História Ayase Kira-Zonbi - Capítulo 3


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Asia, Gore, Horror, Japao, Originais, Zumbi
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Palavras 827
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Canibalismo, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 3 - Loja de Conveniências


- Acho que Ayase-Chan é uma garota com um espirito bastante aventureiro! - Yuko disse fofamente, sinceramente, eu estava começando a querer coloca-lá num potinho.

- E burro também. - Ayato revirou os olhos. - Yuko... Você tem comida aí? 

Yuko olhou para os lados e negou com a cabeça.

- Eu saí correndo do Karaokê onde estava, acabei deixando minhas coisas lá, me desculpe. 

Karaokê a aquelas horas? Me veio a mente o que ela estaria fazendo... Talvez ela fosse uma daquelas garotas que se encontram com caras mais velhos. 

- Karaokê? A essas horas? - Perguntei, de fato foi algo intrometido de minha parte. 

- Estava com uns amigos, não sou esse tipo de garota. - Ela me respondeu ríspida, confesso que merecia uma resposta daquelas, foi um belo preconceito de minha parte. 

- Onde seus amigos estão agora? - Ayato perguntou. - E obrigada por ser bruta com Ayase. - Riu.

- Então... Eu... Melhor não falarmos disso, pelo menos não agora. - A garota abaixou a cabeça. - Vamos sair daqui? Esses ''zumbis'' estraçalhados estão me dando um pouco de enjoo. 

''Obrigada por ser bruta com Ayase''. Qual é?! Eu não tinha culpa dessa onda de garotas de colegial saírem com caras mais velhos por dinheiro.

- Ah claro... - Respondi. - Desculpe achar coisas erradas sobre você Yuko, é que... 

- Esquece isso. - Ela sorriu, me fazendo corar de vergonha. - Vamos procurar algum lugar para passar a noite.

Era incrível como ela neutralizava as coisas ruins, meu Deus, se eu fosse Ayato eu pegava. 

- Nossa casa está perto... Mas é melhor avançarmos do que regredir... Né? - Meu irmão disse com um sorriso fraco no rosto. Eu e a garota baixinha concordamos.

--

Confesso que enquanto andávamos por Tokyo, eu me sentia segura, não só pelo fato de estar com Ayato e Yuko, mas sim pela katana, o objeto parecia ter me dado mais alguma utilidade de vida além de estudar e dormir, eu realmente havia começado a me sentir importante. 

Enquanto eu pensava sobre como a espada secular havia me dado confiança, alguns flashbacks apareciam em minha mente. 

 

Eu estava num Natsu Matsuri, Festival de Verão, brincava com algumas outras meninas, velhas amigas minhas que nunca mais veria, a noite era linda e eu via o cintilar das estrelas no escuro céu da noite. 

- Ayase-Chan! - Uma voz feminina doce me chamava, me sentia confortável apenas por ouvi-la.

Era minha mãe.

Lembro de a ver com um belo Yukata rosado com estampas fofas, ao lado de meu pai e meu irmão, eu tinha poucas lembranças boas de meu pai, sempre me lembrava dele como um homem ocupado de olhar triste. 

O Yukata de meu pai e de Ayato eram escuros, dando contraste a pele branca que os dois possuíam, o rosa que minha mãe usava combinava de certa forma com seu rosto corado.

 

- Ayase..? - Ayato me tirou do transe, quando dei por mim estava em frente a uma loja de conveniências.

- Me desculpe, apenas distraída. - Me justifiquei. 

- Vamos entrar nisso logo... Se der passaremos a noite aqui... 

Concordei com a decisão do mais velho com um '''uhum'' e assim, nós três adentramos a lojinha. 

- Me desculpe atrapalhar vocês... Estou me escorando em vocês... Né? - Yuko-Chan disse com a voz baixa. 

- Não, não! - Ayato disse a contrariando, eles poderiam se pegar logo.

- Eu não consigo ajudar vocês... Eu nem sei o que estou fazendo aqui... - Murasame-San começou a chorar, ela estava tão confusa quanto eu, só que ela deixava isso mais a mostra. 

Ayato pegou nos ombros de Yuko, eles ficaram se olhando e ela com os pequenos olhos cheios de lágrimas. Como sempre, ele disse que ficaria tudo bem e que ele iria protege-la, blábláblá, ainda estava caindo a ficha de que eu iria ser vela de um casal até em um mundo mais ou menos apocalíptico. 

Dessa vez eu estava me sentindo em um anime shoujo, sei lá, aquele tal de Kimi Ni Todoke onde a protagonista chorava 'pra caramba.

- Obrigada... Ayato-Kun... Darei o meu melhor. - Ela disse sorrindo em meio as lágrimas.

- Não precisa agradecer... - Ele corou, a luz falha da loja deixava a cena de fato fofa.

- Antes de vocês se beijarem... - Atrapalhei o clima. - Me ajudem a pegar o necessário.

- N-Não iriamos nos beijar Ayase! - Ayato me olhou visivelmente corado. 

- Até parece, sério, me ajudem.

- C-Claro! - Yuko veio correndo em minha direção, tentando esconder o rosto com as mãos.

Enquanto pegávamos o dinheiro das caixas registradoras e alguns pacotes com comidas aleatórias, conversávamos e criávamos teorias de como aquele lugar estava perfeito demais para alguém ter virado um morto-vivo ali dentro, mas ao mesmo tempo nos gabávamos da sorte daquela loja de conveniências simplesmente existir.

Até mais uma vez ouvirmos um barulho que quase fez nossos corações parar.

Oh droga.



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