas pela inquietação, nervosismo e medo do que poderia acontecer dali em diante.

Haviam pouquíssimas coisas capazes de tirar Uchiha Itachi dos eixos – ele geralmente poderia ser descrito como uma pessoa inteligente, observadora e comedida.

Mas no topo dessa pequena lista, estava Sasuke.

Sasuke, que sofrera um acidente no começo da manhã do dia anterior, com esposa e filha. Sasuke, que dera entrada com as outras duas, pontualmente às 12h48min no hospital. Sasuke, que às 16h27min daquele mesmo dia –tão desagradável quanto o anterior –, Itachi soubera estar em coma.

E mais do que pensar na possibilidade incabível de perder seu irmão para sempre, perdê-lo uma vez mais porém de forma definitiva – o que o fazia querer arrancar do peito seu coração, tamanha a dor que lhe açoitava só com aquela perspectiva terrível –, tinha de pensar no que ou como diria a Sarada, sobre Sakura.

Itachi não gostava da rosada em vida, e isso não mudaria mesmo estando ela morta. Mas não podia negar que talvez fosse melhor que a mulher, a esposa de seu irmão, houvesse sobrevivido. Não melhor para ele, mas para sua sobrinha.

Anos antes, Sakura arruinara sua vida. Anos antes, ela pusera em um caos não tão agoniante mas ainda assim doloroso, sua existência.

Era uma piada de mau gosto que a vida pudesse mudar tão repentinamente, pegando-os quase sempre desprevenidos. Ele ainda se lembrava como se houvesse acabado de acontecer, do dia em que Sakura batera à porta de seu irmão – ele havia ficado no apartamento do caçula, aquele dia –, afirmando estar grávida. Sasuke é claro, duvidara mas ela mostrara os exames. Onze semanas – pouco mais de dois meses, o tempo exato que haviam terminado. Ainda assim seu irmão pedira um exame de DNA – àquela altura, esse tipo de exame já podia ser feito antes que o bebê houvesse nascido –, o que só confirmara as palavras de Sakura.

Sasuke ficara arrasado, totalmente perdido e sem a menor ideia do que deveria fazer. Itachi o entendia, é claro. E antes que o menor o comunicasse ele já sabia o que seu Otouto decidiria.

E o que poderia fazer? Piorar ainda mais o estado em que o emocional de Sasuke se encontrava? Depois de tudo o que haviam passado, o processo de aceitação de ambos pelo amor que haviam compartilhado anos antes… Tudo isso teria de ser reprimido uma vez mais; teriam de matar aquele sentimento e dessa vez de forma definitiva. Já era ruim o bastante que seu irmão sofresse por aquilo, Itachi não iria piorar ainda mais a situação mostrando o quanto aquilo o afetara, o quanto o destruíra. Amava demais seu irmão para torturá-lo daquela maneira.

Então cedera. Pelo menos, sabia onde encontrá-lo, e se conseguisse suportar a dor de vê-lo com outra pessoa, poderia visitá-lo sempre, ver sua sobrinha por quem apaixonara-se desde o primeiro momento que a viu, ainda na maternidade daquele mesmo hospital. Pelo menos, enquanto casado com Sakura, mesmo que o houvesse de certa forma perdido, sabia que ele estava bem e saudável, podia conversar com ele, abraça-lo, ainda que isso rasgasse ainda mais seu peito. Ao menos, Sasuke estava vivendo e tinha a certeza de muitos anos mais à sua frente.

Itachi o vira apenas duas vezes desde que chegaram ao hospital – não suportava olhar seu irmão imóvel e pálido como a própria morte, deitado e entubado com agulhas por muito tempo. Precisava ser forte e não apenas si próprio, mas por Sarada que em breve saberia da perda que sofrera, e por Sasuke quando acordasse – porque ele tinha que acordar. Ele precisava. E a esperança de que em algum momento seu Otouto abriria os olhos, era a única coisa que o mantinha firme, ainda que não inteiro.

Precisava se concentrar, esforçar-se para dar à sobrinha o máximo de normalidade possível quando esta recebesse alta. Tinha de dar à ela a segurança e conforto que a menina precisaria ao saber sobre Sakura – quando parte de seu mundo desabasse.

Aproximou-se do leito da sobrinha quando o procedimento que Hinata realizava finalmente terminou, tocando-lhe a pequena mão. As pálpebras da menina tremeram, e seus olhos se abriram lentamente. Ao vê-lo, Sarada sorriu timidamente:

– Ohayo – Falou baixinho, quase num sussurro ao qual o tio respondeu com um sorriso acolhedor.

Fora um alívio saber que dentre tanta catástrofe, ela houvesse saído quase ilesa daquilo; um arranhão ou dois, no máximo. Ainda assim a menina tivera de ficar em observação, mas dali a pouco Tsunade garantira que lhe daria alta.

Como se esperando a deixa, a mulher loira entrou no quarto, parando próxima ao leito:

– Pronta para ir para casa, Sarada-chan? – Indagou Tsunade com um sorriso.

– Otoo-san e Oka-san vão também? – Sarada olhava da médica para o tio, ansiosa.

Sabia que algo havia acontecido, mas não se lembrava de quase nada. Fora tudo tão rápido! Num momento estava bem, brincando com seu Otoo-san, sua mãe rindo divertida ao lado dele e de repente… Tudo ficara escuro.

– Bem… – Começou a médica.

– Sarada-chan, você não se importa em passar um tempo com o tio Itachi, certo? – Interrompeu o Uchiha, fitando a afilhada com um sorriso gentil, acariciando-lhe os cabelos escuros. – Seu pai vai depois. – Garantiu.

Um sorriso abriu-se instantaneamente no rosto da criança – ela simplesmente adorava o tio:

– Uhum! Tudo bem Itachi-nii – Concordou.

– Então, pode se trocar, Sarada-chan, você está liberada. Itachi – A mulher chamou-o e ele a seguiu até a porta – Continue trazendo-a para sessões com o psicólogo só para garantir que está bem, devido à perda. – Instruiu em voz baixa.

– Claro, farei isso. – O moreno assentiu, e então voltou-se para a garotinha que já estava em pé na cama branca, esperando – Vamos mudar essa roupa, baixinha.


Notas Finais


Nekos, a Sarada-chan chama o Itachi de "Itachi-nii" mesmo, pelo menos aqui na fic, por que sim XD
Espero que tenham gostado (digam-me o que estão achando, okay?), até o próximo!


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