História Back to Home - Capítulo 7


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Emma Swan, Henry Mills, Lilith "Lily" Page, Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Neal Cassidy (Baelfire), Regina Mills (Rainha Malvada), Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Vovó (Granny), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Once Upon A Time, Swan-mills Family, Swanqueen
Visualizações 148
Palavras 1.706
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Tenham uma boa leitura e perdoem os erros que passam despercebidos.😘

Capítulo 7 - Mas isso não é vida


Fanfic / Fanfiction Back to Home - Capítulo 7 - Mas isso não é vida

Há alguns dias tinha dado entrada no pronto socorro do hospital um homem reclamando de dores intensas e com o abdômen rígido, quando ele foi levado para a tomografia pela médica de plantão, foi visto que ele estava com os rins em processo de deterioração e que necessitava de um transplante, porém, ao ir para a lista de espera, não conseguiu o topo da lista, e agora internado no hospital, esperava por um órgão compatível.

— Bom dia, Sr. Mendell. — Ruby cumprimentou o paciente ao entrar no quarto com Regina.

— Quando você me chama assim eu me sinto uns trinta anos mais velho. — falou fazendo as médicas rirem.

— Certo, então Greg, nós viemos te dizer que foram encontrados rins compatíveis com você, e que ele já está a caminho do hospital.

— Isso é sério mesmo? Não tem nenhuma criancinha por aí que nasceu sem um? Ou um adolescente que também precisa?

— Não, Sr. Men... Greg, esses são seus, só seus. — Regina respondeu.

 — E você, quem é? — perguntou curioso quanto a presença de Regina. Desde a sua chegada no hospital, era a Ruby que o acompanhava.

— Essa é a Dra. Mills, Greg, ela que vai transplantar os rins para você.

— Poxa Dra. Lucca. Achei que seria você a primeira pessoa a me tocar por dentro, mas nada contra você Dra. Mills.

—Tudo bem. — Regina falou sorrindo.

— Greg, você será tocado por a melhor cirurgiã, por a chefe, na verdade. E eu também vou estar lá para auxiliar ela.

— Ainda vai tocar em mim?

— Não se preocupe, vou dar uma apalpada nos seus rins.

 

— Dra. Swan, você pode dar uma olhada nessa leitura?

— Achei que você soubesse fazer. — Emma falou baixando a máscara.

— Eu sei, é só que está um pouco estranho... Diferente das outras leituras que eu fiz.

— Deixar eu ver. — falou se posicionando atrás da cadeira em que Lilith estava sentada. — Sobe um pouco o monitor... Assim tá bom. Hum... Tem algo aqui. Dá um zoom nessa área. — disse tocando na tela.

— Aqui?

— É. Agora você consegue ver que há de errado?

— Falta uma sequência... Ou está trocado.

— Os dois.

— Mas essa não era só uma amostra para testarmos o material? Como pode? Qual é a chance?

— Demos sorte, Page.

— Sorte? Alguém tem uma anomalia, Dra.

— O programa de mapeamento génico do Boston Hospital Center está oficialmente aberto.

Como Emma não estava no hospital para clinicar, não tinha acesso ao banco de dados dos pacientes, então precisou de ajudar para descobrir de quem era aquela amostra.

— Dr. Locksley, você sabe de onde veio a amostra que eu estou usando no laboratório para testar os aparelhos? — Emma perguntou ao encontrar Robin na fila do almoço.

— Bom, até onde sei, ela foi pega de forma aleatória.

— Mas não há como descobrir?

— Algum problema como as amostras, Dra. Swan?

— Sim, pode não ser nada, mas nunca se sabe. Eu encontrei algo na sequência da amostra.

— O que você encontrou?

— Sequências erradas e a deleção de umas bases. E se for de um paciente como acho que seja, e se ele ainda estiver aqui ou vivo, acredito que deva saber

— Você tem razão, Emma, vou procurar saber de quem seja.

 

Regina estava se lavando para entrar no centro cirúrgico quando a porta da área da assepsia foi aberta.

— Regina?

— O que... O que você quer aqui?

— Preciso falar com você.

— Agora não, Emma! Tenho um paciente na mesa e órgãos fora de um corpo para serem transplantados.

— Mas é sobre o...

— Não Emma! — falou dando as costas e entrando na sala de cirurgia.

— Aquela que é a Swan? — Ruby perguntou quando Regina entrou na sala.

— É. — respondeu enfiando as mãos nas luvas.

— Hum...

— O que é Lucca? Bisturi, por favor. — pediu à instrumentista.

— Nada, Mills, é só que...

— Que o que? Que as pessoas falam? Afastador.

— Exatamente.

— Disso eu já sei.

— É, nem os chefes são poupados. Aspiração.

— Esses são os menos poupados. Luz.

— Não...

— Por Deus!

— O que nós vamos fazer?

— Fechar.

— Mas e os rins?

— Seria puro desperdício, olha o estado disso! Não há nada para ser feito aqui, Lucca.

Ao sair da sala de cirurgia, Regina deu de cara com Emma.

— Você ainda está aqui?

— Eu preciso falar com você sobre esse paciente.

— O que você quer? Você nem está clinicando aqui.

— A amostra que me deram para calibrar os equipamentos tem algo errado, e pertence a esse paciente.

— Se você ainda está testando os aparelhos, o resultado pode estar errado, Swan.

— Eu sei do que eu estou falando, Regina! Não vai me dizer que não viu nada errado quando abriu aquele homem?

 

— Olá, Sr. Mendell. — Regina falou ao entrar no quarto com Ruby e Emma.

— É Greg. — falou com a voz ainda grogue. — Doutora nova?

— Greg, essa é a Dra. Swan.

— Oi, Dra. Swan. Meus rins foram apalpados, Dra. Lucca?

— Então, Greg, sobre isso... — Ruby falou se aproximando da cama. — Infelizmente nós não transplantamos os rins.

— Por isso o cateter?

— É.

— Greg, quando nós abrimos você, nós nos deparamos com algo inesperado. — Regina falou.

—O que, Dra.?

— O seu pâncreas, a sua bexiga e o seu intestino grosso estavam todos danificados, em deterioração, seus órgãos estavam sob falência.

— Mas como assim?

— É por isso que nós trouxemos a Dra. Swan aqui, ela está implantando o programa de mapeamento genético aqui no hospital. — Ruby disse

—Olá Greg, bom, a Dra. Lucca já me apresentou, então... Foi feita a leitura do seu genoma, e nela nós encontramos uma falha na sequência do seu DNA. Essa sequência é responsável por a boa formação dos tecidos constituintes dos órgãos, e em você houve a deleção de um par de bases e a troca de outros, acometendo em uma síndrome de disfunção múltipla de órgãos.

— E outros órgãos podem vir a parar de funcionar também, Greg.

— E o que vai ser feito agora? Terão que transplantar todos os meus órgãos, Dra. Mills?

— Um transplante de tantos órgãos assim de uma vez só é muito complicado. — Regina respondeu, e vendo a aflição crescente do paciente completou. — Mas nós vamos colocar você na lista novamente, Greg.

— E se demorar a aparecer?

—Então como na hemodiálise, ligaremos você a alguns aparelhos que vão ajudar você a permanecer...

— Vivo.

— Sim.

— Mas isso não é vida.

— Eu sei, e nós sentimos muito.

 

— Foi uma sorte muito grande você estar trabalhando com uma amostra dele, Swan. — Ruby falou quando as três saíram do quarto. — Esse homem passaria a vida inteira de hospital em hospital buscando uma causa para o problema dele.

— Sorte mesmo vai ser se encontrarmos um doador que possa doar tudo para ele, e que ele não rejeite e que os novos órgãos não entrem em falência também. — Regina falou e logo em seguida entrou no primeiro corredor que lhe apareceu, sem perceber que Emma fizera o mesmo indo atrás dela.

Sozinhas no corredor, sem que Regina esperasse, Emma puxou ela pelo braço e levou para um dos depósitos de materiais.

— Mas o que...? O que você quer? — Regina falou confusa sem entender o que era aquilo.

— Você acha que isso é comportamento de uma chefe de departamento, me ignorar quando eu tenho algo para falar sobre um paciente seu? Já disse que não vou deixar que me desrespeite, principalmente quando eu estiver tentando desempenhar o meu trabalho. Você fala tanto sobre “fazer pelo o hospital”, mas você hoje foi negligente com aquele paciente. Aposto que o concelho não ficaria nada feliz em saber disso.

— Chega, Emma! Chega desse seu teatro, chega de você querendo fazer com que eu seja a vilã dessa história por não apoiar os seus sonhos ou por tratar você dessa forma, quando foi você que me abandou. Chega!

— Não estou fazendo teatro nenhum Regina, é a verdade, mas não é sobre isso que eu quero falar. — disse respirando fundo. — Quero conversar sobre as meninas.

— Sobre as meninas? Então é dentro de um depósito que você pretende conversar sobre as nossas filhas? Essa é a importância que você dá a esse assunto?

— É claro que não! Ai Regina, para! Vi uma oportunidade de falar com você e usei, ok? — Falou esfregando o rosto com as mãos. — Só quero falar sobre as meninas, e imagino que você também queira. — Mas Regina não respondeu, apenas fitou a prateleira a sua frente. — Ela lembra de algo, Regina? Ela lembra de mim? — perguntou sem jeito.

            — A Luíza? Lembra. Ela tem umas poucas lembranças, não sei como ela guardou, faz tanto tempo... — Regina procurou olhar para qualquer lugar, menos para o rosto de Emma. — E como tem os seus pais e o seu irmão aqui... Mas ela não lembra da Luna, a Luna foi uma dor só minha.

— Se ela lembra... Então ela sabe?

— Sabe que você foi embora.

— Por que você contou?

— E o que você queria que eu fizesse, hein? Que eu passasse todos esses anos dizendo a minha filha que a outra mãe dela ia voltar quando nem eu mesma sabia, quando já nem tinha mais esperanças de que isso iria acontecer? Ou que eu deveria ter excluído você por completo da vida dela, afastando ela dos seus pais e do seu irmão, assim como você fez comigo a respeito da Luna?

— O primeiro ano foi muito difícil, Regina, eu... — ela dizia, mas Regina a interrompeu.

— Eu não quero saber o quão difícil foi para você, porque para mim não foi fácil, então para! — Regina falou alterada.

— Por acaso você acha que foi fácil deixar você, a minha filha... Toda a minha família aqui? Não foi! Eu estava sozinha com a Luna, começando tudo de novo.

— Eu não sei se foi fácil ou não, mas você fez parecer com que fosse. — falou se contendo para não chorar na frente de Emma. — E você foi... Foi sem olhar para trás, me deixou aqui sem notícias suas ou da Luna. — falou sentindo os olhos inundarem.

— Regina... — Emma falou se aproximando e estendendo a mão para tocá-la ao que perceber que ela estava a um passo do pranto, mas Regina se afastou.

— Não... Não Emma.

— Eu fui, mas eu estou aqui agora, por você e por as meninas. — falou brandamente.

— Eu não estou acreditando nisso. — Regina disse enxugando o canto dos olhos. — Olha, apenas converse com a Luna, conte a ela. — Dito isso, saiu batendo a porta.


Notas Finais


Está chegando a hora de contar para as garotas. Até agora vimos pouco delas, mas acredito que deu para perceber que elas possuem personalidades diferentes, futuramente vamos descobrir se isso será um empecilho ou benéfico para a relação de suas mães.
Bjus e até o próximo capítulo. 😘


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