História Awaked - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Drama, Romance
Exibições 4
Palavras 3.233
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Ponto De Impacto


Fanfic / Fanfiction Awaked - Capítulo 2 - Ponto De Impacto

Algumas horas antes do acidente.

Eu estava tão apreensiva e nervosa que quase não estava me aguentando em pé, minhas mãos tremiam e o meu rosto suava. Eu sabia que agora não tinha mais volta. Eu tinha sido uma boa aluna durante todo o último ano e estudei bastante para as provas, mas tudo aquilo parecia ter sido inútil. E se eu não tivesse sido boa o suficiente? Até porque, eu nunca fui boa o suficiente em nada. Mas não há mais o que fazer, apenas encarar a situação de frente. Eu precisava ter conseguido passar, porque eu queria mostrar para todos que não acreditaram em mim que eles estavam errados. Sinceramente, eu acho que eu estava querendo provar isso até para mim mesma. Tomei coragem e comecei a desembrulhar o envelope em minhas mãos. Eu estava sentada no mesmo lugar de sempre, aquele viaduto, no qual eu sempre me refugiava quando as coisas estavam ruins. Ele era tudo o que eu precisava. Estava desativado, então ninguém mais passava por ali. E também dava para ficar com as pernas jogadas para baixo, enquanto eu observava todo aquele vai-e-vem dos carros. Estava bem tarde, o sol quase se escondendo por trás daquelas nuvens cor-de-rosa e algumas até em tons mais vermelhos, estava ventando um pouco e também fazia frio, afinal, aquele viaduto era um pouco alto. Assim que abri o envelope a minha pressão deve ter baixado, porque por um instante senti que iria apagar, mas logo fiquei bem, então respirei fundo e abri. Sinceramente, eu não me interessei nem um pouco de ler todas aquelas frases bem boladas que eles nos escrevem, toda aquela ladainha de sempre. Eu só queria ir direto ao resultado, eu só queria acabar com aquela aflição. Então pulei diretamente para a parte aonde a minha vida iria se definir dali por diante. Ignorei a taquicardia, a sudorese e a falta de ar e fui em frente.

"Toda a direção da Stanford University, ficamos prazerosos em lhe informar que você, Cassandra Hanson, estará sendo aceita com 98% de aprovação para a sua graduação no módulo de medicina. Será um prazer tê-la conosco durante todo esse período."

De repente a minha visão embaçou e me veio uma ânsia de vômito quase impossível de controlar. Eu não acreditava no que eu tinha acabado de ler. Eu não sabia se chorava ou se sorria, se gritava ou se explodia. Agora eu poderia mostrar para todos que me disseram que eu não seria ninguém que eles estavam todos errados. De repente todas as minhas emoções se misturaram e eu só chorava e sorria, chorava e sorria. Me levantei e pensei em ir direto para casa, contar para todos que eu finalmente estava me sentindo importante. 

Assim que eu sai do táxi e coloquei os pés à frente de casa, já pude ouvir o som gritando, vindo lá da sala. Quando abri a porta senti o cheiro forte de álcool, tão forte que quase pude me embriagar mesmo sem ter tomado uma gota se quer. Tive a visão que já estava acostumada a ver todos os dias: Minha tia estava deitada no sofá, toda arreganhada, babando e com uma garrafa de bebida na mão. Eu precisava contar para ela, ela mais do que ninguém precisava saber que eu tinha conseguido. Não que eu estivesse querendo esfregar aquela carta na cara dela, absolutamente não era nada disso. Sabe, eu até que gostava da minha tia. Mesmo ela sempre me maltratando, me xingando, me dizendo coisas horríveis. Mas ela era a minha única família. Os meus pais morreram num acidente de carro quando eu tinha apenas nove anos de idade, desde então foi ela quem cuidou de mim e seja lá como for, depois de se conviver por mais de dez anos com uma pessoa, não tem como não se ter nem que seja um pouco de afeto por ela. Eu só me perguntava se a minha tia sentia algum tipo de afeto por mim. Eu acho que ela deveria sentir, ou então já teria me colocado para fora. É disso que eu estou falando, porque não dá para entender a minha tia, ou às vezes dava. Eu realmente não fui uma pessoa fácil de conviver. Nunca fui boa na escola desde então, sempre estava faltando às aulas, arranjando briga com as garotas por ter dado encima dos namorados delas (na maioria das vezes eu nem mesmo ficava com eles, mas queria apenas causar a discórdia). Comecei a beber e me drogar com apenas dose anos, fazia isso para esquecer os meus pais, da falta que eles me faziam. E é claro que existia um motivo pelo qual eu sempre vivia com aquela minha jaqueta preta de couro: Era ela quem escondia os cortes. A dor que os cortes me traziam, fazia com que a minha dor interna passasse, ou pelo menos aliviasse. Pensando sobre tudo isso, no fundo eu entendia o porquê da minha tinha me tratar daquela forma. Desliguei o som, me sentei no sofá de frente para o em que ela estava e comecei a passar as mãos de leve pelo rosto dela, falando quase que sussurrando, pois estava com medo de assustá-la.
— Tia? — Eu comecei a tirar a garrafa das mãos dela.
— Tia? Está tudo bem? — Eu sei que ela estava me escutando, mas deveria estar tão bêbada que só conseguia se virar de um lado para o outro.
— Tia? Ei, acorda. Eu preciso te contar uma coisa.
— Ai, o que foi? — Ela estava falando praticamente gemendo. — Ai, minha cabeça e meu estômago. Ai, ai.
— Olha, tia. — Disse isso sorrindo e balançando o envelope na mão.
— O que é isso? Não vai me dizer que é exame de gravidez? Ou pior, é de HIV? — Sabe, mesmo já estando acostumada a todas as coisas que a minha tia me dizia, ainda tinham coisas as quais conseguia me magoar de verdade. 
— Não, tia. Não é nada disso. Isso aqui é apenas o resultado da universidade. — Falei de cabeça baixa. Por um instante me arrependi de tê-la acordado para falar sobre isso, afinal, ela nem deveria estar ligando mesmo.
— Faculdade? Que faculdade? — Continuava a se revirar no sofá, agora com o braço tapando o rosto, como se tivesse protegendo os olhos da claridade.
— Você não se lembra, não é? A prova da universidade, tia. De medicina, lembra?
— Ah, é claro. Como pude me esquecer? Mas e aí, o que eles disseram? O que acharam de ter que se darem ao trabalho de mandar uma carta para alguém que mal sabe escrever direito?
— Mas eu passei com 98% de aprovação. — Eu realmente já tinha me arrependido profundamente de tentar falar sobre isso com a minha tia. O que eu estava pensando? Que ela iria se levantar, me dar um abraço apertado de deixar aquele cheiro de álcool em minha jaqueta? — Quer saber, tia? Deixa para lá. — Me levantei e dei de ombros para ela. Pensei em ir até a casa do Jeff, ele sim iria me entender. Eu sei que o meu namorado iria ficar feliz por mim, afinal, ele era o meu porto seguro, a pessoa que sempre me segurava quando eu estava prestes a cair. Eu estava feliz de mais para deixar que a minha tia alcóolatra acabasse com tudo. Eu iria passar a noite toda fazendo amor com o meu namorado e iríamos ficar felizes um pelo outro. Assim que estava terminando de pegar umas coisas no quarto, quando me virei para a porta, dei de cara com a minha tia descabelada, de cara inchada e com bafo de uísque barato.
— O que você está pensando sobre a vida, garota? Acha que estar em uma faculdade é fácil? Acha que vai conseguir estudar, se dedicar e continuar transando e se drogando com aquele seu namoradinho? 
— O que a senhora sabe sobre faculdades? Você nunca nem esteve numa.
— Para de sonhar, Cassy. Você pode até se entusiasmar nos 3 primeiros meses, mas depois que a empolgação passar, você provavelmente será expulsa por ser encontrada aplicando uma dose de morfina no braço. — Ela estava tampando a passagem, nem tinha como eu passar e deixar ela falando sozinha, que droga.
— Mas eu nunca usei morfina. 
— Você é uma vagabunda imunda que só vai conseguir passar se der para os professores. 
— E a senhora é uma bêbada que não sabe fazer nada da vida porque pegou o ex-marido na cama com a sua melhor amiga. — Antes mesmo que eu terminasse de fechar a boca, senti aquela mão quente em meu rosto, foi rápido, mas queimava como se eu tivesse levando bofetadas há horas. Saí correndo, as lágrimas faziam com que eu tropeçasse no tapete todo enrolado na sala. A minha tia já havia me dito coisas que me machucaram, mas bater em mim? Todo aquele afeto que eu achava ter por ela, estava se desfazendo. Eu não sentia mais nada de bom por ela, apenas rancor. Antes que eu batesse a porta, ainda pude ouvir os gritos da minha tia, que continuava se apoiando à porta do meu quarto.
— Você deveria ter morrido junto com os seus pais, Cassy. Você é tão inútil que nem para morrer serve. Você não é ninguém, nem nunca será. Você só está aqui para me dar trabalho.

Já estava escuro, nem me dei conta de que horas eram. Mas eu não estava ligando, nunca tive medo de andar por aí, nem mesmo à noite. Eu só queria chegar à casa do Jeff, eu só queria abraça-lo e beijá-lo. Eu nem me importa mais com o resultado das provas. Eu só queria abraça-lo e deixar toda a dor passar. Eu sei que ele não parecia ser o tipo de cara que é o tipo certo de namorado, mas para mim ele era suficiente. Afinal, o que mais uma pessoa como eu poderia esperar? O frio parecia penetrar o meu coração, mas o meu rosto ardia, a dor nem era pela bofetada, mas eu realmente não esperava por isso. Será que eu encontraria morfina na casa do Jeff? Eu espero que sim, quem sabe a dor fosse embora. Finalmente cheguei à casa dele, finalmente eu iria abraça-lo. Eu tinha a chave da casa dele, ele me deu quando fizemos seis meses de namoro. Mesmo quando ele não estava em casa, eu podia ficar lá e esperá-lo. Mas eu sei que ele estava em casa, vi as luzes acessas e escutei o som baixinho. Abri a porta e corri para encontrá-lo. Procurei na sala e depois na cozinha. Eu estava chorando tanto que mal conseguia chamá-lo. Fui até o banheiro e nada. Foi então que escutei alguns barulhos vindo de cima da casa, lá do quarto dele. Subi com cuidado para não tropeçar nos degraus da escada, a cada degrau subido, os barulhos se misturavam a música, que ficavam cada vez mais altos, porém cada vez menos nítidos. A porta estava entreaberta, abri-a devagar e antes que dissesse qualquer coisa, me deparei com algo muito pior do que todas as palavras juntas que minha tia possa ter me dito ao longo dos anos. Algo muito pior do que a bofetada que ela me deu. Nada poderia se comparar.
— Mas que merda está acontecendo aqui? — Dei um murro na parede e berrei, o que fez o Jeff e aquela vagabunda darem um pulo da cama.
— Cassy, eu posso jurar que não é nada do que você está pensando. — Ele disse isso com aquela típica cara de que é sim o que se está pensando e ainda colocou as mãos à frente, como se estivesse tentando me agarrar. A questão é: Como ele sabia que eu estava prestes a sair correndo dali? 
— Mas que frase mais idiota essa, Jeff. É claro que é o que ela está pensando. Ou seria vendo? — Ela me dizia isso sorrindo no maior deboche, aquela loira oxigenada, aquela imunda de pele rosada, aquela vagabunda que não conseguia se quer sair de cima do meu namorado. Que namorado? Eu não tinha mais nada ali.
— Como você pôde fazer isso comigo, Jeff? Eu te amava e eu confiava em você. Quantas vezes eu te disse que você era o meu porto seguro? Quantas vezes eu disse que você era a única pessoa com quem eu podia contar. Como você teve estômago? Seu idiota, imbecil, estúpido e traidor. — Comecei a berrar e chorar ao mesmo tempo, de modo que as lágrimas faziam eu me engasgar. E eu soluçava, quase sem ar. 
— Cassy, deixa eu explicar. 
— Explicar o que, querido? Não é óbvio? Nós estamos apaixonados, só isso. — Eu não acreditava que aquela vagabunda ainda tinha coragem de me dirigir a palavra.
— Sabe de uma coisa, eu não quero ouvir nenhuma explicação, eu não quero ouvir mais nada. Eu não quero absolutamente nada de você. — Bati a porta do quarto e sai correndo pelas escadas, dessa vez sem me preocupar se iria tropeçar ou não. Pude ouvir os gritos do Jeff pedindo para que eu o esperasse, mas não o fiz, claro. Sai para fora e nem me dei o trabalho de fechar a porta. Foi então que o Jeff saiu ainda vestindo as calças e gritou.
— Espera, Cassy, por favor. Eu sei que eu fui um idiota, mas você sabe que é você quem eu amo. Se me der uma chance, prometo que não vou mais vacilar assim. 
— Quantas vezes você trouxe essas vagabunda para a sua casa, para a sua cama? Lembra que você falava em morarmos juntos? Como pôde, Jeff? Eu sei que não sou um exemplo de pessoa, mas caramba, eu sempre fui fiel a você. — Eu sabia que estava fazendo um escândalo e que os vizinhos já estavam nos olhando, mas eu não ligava nem um pouco para isso.
— Eu sei, Cassy. Me perdoa, por favor? — Eu o vi praticamente de joelhos, por um segundo pensei em acreditar nas desculpas dele, mas a dor que ele tinha me causado só perdia para a dor de perder os meus pais. Também vi aquela vagabunda enrolada nos lençóis, na frente da porta, com cara de que tudo aquilo não passava de uma coisa completamente normal. Afinal, a traída tinha sido eu, não ela. Senti aquelas mãos agarrarem as minhas pernas, olhei para baixo e dei de cara com o Jeff rastejando, implorando para que eu o perdoasse.
— Me solta, seu imundo. Eu tenho nojo de você. Eu quero que você e essa vagabunda vão se ferrar. — Dei um chute nele e o deixei caído no chão chorando. Olhando assim parecia que ele estava sendo verdadeiro, mas a confiança tinha se quebrado. Tudo havia se quebrado. O meu amor estava sendo transformado em ódio. Eu sai correndo sem direção, até que finalmente decidi para onde ir.

Cheguei naquele viaduto e me sentei como sempre, com as pernas jogadas para baixo, reclinada, de modo que poderia ficar observando os carros lá de cima. Estava escuro, mas havia uma luz fraca de canto, um pouco perto de mim. Eu segurava o envelope com tanta força que ele já estava começando a se rasgar na pontinha. E eu olhava para ele como se ele fosse o culpado de tudo. Se não fosse por ele eu não teria acordado a minha tia e quem sabe não tivéssemos brigado. Se não fosse por ele, talvez eu não tivesse ido ver o Jeff naquela hora e não o teria pegado me traindo. Mas aí eu seria apenas uma idiota que estava sendo enganada pela pessoa que ela mais amava. A traição tem o dom de penetrar na gente, como se fosse uma espada de dois gumes. Por um momento consegui compreender minha tia, o porquê dela ter se transformado numa pessoa tão amarga depois da traição do marido e da melhor amiga. O frio daquela noite parecia ser o mais forte que eu já havia sentido em toda a minha vida. Olhei para o céu e imaginei como estaria a noite em que meus pais sofreram o acidente. Eles estavam comemorando dez anos de casados. Eu fiquei na casa da minha tia, mas ela não implicava comigo, aliás, ela costumava ser muito dócil. Talvez eles estivessem numa noite tão escura quanto aquela. Talvez o meu pai tenha se distraído quando foi dar um beijo em minha mãe e assim perdeu a direção. O modo pouco importa, como aconteceu não vem ao caso, a morte é apenas a morte. E era assim mesmo como eu estava me sentindo: Morta. Foi aí que eu me lembrei do que a minha tia tinha me dito. Talvez eu devesse ter morrido naquele acidente com eles. Eu queria tanto estar lá. Porque eu não? Afinal, o que diabos eu tinha de melhor que eles? Porque a morte não pegou a todos nós? Quem a morte pensa que é para separar os pais de um filho? O filho dos pais? Como é possível se ter tantos sentimentos diferentes num mesmo dia? Eu estava tão feliz, achando que finalmente tinha provado para todos e para mim mesma que eu poderia ser alguém. Eu não era mais aquela drogada e irresponsável. Eu iria realizar o meu sonho de poder salvar vidas. Um dia eu iria salvar os pais de uma garotinha e ela não iria precisar morar com uma tia que só a colocava para baixo. E ela não iria crescer traumatizada, nem iria se cortar e nem se drogar. Eu iria salvar não apenas os pais, mas toda uma família. Mas agora eu tinha caído de novo. Eu não era mais nada. Peguei aquele maldito envelope e fiz ele em pedacinhos, jogando-os ao vento, fiquei a observar como eles flutuavam pelo ar. Não eram apenas pedacinhos de papel que flutuavam pelo ar, flutuavam ali todos os meus sonhos, tudo o que eu era, toda a minha vida. Tudo se desfez. 
Me levantei e gritei olhando para o céu, como se eu soubesse que os meus pais estavam me olhando de lá, daquela direção:
— Mãe, pai. Me perdoem. Eu queria que tudo tivesse sido diferente. Mas eu vou encontra-los e nunca mais iremos nos separar.
O vento parecia ter ficado mais forte e eu estava tonta, então comecei a tentar me equilibrar nas bordas do viaduto. Eu estava decidida, nada mais me faria voltar atrás. Tudo o que eu tinha se desfez, tudo o que eu era tinha morrido dentro de mim. Eu já estava morta, por dentro eu sei que estava. O que mais eu tinha para fazer aqui? Dei um grito de dor na tentava de esvaziar aquele peso das minhas costas. Pensei em meus pais me esperando. Fechei os olhos e fiz o que tinha que fazer. Sim, eu pulei. Não que fosse tão alto assim, mas a sensação é de que eu demorei horas para chegar ao chão. Comecei a agonizar desde já, com a sensação de o ar gelado estar perfurando as minhas narinas, me sufocando. Foi então que eu senti o impacto. Tudo escureceu, eu não senti mais nada. Alguns segundos depois abri um dos olhos e vi apenas os vultos das luzes e ouvia bem ao longe alguém falando comigo, mas estava inaudível de mais para eu entender. Senti alguém levantar a minha cabeça e pude ver um borrão, que mais parecia ser um rosto. Eu não sentia dor, por mais incrível que pareça. A última coisa de que me lembro é que senti alguém me pegar nos braços. Então foi aí que tudo escureceu de vez. Eu havia morrido.



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