História Back for you - Capítulo 28


Escrita por: ~

Postado
Categorias Ed Sheeran
Tags Amor, Ed Sheeran, Framlingham, Musica, Romance
Visualizações 22
Palavras 4.534
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá Estrelinhas ⭐Eu só vivo pedindo desculpas nesse lugar mas é que minhas notas me pegaram de jeito, então se tiver algum erro de pontuação me desculpem, tentei fazer o melhor para postar um capítulo pois já faz mais de 1 MÊS que não posto nada. Enfim, se me notificarem do errinho tentarei arrumar para o conforto de vocês! Boa Leitura!

Capítulo 28 - When I'm away


Fanfic / Fanfiction Back for you - Capítulo 28 - When I'm away

 

  
   Audrey x on 2010

 


  Sentada no ponto de ônibus, fecho os olhos e avalio o quanto eu estou quebrada. faculdade, trabalho, correria... estou totalmente cansada. Pense positivo Audrey você terminou esse semestre, você está de folga nos dois próximos dias, anime-se, fuja de suas paranoias.

 


  Com os olhos fechados imaginando o quanto meus dias poderiam melhorar um pouco com as férias, sinto alguma coisa caindo no meu pé. Era uma caneta. Peguei ela e imaginei de quem poderia ser. Tinha um garoto próximo de mim com alguns livros e pastas e um estojo aberto. Provavelmente seria dele.

 


   _ Com licença isso aqui é seu? _ o cutuquei e ele se virou.
   _ É sim obrigado _ ele sorriu. 
   _ De nada _ olhei para a rua na esperança do meu ônibus aparecer mais nada. Sem que eu percebesse o garoto falou comigo novamente.
   _ Com licença, você trabalha naquela livraria na rua 6? Você me parece familiar. 
   _ Trabalho sim.
   _ Ah. Você poderia me dar a informação de uma coisa?
  _ Ah, claro _ aquela conversa começou um pouco estranha, mas não acho que levaria a alguma coisa secundária.
  _ Tem uma saga que estou lendo e queria saber se você sabe quando irá chegar. Eu fui quase todos os dias da semana passada lá para saber mas o garoto não soube me informar. Você sabe quando?
   _ Qual saga?
  _ Instrumentos Mortais, Cidade dos Anjos Caídos _ ao falar o nome me lembrei de que Quentin tinha mencionado que um garoto bem chato, para ser especifica de sua descrição, havia passado na loja várias vezes perguntando sobre o livro. Eles realmente não sabiam quando iriam ser entregues pois estavam atrasados, mas Katy me disse ontem que provavelmente aconteceria ainda nessa semana. Hoje é sexta e possa ser que a entrega seja efetuada hoje. 
   _ Minha chefe disse que a entrega poderia ocorrer até hoje, então se quiser dar uma passada. Pode ser que já tenha chegado. 
   _ Tudo bem, obrigado. E desculpe por ser um pouco invasivo .
   _ Magina, está tudo bem _ ao observar mais a frente vejo o meu ônibus _ Com Licença, tenho que ir _ ele concordou e sorriu e eu fui dar sinal para a condução que estava mais perto. 

 


   Na minha chegada a livraria, vi Katy organizando uma prateleira.

 


   _ Boa tarde Katy _ a cumprimentei.
   _ Boa tarde Audrey _ sorriu.
   _ Livros novos?
  _ É, chegou a encomenda atrasada _ ao olhar a prateleira com mais precisão vi que era a saga que aquele garoto que me abordou falará. 
  _ Quentin me disse que tinha um garoto que veio aqui de manhã várias vezes semana passada procurando por esse livro.
   _ É verdade. Pelo menos se ele vier novamente poderá comprá-lo.
   _ É _ ao responder ouvi clientes chegando na loja. Meu turno tinha começado.
   _ Bom deixa eu ir ao trabalho _ fui para o balcão onde coloquei meu crachá e comecei mas uma tarde de rotina. 

 


  Um pouco mais tarde naquele dia recebi uma ligação do Eddye. Ele estava voltando para cá. Fazia muito tempo que eu não o via já que com mais um lançamento de Ep ele estava de volta na estrada.

 


 Com Eddye eu nunca pude imaginar o seu limite. Todas as vezes que ele ia para o estúdio eu ficava imaginando o que ele criava lá, quais eram suas inspirações, suas histórias  e em pouco tempo descobri que era tudo sobre mim, sobre o nosso relacionamento.

 


  Ele nunca me deixava ouvir suas composições. Foi rara as vezes que o peguei fazendo alguns arranjos e letras provisórias, mas nunca as músicas inteiras antecipadas, e eu entendia o motivo. E eu ao ouvir aquilo, toda a letra, a melodia e os flashes das nossas memórias, água saia dos meus olhos, impressionada com o quanto eu era importante para ele e o quanto eu o inspirava. Se isso continuar acontecendo eu nunca saberei como reagir a não ser sorrir e chorar, por ver o quanto eu significo para uma pessoa a qual eu sinto a mesma intensidade. Ele me deixava sem palavras. 

 


  Perdida na minha mente, quase como sempre, vejo um cliente me encarando.

 


   _ Olá? 
   _ Oi... ah me desculpe... espera, você é o menino do ponto de ônibus.
   _ Sim sou eu _ ele sorriu.
   _ Finalmente o seu livro chegou.
   _ É verdade _ peguei o livro que ele havia me dado e passei no caixa. 
   _ Eu nunca li algum desses.
   _ É muito bom, eu recomendo.
   _ Agora que o semestre acabou posso dar uma olhada. Deu 20 . 
   _ Você faz faculdade? _ me entregou o dinheiro.
   _ Sim, faço pedagogia.
   _ Que legal, eu estou no meio da minha. Faço direito _ me entregou uma nota.
   _ Que legal _ sorri e entreguei a sacola com o livro. _ Aqui está. 
   _ Obrigado _ pegou a sacola. _ Bom, a gente se vê por ai.
   _ Claro _ sorri.
   _ Tchau.
   _ Tchau. 

 


  Ele foi ate a porta e saiu da loja, aparentemente feliz com o livro então comprado. Sem perceber até aquele segundo, vi que Lili, filha de Katy estava no balcão olhando para a porta como se o Leonardo DiCaprio estivesse lá.

 


   _ O que foi Lili?
  _ É tão charmoso homens que se interessam por livros. E ainda ele é advogado e lindo, tem como ficar melhor?  _ ela dizia encantadoramente, como se alguma filha de Afrodite estivesse jogando as suas habilidades nela.
   _ Lili ele é mais velho que você.
   _ Idai, idade é só um número _ ela me olhou sorridente e eu revirei os olhos. 
  _ Tudo bem _ olhei no relógio e vi que o meu expediente tinha acabado. _ Acabamos por hoje _ me espreguicei e fui pegar as minhas coisas. 
   _ O Ed vai vir te encontrar hoje? 
   _ Como sabe? _ disse colocando minha jaqueta.
   _ Ouvi sua conversa com ele.
   _ Você não tem nada para fazer? _ ri.
   _ Me desculpe estava entediada.
   _ Ok _ sorri. Eu gostava da Lili. Apesar de muitas vezes ela parecer uma mulher de 30  com apenas 16, ela me divertia com o seu humor nas tardes que passava aqui. _ Onde está a sua mãe, ela disse que ia fechar a loja. 
   _ Ela pediu para mim. Está com coisas para fazer.
   _ Tudo bem, então tchau _ apertei suas bochechas como ela odiava e sai da loja.

 


  Com um pouco de fome e um friozinho típico das noites de Londres, atravessei a rua para comprar um café. Se Eddye chegasse na loja ainda poderia vê-lo.

 


  Com o café comprado e de volta na frente da livraria agora apagada, esperava por ele impacientemente. Onde ele estava? Ele estava 15 minutos atrasado e não atendia o celular. Olhando a tela do celular esperando qualquer mensagem ou chamada dele se explicando, sinto as mão de alguém na minha cintura e o rosto perto ao meu, vindo das minhas costas.

 


   _ Oi. 
   _ Ahhh _ gritei e me virei. Era o meu garoto ruivo, rindo do susto que me dera. _ Que susto Edward _ tinha as mãos no coração.
  _ Era a intensão _ ele sorriu e eu o acompanhei. Eu não consegui ficar brava com ele, estava com saudade demais para isso. 
   _ Babaca _ o abracei fortemente. _ Estava com saudade.
   _ Eu também _ ele olhou para mim e me beijou. 
   _ E então quero que me conte como foi tudo _ sorri. 

 


   
 Caminhando pelas ruas agitadas, Eddye foi me contando como foi os seus dias, como sempre fazia quando voltava de viagem. Eu adorava isso. Era a maneira de eu me sentir próxima dele mesmo longe. De sentir suas aventuras.

 


   _ Deve ter sido muito engraçado.
   _ E foi _ ele ria. De repente ouço o meu celular tocar. Era a tia Sam.
   _ Oi Audrey.
   _ Oi tia, está tudo bem?
   _ Sim, você já está voltando para casa?
   _ Já, estou com o Eddye.
   _ Que bom. Eu e seu tio estamos preparando um jantar, se vocês não forem sair ou alguma coisa do tipo.
   _ Claro, vou perguntar para ele. Eddye você tem algum compromisso agora noite?
   _ Alguns amigos me chamaram para ir em um pub mas isso é mais tarde, qual o motivo?
   _ Minha tia está fazendo um jantar e queria que a gente estivesse presente.
   _ Vamos sim _ ele sorriu.
   _ Ok. Nós vamos jantar sim tia.
   _ Que bom. Então estaremos esperando vocês. Tchau.
   _ Tchau.

 


  Ao subir as escadas o cheiro ia aparecendo vindo do apartamento.

 


   _ Chegamos _ abri a porta.
   _ Oi _ tio Will apareceu vindo da cozinha. 
   _ Oi tio _ o abracei.
   _ Oi Dry. Eddye!
   _ Oi Will  _ se cumprimentaram. 
   _ Vem, vamos todos para a mesa, o jantar já está pronto.

 


  Na mesa havia lasanha, nhoque, capeletti, uma salada linda com vegetais e folhas que até dava receio de tocar e uma garrafa de vinho.

 


   _ Estamos esperando mais pessoas? _ perguntei. 
   _ Não somos só nós _ respondeu minha tia sorridente.
   _ Alguma data especial ou... 
   _ Não. Apenas ficamos com vontade de cozinhar e fizemos. 
   _ Ok. Parece ótimo.

 


   Nos sentamos na mesa e começamos a jantar e a conversar sobre os nossos dias. Meus tios adoravam o Eddye e suas histórias sobre esse seu sonho que ele o perseguia, assim como o resto da minha família. Eles o viam como um pequeno guerreiro e sonhador. Um garoto corajoso e persistente que um dia conseguiria os seus objetivos. Sei que ele também adora eles. Vejo o seu sorriso ao perguntarem e o elogiarem, acho que assim ele se sente encorajado, e aqui como se estivesse em casa. 

 


  Sempre o considerei "de casa". Desde criança, tempos antes de nos gostarmos eu já o considerava um parente, alguém sem fora de cogitação dos almoços e festas e o melhor ainda que era assim comigo em relação a  família dele. Era uma ótima reciprocidade.

 


   _ Bem acho que devemos ir _ disse minha tia para o meu tio que já apresentava sinais de embriagueis.
   _ Tudo bem, terminamos essa conversa depois _ disse ele para Eddye que riu um pouco do estado.
   _ Vamos _ ele se levantou e ela o acompanhou até a o quarto.
   _ Tia eu tiro a mesa e lavo a louça.
   _ Só tire a mesa querida. Deixe a louça para amanhã.
   _ Tudo bem. 
   _ Boa noite crianças _ disse para mim e para Eddye já no corredor. _ Aliás sobrou sorvete Audrey. Me virei para Eddye sorrindo e ele riu. Era obvio que ela queria que eu terminasse o pote. Coisa que eu nem gostava de fazer. 

 


   Tirando a mesa perguntei para ele para onde iriamos. Estava cedo ainda.

 


  
   _ Para onde vamos?
   _ Você quer sair?
   _ Não sei na verdade _ disse em dúvida.
   _ Para mim tanto faz.
  _ Já sei a onde podemos ir. Pegue a minha coberta lá no quarto _ ele me olhou confuso mas não questionou.

 


 Enquanto ele foi no quarto eu peguei o pote te sorvete, uma colher e o terceiro vinho que tínhamos começado a beber no jantar. 

 


   _ Para onde vamos? _ ele chegou na cozinha com a coberta nos braços.
   _ Me siga. 

 


  Saímos do apartamento e fomos para a escada de incêndio que dava para o alto do prédio, onde tínhamos passado aquele ano novo mágico.

 


   _ Chegamos _ sorri.
   _ Nós nunca mais viemos aqui desde aquela vez _ nos sentamos nos aconchegando na coberta.
   _ Firefly que diga _ ele olhou para mim que estava comendo o sorvete sorrindo e sorriu de volta. Ele tinha entendido a referência.
   _ Você me deixou sem graça _ suas bochechas coraram.
   _ E você? sabe ainda não sei como reagir _ continuava com o sorriso no rosto.
   _ Se quiser eu paro com isso _ fez um olhar duro. 
  _ Não, não não, você sabe que eu gosto mas é que... eu nunca sei como me expressar _ ele sorria. Eu tinha me confessado para ele de novo.
   _ E...
   _ E eu fico envergonhada, chorona mas lisonjeada _ ri. _ Ninguém nunca fez coisas tão lindas para mim. Para você pode ser só música mas para mim, é uma declaração. E eu me sinto da mesma forma que você nelas. E isso para mim é inacreditavelmente lindo... _ tinha minha mão em seu rosto.
   _ Não são apenas músicas, é você. Tudo sobre nós. Momentos que vivemos até agora.    E como eu não poderia citar tudo isso, tudo o que me inspira e me trás felicidade? 
   _ Não faz isso comigo _ sorri mas segurando o choro.
   _ Mas é verdade Audrey Alice Marie Rossarti.
   _ Da minha parte é verdade também... mas me pergunto se você é de verdade.
   _ Com certeza _ ele se aproximou de mim e me beijou. 

 


  Como eu disse, ele me deixava sempre sem palavras para descrever o que sentia. Era curioso toda essa bagunça.

 


  Passamos um longo tempo ali, conversando, rindo, bebendo o vinho, comendo o sorvete... eu me sentia tão leve. Parecia que ali tudo tinha desaparecido. Eu não tinha correria, problemas, preocupações e estresse. Eu apenas tinha o Edward e o céu que era mais que suficiente para me levar a outro mundo. Um mundo perfeito, a qual o tempo era parado e tudo era calmo e apaixonante. Jamais queria sair dali. 

 


   _ Você planejou as suas férias?
   _ Planejar não mas tenho algumas coisas em mente. 
   _ Tipo?
  _ Eu sempre fiz economias então consegui guardar um dinheiro que estava pensando em usar comigo mesma e com você 
   _ Como assim?
   _ Estava pensando em ir um fim de semana para Framlingham ver meus pais. Faz muito tempo que não vou, você poderia ir comigo. Mas a outra parte que envolve você é que quem sabe eu possa te acompanhar em uma de suas viagens? Teria que ser no fim de semana também, mas mesmo assim seria divertido. 
   _ Seria legal _ sua feição se desfez. Ele adicionou um olhar triste. O que eu disse de errado?
   _ Você não gostou da ideia? 
   _ Gostei claro. Seria incrível você viajar comigo esse verão mas...
   _ Mas?... _ o que estava acontecendo com ele? 
  _ Eddye você está bem? _ toquei o seu rosto e ele me olhou profundamente. _ Pode me contar se quiser. 
  _ Eu... eu acho que vou para os Estados Unidos Audrey _ ele cuspiu a frase, que por sinal me deixou perdida. 
   _ Como assim? Você conseguiu alguma coisa lá?
   _ Esse é o objetivo _ respirou fundo._ Olha, eu estou aqui há dois anos e evolui bastante mas nenhuma gravadora se interessa. Lá talvez eu possa ter uma chance. 

 


  Todas essas palavras me fizeram entrar em um mundo escuro. Tudo o que ele disse se repetia cada vez mais na minha mente. Ele iria para a América... isso é muito diferente de tudo. 

 


   _ Desde quando você está planejando isso?
   _ Há algum tempo, mas tomei essa decisão recentemente.

 


  Droga! Eu não estava preparada para tudo. Ele iria embora, era isso? Eu queria chorar, eu queria gritar. O que estava acontecendo. Tudo estava perfeito há um minuto atrás e agora estava tudo destruído. Eu não engoliria fácil.

 


   _ Então você quer terminar?
   _ O que?! Não eu... _ não deixei ele terminar de falar.
   _ Se você quiser eu vou entender Edward, você não tem que se preocupar comigo aqui. Eu... eu não... eu não...
  _ Audrey! _ ele colocou as mãos nos meus ombros e viu mais de perto os meus olhos que estavam cheios de água. _ Acalme-se. Eu não quero terminar com você, não vou. 
   _ Então o que vai fazer? 
  _ Eu não sei _ ele firmou os olhos no chão. _ A verdade é essa eu não sei o que fazer. Eu quero ir, eu preciso ir, eu preciso tentar conseguir alguém porém como eu deixo todos aqui? como eu deixo você aqui? Eu sempre me despedaço quando deixo a cidade, imagine o país. 
   _ Quem sabe disso?
   _ Sendo sincero... todo mundo.
  _ Como você... _ como ele tinha feito isso? Não ter me informado os seus planos? Como? Deus, o que estava acontecendo.
  _ Calma, olha. Eu falei para todos sim. Falei para os meus amigos e para a minha família e eles concordaram com minha decisão, apesar de acharem loucura mas você é diferente Audrey. Você além de ser da minha família e minha amiga é minha namorada, não é fácil pensar em algum modo de dizer isso sem te machucar. Eu pensei muito nessa loucura mas eu acho que é o certo. Eu vou ser um pouco mais egoísta dessa vez, vou para outro país, do outro lado do mundo e terei que te deixar, como infelizmente sempre faço mas eu realmente queria dizer que você não é obrigada a me esperar dessa vez, pois eu não sei quando voltar, mas eu te amo Audrey, eu te amo intensamente, você não sabe o quanto me arrasaria nós termos que acabar com tudo mas... eu não vou te queixar se você quiser ir. Eu não sei até hoje como você me espera... De qualquer forma eu só não disse isso a você até agora porque estava procurando um jeito mais fácil de dizer e porque estávamos tão felizes aqui... eu não queria estragar, mas não consegui guardar um pouco mais, me desculpe. 

 


  O discurso que ele fez me detonou. Eu estava triste, inconsolada e um pouco compreensiva. Era óbvio que dizer aquilo foi muito difícil, para ele fazer aquilo seria difícil. Ele iria para um lugar desconhecido, sem ninguém e sem nada, de alguma forma ele era quem iria sofrer mais. Eu o amava e ele sabia disso, e partiria os nossos corações se a nossa história acabasse dos dois lados, mas o pedido dele não parecia o mesmo que ele sempre fazia. Eu me sentia ignorante por pensar assim mas era verdade. Esperar por ele em outro país? Com um oceano entre nós junto com sonhos, garotas e problemas? Poderia sobreviver como nós vemos sobrevivendo? Seria diferente? Era muita coisa para se pensar e de processar. 

 


   _ Edward... você sabe que eu te amo  e muito. Você é a pessoa mais importante nesse mundo para mim mas... eu não sei se posso fazer o que está me pedindo _ seu olhar era de assustado. Ele estava imaginando o pior. _ Não estou dizendo de esperar mas sim de mudanças. Nós nunca tentamos algo tão grande assim e se houver mudanças? Em mim em você?... É disso que tenho medo. 
   Ele estava sofrendo assim como eu. Despedaçados e acabados. Jamais diria que a noite poderia ter se tornado assim. 
   _ Quando você pretende ir?
  _ Daqui  um mês _ um mês. Nós teríamos um mês para escolher ficar e esperar ou deixar e esquecer... seria impossível esquecer tudo.
   _ Bem... acho que temos tempo para ver isso _ respirou fundo e tentou levantar o seu e o meu astral.
   _ Um mês...
  _ É... entretanto... _ ele pegou na minha mão e fixou os olhos em mim. _ Que tal não pensarmos nisso está noite? Fingirmos que nada disso está entre nós e que temos todo o tempo do mundo? 
   _ Mas Eddye...
   _ Eu sei Audrey, temos que conversar sério a respeito disso, mas eu acabei de chegar... e eu sei que você quer "comemorar" as férias que chegou _ sorriu. _ Então fique comigo e esqueça tudo. Vamos pensar sobre isso depois e  tomar a decisão outro dia.

 


 Ele tinha razão, eu estava empolgada com as férias chegas e feliz por ele estar ali comigo, apesar da fatalidade que foi dita agora pouco. 

 


   Ele se importou comigo, com o meu espírito  que estava no começo da noite e seria bem depressivo jogar tudo na mesa agora e perder esse momento bom que estávamos tendo. Deixe para lá Audrey, esqueça durante um tempo. Voltamos para melancolia mais tarde. 

 


   _ Tudo bem _ sorri e o abracei. 
   _ Que bom.

 


   Ed x on

 


  No caminho de volta para Londres eu pensava novamente em como dar a notícia para Audy. Ela ficaria arrasada e eu da mesma forma... como faria aquilo sem enlouquecer? 

 


  Foi difícil tomar a decisão. Eu pensei em tudo e em todo mundo e por mais que parte me machucaria bastante, era uma necessidade. Perdi as contas de quantas gravadoras já me rejeitaram, de quantas vezes eu precisei de dinheiro, de quantas vezes eu dormi no metrô, de quantas vezes eu sonhei com o momento de estar com um trabalho fixo... Eu precisava acabar com isso.

 


  Era óbvio que ela era o meu maior problema. Um relacionamento a distância nunca era fácil, já tivemos brigas e desentendimentos nesse tempo e eu não estou preparado para ter mais.

 


  Pode parecer besta tudo isso pois já vivemos assim, mas foi como ela disse, pode haver mudanças. Minha vida poderia mudar e a dela também. Será em outro país, com outras coisas novas, realmente isso é provável para acontecer, ainda mais por não saber quando irei voltar.
   Pedir isso para ela era como pedir um sacrifício, tinha muitas coisas em jogo, não sabia se teria a possibilidade de vencer, tudo seria bem ariscado.

 


  Eu amava ela, sem dúvida disso, ela era tudo para mim e como conversamos, não iria forçá-la a ficar comigo... ela não mereceria passar por essa dor por mim, e se ela quisesse partir, tudo bem, eu entenderia... mas claro que não iria suportar.

 


  Passando a noite com ela, Sam e Will eu me distrai. Nós rimos e comemos, eu adorava passar um tempo com a família dela, eles sempre foram muito receptivos comigo, eu realmente me sentia em casa. E Audy estava feliz também, ela pegou férias e eu sei que isso é um alívio para ela pois estava muito estressada e cansada de sua rotina, sei porque ela me contou e porque brigamos um pouco por causa dela, entretanto isso iria acabar, ela poderia relaxar e viajar como disse, e falando em seus planos de férias que tudo voltou para mim.

 


   Eu queria ter segurado mais e não ter dito em uma noite tão agradável que estava, mas eu falei. E é claro que entramos em uma bolha de drama, eu tinha estragado tudo.

 


  Ela estava quase chorando e eu me culpando, porque não fiquei calado e planejei mais essa conversa? Foi um fracasso. Eu tinha estragado a noite sem querer. Audy estava desamparada e fraca, aguentar tudo isso foi demais, então resolvi dar uma pequena volta por cima. Então eu disse "Vamos pensar sobre isso e depois tomar a decisão outro dia" pois eu realmente queria fazer isso outro dia, estava tão bom ali em cima... eu não queria fazer uma bagunça.

 


  Depois de dizer ela concordou e voltamos a conversar e se aconchegar como se nada tivesse acontecido, como se eu nunca tivesse um tempo para partir.

 


  Olhando para ela dormindo agora ela parece mais calma e mais feliz, abraçada em meu peito com uma respiração leve. Pelo menos pude adiar um pouco da dor, pelo menos por enquanto. Imagina se eu não tivesse terminado aqui olhando essa vista bela a qual eu desejo todos os dias?

 


   De manhã, bem descansado já, fui acordado com um ótimo cheiro vindo da cozinha e uma ótima música conhecida. Audrey não estava mais na cama, então poderia ser ela que estava brincando no cômodo. 

 


   Fui para o banheiro fazer as minhas higienes e ao terminar fui em direção a cozinha. Parei no batente da cozinha para observar a cena que nunca me cansava. Audrey estava fazendo o "show do café" a qual tinha o traje de pijama e um coque bagunçado e alguma música da rádio sendo cantada e dançada desordenadamente com uma colher de microfone, sem duvida era impagável de se ver. 

 


  A música que acabará era da Duffy, Mercy, que era bem agitada, logo foi para James Blunt, You're Beautiful, que ela amava. 

 


   _ Ahh minha música _ ela deu pulinhos de alegria e começou a cantar enquanto fazia os ovos. Com o passar que ela ia cantando eu ia me aproximando, e no refrão eu a segurei pela cintura por trás dela e comecei a cantar em seu ouvido.
   _ "You're beautiful.You're beautiful You're beautiful, it's true I saw your face in a crowded place And I don't know what to do 'Cause I'll never be with you" _ ela me seguiu na música e um grande sorriso eu via em seu rosto.
   _ Bom dia _ me deu um selinho.
   _ Bom dia.
   _ O cheiro está ótimo como sempre. 
   _ Obrigada, já está pronto _ ela colocou os ovos prontos no prato. Fomos até a mesa e nos sentamos, onde havia café, chá, leite, torradas, ovos, linguiças e pão.
   _ Você sabe que o motivo de eu estar acima do peso é você né _ a olhei divertidamente.
   _ Sei. Faço isso de propósito, assim as outras garotas não irão querer você _ ela disse com um sorriso perverso atrás da xícara.
   _ Idiota _ demos risadas. 

 


   Eu amava acordar assim. Ao lado dela, com um café quase sempre a minha espera, com suas danças e cantorias desajeitadas e com esse sorriso no rosto. Eu me sentia casado com ela, por todo esse cuidado que ela tinha por mim, todo esse amor. Se um dia isso acontecer já sei exatamente como irá ser, incrível.

 


   _ Onde está Sam e Will?
   _ Eles saíram cedo. Deixaram um bilhete dizendo que voltariam logo mas não chegaram até agora.
   _ Ata.
   _ Você dormiu bem?
   _ Sim e você?
   _ Bem.


  
  Eu nunca tinha dito para Audrey algumas curiosidades sobre ela. Tinham algumas coisas que eu guardava comigo, como por exemplo o fato dela falar enquanto dorme. Essas são uma das coisinhas que tenho em minha mente, e em qualquer assunto que apareça em questão deles eu sempre sorrio, pois são coisas que só eu sei, coisas que eu tenho o prazer de saber.

 


   _ Eddye? _ o sorriso se desfez e um rosto sério o substituiu.
   _ Uhn _ perguntei tomando um gole do chá.
   _ Eu estava pensando sobre o nosso problema _ tudo de novo não, pensei. _ E eu sei que isso será difícil de lidar... com tudo e com todos os problemas, o drama e o choro mas... e se nós aproveitarmos o tempo que temos juntos?  _ ela expressou um semplar    de esperança. _  Aproveitar o tempo que resta, o que me diz? _ sorriu empolgada com a notícia que me dera. Era uma ótima ideia que ela tinha. Independente de tudo poderíamos passar esse tempo nos "despedindo" e mantendo a nossa fé nisso. Era claro que devíamos fazer isso. Sem questionar eu queria ficar esse tempo com ela. 
   _ Claro, porque não. É uma ótima ideia ficar ao seu lado... não poderia ser melhor _ sorri e entrelacei minha mão na dela, que estava sobre a mesa. 
   _ Ótimo _ ela sorriu.

 


  Quem sabe nem tudo seja um mar de lágrimas.
   
   
 


Notas Finais


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