História Azul Bebê - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Azul Bebê, Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Mpreg
Exibições 785
Palavras 2.962
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi amorzinhos, tudo bem com vocês? Eu sempre me enrolo toda aqui tamanho o meu nervosismo, mas eu venho planejando essa fanfic já faz um tempo e estou bem apaixonadinha por ela. Não tenho muito o que dizer, pretendo atualizar o mais rápido possível e espero, de verdade, que gostem.

Descontem qualquer errinho, por favor, e boa leitura <3

Capítulo 1 - Azul Turquesa


Fanfic / Fanfiction Azul Bebê - Capítulo 1 - Azul Turquesa

Em algum momento em nossas vidas, todos nós vamos ser surpreendidos.

 

Eu nunca iria entender o motivo de certas coisas acontecerem comigo, como o porque de eu ter me viciado em alguma música, ido para algum lugar num sábado a noite ou razão para eu ter conhecido determinada pessoa. Acho que talvez essa seja a grande jogada da vida, temos o livre-arbítrio para seguir qualquer caminho, mas na verdade, não controlamos, de fato, o rumo das nossas vidas.

 

Mas antes que eu me perca, vamos começar do começo. Park Chanyeol, vinte e quatro anos de solidão, professor de ensino médio com dor de cabeça e pai solteiro. Prazer, eu. E sou feliz, até. Claro, com contas pra pagar, uma criança pra cuidar a cada quinze dias e recebendo uma ligação semanal da minha mãe dizendo que eu posso recomeçar.

 

Até parece que eu passei por alguma tragédia maior do que um simples divórcio muito necessário na época, e tudo pode ser superado. Eu mesmo sou um exemplo de superação.

 

Posso começar a contar minha história a partir de uns cinco anos atrás, quando minha única preocupação era lembrar de estudar pras provas porque eu sabia bem que tomar pau na faculdade iria me render um grande, grande problema. Mas fora isso, eu nunca fui muito de viver procrastinando e era o tipo de garoto que gostava de sair com sua galera das humanas pras festinhas do campus e sempre procurei começar relações com o pé direito.

 

Eu não vivia nada mais do que um clichê que parecia divertido na hora, mas como qualquer pessoa com seus dezenove anos, estava sempre esperando algo significativo acontecer. Não era como se eu tivesse como plano principal o casamento, filhos e blábláblá, longe disso, mas isso até que não é tão ruim quanto parece. E eu descobri isso em uma dessas festinhas.

 

Foi quando de repente, meus dotes sociais foram extremamente úteis, tal como meu papo esquisito que eu achava que era interessante na época. Ele aparentava muitas coisas, menos estar se divertindo. Com um copo de bebida na mão, olhando pro nada e sem conversar com ninguém, chegava a ser curioso como aquilo me chamou atenção.

 

Seu nome era Byun Baekhyun, havia entrado na faculdade junto comigo e eu nunca tinha o visto por ali até aquele dia. Ele sempre foi muito extrovertido e arrancava risadas de todos que andavam consigo, mesmo que naquela noite, por algum motivo, estivesse sozinho.

 

Ele cursava jornalismo, tinha pavor de insetos e era fã de Girls' Generation, essas foram as primeiras coisas que eu descobri sobre ele. E eu ainda estava na minha fase de ouvir punk rock e reclamar da vida, mas ele me fez adicionar Gee à minha playlist em segredo. Baekhyun mudou minha vida aos poucos, e eu adorava aquilo.

 

Começamos a namorar pouco tempo depois, num ritmo saudável. Tínhamos todos aqueles planos de morarmos juntos após a formatura, mas no fim, não nos formamos. Uma gravidez precoce trouxe dificuldades financeira e sociais, além de ouvir meus pais falarem sobre responsabilidade vinte e quatro horas por dia, sendo levemente exagerado.

 

Largamos a faculdade e moramos juntos do mesmo jeito, num apartamento tão pequeno que quase não conseguimos colocar todos os móveis necessários, mas com um valor sentimental indescritível. Era Baekhyun quem andava barrigudinho pela casa, mas foi a minha estabilidade emocional que foi prejudicada e eu chorava até com comercial de fraudas. Eu gostava de olhar o lado bom, e tivemos nossos pensamentos positivos juntos durante os noves meses sufocantes.

 

Passamos por cima dessa barra com muito esforço e nos reerguemos. As coisas continuaram boas durante um longo tempo, mas dois anos depois, Baekhyun pediu divórcio. E divórcio, no caso, seria um sai da minha casa, já que não havíamos nos casado no papel, mas falar divórcio soa mais dramático.

 

Terminei meu curso pouco tempo depois e comecei a dar aulas de história para o ensino médio em uma escola pública. Passei a morar num apartamento ao lado do dos meus pais e com certeza minha vida não era um modelo pra ninguém. Eu ainda tinha contato próximo com Baekhyun, afinal, tínhamos um filho.

 

Eu acreditava sim na ideia de poder criar minha própria felicidade, é claro, não é como se eu ainda tivesse uma paixão secreta pelo meu ex marido que me prendia numa bad eterna e solitária. Humpf, claro que não.

 

Contudo, surgiu mais um problema pra coleção. Nosso filho, Seojun, sempre foi um bebê calmo. Na verdade, não, ele era terrivelmente agitado e ninguém conseguia o controlar, mas isso sempre foi de uma forma positiva e divertida, como toda criança. O drama começou quando Baekhyun me ligou, com uma preocupação teatral com a fato do bebê se recusar a comer, tomar banho, vestir roupa e ir pra escola.

 

No começo, não vi nada demais, mas a situação se agravou e Baekhyun insistiu em procurar um psicólogo para a família.

 

E lá estava eu, sentado naquele sofá desconfortável sendo sufocado pela áurea preocupada do meu ex marido e ouvindo aquela conversa confusa de profissionais, tudo pra descobrir porque, de repente, meu filho se tornou um rebelde de três anos de idade.

 

“Sr. Park, está prestando atenção?”

 

“Hm?” Olhei para o psicólogo, no qual eu não me lembrava o nome.

 

“Isso é sério Chanyeol, escute ele.” Baekhyun interveio “Prossiga, Junmyeon.”

 

O tal Junmyeon arrumou os óculos, claramente incomodado com a minha falta de foco. A culpa não é minha se ele usa palavras complicadas.

 

“Seojun apresenta um quadro de depressão infantil, o que é muito comum após a separação dos pais.”

 

Ah, tá. Que engraçado, dessa vez a culpa era toda de Baekhyun porque se fosse por mim, ainda estaríamos casados. Claro que ele não poderia saber disso, mas veja, nosso filho de três anos tinha depressão, e tudo porque Baekhyun estava insatisfeito com a nossa rotina e então, seis meses atrás, ele estava quase jogando minhas coisas pela janela.

 

“Isso não pode ser, nos separamos, mas não nos distanciamos.” Baekhyun decidiu argumentar “Chanyeol o busca de quinze em quinze dias e–“

 

“Não é esse o caso, a depressão pode afetar gravemente o Seojun de diversas maneiras. Esse convívio despedaçado é visível para a criança.”

 

Baekhyun se afundou no sofá, derrotado. Ele sempre queria ter a razão, mas devo ressaltar que a ideia de procurar ajuda profissional foi dele e eu nem estaria ali se não fosse obrigado e ameaçado.

 

“E o que a gente faz?” Perguntei.

 

“Podemos continuar com as sessões e, se o problema se agravar, teremos que partir para medicamentos.” Concluiu.

 

A ideia de ter que levar Seojun para aquele tipo de sessão me desagradava tanto quanto fazê-lo tomar remédios. Baekhyun parecia tão insatisfeito quanto eu, embora permanecesse calado e pensativo. É claro que ele aceitaria aquilo sem pestanejar, porque afinal, ele estava preocupado e com razão. Eu queria resolver isso com outros métodos, dando doces, o levando à passeios ou até mesmo comprando um pônei.

 

E eu estava disposto a fazer birra, isto é, se Baekhyun não quisesse ser civilizado. Eu poderia ter seguido muitos caminhos errados, mas a última coisa que eu esperava era ser culpado pela depressão do meu filho, ainda mais naquela idade.

 

Eu seria arrastado para àquele lugar duas vezes por semana a partir de agora, sem opções.

 

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

 

 

 

Era engraçado como bastava chover para que todos os motoristas desaprendessem a dirigir, e não importava o quanto eu estivesse louco na buzina, o sinal estava aberto e ninguém saía do lugar.

 

Eu estava praticamente de pijama ainda quando sai de casa as pressas, apenas com a chave do carro o meu desespero em mãos. Baekhyun havia me ligado com toda a sua histeria quando, aparentemente, Seojun decidiu chutar o balde na escolinha e eu teria que resolver o problema como o ótimo pai que sou.

 

Foi um desgaste tentar chegar naquela maldita escola que ficava do outro lado da cidade. Eu nunca iria entender porque Baekhyun matriculou Seojun lá, precisaríamos discutir isso. Além de ser longe, não tinha uma fucking vaga. Sinceramente? Eu não mereço passar por certas coisas.

 

Por conta de chuva, encharquei todo o chão dos longos corredores da escola, isto é, após convencer o porteiro de que eu era um pai e não um mendigo, deixando uma nota mental para tirar o pijama antes de sair de casa. Haviam tantas crianças naquele lugar que eu já estava ficando tonto. Todas com o uniforme padrão e andando por ai como formiguinhas, no fim, passei a acreditar que seria impossível encontrar a minha criança no meio de tantas.

 

Contudo, ao longe reconheci o choro agudo vindo de uma das salas de aula, onde a porta estava aberta e havia várias criancinhas acumuladas perto da entrada ao lado de uma mulher horrorizada que concluí ser a professora que tirou todos os alunos da cena.

 

Adentrei a sala em questão com certo desespero, encontrando Baekhyun em seu total caos, descabelado e esfregando as têmporas ao lado da já conhecida coordenadora. Seojun estava em um cantinho, sentado no chão, abraçado suas pernas e chorando de uma uma forma tão afobada que sequer notou minha presença.

 

“Baek.” Chamei, atraindo sua atenção. Pareceu mais calmo ao me ver, provavelmente porque aquele era o meu dia de buscar Seojun.

 

Ele correu em minha direção apesar de não estarmos muito longe um do outro, me puxando pelo braço até o lado de fora da sala, ignorando o grupo de bebês confusos que esperavam aquela palhaçada acabar para voltarem a suas atividades.

 

Baekhyun estava tão nervoso que chegava a tremer, o que me preocupou. Ele passava mais tempo com Seojun do que eu, então sabe-se lá quantas vezes aquilo já não aconteceu.

 

“E-Eu não sei o que fazer, me ligaram dizendo que ele começou a chorar e então eu vim pra cá...” Suspirou, retomando o fôlego “Eu tentei levar ele pra casa, mas ele deu um ataque e–“

 

“Baekhyun, fala devagar.”

 

Esfregou seus olhos, e depois o cabelo, olhando para os lados enquanto mordia o lábio inferior, como se pensasse em quais palavras usar.

 

“Ele não quer ir pra casa porque você não está mais lá.”

 

Bem como Junmyeon havia dito, o divorcio havia tomado proporções complicadas. E lavando em conta a forma como Baekhyun tremia e Seojun berrava, seria eu que teria que resolver aquele problema no momento. E de preferência, sem medicamentos, sessões de psicanálise e nem nada disso.

 

Suspirei decidido, tomando rumo de volta a sala de aula onde a coordenadora permaneceu tentando acalmá-lo. Mantendo distância, é claro, ele já estava arremessando brinquedos.

 

Fui em sua direção lentamente, ajoelhando-me ao seu lado. Ele levantou a cabeça, e pareceu surpreso ao me ver ali, mesmo que eu já houvesse chegado há um tempo.

 

“Vamos pra casa, uh?” Sorri, esticando a mão em sua direção “Eu, você e Baek appa.”

 

Ele pareceu confuso. E, bem, eu também estava.

 

“Você vai pra casa também, appa?” Sua voz chorosa saiu engraçada.

 

“Vamos todos juntos hoje, Junnie."

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

 

 

O apartamento permanecia da mesma forma. Com uma bagunça organizada e vários brinquedos pelo carpete. Quando entramos, Seojun já dormia tranquilamente no meu colo como se aquele transtorno nunca houvesse acontecido.

 

Baekhyun parecia tão incomodado quanto eu ao perceber que nosso casamento deu tão errado que nem conseguíamos nos separar. Ele parecia estar se adaptando a vida nova de maneira agradável, mas, como pais, era inevitável pensar em como Seojun estava despedaçado. Ele nunca foi uma criança com preferências, sempre teve a mesma relação comigo e com Baek e era apegado a nós dois como um todo.

 

Não queríamos ter que parar nossas vidas por causa de Seojun, mas acabamos sendo egoístas de nos separar tão de repente, sem pensar nele e em como ele se sentiria. Seojun simplesmente não entendia como tudo acabou da noite pra dia e, pra ser sincero, eu também não.

 

Mas eu jamais perguntaria o motivo, Baekhyun já parecia abalado o suficiente.

 

“Eu sei que foi repentino, mas eu tentei fazer tudo certo pra ele.” Suspirou, sentando-se no sofá da sala.

 

“Ele vai se acostumar, Baek. É uma questão de tempo.”

 

Seojun ainda dormia no meu colo e, portanto, conversávamos aos sussurros.

 

“Tempo? Já fazem seis meses, Chanyeol.”

 

“Meses são muito pouco tempo.”

 

Ele riu seco, se levantando. Estava inquieto.

 

“Então vamos precisar de anos?” Como sempre, irônico.

 

“Se for necessário, sim. Mas vamos resolver isso.” Eu disse.

 

Conformado, pegou Seojun do meu colo. Ele tinha um sono pesado e agradecemos por isso, ninguém estava preparado para que ele acordasse justamente quando eu estivesse saindo. De qualquer forma, aquilo não poderia se tornar uma rotina.

 

“Por que não fica essa noite?” Ele disse, antes que eu pudesse dar meia volta e ir embora.

 

“O que?” O fitei.

 

“Ele pode acordar a noite, seria bom se você estivesse aqui.”

 

Baekhyun falava calmamente, mas o desespero em seus olhos era evidente. Nunca havíamos passado nenhum transtorno com Seojun e Baek era tão frágil como outra criança, não faria sentido o deixar sozinho naquele momento, não quando ele passou por cima do seu orgulho pra me pedir pra ficar.

 

“Tudo bem, não vejo problema.”

 

Ele sorriu aliviado, arrumando Seojun no colo quando este fez menção de acordar.

 

“Vou arrumar o sofá.” Concluiu.

 

Ah, claro. O sofá. Por que não?

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

 

 

Era apenas a segunda vez que eu estava naquele consultório e eu já queria botar fogo em tudo aquilo. Junmyeon falava, falava e falava e, mesmo assim, eu não entendia nada. Além disso, eu tinha certeza de que Seojun também não estava entendendo nada, mesmo que ele fosse o motivo de estarmos ali.

 

De fato, Seojun não dava a mínima pra sessão e, no fim, era apenas um monólogo dirigido à Baekhyun sobre as medidas que deveriam ser tomada já que só ele prestava atenção. Seojun estava sentado em seu colo, com suas perninhas, no meu. Por mais monótono que fosse, ele parecia feliz simplesmente por estarmos nós três juntos.

 

Ninguém ali parecia perceber isso.

 

“...Então ele reagiu na escola, certo?” Passei a ouvir Junmyeon a partir dali, quando ele ressaltou o ocorrido da noite anterior enquanto anotava algo em seu caderninho.

 

“Sim, e isso nunca aconteceu antes.” Baekhyun falava de forma decepcionada.

 

“E o que vocês fizeram pra resolver isso?”

 

Dessa vez, Baekhyun demorou um pouco antes de responder.

 

“Liguei para Chanyeol, e ele dormiu lá em casa. Seojun se acalmou por estarmos todos juntos.”

 

Junmyeon suspirou, deixando o caderninho de lado e cruzando os dedos.

 

“Como eu disse, ele esta reagindo à separação, e isso é muito comum. Se ele continuar a ter esse tipo de crise, vocês vão precisar partir para os medicamen–“

 

“Não, não, não! Nada disso.” O cortei.

 

“Chanyeol!” Baekhyun me repreendeu.

 

Me curvei na direção de Junmyeon, o encarando e sendo encarado de volta. Passamos um tempo naquela troca de olhares desconfortável enquanto ele esperava eu dizer algo.

 

“Se você estivesse no nosso lugar, o que faria?” Lancei a pergunta.

 

Mas que droga de pergunta é essa, Senhor?

 

Ele pareceu pensar um pouco no que responder, se colocando em nosso lugar, mas sem deixar sua postura profissional. Baekhyun me olhava com desgosto, e eu provavelmente apanharia depois.

 

“Vocês provavelmente não fariam isso, mas...” Iniciou.

 

“Mas?” Continuei o encarando.

 

“Talvez vocês devam repensar a decisão.”

 

“Quer que a gente volte como um casal?” Baekhyun interferiu, rindo com ironia. Ele abraçava uma almofada, completamente indignado.

 

“Não como um casal, mas voltem a morar juntos, voltem com sua rotina antiga.” Concluiu “Temporariamente, é claro.”

 

Aquilo era especialmente engraçado, porque Baekhyun decidiu que deveríamos nos divorciar justamente pela rotina que tínhamos, sem tempo para nós dois, de acordo com ele. E ele jamais aceitaria isso. Era uma ideia absurda, mas eu até que gostei.

 

Baekhyun se levantou com Seojun no colo, me lançando um olhar para que eu fizesse o mesmo. A ideia foi sua, amor.

 

“Isso está fora de questão, eu vou embora.”

 

E ele realmente foi. Com o bebê e sem dizer mais nada, caminhou pra fora da sala e me deixou pra trás. Sorri sem graça pra Junmyeon e fui atrás dele, descendo as escadas com pressa já que Baekhyun, apenas naquele tempo e com uma criança, evaporou dali tamanha a sua indignação.

 

Assim que deixei o prédio onde o consultório ficava, avistei Baekhyun numa tentativa desajeitada de colocar Seojun em sua cadeirinha no carro, segurando a porta com a perna e reclamando alto. As pessoas que passavam por ali se assustavam e eu, inclusive, não estava com toda coragem de ir até lá. Mas fui mesmo assim.

 

“Baekhyun, o que–“

 

“O que foi?!” Me cortou.

 

“Por que você está assim, foi só uma ideia, Baek.”

 

“Não podemos fazer isso, Chanyeol.” Ele dizia sem me olhar, fechando o cinto de segurança em Seojun “Não posso retroceder a esse ponto, eu tenho uma vida, um novo relacionamento.”

 

Nossa, pesado. Eu tenho sentimentos, sabia?

 

“Não é nada demais, não é como se fôssemos reatar de verdade.” Tentei convencê-lo “Seria pelo Seojun, e você sabe que daria certo.”

 

“E se não der certo?”

 

“Então pelo menos tentamos.”

 

Era realmente desanimador ver a forma como Baekhyun lutava contra aquilo mesmo sabendo que era a solução mais óbvia e eficaz. Ele ainda pensou por um tempo, encostado ao carro e sem sequer me olhar. Eu não estava fazendo aquilo por mim, nem por ele, mas por Seojun, e Baekhyun não estava colaborando.

 

“Baek...”

 

Ele resmungou, me encarando.

 

“Tudo bem, vamos fazer isso.” Concluiu “Mas é só um teste, vai ser temporário!”

 

“Sem problemas.”

 

Ele estava visivelmente insatisfeito, mas foi sensato. Fechou a porta onde Seojun estava, tomando rumo para o banco do motorista sem nem mesmo se despedir. Contudo, antes de entrar, ele me fitou novamente.

 

“Chanyeol?”

 

“Hm?”

 

“Só pra deixar bem claro, você vai dormir no sofá.”

 

Eu podia me acostumar.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Fiz uma pesquisa básica sobre depressão infantil e não sei muito sobre o assunto, então relevem um pouquinho. Amo vocês, até o próximo <3


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