História Baby Destiel! - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Charlene "Charlie" Bradbury, Dean Winchester, Sam Winchester
Visualizações 91
Palavras 3.395
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Não me matem ou estrangulam ou ne torturem pela demora, ok?
Hshshshhshhshs
Amo vcs
Boa leitura
❤❤❤❤

Capítulo 20 - Jon Bon Jovi


Hora 11:30.



A torta estava pronta fazia tempo. Cas ligou para Dean, ele estava voltando para casa depois que já tinha comprado tudo que ele achava que precisava.

-Vamos ficar com Levi essa noite. -Charlie disse enquanto abria um pacote de salgadinhos para Levi.

-Sim, e eu posso conversar com Gabe e pedir para ele levar Castiel para passear ou sei lá, para você decorar a casa. -Sam sugeriu.

Dean sorriu e suspirou.

-Obrigada, pessoal. Vocês são os melhores.

Chegaram na casa. Cas e Gabriel esperavam na porta com, ambos, um sorriso enorme no rosto.

-Papai! -Levi saiu correndo do carro assim que Charlie abriu a porta.

-Quem é o anjinho mais lindo de todo o mundo? -Cas perguntou pegando ele no colo.

Levi levou um dedo em sua boca e esperou para responder:

-É você, papai!

Sam se aproximou de Gabriel para pedir para sair com Cas naquela noite, mas ele não precisou dizer uma palavra, o arcanjo apenas leu seus pensamentos e assentiu sorrindo.

-Castiel -Ele começou num tom bem inocente -Estive pensando… Faz um bom tempo que eu, você e Charlie não saímos juntos, não é?

-Ele está certo, Cas. -Dean disse e sorriu -Saia com eles.

-Exatamente. Você andou muito estressado esses dias, tem que relaxar! -Charlie falou animada e com um brilho nos olhos.

Castiel sorriu e confirmou.

-Está bem. Eu vou… Mas volto antes das sete. Tenho um bebê em casa, não é? -Ele sorriu.

-Por falar nisso… -Sam começou -Eu queria que Levi fosse passar uma noite no bunker comigo, agora que não tem mais perigo.

-Por mim tudo bem. -Dean falou e se virou para Castiel -Tudo bem para você, Cas?

-Sim, sem problemas!

Entraram na casa. O cheiro quente e doce da torta de cereja dominou o lugar, Dean fechou os olhos e saboreou aquilo.

-Onde está minha torta? -Ele perguntou indo para a cozinha.

-No forno, só para não esfriar. -Gabriel disse e se sentou no sofá.

Levi, ainda no colo de Castiel, apontou para a porta dos fundos.

-Papai! Ela tá aqui!

Cas o olhou confuso e franziu o cenho.

-Quem está aqui?

-Meg… -Ele fechou a cara.

Dean voltou da cozinha segurando um prato com a torta, ele tentou mastigar rapidamente para conseguir falar, mas sua fala ainda assim saiu embolada:

-A vadia está aqui? -Andou até a porta do fundo -Meg? -Olhou rapidamente pelo gramado do quintal à procura de alguém, não tinha ninguém. -Não tem ninguém aqui.

Sam revirou os olhos entediado.

-Ela já deve ter ido embora, e também não importa onde ela esteja. Ninguém quer ela aqui.



Hora 15:00



~CASTIEL



Depois que Levi, Sam, Dean e Charlie já tinham almoçado -quando eu era humano, descobri que sou um bom cozinheiro- Levi foi brincar novamente no quintal, sempre ao lado da parede de arbustos que dividia nossa casa com a do vizinho.

Dean e Charlie trocavam olhares animados a todo momento e não diziam absolutamente nada perto de mim, apenas alguns risinhos baixos saíam de suas bocas. Preferi não perguntar nada, afinal eu não estava dando a mínima para o assunto deles.

Perguntei interessadamente para Gabriel onde ele e Charlie iam me levar.

-Para um lugar muito especial. -Respondeu, simples.

Subi as escadas com a intenção de escolher uma roupa para sair e encontrei a porta do quarto desocupado entreaberta, o que não era normal. Fiquei preocupado e rapidamente entrei lá, segurando fortemente na minha lâmina por dentro do sobretudo.

Abri a porta completamente e encontrei Sam na janela, seus braços apoiados na madeira pintada de branco e seu queixo caído sobre uma de suas mãos.

Ele notou minha presença, mas não se virou, apenas disse:

-Ei, Cas. -Me aproximei, ficando ao seu lado -Olha isso. -Aquele quarto era o único que tinha visão para o quintal.

Sam apontou para Levi, ele estava agachado ao lado da maior fresta na parede de arbustos, ele acariciava carinhosamente a margarida que me deu mais cedo. Sorri ao vê-lo tão lindo.

-Levi é uma criança incrível. -Sorri mais ainda.

-Não, Castiel! -Sam apontou novamente para ele -Olhe além do muro!

Obedeci confuso. Tive que levantar um pouco os pés para conseguir enxergar uma menina, ela era loira e aparentava ter o mesmo tamanho de Levi. Ela também estava sentada ao lado da fresta do arbusto, parecia conversar com o Levi absorto em fazer carinho na margarida. A loirinha tagarelava animadamente sem parar.

Arregalei os olhos um pouco surpreso.

Naquele momento eu me senti um pai horrível por lembrar que Levi nunca teve contato com outras crianças.

-Ele tem uma amiguinha. -Sam disse e sorriu.

Uma mulher alta e bonita passou pela porta dos fundos da casa da menina e a chamou:

-Mila. -A menina se virou para ela -Venha, filha, papai chegou.

-Eba! Papai! -Ela gritou animada e voltou sua atenção para Levi, que a olhava curioso -Tchau, Levi! -Acenou brevemente e correu na direção da porta. A mãe dela fez um carinho em seus longos cabelos loiros enquanto ela passava as pressas pela porta.

Levi voltou a olhar para a margarida e sorriu.

-O que aconteceu? -Sam me perguntou -Eu não consegui ouvir o que ela disse.

Ri nasalmente. Quase me esqueci que Sam era humano e não ouvia nada em certas distâncias.

-Aquela loira é provavelmente a mãe de Mila, que é a garotinha.

Ele assentiu e sorriu.

-Que bom Levi estar fazendo amigos, não é? Não é saudável para uma criança crescer somente no meio de adultos.

Realmente Sam estava certo. Me senti mal de novo.

Olhei em volta depois de sentir que havia algo diferente ali, o quarto estava vazio, exceto pelas coisas desnecessárias de Dean que estava amontoadas num canto de uma parede.

Constatei que estava tudo em seu devido lugar, exceto os pensamentos de Sam. Pela curiosidade que já havia me tomado, eu os invadi sem permissão.

Estava bagunçado. Muitas coisas passavam ao mesmo tempo. Flores?

Por que flores estariam nos pensamentos de Sam?

Vaguei mais profundamente na sua cabeça e vi outras coisas...

Um altar.

E anéis… Alianças.

-Sam. -Chamei-o.

-Sim, Castiel? -Sorriu minimamente.

-Tem algo que eu precise saber?

Ele arregalou os olhos brevemente.

-O que? Não, claro que não. -Ele riu e levou uma mão para meu ombro -Está tudo bem, Cas. Tudo perfeito.

Concordei um pouco confuso.

Sai do quarto e parei no topo da escada, respirei fundo o cheiro doce que havia ali, uma mistura perfeita do perfume maravilhoso de Dean e do cheiro leve de Levi.

Sorri. O que mais se pode fazer quando se tem uma família perfeita?

Desci as escadas lentamente, desfrutando de cada som e de cada toque dos meus pés contra o chão. Isso pode parecer estúpido, mas depois de uma quase morte, tudo, até mesmo as coisas mais pequenas, se tornam grandes, incríveis.

Encontrei Dean, Gabriel e Charlie sentados no chão ao lado de Levi, que desenhava em um papel com giz coloridos, enquanto eles conversavam baixo e animados.

Me aproximei, eles perceberam minha presença e pararam de falar. Me senti traído.

-Oi, Cas. -Dean sorriu abertamente.

Sorri para ele também.

-Castiel, acho melhor já irmos. Temos que estar lá às 16:00. -Gabriel falou se levantando.

-Isso mesmo. Se a donzela já estiver pronta, podemos ir agora. -Charlie me disse sorrindo.

Franzi o cenho irritado e confuso.

-Mas aonde nós vamos?

-É surpresa. -Charlie disse simplesmente.

Suspirei já aceitando minha derrota. Olhei para meu sobretudo e meu termo por debaixo dele, decidi ficar daquele jeito mesmo.

-Tudo bem, vamos. -Falei e me abaixei até Dean e Levi -Levi, papai vai ter que sair com a tia Charlie e o tio Gabe, tudo bem? -Ele levantou os olhos azuis e grandes para mim e sorriu assentindo. Fiz um carinho nos seus cabelos e me virei para Dean.

-Cas… -Ele fechou os olhos e selou nossos lábios.

-Dean… -Me separei dele e o fitei -Agora eu tenho que ir…

Tentei me levantar, mas ele segurou meu braço, me mantendo ali, e me beijou de novo.

-Não cometa nenhuma burrice, me ouviu bem? Eu não vou estar lá para te proteger.

Ri e me levantei.

Charlie entrelaçou seu braço com o de Gabriel e ele pousou a mão em meu ombro. Em questão de um milésimo de segundos, estávamos em outro lugar. Não parecia Lebanon, nem os Estados Unidos.

-Onde estamos? -Perguntei confuso enquanto observava o sorriso e o olhar maravilhado de ambos.

-Bar 244. -Gabriel me respondeu.

Esse nome não era estranho…

-Estamos em Toronto? -Perguntei incrédulo -Canadá?

-Sim. -Charlie disse e pegou na minha mão -Vamos logo! Eu não aguento mais esperar!

Era um prédio de esquina, cor clara, bandeiras com a letra b rodeando todo o local e uma fila enorme na porta. Meu pai, eram só 16:00!

-Pensei que fosse uma casa noturna… -Pensei alto.

-E é. Mas hoje tem uma apresentação especial e única e, mesmo que fosse nove da manhã, estaríamos aqui. -Gabriel falou cortando o lugar da fila de algumas pessoas.

Eu lhe lancei um olhar reprovante e incrédulo para o que ele estava fazendo. Gabriel empurrou com o quadril uma garota que estava dando seu ingresso branco para o segurança alto e forte da entrada.

-Aqui está. -Ele tirou do bolso do casaco três ingressos dourados e grossos e deu para o segurança -Eles estão comigo. -Apontou para mim e para Charlie.

O segurança assentiu e abriu a porta preta e fosca que trancava o lugar.

-Boa festa. -Ele disse sério.

Entramos. O lugar era uma típica casa noturna, luzes negras e de neon por todo o espaço, pessoas suadas e bêbadas dançando como nunca, outras passando mal, casais se beijando e -como Dean diz- se pegando com vontade, música alta e agitada.

Eu e Charlie seguimos Gabriel, ele entrou em um corredor de cor escura e subiu uma escada negra e aveludada que tinha ali e fomos atrás. A “parte de cima” do Bar 244 era magnífica, poltronas e mesas espalhadas por todo o local, um bar grande e chique, as luzes e a música não eram tão agitadas quanto lá em baixo e as pessoas muito mais sossegadas.

Me sentei numa mesa de cor dourada escura, próxima a grade de segurança, onde era visível a pista de dança inferior. Charlie e Gabriel sentaram ao meu lado nas cadeiras também douradas e aveludadas.

-Escolhi a área vip. -Gabriel falou e balançou seu corpo no ritmo da música lenta daquele ambiente -É mais seu estilo, mesmo que eu e a Charlie gostamos da bagunça de lá embaixo.

Ri e me virei para Charlie, ela trocava olhares nem um pouco discretos com uma mulher da mesa em frente a nossa. Gabriel acompanhou seu olhar e deu um sorriso sapeca.

-Mas eu acho que agora ela prefira ficar aqui… Não é, Charlie?

Senti a mesa tremendo e se levantando um pouco, Gabriel havia dado um chute nela por baixo da mesa.

-Na verdade… -Charlie se levantou e se sentou ao lado da moça loira da outra mesa, ela se encontrava sozinha -Oi, tudo bem? Sou Charlie… Robinson. -Ela se apresentou com um sobrenome falso para a mulher.

-Sim, tudo bem. Sou Mari…

E as duas começaram a conversar animadamente. Decidi não prestar mais atenção nas duas e olhei para Gabriel.

-Ei, Gabriel… -Ele desviou a atenção delas e me olhou -Vamos beber alguma coisa.

-Olha só o Cas! Bebendo!

Dei de ombros:

-Estou morando com Dean Winchester, isso é a coisa mais normal que eu faço agora.

Nos levantamos e fomos na direção da bancada estreita e longa do bar. Sentei em um banco giratório e redondo e Gabriel ao meu lado.

-O que vão querer? -Uma bargirl nos perguntou enquanto secava alguns copos com um pano roxo.

-Uma vodca. -Pedi e Gabriel me encarou indignado.

-Eu te pago uma área vip em uma das melhores boates do mundo para você pede só vodca?

-Sim. Eu gosto do básico, ok?

-Assim disse o anjo do senhor… -Ele brincou e eu ri.

A mulher me entregou uma dose de vodca e Gabriel pediu a bebida mais cara que ela tivesse lá. Depois de poucos minutos ela entregou para ele uma taça vermelha grande e larga, dentro havia um líquido fino e azul, toda sua borda estava coberta por algo que parecia um sal colorido e dois guarda-chuvinhas, um de cada lado.

Olhei com descrença para ele.

-O que foi? Eu sou exagerado. -Ele deu de ombros e eu ri.

Ficamos um bom tempo apenas tomando nossas bebidas em silêncio, durante esse tempo eu tomei mais quatro doses e ainda não estava satisfeito.

-Mais duas, por favor. -Pedi de um modo embolado e entreguei meu copo de dose vazio para ela.

Ela e Gabriel arregalaram os olhos para mim.

-Sim, senhor… -Ela pegou meu copo e me olhou com descrença.

-Vai com calma ai, Cas. Você ainda tem que ir para casa.

-Tudo bem, é só eu montar nas suas asas. -Solucei involuntariamente.

-Cara… -Ele me olhou preocupado agora -Lissa… -Chamou e a moça do bar se virou para ele.

-Sim?

Como Gabriel sabia o nome dela?

Estreitei os olhos -por causa da minha visão embaçada- para o lado esquerdo de seu uniforme e vi um crachá com o nome dela.

-Cancela as duas doses de vodca para ele. -Ele apontou para mim e eu lhe lancei um bico.

-Claro.

Lissa parou de derramar a bebida no meu copo.

-Por que… -Um outro soluço me interrompeu -Fez isso? -Falei irritado para Gabriel.

-Você tem que ficar sóbrio…

Quando senti que meu pescoço não ia dar conta de manter minha cabeça no lugar, eu apoiei meus cotovelos na bancada e coloquei minha cabeça entre minhas mãos.

-Po… Por que? -Perguntei com um pouco de dificuldade.

-Bon Jovi vai tocar aqui! -Ele falou muito animado.

Eu queria sorrir junto com ele e agradecer por aquilo, mas eu não conseguia, eu estava muito bêbado. Meus braços enfraqueceram e minha cabeça caiu sobre a mesa.

-Castiel! -Senti as mãos de Charlie levantando meus ombros. Meus olhos estavam fechados e minha respiração escassa -Como você deixou ele dar PT, Gabriel?! -Escutei vagamente ela gritando com Gabe -Dean vai te matar! Você sabe o que ele disse, não sabe!

O que Dean disse?

Com a ajuda dela, eu me levantei com uma certa dificuldade e abri os olhos, tudo estava girando de uma forma tão maravilhosa, tão linda, tão… Excitante!

Gargalhei ao olhar para Gabriel, havia dois dele e eles estavam revezando os lugares.

-Cas… -Ele (s) se aproximou (ram) de mim tocando em meu ombro -Está tudo bem?

Assenti vagarosamente como uma criança e sorri.

-Estou ótimo!

Minha visão se tornando cada vez mais turva, mas isso não me impediu de me levantar.

-Por que essa música é tão lenta? -Perguntei abertamente enquanto abanava meu rosto brevemente.

Estava quente, eu estava quente. Eu estava agitado e estranhamente animado. Eu queria dançar, gritar, mexer meu quadril.

-Castiel, não. -Charlie me alertou já imaginando o que eu ia fazer.

-Ah, sim! -Mandei um beijo para ela e outro para Gabe.

Fui cambaleando e tropeçando até a escada e a desci.

-Castiel! Cara, o Dean vai matar nós dois! -Ouvi a voz de Charlie.

Ela e Gabriel correram até mim e seguraram meus braços, impedindo o meu tombo. Eu queria tanto dançar, queria cantar, fazer palhaçadas, queria… Transar?

Olhei de relance para Gabriel e vi ele revirar os olhos.

-Fica tranquila, é só eu fazer isso… -Ele pousou dois dedos na minha testa.

Senti o calor indo embora, a tontura sumindo, a agitação e a animação se esvaindo juntamente com a excitação.

Eu não estava mais bêbado.

-Eu quero ir para a casa. -Falei manhoso e me joguei em cima de Charlie.

Ela e Gabriel gargalharam, suas risadas soaram como marretadas na minha cabeça e uma dor aguda começou.

-Agora você espera. Ainda temos Bon Jovi para ouvir. -Gabriel me disse sem parar de rir.

Assenti desgostoso. Tudo que eu queria naquele momento era tomar três xícaras de café e que Dean me pegasse no colo e me desse carinho.

Com Charlie abraçada comigo e eu com dor de cabeça, seguimos Gabriel para o andar de baixo.

-Por que temos que descer? Ele não vai tocar lá em cima? -Charlie perguntou.

-Eu não sei. -Ele riu -Por via das dúvidas, vamos descer.

Gabriel empurrou várias pessoas só de olhar para elas, abrindo passagem para o lugar mais perto do palco.

-Dor de cabeça, Cas? -Charlie me perguntou com um semblante preocupado.

Assenti levando minha mão para minha testa e franzi o cenho.

-Só não diga para o Dean que você ficou bêbado. -Gabriel falou rindo.

Ele estava se divertindo com aquilo.

A música agitada parou de repente, o DJ que estava atrás da mesa de som, pegou um microfone e se levantou, andou até o meio do palco e começou a falar:

-Boa noite, pessoal! Hoje vamos ter Jon Bon Jovi com a gente! -A plateia gritou e eu estremeci -Gritem e batem palmas para esse rei!

Novamente a plateia gritou, mas agora o som alto das suas palmas invadiram meus ouvidos.

-Gabe! -Gritei em seu ouvido -Que horas são agora?!

Ele olhou rapidamente em seu relógio.

-São 18:55! -Ele me respondeu no mesmo tom, também no meu ouvido.

Jon Bon Jovi entrou no palco e cumprimentou a plateia, que gritou mais alto:

-Boa noite, Toronto!

Uma garota, que devia ter 18 anos, ao meu lado gritou como se sua vida dependesse daquilo.

-Cala sua boca, vadia! -Gritei para ela e ela se calou assustada.

-Castiel, tudo bem? Você parece irritado. -Charlie falou num tom mais suave para mim.

-Não, Charlie! Eu tô com dor de cabeça!

-Gabriel! -Ela gritou. Ele estava com os olhos brilhando, admirado com o loiro em cima do palco acenando e tocando na mão das pessoas mais próximas dele.

-Fala! -Ele gritou sem tirar os olhos de Jon Bon Jovi.

-Cura a dor de cabeça do Cas! Agora!

-Não precisa, eu posso me curar sozinho! -Falei.

-Não pode! É sua casca que dói e não você!

Primeiramente eu fiquei confuso pelo seu raciocínio, mas então eu lembrei de quando eu fiquei de ressaca pela primeira vez e eu tive que tomar remédios do Dean.

Ele levou novamente dois dedos na minha testa e minha dor desapareceu. Sorri para ele.

-Obrigada, irmão!

Ele abraçou meu ombro e sorriu.

-Tudo pelo meu irmãozinho favorito! Agora vamos escutar o rei cantar!

Bon Jovi começou tocando It’s my life, cantamos todos juntos. Eu deveria saber todas as letras de músicas dele, Dean venera Jon Bon Jovi e me obrigou a venerar também.

Eu gostava verdadeiramente dele, dele e das suas músicas.

Tocou seis músicas; It's My Life, Always, Never Say Goodbye, Wanted Dead or Alive, Livin on a Prayer e I'll be There for you.

Senti falta do Dean. Queria que ele estivesse lá comigo. Eu estava frente a frente com o cantor favorito dele e ele não estava comigo.

-Até mais, pessoal! Amei passar a noite com vocês! -Jon Bon Jovi se despediu e saiu do palco.

-Vamos embora, já deve ser mais de 19:00. -Falei seguindo para fora da boate junto com as outras pessoas.

-Nossa, Cas. Agora é exatamente 20:38. -Charlie falou olhando a tela do seu celular. De repente, ela arregalou os olhos e encarou Gabriel -30 ligações perdidas do Dean.

-Vamos. -Ele pousou suas mãos nos nossos ombros e desaparecemos.

Eu estava na porta da minha casa, sozinho. Gabriel e Charlie não estavam comigo.

A casa estava escura, a luz da varanda estava apagada. Eu podia ouvir um assovio suave juntamente com uma melodia calma. Eu conhecia aquela música.

Wind of Change.

Abri a porta vagarosamente. As luzes estavam apagadas, velas espalhadas por toda a casa, pétalas de rosas vermelhas e brancas cobrindo todo o chão. Meu coração bateu mais rápido, minha respiração ofegante.

-Dean? -Chamei minha pessoa favorita no mundo -Cadê você?

Andei com passos lentos até a escada, sem subir, eu olhei para cima e não havia ninguém, mas as velas e as pétalas também estavam lá.

-Cas? -Sua voz vinha do quintal.

Rapidamente, andei na direção da porta dos fundos.

Senti meu coração parar de bater e prendi a respiração ao ver meu Dean Winchester sentado no meio um coração grande montado por pétalas e velas.

Ele se virou para mim e sorriu manhoso.

Dean vestia sua mais básica jaqueta de couro que era do John e uma malha preta por baixo, sua jeans rasgada sempre me arrancava arfares involuntários.

-Boa noite, meu amor. -Ele disse e sorriu mais ainda.

Me aproximei com passadas grandes, ansioso para chegar perto dele o mais rápido possível. Dei um pulinho desajeitado ao passar por cima do contorno do coração, me sentei em frente a ele e selei nossos lábios rapidamente.

-Boa noite, Dean. E… -Olhei pelo contorno do coração em volta de nós e sorri -O que é tudo isso?

-Ah, isso é só uma pequena demonstração pelo o que eu sinto por você. -Ele deu de ombros.

-Uma pequena? -Ri minimamente.

-Bem pequena. O que eu sinto por você não chega nem aos pés disso aqui… -Baixou o olhar, aparentando não querer me mostrar que ele estava corado.

Aproximei mais nossos corpos e levantei seu queixo com meus dedos. Encarei aquele rosto perfeito que era totalmente meu. Passei os dedos nos seus lábios carnudos e definidos. Ele fechou os olhos.

-Quando for corar, não abaixa o rosto. Gosto de ver suas bochechas vermelhas.

Ele sorriu e abriu os olhos.

-Cas… Eu tenho que te perguntar uma coisa, uma coisa muito importante…

Meu coração disparou de uma maneira tão violenta que eu pensei que ele ia pular do meu peito.

-Faça, Dean…

Ele segurou minhas mãos e respirou fundo.


Notas Finais


Novamente, desculpa pela demora.....

AAAAAAA

gritem comigo

AAAAAAAA
❤❤


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