História Back for you - Capítulo 32


Escrita por: ~

Postado
Categorias One Direction
Tags Love1d
Visualizações 47
Palavras 5.770
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Colegial, Comédia, Festa, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi meus cupcakes!!!!!
Meu Deusssssssss!! Quanto tempo. Infinitas desculpas por tudo, nesses meses a vida sempre foi corrida e quase não me restou tempo para fazer nada do que eu planejei, que era escrever pelo menos mais três capítulos depois da última publicação. Tentei, mas não consegui, perdão.
Quero muito escrever, postar mais coisas boas para vocês e tentar finalizar esse projeto com todo amor e carinho. Capítulo 32 temos mais um casal a caminho que deverão encontrar um caminho para se entenderem e ver que tudo que sentem é verdadeiro e também vocês irão conhecer um dos novos personagens.
Estou ansiosa, espero que gostem.

Um boa leitura <3
Xx Ju

Capítulo 32 - Freddie Collins


Fanfic / Fanfiction Back for you - Capítulo 32 - Freddie Collins

Pov Juliana

Restava menos de duas horas, olhava constantemente o visor do meu celular para ver os números serem deixados para trás e a estrada também, a maioria se encontrava em pleno silêncio na procura de uma posição para dormir.

Em meus devaneios tentava imaginar o que cada um pensava ou deixava de pensar naquele momento, nesse jogo parei em Mariana que segurava a sua girafa amarela em seus braços com certa força e parecia contar em pensamentos um segredo tão cabeludo que nem haveria coragem de contar a nós que já nos conhecemos faz anos.

Ainda sentia rastros de culpa, sim culpa, são tantas coisas que estão passando aqui dentro que acabo me perdendo de mim mesma. Não queria sentir ódio ou culpar outra pessoa, porque nessa situação não há ninguém que possa assumir esse cargo.

-- Ei, está tudo bem aí?- ela me perguntou me tirando do transe. Beca se encontrava ao meu lado, desde que eu me conheço por gente ela sempre arranja uma maneira de saber o que se passa com nós e faz de tudo para ajudar. Eu tenho uma amiga valiosa, sem sobras de dúvidas.

“ Desculpa! Desculpa-me por não poder ser tão forte, estou sentindo ciúmes seu com o Liam, queria poder tirar isso de mim ou ao menos tentar, mas não há outra maneira tudo passa de frustação atrás da outra, passei as duas noites em claro procurando uma solução. Me sinto tão culpada. Perdão.”

Em vez de dizer a verdade e o que se passava preferi esconder, sorri amarelado, suspirei após olhar para ela e desviei o meu olhar para o teto do carro na tentativa de não deixar que as lágrimas marcassem o meu rosto naquele momento.

-- Sim, está tudo bem.- a confortei.

-- Tem certeza, Ju?- perguntou novamente.

-- HamHam...- respondi.- Posso?

-- Anda vem logo.- disse rindo ao me deixar me confortar em seu ombro sem saber de nada. Acariciava o meu cabelo como uma fada que ela é, usando a sua magia de um ser de luz, me trazendo um pouco de alívio para respirar tranquilamente.

Pov Bia

Chegando em Wolverhampton, não contive em me jogar para fora do carro o quanto antes e carregar as minhas tralhas por esses lances de escada rumo ao meu dormitório. Mal conseguia manter os meus olhos abertos, falar ou mexer as minhas pernas.

Meus queridos amigos tinha ainda o resto de ânimo para ficar ali mais um pouco, me despedi de cada um e caminhei entre as malas e bolsas ao meu redor.

-- Valeu gente!- disse já distante deles, parece que eu tomei aqueles remédios fortes que você fica grogue em instantes e a minha voz nem saia direito.

-- Bom descanso aí!- sem distinguir quem seria o dono ou a dona da voz prossegui.

Sonolenta, percebi o quanto sou desatenda e finalmente contemplei a cada parte daquela imensa Universidade, observava as coisas com mais detalhes e clareza, me mantendo acordada, como a pintura velha é tão bonita sobre o teto ao subir a longa escada até os quartos. Pelo o corredor a fileira de portas dava boas vindas novamente, nunca se esqueça das boas memórias! Tenho a leve impressão que um sorriso automático se fez presente ao sentir o meu coração aquecer ao imaginar eu e as meninas correndo por esse chão de mármore a procura das nossas portas em nosso primeiro dia, éramos praticamente seis crianças deslizando os nossos pés nesse chão e rindo da nossa triunfal chegada.

Parei a mala pequena de rodinha ao meu lado, tirei uma alça da mochila do meu ombro para procurar o conjunto de chaves que se perdeu na imensa bagunça que estava lá dentro, indo bem no fundo, depois de pegar tantas coisas e enfim encontrar. Acertei a chave na fechadura, meu corpo descansou ao ver a porta se destrancar.

Deslocando a mala no quarto notei alguém me vigiando, ao olhar para a direita pude enxergar o tal de  Zac Collins e Chelsea debaterem alguma coisa e somente pararam quando se tocarem em mim. Queria entender as suas falas, porém a distância impossibilitava.

A menina de cabelos quase loiros ao reparar minha presença me jogou um olhar amargo, deixei-os em paz dando as costas após ver a cena em que o outro menino impulsionou Zac Collins a sair dali o quanto antes ao deixar seu celular e fones de lado.

Pelo visto Collins e Marshall tem uma relação forte, os quatro sempre procuram andar juntos, são eles, Chelsea, Zac, Kate e Freddie, esses dois últimos parecem não ligar tanto para este grupo, pois toda vez que passam por mim percebo uma relação estranha entre eles.

Enfim, trancafiada no meu espaço fiquei feliz em sentir o cheiro do meu quarto o mesmo deixado há quatro dias, larguei as mochilas no chão e pulei em cima da minha cama de bruço com as pálpebras fechadas entrei nas memórias desses dias divertidos.

No dia em que houve aquele entardecer cheio de sono e chuva, aquilo foi como um convite para prestigiar uma das mais belas noites de nossas vidas, o céu parecia ter dado ordem para que todas as estrelas brilhassem para nós.  Ao meio da imensidão do azul tão escuro, da Lua fazendo companhia e todas as lindas estrelas nos preenchia com o ar de mistério.

 O mesmo quando pegamos os livros de astrologias e ficamos impressionados com o espaço ou as nebulosas infinitas.

A cantoria era um brinde, os meninos se saíram muito bem ao cantar, enquanto eu as meninas com as vozes de taquara rachada cantávamos junto com tantas emoções e convictas de alegria. Não sossegamos até pararmos em cima da cama elástica que estava parada a tempo nos fundos da casa, pulávamos ainda mais livres e bem alto, diferente do dia em que fomos ao Pier e tinha tantos pirralhos nos olhando raivosos.

É bom poder sentir a liberdade percorrer cada milímetro do seu interior.

Tiramos tempo ainda para correr, dançar, rir, e quando fomos ver fizemos daquela cama elástica o nosso ninho de fraternidade, amor e amizade, dormimos ali mesmo a fazer pedidos e agradecer diante da linda obra prima que se encontrava em cima dos nossos olhos.

Pov Zayn

Atrasado devido eu querer mais cinco, mais cinco e  mais outros cinco minutos para dormir, mas consegui tomar uma ducha rápida, escovar os dentes, por uma jaqueta em cima das minhas peças normais que são um velho jeans e uma camiseta. Deixei o meu quarto olhando a minha cama pela a última vez na ideia que não faria mal voltar pra lá e perder as aulas de hoje, peguei a minha bolsa de couro e desci em rumo ao refeitório em busca de algum café para esse longo dia.

No refeitório lutava com as portas grandes e tantas pessoas que saiam, para que eu pudesse felizmente adentrar ao local, passando pela a esteira exposta com poucos alimentos para a pequena multidão que se tinha aqui dentro cumprimentei alguns rapazes e rostos conhecidos que passavam ao meu lado até conseguir pegar duas frutas e um pacote de torradas.

Andei até o centro na expectativa de encontrar os meus caros amigos que ultimamente me anda tirando boas recordações para vida, desde as brincadeiras entre nós e me dar a oportunidade de conhecer aquelas belas moças, tirando uma que é ainda mais para mim.

A mesma que me deixou tão louco com o nosso último beijo.

Formulei este pensamento ver que não se tinha ninguém que eu procurava ao morder o um pedaço da triangular melancia. Indo lentamente ao início e a principal entrada do labirinto que estamos vivendo, eu ainda tenho receio de me perder por aqui essa Universidade é relativamente grande.

Em uma das paredes compostas de murais e informativos um caos tão desorganizado se formava ali parecendo aumentar a cada minuto, jovens lia algo contava a outra pessoa que estava o seu lado e ia embora dali juntos a debater um assunto.

-- Por favor, podem  me informar o que está acontecendo por ali?- perguntei a uma menina que passara ao meu lado ajeitando papéis em sua bolsa ao lado de um menino alto que mexia em seu telefone sem dar muita atenção do que eu perguntava.

-- São novos informativos.- disse a menina apressada.

-- Andem logo! Já estamos atrasados...- alguém atrás de mim os chamavam também com uma certa pressa.

-- Desculpa menino temos que ir.- disse ela caminhando rapidamente ao encontro de um grupo de pessoas.

Joguei o que restou da deliciosa fruta na lixeira perto a grande rampa que nos levava ao andar de cima. Ainda duvidoso em deixar de olhar aqueles papéis em outra hora quando tudo estivesse mais calmo, olhei a tela do meu celular e vendo que a aula já havia começado a sente minutos preferi ir até lá.

Mais uma vez procurei passagem entre toda gente para ao menos chegar perto do único papel que havia provocado tanto tumulto.  Bem a cima em negrito estava escrito:

Cursos Acadêmicos

ANO 2010

Abaixo a enorme lista de diversos cursos e áreas foi deixada ali junto ao que devíamos fazer nos próximos dias da nossa enfim decisão, a dificuldade de ler já era tanta que deixei aquilo para outra hora e correndo fui ao encontro da minha turma, ao bater a porta e por a cabeça lá dentro o professor furioso me mandou entrar quando interrompi sua explicação e a atenção de todos.

Com o lápis na boca e livro aberto em outra página a não ser a pedida, minha mente voava longe. A maioria entrava na sala atrasados, como eu, ou falavam á tona sobre a nova noticia, ao mesmo tempo em que o professor falava assunto que percorria todos os corredores.

Novas metas de vida a criar, o que fazer nos próximos dias, meses e anos, rotina de estudos, enfim aquele papo adulto de sempre, de um jeito e de outro terei que me habituar a esse grupo social que só pensa em trabalho, mas trabalho e no fim deixa de aproveitar o melhor: a vida.

De todos naquele âmbito apenas Ju parecia ser a mais deslocada, indiferente, olhava em um ponto fixo deixando minutos passarem a sua frente. Não estava dando á mínima na explicação, seu rosto tinha traços de tristeza e desânimo, para ser o certo era como se estivesse incomodada de um jeito e acabou ali refletindo em tudo.

Pov Juliana

Coloquei os pés para fora da cama, sobre aquele chão frio me senti na necessidade de me aninhar ainda mais ao cobertor, bocejei, cocei meus olhos duas ou mais vezes e finalmente decidi levantar enrolada. Ri comigo mesmo por eu estar andando como um pinguim naquela hora.

Tropeçando pelas as coisas largadas em meu quarto procurei ao menos tentar chegar á porta do banheiro sem cair. Ao passar a mão pelo o meu cabelo completamente ninho de passarinho o toque vindo da minha escrivaninha me fez virar para trás, meu computador havia passado a noite ligado ao carregador depois de eu mexer assim que chegamos.

Lentamente, identifiquei que o som era iguais os das chamadas de vídeos acabei demorando até entender a pequena imagem formada no centro da tela por estar sem os meus óculos, agora de perto reconheci as duas feições na bolinha.

Enquanto me sentava apertei no ícone verde.

Rapidamente a imagem da minha mãe preencheu toda a tela do computador, denunciei que estaria na sala com as luzes apagadas e somente usando a luz da televisão ligada, seu semblante era sério, nenhuma emoção, nada, diferente da última vez que nós se vimos desta forma.

-- Mãe? Por que me liga a essa hora? Aconteceu algo? - fiz as perguntas sem deixar espaço para que ela falasse ou explicasse uma coisa, respirei a espera da sua voz.

-- Só não consigo dormir.

Isso acontece desde que o meu pai começou a trabalhar em escalas e ficar longe de nós por duas semanas, juntando a mim agora estando do outro lado o nervosismo e a preocupação aumenta em dobro.

-- Já deve passar das 4:00 hrs por aí. Volte a deitar e tente a dormir. - disse depois de calcular o horário me baseado com o daqui.

-- Não. A minha insônia tem outro motivo.

-- Qual?- perguntei pondo a mão em meu queixo e apoiando o meu cotovelo na mesa.

-- O motivo é você, Juliana.

-- Eu? O que eu fiz? - me sentei na cadeira esticando as minhas costas na cadeira.

-- O que tem a me dizer sobre as suas saídas com os novos coleguinhas?

A lerdeza é tanta pela manhã que mais uma vez demorei a pensar, ao ligar os pontos me toquei que minha mãe se referia sobre a casa de Praia. Mas como?

-- A Senhora diz as minhas amigas e cinco caras que já conheço quase á quatro meses.

Ela riu debochadamente.

-- Me diz o que vale o esforço do seu pai em torno de todos esses anos de sua vida? Para pagar estudos, livros, recursos, matérias...

-- Ei.- a cortei. Suspirei. - Deve está pensando que estou aqui sem fazer nada, pode ficar tranquila, eu asseguro-a, caso queira te mando o meu boletim das minhas primeiras provas estando na Universidade. Tenho me esforçando, é o que eu aprendi com meu pai.

-- Minha filha, como eu fui tola o suficiente em deixar você viajar e ficar longe das nossas vistas.

-- Mas mãe eu tenho dezoito anos, hoje, não me compare com uma criança que precisa de cuidados extras.

-- Já tinha alertado ao seu pai! Sua ida até Inglaterra e viver nesta Universidade com tantas pessoas, só serviria para gastar o nosso dinheiro em festas, saídas, bebidas, sexo e quem sabe outras coisas.

-- Outras coisas como drogas, como consegue me enxergar assim? – falava incrédula sem acreditar no que mais a minha própria mãe poderia achar ou cogitar sobre ao meu respeito.

Nunca fiz nada de anormal, sempre fui e sou até hoje uma filha que prefere ficar mais em casa, sempre busquei seguir tudo o que os dois diziam. Ela tira conclusões tão precipitadas que chega a assustar!

-- Eu já tive a sua idade e sei o quanto o mundo dar oportunidades boas e más para vocês. Nem mesmo conhece ao certo esses rapazes e já considera como pessoas de sua vida. - a mais uma nova palavra vindo dela a minha vontade de dizer mais alto ou desligar o computador fica maior.

-- Uawwwwwww!!! A cada dia a Senhora melhora com as suas manifestações sobre mim.

-- Você me fez desgostar de você, depois de se tornar uma adolescente rebelde!! - exclamou.

A nossa relação mudou tragicamente a anos, nós não somos a mesma coisa quando eu era pequena e ela ainda procurava demostrar amor, carinho ou qualquer outra coisa que seja por mim. Sempre se fez presente como uma mulher fria, desgostada da sua própria menina, arrumando desculpas pelo os meus primeiros anos de ciúmes com o meu irmão, nos tornando pessoas desconhecidas ente si.

Da mesma maneira que ela me relembra quase o tempo todo como é capaz de me odiar, talvez essa palavra seja muito forte, continuemos com o seu desgosto que é ruim, porém menos doloroso. Também consigo me lembrar de como queria ficar longe de tudo e de todos, era bem melhor sair de casa, ir para a escola e ficar algumas horas sem escutar as suas provocações.

Ela diz rebeldia no auge dos meus quinze para dezesseis anos, reconheço que a enchia ás vezes, mas nunca me comportei como uma verdadeira menina rebelde como diz.

-- Eu não fiz nada demais, somente sai com pessoas de bem enquanto a direção e coordenadores suspenderam as aulas por conta de reuniões.- procurava forças para explicar.

-- Ahh então foi suspendida?- disse como tivesse descobrindo uma prova forte para jogar contra a mim.

Impossível de conseguir rir nesse exato momento. Para dizer a verdade já fui parar na detenção com eles sim, como fomos doidos naquele dia por jogar tinta em tanto canto.

-- Foram as aulas e não eu.

-- Quem está no seu quarto? Anda dormindo com alguém? Esse cabelo bagunçado Juliana.- olhava cada detalhe atrás de mim a busca de pistas e provas.

-- Acabei de acordar, aqui são 7:00hrs. Olha mãe, me dê licença, por favor, não pretendo chegar atrasada por sua culpa.

-- Seu pai saberá de tudo o que se passa, assim que ele voltar.

-- Vai lá nos coloque uns contra outros novamente, crie discussões, pois somente deste modo você consegue ser feliz.

-- Ele vai saber.- e foi a última frase deixada por ela após desligar a nossa chamada.

Toda conversa entre mim e ela se torna em uma discussão sucessiva, emenda com outros problemas e tudo vira uma bola de neve, eu não posso me colocar em nenhuma posição porque sempre sou considerada a mais nova. Posso dizer que crescer é uma das tarefas mais difíceis, sinto-me ainda desconfortável em dizer realmente que sou a “adulta”, há muita tarefa a ser aprendida, seja ela moral e sentimental, o único motivo que ainda me irrita é a obsessão de impor tudo e eu nunca poder dar o meu posicionamento.

Levantei a cadeira com os neurônios a ferver, caminhando até o banheiro me joguei na água gelada daquela manhã, terminei o que não havia começado, escovei os dentes, troquei a minha muda de roupa, cabelos arrumados, senti quase pronta para o dia, enquanto a outra parte de mim continuava rígida e aborrecida.

Sem ter tempo para pegar o café o meu estômago revirava, mesmo assim continuei o meu percurso até a sala, atordoada em meios de pensamentos e questões da próxima avaliação.

Pov Mariana

Rabiscando o canto superior daquele livro chato que me pediram para ler, acabei ignorando a ordem que se antecedeu, pois não jogaria os bons segundos da minha vida por isso. Ali construía um novo lar para o monstrinho grudento no papel amarelado, seu formato e o jeito meigo me fez o chamar de Alli.

Isso aqui anda em um tédio total. A turma anda focada entre essas páginas de palavras velhas e histórias que eu nem era nascida ou pretendia nascer. O dia até está passando rápido, o período da manhã chegava ao fim. Com a mochila pesada nas costas sai porta a fora ao encontro das meninas que cá estavam perto dos armários que mal usamos.

E nesse intervalo pensava de maneira sucinta de como sou uma criança a dormir com a girafa de pelúcias a noite toda e criar um desenho. Falando naquela coisa amarela fofa dada por outra coisa fofa vinda da Irlanda, tinha um objetivo de separar as coisas e esquecer a nossa mais nova aproximação.

-- Olá vaquinhas!!- disse abraçando todas e parando em Isabela por último, a roda estava formada enquanto eu reparava os fios desgrenhados de Bela. Voltou á rotina nada de pentes, porém muito sono a vista. Mesmo assim os seus cabelos castanhos reluzia a sua natural beleza.

Suspirei por abraçar cada uma. Tenho que parar se não já viu. Se acostumem e querem o tempo todo.

-- Aquele carinha...- Bia tagarelava cada detalhe daquele homem grego que nos fez um favor, naquela hora nem sabia se olhava direito para ele ou para o celular. Ela tentava decifrar a senha esquecida do seu armário.

-- Bia e seu fogo repentino!- Larissa falou rindo.

-- Ué ele é bonito, o que eu e o mundo podemos fazer?!- disse ela rindo maliciosamente e intercalava o seu olhar para a porta do armário e para Lari.

Já estava a me dar agonia ver três pessoas levando uma surra do armário, Ju, Bia e Beca.

--Deixa eu ver isso.- falei pondo a Bia de lado com o meu empurrão de lado, ficando apertada entre as três.- Qual é a senha? Se lembra?

-- 1478.- voltou falando baixo e ajeitando o seu cabelo no rosto por causa da minha força, considerada leve por mim, quem manda ser uma tábua loira falante.

-- Gente a senha da Bia é...- impossível de continuar por que a mão dela foi parar na minha boca, comecei a rir depois de levar um tapa nos ombros.

-- Tá maluca? Não pretendo receber coisas estranhas de brinde aqui dentro.- falou olhando ao nosso redor.

-- Meu Deusssss!! Vão abrir esse troço quando?!- resmungou Isa batendo os pés no chão.

-- Quero sentar.- falou Larissa por estar parada por menos de três minutos.

-- Posso ajudar?- perguntei a Ju que rodava a esfera preta milhares de vezes.

Ela encarou os meus olhos por alguns instantes com o ar de aborrecida.

-- A quer saber? Resolva!- disse ríspida ao falar comigo, abaixou- se para pegar a sua mochila.

Sem falar mais nada pôs em seu ombro e também com nenhuma explicação para o estresse todo, saiu dali direto, dando as costas para nós cinco.

-- Ihhhh acho que tem alguém com TPM!!!- disse brincando e falei ao um tom que ela pudesse ouvir mesmo já longe da gente.

-- Ela é doida?- disse Bia rindo.

As outras se uniram por achar a cena engraçada, eu disfarçadamente peguei as minhas coisas após ver cabelos balançando, risos altos e mais uma vez minhas caras amigas passam micão em um corredor.

Desconhecendo aqueles seres risonhos escandalosos...

Sai dali disfarçadamente e rapidamente.

Pov Juliana

Não pretendia ser mal com nenhuma delas, acabei extrapolando, me atrevi e já faz um tempo que eu estou me corroendo de arrependimento, a conversa pela manhã me tirou de cima, simplesmente foi péssimo ter que começar um novo dia nesse estrago.

-- Ei! Juu!?

-- O que é?- perguntei impaciente de uma forma alta. A maioria que andava no ritmo apressado não deixava de ir embora sem pregar os olhos sobre mim.

-- Está tudo bem?- a cada passo Liam ficava mais perto, lá vinha ele carregando a sua mochila em mãos e os livros que restavam para serem lidos até esta sexta.

Respirei fundo após ouvir a sua simples pergunta que lá no fundo me irritava ao extremo. Chaga a ser uma miragem ou um lembrete, basta eu ver o mesmo que conseguia enxergar Rebeca entre nós a segurar a sua mão e olhar para mim.

Seu perfume só dificultava mais as coisas, queria trata-lo normal como antes, porém parece uma tarefa tão arda e complicada.

-- O que houve com você?

Segui meus impulsos andando em sua direção com as suas perguntas cravadas em meu ouvido misturadas com as da minha mãe, o respondi.

-- Cacete! Qual é o seu problema? Não está vendo que estou bem?- depois disso demorei um pouco para cair em si e recuar.

Esperava e também não esperava que ele falasse, por mais que eu queira seria pior. Perdi a minha paciência e nem mesmo deixei que as palavras vinda dele ousassem a saírem. Escutei cochichos e seu passo forte ir ao caminho oposto ao meu.

Paro e penso diversas vezes ao tentar procurar a nova sala, também vejo que devo deixar esta raiva crescente, deve ser por isso que estou piorando cem vezes a cada hora que esbarro em alguém que não está envolvido nesse drama todo. Estou com ódio de mim mesmo por ter sido tão rude com a Mari e agora com ele, sem nenhuma culpa.

Só gostaria de voltar ao meu dormitório, dormir como isso fosse á fórmula eficaz para essa onda de negatividade. Adentrei na sala e as bancadas brancas móveis para a experiência forma arrumadas em fileiras com uma separação mínima. É a primeira vez que estamos estudando nesse novo ambiente, foi tanta matéria no quadro e cálculos enormes, finalmente colocaremos em prática as aulas de química.

Falta menos de duas semanas para que essas matérias digam adeus a minha rotina de estudos.

O sinal nos alertou que o novo tempo começou e foi preciso uns dez minutos de atraso para as meninas aparecerem, sortudas, o professor não resmungou tanto. Ambas se dividiram, umas vieram para a minha mesa e as outras pegaram a bancada livre bem ao nosso lado.

-- Bom dia a todos novamente! Peço por gentileza que sejam educados e peguem os seus respectivos jalecos. Como temos tantas coisas nocivas por aqui, espero que não precisemos levar alguém para médico ou assim.

Fizemos o que ele havia pedido, voltamos aos nossos lugares e o Senhor Phillips continuou.

-- Bom, o que eu sempre me pego observando é como andam em grupos subdivididos, poderíamos mudar essa situação. São novos e com tantas discussões a serem abertas, vamos lá pessoal, vocês conseguem. Não quero ver ninguém junto á quem passa a grade horaria com os mesmo.- falou o nosso professor apontando pra mim e para as meninas.

Mariana foi a primeira a desfilar e procurar por novos ares. Algo que ela sempre se sai bem, já às outras e eu levamos um tempo.

A turma aproveitou a pausa para cochichar, reclamar, falar mais alto, ninguém gostou da ideia, realmente ao dizer que a aula proposta seria diferente estava a levar sério. Sem escolhas obedecemos e a sala se tornou em puro movimento.

Andei ente o corredor livre que se formava entre as fileiras brancas e ao passar Louis conseguiu esticar o seu gigante braço para desgrenhar o meu cabelo, retribui o seu gesto divertido de ser, rindo, e fazendo uma careta correspondida com outra dele.

Louis pode parecer palhaço pra tanta gente, mas a única coisa que o satisfaz é fazer as pessoas se sentirem melhor, qualquer pessoa, não precisa conhecer para ele distribuir esse dom.

Finalmente, parei na nova bancada já um pouco amarelada por causa do tempo e desgastada na parte emborrachada, coloquei os meus livros e anotações ali, ao mesmo tempo, que eu olhava de canto os desconhecidos que se aproximavam.

Sozinha, tentava me manipular para que os meus olhos não encontrassem caminho para chegar até os deles, depois de ter feito a pior escolha á dez segundos atrás e acabei vendo o que não queria.

A raiva e o desprezo nele era descritível em seu olhar sobre mim, me fazendo se sentir menor e menor.

Respirei e passei a fazer algo mais útil, como olhar os integrantes do meu grupo. Mesmo com os cabelos pretos enroladinhos daquele menino não me chamava tanta atenção, seus grandes óculos de grau me chamavam mais e também pelo o fato de star agasalhado. A menina alta e magra, um pouco menos que a Bia, parecia confusa com o que lia no papel e com aquilo tudo de vidro na sua frente.

Impressionada com o pequeno rabo de cavalo roxo em meu campo de visão, observei a moça que mascava o seu chiclete conforme o tédio da aula aumentava o que via e ouvia do professor para ela não tinha tanta importância.

Ao observar que alguém estava olhando para ela, ficou encabulada, só depois que sorriu amarelo quando virou o seu rosto para mim.

Já o outro cara me custou o meu tempo, minha mente acreditava que o conhecia de algum lugar e perguntava para mim mesmo se era isso ou eu realmente não o conhecia. Acho que passei por perto dele em algum canto desse grande lugar.

Seu cabelo também era negro, porém sem o volume do baixinho com frio. O corte definido do cabelo possibilitava que ele bagunçasse a parte da frente, talvez sem pretensão que aquele topete pudesse aumentar o sue charme, os sinais na sua pele o deixava com ar de fofo.

Quem é ele? E qual é o seu nome?

-- Freddie Collins.- a garota e o sue cabelo chamativo roxo respondia as minhas perguntas.

Minha expressão de horror ficou nítida por alguns segundos e só me restava aparecer pontos de interrogações na minha testa os mesmos de quadrinhos animados. Ela não é nenhuma vidente ou tem superpoderes, aconteceu de eu ser burra o suficiente em ficar olhando para um cara feito uma psicopata.

Dessa vez eu que tive que sorrir amarelo.

E também não demorou muito para ele, o tal de Frederico, quer dizer Freddie Collins notar que duas estranhas haviam pronunciado o seu nome. Olhou-me atentamente e dando a oportunidade para enxergar o seu rosto por inteiro, minha imaginação voou pensando no que esse ser poderia fazer nas horas livres, qual seria o seu time favorito ou os filmes que mais assistia.

Em segundos formei a minha opinião sobre ele e tudo que podia pensar era que um cara legal estava bem a minha frente.

-- Ham...Freddie Collins?!- disse ele fechando um dos seus olhos e se movendo para o meu lado.

-- Oi! É? Prazer! Fred?- minha voz foi diminuído aos poucos de tanta vergonha. Já outra menina simplesmente decidiu sair da conversa e finalmente prestar atenção no que o quadro tinha, vingativa, na próxima vez nada de me encantar com os coloridos dos desconhecidos.

-- Sim.- e ele sorriu largamente.- E você?

-- Juliana. Juliana Cabral.- respondi com a voz embargada, podia sentir as minhas orelhas queimarem.

-- Ju, então?- perguntou balançando a solução azul na tigela de vidro.

-- Claro, Ju! Fred!- e é nessas horas que depois me pergunto o que acontece comigo e esses colapsos de repetir a mesma coisa na frase.

Consegui sorri e olhar diretamente para ele.

-- Opss...Me ajudem com isso?!

-- Lisan!!!- exclamou o baixinho gargalhando.

E por fim acabamos rindo também ao ver uma integrante do nosso grupo com uma gosma grudenta verde em sue jaleco.

Pov Liam

Passado os primeiros minutos desta aula, o alívio entrando em meu corpo me surpreendia um momento a mais nessa sala faz com que eu queira explodir de tamanha raiva.

Seria burrice da minha parte, ficar irritado com ela, algo que também chega a ser impossível de acontecer hora ou outra agente se esbarra e tiramos tempo para nós dois, foi como hoje, se encontramos pelo o caminho, porém em vez de conversamos e rir de alguma situação das pessoas que passavam por nós, ela simplesmente ignorou o que eu tinha par dizer e me virou as costas.

Somente queria saber o porquê de ela ter sido fria comigo nesses últimos dois dias, escolhia me tratar de maneira indiferente quando estávamos perto dos outros e até quando só era eu e ela.

Agora eu me perco nesse jogo em tentar achar uma resposta, antes tivesse tentando tranquiliza-la e perguntar, mas os seus gritos e desaforos me fizeram recuar. Cá fico eu com as minhas hipóteses ambulantes toda vez que o problema vem em mente.

Juliana ria sem dizer que não é qualquer sorriso e sim os mais largos, falavam tanto de um assunto que me parecia ser o melhor para ambos, encostava as suas mãos no ombro esguio para se segurar de tanto rir, ela nunca bagunçou o meu cabelo daquele jeito ou ao menos tocou nesses meses todos, Ju estava nada mais menos com Freddie Collins.

O cara que é irmão do outro ser popular, pegador, metido a rico metidinho, este se chama Zac, a cada semana é um novidade nova que circula pelo os corredores por causa desses dois. Será que ela sabe disso?

Eu simplesmente não fiz nada, acredito.

Ou fiz?

-- Eii amigão quer nos matar?- disse Louis me tirando do transe.

Estava preste a jogar outra coisa no recipiente.

-- Diz que nada disso pode cair aqui, Payne.- disse Louis balançando o papel amarelo e tirando o copo de vidro de mim.

-- Foi mal.- disse flexionando os meus braços na bancada, respirando ao olhar o chão.

-- Onde anda com a cabeça?- perguntou rindo.- Esperava ser eu, mas tudo bem.

-- A cabeça do Payne está a duas bancadas a frente- disse Zayn que estava fazendo a experiência na bancada do lado.

-- Não é isso, Zayn.- tentei me defender dos dois.

-- É isso Zayn!- ajudou Louis.

-- O problema dele começa com J.- disse Niall com o seu sotaque irlandês forte mais a sua risada contagiante.

-- J?- disse Louis parando por instante para pensar.

-- Julianaaaa.- cochichou Zayn ao passar do nosso lado fingindo pegar um lápis no chão.

Para melhorar vou ter os três falando disso até os próprios disserem chega.

-- Ela?? Ju...- Lou se engasgou com o que ia dizer.

-- Ela tá olhando pra cá!- disse coçando os meu olhos.

-- Disfarçam...- disse Niall rindo amis alto, chamando atenção de todos.

Pov Larissa

Foi tanta coisa pra fazer que nem achei aula demorada, só queria ter ficado com as minhas chatas em meu grupo ou duas delas já estava bom, sem contar que eu passei quase a aula toda vendo a Juliana conversando com o menino bonito, enquanto o  menino Payne se aguentava.

Ri ao me lembrar do Zayn, Louis e Niall com a sua risada enchendo o pobre coitado.

Assim que o som do sinal preencheu a sala, a correria de todos foi grande, a tarde chegou e estávamos livres para fazer o quem bem entendêssemos. Desabotoei o meu jaleco bastante sujo e o coloquei no lugar, pegando em minha mochila vi Liam ser o último na porta.

Corri até ele na expectativa de ele jogar no ventilador o que eu acompanhei a aula inteira. Algo bem melhor que novela mexicana.

-- E aí, Liam?

-- Oi.- disse desanimado.

-- Parece triste, cabisbaixo...- observei os seus traços marcados.- Aconteceu alguma coisa?- falei curiosa, me entender nada com nada.

-- Nada, estou bem.- disse melhorando a sua postura e sorrindo.- Ei!

Falou quando eu dei um passo frente, queria estar bem mais a frente, muito longe do que ele vai dizer.  

Não lembra, não lembra, não lembra, não lembra...

-- E o convite que fez ao Harry? Não vai cumprir, Dona Larissa?- disse rindo ao ver a minha cara emburrada.

-- Sério! Não quer fazer isso por mim?! Olha eu faço outra coisa daquela maldita aposta, menos isso, eu juro.- enrolei tanto o Harry e o Liam.

-- Eu poderia até sair com ele, mas com um encontro pegaria melhor com você.- rimos.

-- Tá bom.- suspirei.- Eu me rendo e vou sair com a peste que só olha para as minhas pernas. – disse com a mão levantada e com os olhos fechados, pensando que aquilo me traria mais coragem em dizer tudo isso.

-- Viu? Fácil.- falou Liam batendo em minha mão.- Vamos lá! Harry não morde.- me abraçou de lado ao mesmo tempo que caminhávamos.

-- Eu quero chorar.- choraminguei.- É o Harry.

-- Se sairão bem.- disse ele me encarando com a cara de pervertido e bagunçando o meu cabelo.

-- Olha nem pense nisso, se não eu te mato Payne!- disse alto deixando ele para trás gargalhando.


Notas Finais


O que acharam meus amores? Quanta briga heim? Preparadas e ansiosas, como eu, para saber o que Fred vem provocar entre Juliana e Liam?
Eu sei que é pedir muito, por favor, se puderem comentar falando bem ou mal eu gradeço no fundo do meu coração, compartilhem para outras pessoas que é muito importante para o projeto. E fiz um novo cantinho para a gente, que ainda não tem nada e se quiserem em mandar sugestões, serão muito bem recebidas http://back-for-you-fic.blogspot.com.br/
E visite o nosso canal, lá já tem o Trailer da nossa fanfic e o Teaser da Bia https://www.youtube.com/channel/UC4NK6sRmC_9P5MQzIfO3J1A

Muitos beijos e abraços de ursos para vocês, meus queridos!!!!


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