História Azul Bebê - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Azul Bebê, Baekhyun, Baekyeol, Chanbaek, Chanyeol, Exo, Mpreg
Visualizações 660
Palavras 2.740
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 11 - Azul Mar


Fanfic / Fanfiction Azul Bebê - Capítulo 11 - Azul Mar

Eu daria tudo para poder voltar no tempo.

 

Pensando bem, eu não voltaria, visto que as melhores coisas da minha vida estavam diretamente vinculadas as piores. A essa altura da vida, eu só estava tentando tomar uma decisão que não se encaixasse nessa regra, algo bom para mim, para o meu filho e, mesmo assim, sem machucar aquele que não merecia todo o amor que eu guardava para ele.

 

Sentado na ponta da cama numa cena miserável, fazia alguns longos minutos que eu encarava o guarda-roupas aberto, olhando as peças penduradas que eu ainda não havia colocado na primeira mala. Depois da terceira peça, entrei em desespero, passando o dia me distraindo para evitar ter que continuar a fazer as malas.

 

E lá estava eu, de volta ao quarto após pôr na cabeça que eu precisava assumir minhas responsabilidades.

 

Sobre o criado mudo havia um longo contrato cujo eu já havia lido diversas vezes e, mesmo assim, não conseguia simplesmente assinar meu nome onde pedia. Não era como se tudo fosse instantâneo, e após assinar aquele pedaço de papel, ainda haveria vários processos de aceitação. Mesmo assim, eu não conseguia.

 

Meu mais profundo desejo era me jogar para trás, deitar naquela cama até criar raízes, sem nenhum plano para depois disso. Ali ao meu lado, Seojun dormia há um bom tempo, bem agasalho, agarrado a um travesseiro e com a respiração alta. Baekhyun havia concordado e deixá-lo passar a semana comigo, afinal, se eu ganhasse o caso, queria que ele já estivesse acostumado e não se assustasse tanto com a mudança.

 

Uma das mudanças.

 

E por falar nele, Baekhyun era a peça que não se encaixava. A última vez que eu havia o visto e falado diretamente com ele, foi no banheiro do escritório de advocacia, dois dias antes. Meu coração doía com a constante lembrança de tê-lo deixado para trás, chorando e com palavras ainda não ditas. Mas diante das circunstâncias, eu preferia não ouvir nada que ele tinha para dizer.

 

Eu o amava muito e tudo o que ele fazia era doloroso para mim. Eu acho que está tudo bem eu admitir isso, e admitir que estou constantemente a espera de algo que me faça ficar nem que seja por cinco minutos a mais em Seoul. Eu tinha tanta esperança que chegava a sentir pena de mim mesmo.

 

Meu celular, aliás, estava ao lado do contrato ainda não assinado. Com frequência, o visor se acendia, mostrando mais uma chamada do Byun indo para a caixa postal. Minha curiosidade era ardente, ainda mais por pensar que o neguei a palavra quando nos vimos no banheiro.

 

Ele tinha algo a dizer, e por mais preocupado que eu estivesse, não correria o risco de ouvir algo como não vá embora.

 

Não apenas por achar egoísta, mas porque ele poderia me convencer.

 

Desde que eu recebi a proposta para a promoção, foi estipulado um prazo de quinze dias para entregar uma resposta. Se eu enfim conseguisse assinar o documento, entregaria com a metade do tempo. A guarda do Seojun já era quase minha, meus argumentos foram válidos e, se por algum acaso, eu perdesse, iria embora do mesmo jeito. Viria pra Seoul vê-lo toda semana se fosse necessário, mas eu precisava mesmo ir embora dali.

 

Era um contrato de um ano em Ulsan que poderia ser renovado ou quebrado. Só dependia de mim. Por enquanto, eu já havia tomado minha decisão, e logo, seria apenas eu, Seojun e Alice em Ulsan. 

 

Lecionando numa faculdade, sem nenhum custo e muito tempo para superar.

 

Ninguém imaginaria o quão difícil aquela decisão era.

 

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

 

 

Eu estava dando passos aos poucos. Agora, o contrato já havia sido assinado, e só me restava fazer uma ligação ao diretor para dizer que, sim, eu estava pronto. E no fim, devesse realmente poupar Seojun disso, deixa-lo com Baekhyun já que, veja, que tipo de ajuda é levar uma criança tão pequena não só para longe de um dos pais, mas como para o outro lado do país.

 

Mas Seojun ainda estava comigo nesse dia, agora em um banco de praça qualquer, com ele tomando um sorvete com a paz eu gostaria de ter. Aliás, esse dia parecia estar em contagem regressiva, como se contasse todos os meus movimentos até a hora que eu tomasse a pior ou melhor decisão da minha vida.

 

A verdade é que nem com a minha idade eu tinha maturidade para tomar essa decisão. Talvez eu nunca tivesse tido maturidade e, talvez, se eu tivesse, as coisas seriam diferentes agora.

 

Já não haviam mais chamadas de Baekhyun. Nem de Jongin ou Kyungsoo querendo passar os recados que o Byun não podia dar ele mesmo. Eu me sentia muito idiota, por querer tanto estar com ele agora, ouvindo qualquer palavra que fosse e que eu sabia que me faria ficar ali, naquela cidade caótica na nossa vidinha caótica até o último dia da minha vida, aturando todo o caos que ele era por si só e que eu amava, tanto, mas tanto.

 

Baekhyun era nostalgia. Era real.

 

“Seojun.” Chamei instintivamente, vendo-o me olhar de onde estava, sentado num pequeno gramado, observando as flores sem as machucar “Você gostaria que eu e seu pai voltássemos a viver juntos outra vez?” E com outra vez eu quis dizer uma terceira vez.

 

Ele sorriu grande, sorriso este que logo se desfez, sendo substituído por uma cara pensativa.

 

“Eu não sei...” Deu mais uma colherada em seu sorvete, como se aquilo fosse ajudar no raciocínio “Vocês iriam se separar de novo, né’?”

 

“O que... Por que você acha isso?”

 

“Porque foi o que vocês fizeram antes.” Ele não estava triste ou com raiva, parecia estar constatando o mais óbvio “Vocês brigam e eu não sei porque, mas eu sei que você sempre vai embora, e então você fica triste e Baek appa também.”

 

“Eu não fico... Ele fica?”

 

“Fica!” Sacudiu a cabeça com força, satisfeito pela revelação que fez “E então vocês dois fazem essas perguntas para mim.”

 

“Ah, é?” Me deixei rir. De fato, eu fazia perguntas como se ele tivesse as soluções para todos os problemas da minha vida. Talvez ele de fato tivesse as soluções ou, quem sabe, ele fosse a solução e pronto.

 

“Sim, são perguntas bobas.” Prosseguiu “Você sabe que eu gostaria que vocês ficassem juntos para todo o sempre, mas mesmo assim me pergunta. Baek appa também sabe que você ficaria muito feliz de ter outro bebezinho igual a mim, mas ele pergunta porque também quer ficar com você para todo o sempre.”

 

E ele parou de falar, não como se quisesse uma resposta. Não, ele voltou a tomar seu sorvete, desviando sua atenção para as pedrinhas no chão que arrumava por ordem de tamanho. Ele sabia, mesmo que talvez instintivamente, que aquilo seria suficiente para me fazer calar a boca mesmo que não soubesse ainda que as perguntas eram baseadas na realidade.

 

Mas eu sabia o peso daquela pergunta, ainda que não soubesse como reagir aquilo. Agarrei o ferro do banco com tanta força que quase não senti a dor, e de alguma forma, o tempo pareceu estar em câmera lenta, desde a folhas sendo varridas pelo vendo até as crianças indo para lá e para cá nos balanços dali. Tudo o que era normal ali era eu, Seojun e as ligações do Baekhyun que eu não atendi.

 

Era tudo tão doloroso, parar para pensar que aquela gravidez era real e, logo, Seojun receberia a notícia e se adaptaria a uma nova família. E o fato é que ele é a minha família, mas eu não sou a única família dele. Eu deveria parar de chamar Baekhyun de egoísta e entender que ele tinha coisas mais importantes para pensar do que nos sentimentos do ex marido.

 

Procurei o celular no bolso, sentindo meu coração doer quando o achei. Disquei, com dificuldade, cada dígito do telefone pessoal do meu advogado. Estava chamando, eu perdia o ar à medida em que eu criava o roteiro na minha cabeça. No fim, o que eu precisava dizer era muito simples.

 

“Alô? Chanyeol?”

 

Suspirei.

 

“Alô? Eu posso te ajudar?” Insistiu diante do meu silêncio.

 

“Eu... Preciso que você encerre o meu caso.”

“Como? A audiência é amanhã, você está em vantagem!”

 

“Eu quero desistir da guarda do meu filho. Mas obrigada por tudo até agora.”

 

Encerrei a chamada antes de ouvir mais argumentos que mostrariam o quão sem noção havia sido aquilo, e agradeci por não ter sentido que aquilo foi a coisa mais difícil que eu já fiz porque, se fosse, eu seria realmente muito egoísta.

 

Por outro lado, a cosia mais difícil a ser feita seria, de fato, feita ali, agora. Meu celular ainda estava na minha mão, e minha próxima ligação seria para o diretor, seguida de um contrato assinado e entregue e uma visita aos meus pais, irmã e sobrinhos.

 

Eu iria embora dali antes que perdesse completamente a cabeça.

 

 

 

 

♡♡♡♡

 

 

Eu havia tomado a minha decisão há um mês atrás, e aceitado que não estava num conto de fadas e que aquilo era uma questão profissional que não poderia mudar mais.

 

Eu iria embora daqui há algumas horas e, para minha sorte, havia ficado a última semana inteira com Seojun na minha casa. Mas agora, ele deveria voltar para debaixo da asa de Baekhyun, e eu estava tentando digerir esse fato esperando que ele abrisse a porta do apartamento depois das tantas batidas desnecessárias que eu dei.

 

E ele abriu, me olhando de uma forma que eu não conseguir definir. Fazia tempo que não nos víamos, mais de um mês para ser exato. Aliás, Yoora havia buscado Seojun para mim, não por infantilidade, mas porque eu realmente não estava pronto para vê-lo.

 

Mas agora eu precisava. Eu estava indo embora e não poderia fazer isso sem ter minha última certeza.

 

“Entra.” Ele disse antes que qualquer um de nós pudesse dizer um oi. Não era minha intenção entrar, mas por algum motivo, eu só o fiz sem dizer nada.

 

O apartamento estava a mesma coisa visualmente, mas agora, aquele lugar parecia tão vazio. Com quase todas as luzes apagadas e sem nenhum vestígio de quem havia alguém passando dia inteiro ali como consequência da gravidez.  Eu fiquei na sala, esperando que ele colocasse Seojun em sua cama, este que dormiu o caminho inteiro e sequer pareceu querer acordar.

 

Seojun sabia que eu iria embora, mas não falava sobre desde que eu contei. Ele chorou na primeira vez e depois fingiu que aquilo nunca aconteceu. Eu preferia ouvi-lo fazer pirraça e dizer que me odeia do que ver meu filho de quatro anos agir como um adulto decepcionado.

 

“Ele está ainda está dormindo.” Baekhyun disse assim que retornou. Apenas a luz da cozinha estava acesa, iluminado de longe e evitando que eu visse o exatamente, mas podia ver sua barriga se formando, seu pijama despojado e até fofo e um leve brilho em seus olhos. Talvez essa fosse a sua intenção, por sorte teria o mesmo efeito para mim “Quer acordar ele para se despedir?”

 

“Não, não. Deixa ele dormir.” Suspirei “Eu já me despedi.”

 

Minhas malas já estavam no meu carro, para que eu pudesse ir até o aeroporto logo e sem chances de desistências. Além do mais, minha maior chance de desistência estava bem na minha frente.

 

“Quando você vai?” Ele perguntou.

 

“Meia noite.”

 

Instintivamente, olhamos o relógio sobre a mesa e centro. Eram dez de vinte e cinco.

 

“Eu não sei o que dizer.” Sua voz agora estava carregada de choro.

 

“Eu preciso ir embora Baekhyun.”

 

E eu iria realmente, iria mesmo, mesmo que não quisesse, eu já estava pronto para sair dali. Apesar disso, eu deveria saber que não seria fácil assim me livrar de Baekhyun, principalmente visto que aquela seria a última chance dele de fazer sua teimosia de sempre.

 

Suas mãos quentes tocaram meu braço, sem força, mas com uma visível aflição. Medo. Não um medo egoísta, de como quando ele estava à beira de perder a guarda de Seojun e precisava me convencer do contrário, mesmo que usando meus sentimentos de forma cruel, fazia pelo amor que sentia pelo nosso filho. Não era aquele medo, era o medo que eu esperava que ele sentisse alguma hora.

 

Medo de me perder e não ter como fingir que o medo é por outra coisa.

 

Toquei seu rosto e selei seus lábios sem culpa. Eu me despediria ali, porque eu sabia que seria a última vez e não teria espaço para problemas que se formariam de um simples beijo ou algo mais. E ele sabia disso, por isso retribuiu tão calmamente quanto recebeu, durante alguns segundos e, logo, minutos no sofá sob o escuro.

 

Eu me perdia naqueles olhos castanhos e naquela pele macia, naquele lado extremo dele que só eu conhecia. Me perdia em seu corpo sobre o meu, naquele sofá que eu quase não podia sentir como tudo mais ao redor.

Eu só sentia Baekhyun, e estava em paz.

Sua boca tinha gosto de sorvete de cereja do pote que podia ser visto do balcão da cozinha, sua pele tinha cheiro do sabonete de limpeza profunda que ele usava e as roupas que eu tirava peça por peça tinha cheiro do amaciante que sua mãe mandava sempre. Aquele conjunto tinha cheiro de lar, e naquele momento, eu não conseguia me imaginar vivendo num lugar que não fosse esse lar, o meu lar.

E no meio dos meus pensamentos apaixonados, voltei a realidade com o vento frio contra meu corpo assim que ele retirou minha camisa, me fazendo levantar os braços tão instintivamente que até mesmo parecia ensaiado. Seus beijos doces eram distribuídos desde a boca até o peito, e de volta à boca. Havia um carinho que fazia meu peito arder.

Arder de amor, de desejo e de tristeza por saber que seria a última vez.

E mesmo no frio, começávamos a suar. Nossos corpos estavam enfim em contato, e por mais longe que eu quisesse ir, não queria que aquilo acabasse tão cedo.

Mas os minutos eram dolorosamente jogados fora.

Ele me olhou, e por estar no meu colo, havia o ângulo perfeito para ele e pra mim, sem chances de desvios, só uma troca de olhares tão emocional como tudo ali.

Arredou meu cabelo delicadamente para trás, analisando todos os detalhes que já conhecia com um sorriso triste no rosto.

"Eu amo você." Ele disse enfim.

"Eu amo você também."

"Eu sinto muito por tudo."

"Baek..."

"Não estou dizendo por nada, e nem tentando te manipular. Eu já aceitei, você vai embora e eu estou perdido se nem o seu amor por mim pode te fazer mudar de ideia." Prosseguiu "Eu só quero que você saiba que eu realmente-"

"Eu sei, você sente muito. Mas não precisa sentir agora."

"Estou pedindo desculpa por tudo, desde o começo." Ele ainda acariciava meu cabelo, como se aquilo o distraísse do diálogo difícil que ele mesmo criou "Por ter te deixado. Eu fui tão egoísta naquela época, era tão difícil para mim, pra nós dois, mas você conseguia fazer tudo por mim e pelo Seojun e eu não conseguia retribuir. Não era justo."

"Era justo. Vocês sempre foram a minha vida."

Ele não soube responder. Eu sabia que ele queria justificar tudo, mas não havia o que dizer. Tivemos uma época complicada que ele insistiu em acreditar que seria melhor acabar do que tentar resolver. Agora, ele chorava por isso, e por todo o resto, e eu o acompanhava.

"Eu não quero que você vá, Chan. Não se trata de mais nada, só que eu não quero você longe de mim."

"Eu preciso ir, e você precisa ser forte como sempre foi."

Tudo o que pude constatar era que aquilo estava se tornando uma discussão e eu não queria ter, não agora. E por isso, me levantei, a procura das minhas coisas e roupas diante da sua feição indignada, ainda no sofá.

"Você vai ter um filho agora, e está construindo uma família."

"Sobre isso, você não entende..."

"Eu entendo sim."

"Você precisa me deixar explicar."

"A gente se vê Baekhyun."

E aquela foi a última vez que eu deixei aquele apartamento. A última vez que vi seu rosto, seu corpo e o senti.

E constatei isso a caminho do aeroporto. Seria a última vez para tudo relacionado ao Baekhyun por muito tempo. Porque eu desisti, e o deixei para trás.

E deixei com ele um pedaço de mim.

 

 

 

 

 


Notas Finais


Entrego meu coração a vcs como pedido de desculpas por esse tempão sem atualizar, eu acho que estou passando pela fase mais difícil da minha vida e já faz um tempo que tudo isso aqui perdeu o encanto, felizmente chanbaek sempre foi meu amorzinho e, mesmo que tarde, me deu coragem para ir até o final do xodó que azul bebê é pra mim

até o próximo, desculpem o atraso de novo e desculpem os errinhos tb rs


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