História Baby Blue - Capítulo 2


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aerosmith, Babyblue, Conjuradores, Jovens, Romance
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Palavras 2.609
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Escolar, Fantasia, Festa, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Capítulo 1


                           •01/10•

         Primeiro Round

  Como sempre para o café da manhã temos dois ovos mexidos, uma garrafa de refrigerante diet sem gás, algumas fatias de bacon e muitas batatas fritas.

Sempre bom aumentar a glicose logo cedo.

  Eu estava na minha última frita, quando John apareceu dirigindo seu Impala preto, ao som de Motley Crue.

  Durante o verão, ele decidiu entrar de cabeça no rock, já gostava muito antes, mas queria oficializar o gosto pelo estilo, e agora está formando uma banda, Os Podres, John sempre foi fissurado por filmes de badboys, sempre quis ser um, desde pequeno se veste e age como eles. E agora com a ideia da banda, acredita estar "oficializando" ser um badboy rockeiro, a única diferença é que ele tem um impala preto, que batizamos de Tom, e não uma moto. Mesmo achando estúpido por ele ter 17 anos, o apoio 100% até que é bonito de se ver. A blusa branca com a jaqueta de couro faz com que seus olhos azuis esverdeados se destaquem.

- Vamos Jay, não vai querer se atrasar para o primeiro dia de aula! - Gritou ainda de dentro do carro.

- Como poderia me atrasar para este dia tão esperado? Me dê alguns minutos, já estou indo.

  Ele sorriu e se virou para abaixar o volume do som.

  Engoli minha batata, peguei uma fatia de bacon, minha jaqueta e a bolsa.

  Fui até o escritório, avisar que já estava saindo, mas a porta estava trancada, ele não queria me ver, com certeza.

- Pai, sei que está aí dentro. Olha, ja faz 3 anos, é difícil seguir em frente, mas é necessário. Estou indo pra escola agora, não quer vir aqui me dar um abraço?

  Nenhuma resposta. Era hora de ir, ele não queria mesmo me ver.

- Jay. - John, sabia que eu iria vir aqui tentar fazer com que meu pai pensasse direito. E ele também sabia que não daria certo. - Ei. Não fica triste, uma hora ele vai sair!

- Vamos. - Não o olhei nos olhos, estava irritada de mais para isso.

Ele não fez nada, só roubou um bacon da mesa e saímos.

- Sabe, você não precisa ficar assim! Quero ver um sorriso.

- Pare, não quero gracinhas logo cedo.

- Anda, Vamos Jay. Onde estão os dentes brancos? Cadê meus dentes brancos? - disse cantarolando, com a voz estilo Elvis Presley, a musiquinha do maternal que cantavam para nos ensinar como escovar os dentes.

Não aguentei tive de rir, ele sabia como me deixar feliz. Era a nossa música de certa forma.

- Isso mesmo. - Disse sorrindo. - Entra aí, Srta. Sanders vai pirar se nos ver chegando atrasados.

  Eu sabia que ele só tinha uma habilitação por que o pai é o prefeito, e só por isso ainda não foi preso, era tão rápido que mal dava para ver as pessoas andando na calçada. Apavorante, porém depois de muito tempo, até acostumei. Me deitei confortavelmente no banco, pus meus óculos escuros e curti a música que estava tocando, What it Takes, minha favorita. Estava na pasta do Aerosmith, a única banda que me deixava feliz até com as músicas deprimentes, ele sabia que eu iria gostar de ouvir.

  Viramos a esquina e pegamos uma caixa de Donuts no Mike&Mark, uma lojinha que vende de tudo, porém não tem nenhum tipo de segurança, o caixa Mark, é cego de um olho e está sempre de tapa olho, sendo assim, podemos entrar e pegar o que quisermos sem problemas, ou seja, Pegue&leve.

  Duas quadras depois, chegamos à escola.

        LETRON'S HIGH SCHOOL

     A PORTA PARA O INFERNOOL

  John tinha aula de espanhol, e eu Inglês.

Minha professora, Srta. Finix, estava atrasada para variar.

- Olá Jaded, algum enterro para o final de semana? - riu com desprezo.

  Estava tirando sarro da morte de minha mãe, e com as palavras que usou pareceu querer dizer que meu pai seria o próximo. Se não fosse ela falando, com certeza, teria achado que era a culpada pelo incêndio, mas sei com quem lido, não teria como ser ela, sabe aqueles cachorros que só latem e não morrem? Pois bem.

- Olá Miranda, infelizmente o seu dia ainda não chegou, mas não desanime, quem sabe semana que vem? - sorri.

- Sabe que vai queimar no inferno, não é?

- Espero euforicamente por este dia. - permaneci sorrindo.

  Ela revirou os olhos e se juntou ao grupo de amigas sentadas na última fileira, ao lado da janela. Estava mostrando para elas sua Prada falsificada, elas por outro lado pareceram não perceber a réplica. Mas como iriam perceber? Era a Miranda Scholer, capitã das líderes de torcida, miss verão, filha de Salete Scholer membro do IDG, e o anjo de Letron's High. Uma verdadeira santa, por que mentiria, por algo tão fútil?

  Nunca entendi porque ela não gostava de mim, nós duas praticamente crescemos juntas. E nunca fiz mal a ela, que por sua vez já fez mal para mim, ou pelo menos tentou.

 

- A professora Finix, faltará hoje. Estão dispensados. - Disse o diretor pelo auto-falante.

   Ao que parece, uma árvore caiu em cima do carro, mas por sorte não a atingiu, uma ambulância chegou a tempo e disse que apenas um dia de repouso é necessário. Ou seja sem aula.

   As líderes de torcida, foram para o campo ensaiar, e os outros obviamente as seguiram para assistir. Eu por outro lado, fiquei andando pelos corredores, até chegar a sala do Asher, não poderia sair sem dar uma olhadinha pela janela, ver seus cachos voando com a brisa vinda da janela e seus olhos azuis brilhando com o reflexo do sol, me faziam sentir calma, não tem explicação, parece que ele transmite a brisa que o envolve.

   Se existisse uma lista de "quedinhas" ele estaria na minha, em primeiro lugar.

   Acenei, mas ele não viu. Minha bolsa caiu no chão junto dos meus livros, e quando fui levantar, sem querer abri a porta da sala.

  Me recompus, mas a classe inteira estava me encarando, esperando uma explicação.

- Olá Sr. Agenor. - disse com a voz trêmula.

Por sorte era ele.

- Olá Srta. Rose, oque está fazendo aqui?

Precisava de uma desculpa.

Corei.

- A Srta. Finix faltou hoje, então decidi vir aqui ajudar meu professor predileto.

Ele por sua vez, arqueou a sobrancelha esquerda, pareceu não acreditar.

- Sei, uma pena que hoje não precisarei da sua ajuda. Sr. James. Acompanhe a Srta. Rose até o campo, tenho certeza que ela iria adorar a sua companhia.

- Muito obrigada, professor.- sorri sarcasticamente.

  Ele assentiu com a cabeça, e todos da sala começaram a aplaudir e rir, quando Asher se levantou.

  Saímos e ficamos em silêncio até o segundo lance de escadas.

- Então...- puxou assunto.

- Sim?

- Oque ele disse é sério, Você tá afim de mim?

  Pensei muito no que dizer, ele é um dos amigos de Miranda. Tudo oque eu dissesse, poderia ser usado contra mim.

- Não, só gosto de você como amigo mesmo. Agenor é só um velho doido. - tentei parecer verdadeira. Mas por dentro, estava querendo pular em seu colo.

- Uma pena, queria você como par no Baile de verão. Mas imagino que já tenha um, certo?

- Sim, tenho sim. - Oque eu acabei de dizer? Não era essa a resposta. Entrei em pânico, eu tinha que dizer um nome. - Johnson Mayner.

- O John? - ele riu.

- Ele mesmo.

- Achei que fossem amigos. Que cara sortudo.

  Devo admitir que é mesmo, quer dizer... jogador de basquete, quase um profissional, Inteligente e criativo, gentil, engraçado e bonito, filho do prefeito, tem o melhor carro da cidade e é super popular.

Mas, sortudo por sair comigo? Essa é nova.-pensei.

- Não exagera vai.

- Exagero? - riu. -Se você acha.

  Eu sou uma burra. Mas pelo menos agora eu sei que ele sente alguma coisa por mim, o negócio, é, como fazer ele entender que eu sou idiota, e que falei da boca pra fora?

Pior, terei de ir ao baile com John.

  Chegamos ao campo, ele me deixou lá e disse que se eu mudasse de ideia, eu seria a prioridade dele.

  Vermelha como um tomate? Só talvez.

John estava jogando, mas quando me viu abraçada com Asher saiu imediatamente do jogo e veio até mim com um sorriso de orelha a orelha.

- E aí? Rolou?

- Sim, quer dizer.. não! E você virá comigo ao baile.

Ele ficou pasmo. Mas logo voltou o sorriso.

- Então eu sou o sortudo do dia?

- Do que está falando?

- Arrumei um emprego na biblioteca da cidade, e agora vou ao baile com a garota mais linda do colégio. Vê se eu não tenho sorte!

  Estão brincando comigo? Hoje todo mundo está dizendo coisas tão bonitas pra mim, tirando a Miranda é claro, dela não vem nada de bom.

- Não me venha com esse charme, você quer alguma coisa.

- Me conhece bem, eu quero um beijo. Vai rolar?

Corei. Como assim?

- Por que eu te beijaria?

- Não está querendo sair comigo porque gosta de mim, não é?

O sorriso sumiu, cometi um grande erro.

- Não, enlouqueceu? Você é meu amigo.

- Sim, e você é minha amiga. - deu uma pausa e sorriu - Vamos ao baile, e até lá você vai se apaixonar, todas se apaixonam.

  Revirei os olhos e fui para a arquibancada.

  Assisti ao jogo inteiro, e aquelas meninas usando Saias tão curtas que pareciam apenas pequenos pedaços de tecido, pulando e berrando para os meninos. Não sei oque foi pior.

  O sinal tocou e fomos liberados, aconteceu alguma coisa envolvendo polícia, e os professores tiveram que sair.

Não entendi bem, mas gostei da parte, de ser liberada.

  John e eu saímos juntos, e fomos de carro até o Lago Moonet, compramos dois hambúrgueres e milkshakes na Cabana do Miller, nos sentamos ao redor do lago, nas pedras altas, nossas preferidas.

  Conversamos por horas, e nos dois tínhamos acabado de comer e beber, e aí ele tocou no assunto.

- Jay, por que decidiu me chamar?

- Bom... Asher me chamou para ir com ele, mas por impulso, que me arrependo muito, disse sem querer que ja tinha um par e posso ter mencionado o seu nome.

- Asher vai achar que você está comigo, sabe disso né? Achei que gostasse dele.

- Eu sei. Gosto. Esquece. - Respirei fundo - Quem sabe até o baile não me apaixono por você?

  Falei ironicamente, queria brincar com a situação, mas não adiantou.

- Ora Jay, vai com ele diz que mudei de ideia. Eu convido a Amber, quem sabe?

- Amber Vanner? Está me provocando?

- Não é uma provocação, ela me convidou e eu recusei... Ia te chamar.

  Fiquei sem fala por alguns minutos, ou segundo. Não sei, mas parecia longo.

- Então.. você quer ir comigo?

- Não precisa.

Pensei por um segundo, lamentei mentalmente pelo erro, quer dizer, eu fui apaixonada pelo meu melhor amigo uma vez e vi como foi ruim, e agora estou prestes a fazer o mesmo que fizeram comigo, e sinceramente John é o melhor cara que eu já conheci, ele é meu melhor amigo de anos, eu realmente gosto dele, não da forma que gosto do Asher, mas mesmo assim sinto algo por ele, não sei se conseguiria faze-lo 'sofrer'.

- Eu estou te convidando pra ir comigo.

- Para, não preciso de pena.

- É sério, esquece o Asher. Ele é amigo da Miranda, provavelmente vai com alguma amiga dela, e você é o cara que eu quero comigo.

Ele não disse nada, só levantou e me abraçou.

Como protetor, me senti bem, fazia tempo que não me sentia assim.

- Jay, você tem certeza disso?- disse olhando em meus olhos, como se pudesse ver se eu estava mentindo.

  Eu não sabia se tinha.

- Absoluta.

  Ele se afastou.

- Então prova. - disse desconfiado.

- Sério, está duvidando?

Arqueou a sobrancelha, e disse:

- Não quero te forçar a vir comigo, você que sabe o que faz.

  O olhei nos olhos, ele só queria me ver feliz. Apenas.

  Não sei porque, mas comecei a sentir uma coisa estranha olhando pra ele.

  Senti o que sinto quando olho pro Ash, o que senti quando me apaixonei pelo Josh.

  Eu estava gostando de Johnson Mayner, nossa é surpreendente.

  Nunca pensei que isso pudesse acontecer um dia. E mesmo sendo tão repentino, foi intenso, paixão.

- John. - Senti um embrulho no estômago. - P...pode...podemos ir embora? Tipo, agora?

- Claro, está se sentindo bem?

Me arrepiei com seu toque.

- Sim, sim, estou ótima. Vamos? Te espero no carro.

  Sai correndo.

  Entrei e me sentei. Precisava pensar no que tinha acabado de fazer.

Entrei em pânico, por que falei o nome dele para o Asher? Por que estou agindo assim? Se minha mãe estivesse aqui, diria que eu estou me afundando como uma âncora, e que eu deveria seguir com o rio. Nem dava pra pensar direito, joguei meu milkshake no chão do carro e tentei me acalmar.

- Certo, não seja a âncora. - respirei fundo.

NAO SEJA A ÂNCORA.- ordenei em pensamento.

 

  John entrou no carro e perguntou como eu estava, não respondi, como poderia?

  Ele ligou o rádio, e estava tocando a música dos dentinhos. Me perguntei se ele costumava ouvir aquilo. Fiz careta.

  Me aproximei dele, e o beijei na bochecha. Era para ser um gesto de agradecimento, não sei, mas logo nos beijamos, fez-se um clima ao som da música dos dentinhos, estranho. Não conseguia segurar a vontade de rir com aquela música, me afastei e comecei a gargalhar.

- Me desculpe, essa música não é a mais indicada para essa situação.

Ele sorriu, e abaixou o som.

- Jay, o que está acontecendo com você? Por que saiu correndo do nada, e agora me beijou?

  Não sabia como responder, então disse o que estava pensando.

- Quando te olhei, só consegui pensar no quanto estava errada em querer sair com o Ash, porque ele nunca se esforçou pra me deixar feliz, depois da morte de minha mãe, não foi ele que ficou ao meu lado até eu pegar no sono e não é ele que canta a musica dos dentinhos pra mim, quando estou mal. Esse é você, e não quero ser uma âncora, eu quero ser o barquinho e seguir com o rio, quero entregar meus sentimentos pra alguém que eu sei que não vai me decepcionar, e eu sei que é só eu aparecer com uma espinha na testa, pra ele me trocar por uma das líderes de torcida. Já você, nem com todas as vezes que me viu acordar com bafo e remela no olho, parou de me amar, como sou.

- Jay, você está falando sério? Só por isso saiu correndo? E agora me beijou?

- Achei que tinha explicado. Não entendeu?

- Eu entendi, só não consigo acreditar que pensa assim. Olha, amigos são assim fazem coisas um pelo outro, isso não quer dizer que você tem a obrigação de me amar.

- John, eu estou sentindo algo por você. De verdade, não é questão de obrigação, é sentimento. Você não acredita?

  Ele não disse nada, só levantou os ombros. Eu só sai do carro e senti o calor que estava do lado de fora.

  Dentro do carro era frio e aconchegante, fora dele era o próprio inferno. Voltei para o lago e me sentei nas pedras.

Não queria ver a cara dele de novo, talvez por um bom tempo.

  Mais um que me faz passar por isso. - pensei.

- Jay, me desculpa.

- Me deixa em paz, volta pra casa. Eu vou a pé mesmo.

  Ele revirou os olhos, deu meia volta e acelerou o carro. É isso, em um dia eu já fiz duas besteiras, neguei um convite para o baile de Asher James, e me apaixonei por Johnson Mayner.

E ainda pode piorar.

E piorou.

- Olá Jaded, adivinha quem chamou a Amber para o Baile?- Miranda.

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Notas Finais


Pronúncia:

*Amber Vanner: Ember Venner

*Jay: Jey( o som do J é como o de John)

*Gilles: Guiles

*Scholer: Esculer.

OBS: Se quer saber sobre outra palavra, por favor deixe nos comentários; Sim a banda dele se chama Os podres; Não tenho dia para postar, conforme eu escrevo vou postando.

Me desculpe por qualquer erro de digitação, e Até a próxima!


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