História Azul Bebê - Capítulo 10


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Azul Bebê, Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Mpreg
Visualizações 763
Palavras 3.087
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá bebês! Finalmente chegamos ao décimo capítulo de Azul Bebê e, não vou mentir, bate o desespero porque a verdade é que já estamos na reta final. Aliás, queria agradecer MUITO pelos comentários do capítulo anterior, não está dando pra responder já que estou usando todo o tempo livre pra atualizar rápido, mas leio todos e guardo cada um no coração.

Enfim, boa leitura!

Capítulo 10 - Azul Gelo


Fanfic / Fanfiction Azul Bebê - Capítulo 10 - Azul Gelo

Os braços pequenos abraçaram os ombros largos daquele que tanto prestava atenção na papelada sobre a mesa de jantar. Eram provas a serem corrigidas, e àquele ponto, já não sabia mais como organizá-las ou de onde cada uma vinha.

 

Fazia quase duas semanas que Chanyeol estava preso naquele ciclo. Havia acabado de começar no novo emprego, num colégio público para ensino médio em Seoul. Não poderia deixar aquela chance ser perdida.

 

Por outro lado, o Byun tinha suas prioridades.

 

“Eu não aguento mais ler recadinhos nas provas pedindo pra eu arredondar a nota.” O Park resmungou, sem prestar atenção no selar que recebera eu seu pescoço. Estava tenso.

 

“Sabe o que eu acho?”

 

“Hm?” Deu continuidade a pergunta do namorado, ainda que voltando ao seu trabalho.

 

Baekhyun sabia que qualquer palavra que dissesse morreria no caminho enquanto não pegasse a atenção do Park cem por cento para si. Portanto, girou a cadeira de rodinhas, com certa dificuldade, onde o maior estava sentando há horas. Agora, se encaravam, um Baekhyun alegre e um Chanyeol desentendido.

 

“Que você devia me dar um pouco dessa sua atenção toda.” Disse “Acabei de por o Seojun pra dormir.” Um linha de beijos delicados foi traçada desde a bochecha do maior até sua boca, como um pedido, não uma investida.

 

E talvez fosse exatamente daquilo que precisasse.

 

As grandes mãos largaram sua caneta e papeis, seguindo até a cintura daquele a sua frente. Um simples toque roubou um profundo suspiro diante do tempo que não o sentia e, principalmente, do quanto queria sentir.

 

Com leves mordias e fortes toques, um beijo fora iniciado, amoroso, suave e calmo, ainda que necessitado. O corpo do Byun fora para cima do outro, ainda na cadeira, encostados contra a parede. De todas as etapas, logo chegavam a tirar suas camisas, inicialmente, implorando internamente para que, pelo menos uma vez em tanto tempo, nada atrapalhasse. Um desejo ainda maior pelo Byun.

 

E com um susto, interromperam todo o ato diante do toque alto do telefone do Park, bem ao alcance. Uma rápida troca de olhares foi feita, transmitindo um diálogo que já fora reproduzido várias vezes, seja calmamente, ou como discussão.

 

Chanyeol deveria escolher. Sabia disso.

 

Fez com que o Byun se levantasse, lentamente, como se pedisse desculpas com um toque. Alcançou enfim o aparelho, pronto para atendê-lo.

 

“É sério?” Perguntou ao Park, decepcionado, mas já sabendo a resposta.

 

“Eu preciso–“

 

Sua desculpa fora interrompida assim como o momento dos dois. O choro alto do recém-nascido, não tão longe, em algum cômodo do apartamento minúsculo, chamou atenção dos dois. O Byun deu de costas, rumo ao filho que sempre era calmo, mas não foi naquela hora.

 

A ligação fora atendida.

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

 

 

 

 

A vida é realmente cômica.

 

Era ridículo como qualquer coisa me fazia querer chorar, como se fosse suficiente para explodir o acumulo de problemas que estava me virando do avesso. Eu não estava conseguindo viver a vida adulta mais, sequer conseguia achar soluções práticas para lidar com coisas comuns.

 

Nem mesmo minha rotina podia me proteger, esta que havia voltado ao normal e eu não conseguia acompanhar o ritmo que já seguia há anos. Na verdade, agora, eu me arrastava como um fantasma pelos incrivelmente logos corredores da escola onde eu lecionava, esbarrando nos diversos adolescentes que me faziam sentir inveja dos seus problemas.

 

Eu não estava pronto para seguir em frente, não era justo comigo. Não era justo ouvir me dizerem que eu precisava simplesmente seguir em frente e deixar pra trás tudo pelo o que eu me dediquei, tudo pelo o que eu lutei e tudo o que eu amava.

 

“Chanyeol.”

 

Olhei em direção ao chamado. Kyungsoo estava encostado ao batente da porta de uma das salas, logo a que eu deveria estar naquele horário. Não era coincidência, seu raro olhar de pena também não. Ele já sabia.

 

Segui em sua direção lentamente, o obrigando a me arrastar para dentro pelas roupas, fechando a porta em seguida. Me sentei em uma das carteiras como se fosse um aluno, o vendo parar na minha frente, com os braços cruzados. Talvez nem Do Kyungsoo soubesse o que dizer. Palavras de consolo, de incentivo, qualquer coisa.

 

“O que você está fazendo consigo mesmo, Chanyeol?” Ele estava claramente decepcionado.

 

“Morrendo.”

 

“Você não pode agir como se sua vida houvesse acabado.” Ele argumentou “Precisa ser forte, pelo Seojun, por você mesmo–“

 

“Ele vai ter um filho, Kyung. E não é meu.”

 

Ele se calou por um tempo, me analisando por inteiro. Eu sabia bem o que ele via, uma figura nojenta, sem fazer a barba, pentear o cabelo e usando moletom. De longe um professor, de longe um adulto.

 

“Um filho não salvaria a relação, vocês já têm um.” Prosseguiu “Ele está seguindo em frente...”

 

“Seguindo em frente com o que?” Me levantei por nenhum motivo “Foi ele que me largou. Ele é um puta de um egoísta que foi embora por falta de atenção quando tudo o que eu fazia era por ele. Baekhyun não precisa seguir em frente, ele não está preso a nada.”

 

“Você sabe que não é assim, sabe que ele ainda te ama muito.”

 

“Isso só faz dele ainda mais egoísta.”

 

“Chanyeol...”

 

“Se o Seojun está com algum problema, é por culpa do Baekhyun. Por culpa dessa vida de merda que ele leva e quer que todo mundo ao redor se adapte.”

 

“Não transforme isso numa guerra.” Ele disse. Eu não sabia se aquilo era um pedido ou uma ordem.

 

Ele também já sabia de outro detalhe, é claro.

 

“Eu não vou mais exigir a guarda compartilhada.” Eu disse por fim “Vou exigir a guarda unilateral.”

 

“Não acha precipitado?” Ele não parecia querer me fazer mudar de ideia “Nem um pouco?”

 

Havia muitos argumentos na ponta da língua, para que pelo menos uma pessoa sensata como Kyungsoo entendesse que, antes e depois de tudo, meu filho era tudo o que eu tinha e eu lutaria por ele.

 

Era inexplicavelmente doloroso morar numa casa sem Seojun para alegrá-la.

 

Mas antes que eu pudesse me justificar, fomos interrompidos. A porta da sala de aula se abriu, e para a minha surpresa, não eram os alunos que eu esperava. Parado ali, estranhando a situação, o diretor avaliava nós dois, mexendo seu bigode bem aparado e semicerrando os olhos enrugados.

 

“O que vocês estão fazendo?” Ele perguntou, incomodado.

 

“Apenas conversando. Me desculpe.” Kyungsoo se apressou em dizer, tomando rumo para fora da sala. Não era surpresa que ele não gostava daquele sujeito “Depois a gente continua, o.k?”

 

Assenti, o vendo me deixar sozinho na sala na presença do diretor. Os alunos estavam atrasados.

 

Ele fechou a porta novamente, se aproximando com uma papelada em mãos, avaliava a mesma como se procurasse algo, e diante da situação, provavelmente algo do meu interesse. E ele achou, seja lá o que era.

 

“Algum problema?” Me adiantei. Aquilo já estava estranho e ele não disse uma palavra até perceber que deveria.

 

“Park Chanyeol, seu nome é o primeiro da lista para a promoção que se candidatou no ano passado.” Ele disse, me entregando uma folha com diversos nomes de professores, alguns que eu conhecia, outros que não “Poderá lecionar em uma faculdade, se ainda tiver interesse.”

 

Ah, eu tinha interesse. Muito interesse. Interesse pra caralho.

 

“Sim! Eu ainda tenho interesse!”

 

Acho que gritei, e por isso ele me olhou torto, assentindo.

 

“Me avise o mais rápido possível, eu preciso repor sua vaga e avisar a diretoria de Ulsan.”

 

Meu grande sorriso morreu gradativamente e, felizmente, antes que ele desse meia volta. Eu faria a pergunta cuja resposta pisaria no meu sonho.

 

“Ulsan?”

 

Ele se virou novamente, com uma sobrancelha arqueada e, novamente, estranhando a situação. Talvez eu fosse o único que não soubesse daquela informação.

 

“Sim. Universidade de Ulsan.” Apontou para os papéis que ele havia me entregado. Além da lista de nomes, havia um portfólio com informações básicas sobre a universidade de Ulsan que eu ainda não tinha visto.

 

“Não, não, não.” Provavelmente gritei novamente.

 

“Não?”

 

“Houve um engano. Eu enviei meu currículo pra universidade Yonsei. Aqui em Seoul, bem aqui.”

 

“Você queria a Yonsei como vários outros professores pelo país.” Ele se aproximou, tocando meu ombro “Se eu fosse você, já começaria a fazer as malas. É uma ótima oportunidade.”

 

E eu me odiava por não reconhecer aquilo.

 

 

 

 

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

 

 

Parei o carro bem em frente aos portões da escola infantil onde Seojun estava matriculado. Não por minha escolha, é claro, sequer por minha sugestão.

 

Estava três minutos adiantados, e contei cada segundo, sem desviar o olhar, até que a avalanche de crianças saísse correndo de dentro da instituição. Cuidadosamente, encontrei a minha criança, uma das últimas a sair e, mesmo assim, uma das mais alegres.

 

Desci do carro rapidamente, dando a volta no mesmo e indo ao seu encontro. Seu sorriso foi a primeira coisa que me fez sorrir igualmente nos últimos dias. Ele estava surpreso, é claro, não era meu dia de buscá-lo. Eu havia pedido pra Yoora avisar Baekhyun sobre a mudança, poderia até ser infantil, mas eu não estava pronto pra falar com ele. Sequer mandar uma mensagem.

 

“Papai!” Ele ergueu os bracinhos assim que se aproximou o suficiente, pedindo colo e assim o fiz “Por que você veio hoje?”

 

“Não gosta quando eu te busco?” Me fiz de ofendido.

 

“Gosto!”

 

O passei do colo para sua cadeirinha sem nenhuma objeção.

 

“Então tudo bem. Hoje nós vamos lá pra casa assistir os filmes que você mais gosta.”

 

Ele fez uma expressão confusa, me fazendo perceber o quão erradas foram as palavras que eu havia escolhido. Aquela era uma conversa que ainda não tivemos com ele. Outra vez.

 

“Você não mora mais com a gente?” Perguntou “Você vai embora de novo?”

 

Me sentei ao lado da sua cadeirinha, no banco de trás, fechando a porta como se eu fosse ficar por ali mesmo. Se dependesse de mim, eu ficaria. Diante da minha tristeza, não queria perder a paciência no trânsito.

 

“Eu tenho que ir, Junnie. Mas a gente vai se ver todo dia dessa vez, eu juro.”

 

“Por que você vai embora?” Ele parecia conformado, mas não menos confuso.

 

“Eu preciso cuidar da minha casa, você não concorda?”

 

Ele assentiu sem expressar qualquer sentimento.

 

“Você sabe que eu amo você, não é? Igual eu amo seu pai, e igual ele ama você.”

 

Ele assentiu novamente, agora com um sorriso. Aquela cópia em miniatura do sorriso do Baekhyun.

 

Afastei sua franja para poder deixar um longo selar em sua testa, pensando no quão mais fácil séria se ele pudesse entender e, ao mesmo tempo, desejando que ele nunca precisasse entender.

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

 

 

Talvez eu houvesse sido um pouco exagerado quando falei sobre a guarda unilateral com Kyungsoo, mas depois de passar um tempo a sós com meu filho, e pedir a opinião da minha irmã, percebi que eu estava certo, de qualquer forma.

 

Sem a guarda unilateral eu teria que dar adeus pro Seojun quando fosse pra Ulsan.

 

E muito embora a ideia da promoção permanecesse apenas como uma ideia, e em hipótese alguma eu conseguia chegar a uma conclusão sobre aquilo, Yoora também me orientou a respeito. Era coisa do destino, com certeza, isso aparecer logo quando eu buscava tão desesperadamente por um recomeço.

 

Talvez meu recomeço estivesse fora de Seoul. E agora eu sabia que só iria até ele se pudesse levar meu filho junto.

 

E cá estou eu, sem prestar atenção em uma palavra sequer do pai de Jongin, o advogado que explicava pra mim e pro Baekhyun, em seu escritório, como seria tudo se a guarda do Seojun passasse pra mim. Eu podia ver Baekhyun suar de nervoso, com o desespero estampado no rosto. Ele havia recebido a noticia naquele dia mesmo, quando também soube que precisaria estar presente antes que eu pudesse levá-lo ao tribunal.

 

Eu diria que ele tinha uma rotina que fazia mal pro bebê, formando uma nova família e me tirando os direitos básicos. Tudo aquilo poderia o submeter a um quadro de depressão infantil. Por outro lado, eu tinha um bom emprego e, logo, um melhor ainda, não tinha mais ninguém na minha vida e poderia dar uma vida melhor ao Seojun sem privá-lo do outro pai.

 

Isso tudo foi o que me foi dito antes dessa reunião atual, até porque eu tava viajando total ali. Estava nervoso demais na presença do Baekhyun pra prestar atenção em algo que envolvia ele necessariamente.

 

“Alguma dúvida?” O Sr. Kim perguntou, deixando sua caderneta de lado. Ele havia terminado sua explicação.

 

“Por que você tá fazendo isso Chanyeol?” Baekhyun atacou. Não era aquele tipo de dúvida.

 

Ambos me encararam, um Baekhyun raivoso e um advogado esperando por uma dúvida de verdade da minha parte. Ele estava ignorando aquele ódio todo que chegava a deixar a sala até mais quente.

 

“Preciso ir ao banheiro.” Eu disse. E não precisava.

 

“No fim do corredor.”

 

Eu assenti, me levantando rapidamente. Eu havia vestido um terno porque Yoora disse que deveria, o que me deixou completamente ridículo, com a gravata mal colocada, cabelo bagunçado e um all star porque não achei o outro pé do sapato social. E daquela forma, saí da sala aos tropeços, acidentalmente batendo a porta com força e, finalmente, me encontrando seguro no banheiro bonito do prédio de advocacia.

 

Apoiei as mãos na pia, me olhando profundamente no espelho de forma que eu não estava fazendo nos últimos dias, me deparando com olheiras profundas e a pele pálida.Eu precisava dar um jeito em mim mesmo, começando por arrumar o cabelo e fazer a barba direito.

 

Mas eu deixei aquilo tudo de lado porque, sinceramente, não fazia diferença. Eu pensava em Seojun, agora na casa de Yoora, sem imaginar que os pais estavam fazendo aquela atrocidade diante da lei.

 

E pensando no quanto estava sendo difícil respirar o mesmo ar que Baekhyun. Aquele ar mais doce devido a sua presença...

 

“Chanyeol!”

 

Um estrondo de tirou do transe, a grande porta do banheiro tremeu as estruturas do local, trazendo pra perto o mesmo Baekhyun que a pouco eu elogiava nos meus pensamentos, agora, com ódio vazando dos olhos.

 

Ou talvez fossem apenas lágrimas. De desespero, raiva, medo, eu não saberia rotular.

 

Ele se aproximou, me empurrando com força, repetindo o ato até que eu estivesse contra a parede, recebendo tapas e socos contra o meu peito. Eu não disse nada, não expressei nada, muito menos tentei impedir.

 

“Eu te odeio, eu te odeio muito!” Ele gritava em meio ao choro. Logo, suas agressões ficavam mais fracas.

 

“Baekhyun...”

 

“Você não vai tirar meu bebê de mim, seu monstro!”

 

“Eu não vou tirar ele de você. E se, por acaso, eu conseguir a guarda dele, é porque eu mereci.”

 

“Você vai me denegrir na frente do tribunal pra levar meu filho pro outro lado do país, seu lixo!”

 

Ele insinuou voltar a me bater, mas segurei suas mãos, prontas para me socar. Com o ato, seus olhos molhados me fitaram, pereciam tentar mostrar raiva, mas mostravam súplica.

 

“Eu não posso deixar ele, eu sei que você entende isso.”

 

“Então não vai embora.” Pediu.

 

Nos encaramos por alguns segundos, provavelmente digerindo aquelas palavras de maneira bem diferentes um do outro.

 

“Essa foi a coisa mais egoísta que você já falou pra mim.”

 

Ele suspirou, dando um passo pra trás.

 

“Eu não sei o que fazer.” Admitiu.

 

“O que você achou que aconteceria?” Ri seco “Que eu ficaria aqui pra você me manipular, buscando o Seojun todo fim de semana na sua casa com sua família nova? Que eu engoliria isso? Engoliria você tendo um filho com outro?”

 

“No fundo eu achei que você lutaria por mim.”

 

Me deixei rir, esfregando o rosto tamanho o estresse que aquela frase conseguiu causar. Como seu eu não tivesse lutado por tanto tempo, e como se ele não fosse a única coisa que me impedia de conseguir vencer aquilo.

 

“Você só pensa em si mesmo. É por isso que eu tô' fazendo o que tô' fazendo.” Me afastei dele, tomando rumo pra fora do banheiro. Ele segurou meu braço com os seus próprios. Havia voltado a chorar.

 

“Eu te garanto que não tô' pensando em mim.” Sussurrou, sem motivo aparente “Eu só tô' tentando fazer a coisa certa por você, porque eu sei que sou egoísta e tudo mais, e você não merece isso–“

 

“Baekhyun, eu não quero isso hoje, por favor.”

 

Eu amo você.” Sorriu em meio as lágrimas “Você sabe disso, mas eu queria que você sentisse o que eu sinto quando você diz que me ama.”

 

Sua mão subiu até se agarrar à minha camisa, com força, me trazendo para tão perto que se corpo não tinha mais espaço entre o meu e a pia, me obrigando a erguê-lo até em cima da mesma. Nossos lábios se juntaram antes que eu pudesse terminar de pensar se aquilo poderia ou não ser feito. Não houve um selar antes, ou um pedido, foi intenso do começo e ainda não estávamos nem perto do fim.

 

Suas pernas contornaram minha cintura e eu podia sentir o quão forte era tudo o que ele sentia pela força das suas unhas contra os meus ombros. Segui em uma trilha de beijos até seu pescoço, focando lá. O peso de sua cabeça foi pra trás, contra o espelho.

 

Um gemido baixo escapou da sua boca, e por mais que estivesse louco pra ouvir aquilo de novo, foi suficiente para me fazer acordar e perceber a estupidez que eu estava fazendo. Ele percebeu assim que eu parei com os toques, suas mãos seguraram as minhas contra suas coxas como um pedido mudo para que eu continuasse.

 

Mas não continuei.

 

Me afastei aos poucos, ainda atordoado. Chegava a ser irritante como ele conseguia me fazer chegar àquele ponto em tão pouco tempo e tão profundamente.

 

“Não para.” Ele pediu.

 

Como eu não queria parar.

 

“Eu não posso fazer isso.” Estava falando mais pra mim mesmo do que pra ele.

 

“Chan...”

 

“Te vejo no tribunal, Baekhyun.”

 

Ele não disse mais nada, porque sabia que não adiantaria, e que seria injusto. Foi a minha chance de deixar aquele banheiro e, em seguida, todo o prédio. Por mais que eu quisesse ficar, e cair naquele buraco de novo, eu precisava ser forte. Estava tomando uma decisão que não permitiria um desvio sequer. Nós dois sabíamos que eu não queria fazer nada daquilo, nem mesmo o sonho de lecionar numa universidade era tão grande, mas todas as suas atitudes me fizeram criar aquele orgulho tóxico.

 

Por mais que doesse.

 

E doía.

 

 

 

 

 



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