História Awake! - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Personagens Fugaku Uchiha, Itachi Uchiha, Kakashi Hatake, Naruto Uzumaki, Sakura Haruno, Sarada Uchiha, Sasuke Uchiha, Shisui Uchiha, Tsunade Senju
Tags Itasasu, Sasusaku
Exibições 49
Palavras 1.342
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lemon, Policial, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Violência, Yaoi
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!
Cá estou com um novo capítulo! Boa leitura...

Capítulo 3 - Capítulo II


Chamaria um advogado – era algo que depois de longas horas ponderando, ele decidira… Embora o estímulo que realmente lhe levara à tal decisão, houvesse surgido após alguns minutos de conversa com seu tio – que coincidentemente, era advogado.

Como o mesmo havia citado, fora muita sorte que Fugaku não estivesse na cidade naquele momento, fazendo assim com que Itachi fosse o único à quem Tsunade iria recorrer para ficar com Sarada até que Sasuke despertasse – já que os pais de Sakura estavam ocupados demais com o funeral, e arrasados demais pela perda da única filha, para poder pensar em qualquer outra coisa.

E Itachi obviamente não pensara duas vezes antes de aceitar acolher sua sobrinha. Como poderia recusar?!

Porém, conhecendo Fugaku como ele conhecia, o moreno sabia que o mais velho não aceitaria de bom grado, e menos ainda aceitaria ficar calado perante à tal situação; que sua única neta ficasse sob os cuidados de seu filho promíscuo e degenerado – alegando que este, seria a pior influência possível para a menina. Itachi até mesmo podia enxergar nitidamente a expressão que tomaria o rosto do pai, as palavras que este usaria, não apenas para defender sua causa – na qual acreditava com veemência, sem jamais aceitar que contestassem a maneira obsoleta com que pensava –, mas também para ofendê-lo.

O moreno nem sequer lembrava-se do tempo em que as palavras de Fugaku eram capazes de realmente feri-lo; de provocar nele a angústia de pensar que talvez, fosse mesmo defeituoso, embora soubesse que esse tempo de fato havia existido. 

O Uchiha agradecia aos deuses por tudo aquilo ter ficado no passado – um passado distante no qual ele não se atreveria a ficar remexendo.

A implicância de Fugaku com o filho mais velho – e não apenas com ele, mas também com o caçula – vinha de muito antes de o Genitor desconfiar da orientação sexual de ambos – ou deles mesmos imaginarem o que era aquilo. Fugaku sempre fora um homem e um pai severo – e essa era uma memória que surgia na mente de Itachi com extrema clareza, sempre que se dispunha à pensar no mais velho. Mas ainda assim, podia dizer que houve uma época em que ele fora um bom pai. E isso, foi antes de tudo mudar, de piorar. Antes do pai que Itachi conhecera desaparecer, dando lugar à um totalmente diferente; um estranho com as mesmas feições do homem responsável por sua existência.

Depois do nascimento de Sasuke, e morte de sua saudosa Oka-san.

Seu peito apertou-se ao lembrar da mãe – do sorriso doce que sempre parecia estar a adornar-lhe os lábios, do cheiro e dos dedos suaves dela em seus cabelos, um carinho gentil e singelo que tanto lhe fazia falta, mesmo que já houvessem passado anos desde sua morte.

Seu pai jamais havia superado. Era fácil dizer isso, e mais simples ainda era perceber: bastava olhar nos olhos de Fugaku. Era como se algo houvesse quebrado ali dentro, uma parte muito importante havia sido perdida e o mais velho simplesmente não sabia lidar com a ausência daquela lacuna.

Também não era fácil para Itachi, e nem podia imaginar o quão seu Otouto havia sofrido – sem jamais ter a chance de conhecer a própria mãe… Itachi não sabia dizer qual deles perdera mais, qual sentia mais fortemente a ausência daquela peça tão importante em suas vidas, para sempre fora do alcance de suas mãos.

Suspirou; às vezes, lhe ocorria que seu pai simplesmente cedera à loucura, como reação à morte de Mikoto. Algumas dessas vezes, chegava a ter certeza – principalmente quando o mais velho bebia, perdendo o controle de si e, como se Sasuke fosse o culpado, descontasse no garoto a morte da mulher. Itachi perdera a conta de quantas vezes ele próprio levara uma surra de Fugaku, apenas para impedir que este, ferisse seu Otouto.

Obviamente tudo só piorou quando o homem soube que, ambos os filhos eram bissexuais. Quando Itachi se assumiu, já tinha dezenove anos e havia planejado tudo para sair da casa do pai naquele mesmo ano, cuidadosamente. Infelizmente, não conseguiu convencer o irmão caçula à esperar até que fosse maior de idade e livre perante a lei, para que falasse com Fugaku, para que se assumisse para ele. O Genitor é claro, surtara em ambas as vezes; Itachi ainda pôde se safar, já de mudança feita. Sasuke porém…

Era incrível como, todos os seus sentimentos mais intensos estavam ligados diretamente ao irmão; Itachi jamais esqueceria o quanto ficou apavorado com o telefonema de Madara, dizendo estar com Sasuke no hospital. Fugaku perdera completamente o controle daquela vez, a sanidade – se é que ainda a possuía. Quase matara Sasuke – que havia acabado de completar dezesseis anos.

Depois disso, Madara entrara com um processo inquirindo a guarda de Sasuke – como advogado, o homem sabia bem de seus direitos, e dos direitos do menor; como tio e amigo próximo que havia sido de Mikoto, sabia que apenas um louco permaneceria parado diante do que acontecera.

Itachi jamais se perdoaria por ter permitido aquilo; permitido que seu Otouto ficasse na casa de Fugaku, sozinho. Aquela era uma culpa que carregaria pelo resto de seus dias.

Fora mesmo muita sorte que Madara houvesse resolvido agir; sendo assim, Itachi não poderia ignorar um conselho do tio quando este lhe dizia que era melhor já estar preparado para o surto que Fugaku provavelmente teria.

Como se já não bastasse o que Sarada estava passando… Não a deixaria nas mãos de uma pessoa mentalmente desequilibrada. Nunca.

Nunca mais cometeria um erro daqueles.

Itachi olhou-a, parado à porta do quarto de visitas que havia sido “transformado” em um perfeito quarto para uma menina de sete anos, como se houvesse sido feito apenas para recebê-la – desde as paredes que haviam sido pintadas num tom claro de rosa, ao guarda roupas branco e as cortinas também cor de rosa, bem como os lençóis. Os brinquedos da menina estavam arrumados num baú transbordante, com temática de princesa, estrelas brilhantes pendiam do teto como um móbile –; Sarada dormia tranquilamente, abraçada à um urso de pelúcia – “Um panda de pelúcia!”, ela o havia corrigido, horas antes –, alheia à qualquer anormalidade.

O Uchiha mordeu o lábio; ainda não sabia ao certo como contaria à Sarada sobre a morte de Sakura – como também perdera a mãe muito cedo, sabia o quanto aquilo era doloroso, o quanto era terrível, e faria de tudo para amenizar tanto quanto possível o choque de uma perda daquelas, para a sobrinha. E mais que isso: estaria ao lado dela. A confortaria, a protegeria e daria todo o carinho e apoio que sabia que a garota precisaria – e mesmo que nada daquilo pudesse substituir a presença de Sakura, como Itachi tinha certeza que não podia, isso não faria com que se esforçasse menos ao ajudar a sobrinha a enfrentar aquela situação.

Por fim, desviou os olhos do interior do quarto, fitando a tela do celular; não eram nem cinco da manhã ainda, mas estava convicto que sua preocupação não permitiria que tivesse nem um segundo a mais de sono – ainda que seu cérebro parecesse implorar por isso.

Desencostou-se do batente da porta do quarto de Sarada com um movimento silencioso e suave, e vagou para a sala, jogando-se no sofá de modo desleixado; analisou o ambiente, e como tudo ali estava devidamente rearrumando de modo à receber uma criança – as telas de proteção nas janelas, as quinas e tomadas protegidas, objetos que podiam quebrar ou ferir, todos fora do alcance das mãos curiosas da pequena Uchiha. 

Jamais pensaria ou teria conseguido fazer aquilo tudo sozinho, inquieto e desatento como andava.

Tinha muito à agradecer ao primo; Shisui não apenas lhe ajudara, como o ouvira e não só naquele momento mas muito antes… Quando insistira para que entrassem em um relacionamento, mesmo sabendo que seu coração pertencia à outro.

Itachi suspirou baixinho, e então, pegou o celular, os dedos voando pela tela ao enviar uma mensagem para Shisui.

O enterro de Sakura seria na tarde daquele mesmo dia, e tinha de contar à Sarada sobre a morte da mãe. Mas antes disso precisava falar com alguém. 

Precisava de seu namorado.


Notas Finais


Então...Me perdoem se esse capítulo estiver tão ruim quanto me pareceu? Prometo caprichar mais nos próximos!
Vejo vocês lá! *3*


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