História Back to you - Capítulo 6


Escrita por: ~

Postado
Categorias The Walking Dead
Tags Carl Grimes, Daryl Dixon, Kaya Scodelario
Visualizações 18
Palavras 2.955
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ficção, Romance e Novela
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei com um capítulo novo, boa leitura.

Capítulo 6 - Conheço alguém legal.


Fanfic / Fanfiction Back to you - Capítulo 6 - Conheço alguém legal.

P.O.V. CATHERINE BEAUREGARD

Eu sempre odiei acordar cedo, é como um castigo para mim, o mundo acabou e mesmo assim essa sina de acordar antes do horário que eu gostaria continua. Dormi pouco e muito mal, acho que isso deve-se ao fato de eu ter dormido em um colchão desconfortável e duro do porão da casa, odeio me sentir presa e agora é assim que estou, só posso sair quando a porta for destrancada e tenho que fazer isso logo porque tenho objetivos para hoje. Primeiro: conhecer toda essa área, segundo: conseguir alguém para lavar minha roupa e terceiro: conseguir mais roupas para mim. Pode parecer superficial e é mesmo, mas eu não posso ficar andando para sempre com roupa de garotos e eu não vou ficar usando as roupas da menina doce e delicada. Ouço passos e decido fingir que ainda estou dormindo, deito e fecho os olhos esperando abrirem a porta;

   - Ainda está dormindo;- ouço uma voz masculina.

   - É claro que está, ela passou por muitas coisas. - acho que é a voz da Marsha, Marcell, não sei o nome dela, da mulher bonita que tem um lance com o japonês.

   -Acorda, menina. - de novo a voz masculina, enquanto finjo acordar percebo que é o cara ruivo, ah! Maravilha.

   - Bom dia. - digo seca para ele. - o que eu tenho que fazer hoje?- pergunto já de pé.

   -Hoje, você vai ficar comigo, vou te mostrar Alexandria. - o ruivo bufou, mas começou a sair. - Qualquer coisa grita Maggie. Está com a sua pistola aí?- então é Maggie o nome dela, é um nome bonito.

   -Sim, mas não vai ser preciso Abraham. – sorri para mim, ela é tão legal, como ainda está viva nesse mundo? Eu não queria ter que acabar com a vida dela., não queria mesmo, mas eu não posso.. droga! Sem sentimentalismo barato agora.

   Ela sorri e diz que vai deixar um tempo para que eu me arrume, tome banho e coma antes de sairmos. Depois de fazer tudo isso, nos encontramos na sala e saímos, só que vamos direto para casa dela. Quando entramos, lembro de como a casa é acolhedora.

   -vamos lá em cima e vamos ver algumas roupas para você, de preferência alguma que não fique parecendo uma garota sem roupas que pegou algumas emprestadas. - disse e subiu a escada.

   -Mas é o que eu realmente sou. - disse franzindo o cenho e começando a segui-la.

   -Por isso vamos trocá-la;- apenas neguei com a cabeça e entrei no quarto dela.

Depois de estar perfeitamente arrumada “como uma menina”, saímos e ficamos andando para conhecer as pessoas. As roupas que a Maggie usa são parecidas com as minhas, mas são cores mais neutras, não tão escuras, começamos a andar e enquanto ela me apresenta alguns lugares repasso na minha mente minhas missões de hoje: conhecer a área, ok. Conseguir alguém para lavar minhas roupas, próximo passo.

   -Você me ouviu Cat? – perguntou e eu a olhei espantada por usar um apelido que eu nunca mais tinha ouvido, parece que ela percebeu minha surpresa, porque em seguida perguntou:-tudo bem eu te chamar de Cat, não é?- sorriu.

   -Claro, sem problemas. - como eu ia negar algo para ela? Ela é legal, está me ajudando, me dando roupas, tudo bem, isso não faz parte de mim, quer dizer, eu não costumo ter isso pelas pessoas, consideração, mas a Maggie é cativante e poderia dar uma bela irmã mais velha se eu tivesse.

    -Não acha engraçado? –perguntou e a encarei. O quê? O fim do mundo?

    - Desculpa minha lerdeza não sei se é porque está de manhã, mas o que é engraçado?- perguntei.

   -O seu nome, bom, seu apelido é o nome de um animal, um animal muito bonito e inteligente combina com você.

    - Não tinha parado para pensar, mas é sim interessante. - sorri, como eu não tinha prestado atenção antes nisso? Ah, já sei! O fim do mundo.

    -Então Cat, conte-me alguma coisa sobre você. – disse enquanto continuava a me dar instruções e me mostrava os lugares e as pessoas, eu apenas acenava e sorria de forma educada.

   -Eu não tenho muito o que dizer. - disse por fim. - Sou de Atlanta, mas isso você já sabe, eu não gosto muito de aranhas, acho bonito aqueles monumentos antigos, tipo o Coliseu sabe? E por isso, quando eu era pequena minha mãe brincava comigo dizendo que eu poderia ser uma descendente de Atena. É bobo, mas nós ríamos muito e era uma brincadeira pessoal nossa, ela dizia que eu tinha tudo para ser filha de Atena, era inteligente, bonita, esperta, sabia ser justa e disse que depois de um tempo eu iria me tornar sábia. - lembrei de coisas antigas sobre minha mãe e as disse antes que pudesse mandar minha mente arrastá-las para um canto escuro da minha mente, as lembranças que eu tenho com a minha mãe são felizes e dolorosas, felizes porque eu estava com ela e estando com a minha mãe era impossível não se sentir bem e dolorosas, porque elas não vão acontecer novamente e são a prova de que se minha mãe estivesse viva, não teria orgulho, teria talvez pena e desgosto, porque minha mãe era nobre demais para sentir raiva. Olho para Maggie e noto que algumas lágrimas estão acumuladas nos cantos dos meus olhos, tento e consigo evitar com que elas caiam.

   -Atena? Ela não é uma deusa grega?- perguntou. - o que tem a ver com aranhas?- perguntou com a testa franzida.

   -Tudo começou quando na Grécia Antig... - Comecei de forma teatral e ela riu, antes que eu terminasse minha fenomenal história, um ser aparece e fala com a Maggie sobre algum assunto, eles conversam baixo, ele usa uma roupa de padre, como padres conseguem sobreviver em um apocalipse? Só Deus mesmo.

   -Cat, você pode me contar essa história depois? É que surgiram problemas, eu tenho que resolver. Desculpa. - ela parecia realmente mal por me deixar só, por quê?

   - Tudo bem Maggie, eu me viro. - sorri e ela acenou, o padre também sorriu para mim, acenou e foi embora. - Hora de começar a trabalhar Beauregard.

    Começo a andar por entre as pessoas e por entre as casas da forma mais normal possível, mas considerando que eu passei muito tempo presa em um local pequeno, eu estou muito feliz por poder andar livre novamente. Vejo pessoas sorrindo e quando noto um chapéu conhecido me escondo atrás de uma varanda, ele caminha com um carrinho de bebê, Jesus Cristo, dessa idade e em um apocalipse, as pessoas precisam de noção e bom senso. Do lado dele, a tal Enid, caminha e eles conversam, olho para os lados e tento conseguir algo para me esconder, eles estão vindo na minha direção e começo a rodear a casa, passo por trás da casa e quando olho, eles já passaram, será se não mandaram ninguém atrás de mim porque acham que a Maggie está comigo ou esqueceram de mim? Merda. Isso não importa, isso realmente não importa, começo a sair e andar pela rua novamente quando vejo que eles estão longe, preciso passar na casa do Rick sem ser vista e pegar minhas roupas sujas. Mas como? Pela porta dos fundos sua imbecil! A mesma pela qual você saiu da última vez! Ando mais rápido e quando chego perto da casa, entro pelo vão de uma das casas próximas e começo a seguir por trás delas, até chegar na casa do poderoso chefão. Vejo a porta e quando vou abrir, alguém abre para mim, pelo lado de dentro, vejo que é a mulher com a katana, ela me olha desconfiada e sei que já vem com milhares de perguntas.

   -O que você estava fazendo? –perguntou já encostada no batente da porta aberta me encarando. - Cadê a Maggie?- pergunta novamente.

   -Ela teve que resolver um assunto pendente com um cara que acho que é o padre e disse para eu caminhar por aí, então como eu só tenho essa roupa que ela me deu, estava procurando locais para se lavar roupa. - disse e ela continuou me encarando, acho que está decidindo se acredita me mim.

   -E por que você queria entrar na casa pela porta dos fundos?- perguntou.

   -Porque as lavanderias das casas geralmente ficam atrás. - disse como se fosse óbvio. Ela me encarou por mais de dez segundos e então saiu de frente da porta e liberou um espaço para que eu entrasse.

   -Suas roupas já foram para lavanderia, aqui, cada um ajuda no que pode e temos pessoas para isso. - sorri.

   -Obrig... - antes que eu pudesse terminar, ela me interrompeu dizendo:

   - E no que você pode fazer para nos ajudar? – perguntou.

   -O necessário para que eu possa pagar minha dívida imensa com vocês e poder ir embora procurar meu pai e meus amigos. - disse decidida e ela me olha surpresa. Eles não acharam que eu ficar aqui, né?

   -Você sabe que existem muitas chances deles não estarem vivos, não sabe?- perguntou.

   -Eu vou atrás deles, mesmo que só exista uma possibilidade deles estarem vivos. - respondi.

   -Você pode acabar morrendo por correr atrás de pessoas que já podem estar mortas. - disse com cautela, acho que ela não quer me machucar, só quer me alertar, o que não é muito comum onde eu venho, normalmente, as pessoas precisam ser machucadas para lembrar que o mundo não é um conto de fadas e muitas pessoas gostam de ser quem vai lembrar isso, muitas vezes, lembram de forma dolorosa.

   - Se eles estiverem mortos, aí eu vou morrer de qualquer jeito, não vou ter motivos para viver em um mundo onde eles não existam. - me surpreendi com a intensidade de como eu falei, acho que essa é a verdade que eu não digo em voz alta, uma das verdades que eu não tenho coragem de dizer, ótimo.

   - Você pode ter uma vida aqui, pode construir laços. - disse e me ofereceu uma cadeira na mesa de jantar para sentar, ela parecia menos na defensiva, mas ainda sim pronta para me atravessar aquela lâmina caso eu me movimentasse de maneira errada.

   -Para que eles sejam destruídos na minha frente, sem que eu possa fazer nada? Prefiro cuidar dos que eu já tenho. -  disse e me escorei na cadeira.

   - Você é muito nova para estar tão machucada. O que aconteceu com você?- perguntou, opa! Assunto proibido, desculpe querida.

   -Além do apocalipse? –perguntei com as sobrancelhas arqueadas.

   - Você parece ter marcas mais profundas do que um apocalipse pode causar. - disse séria.

   Nesse exato momento, Rick entra na casa eufórico e relaxa o corpo quando me vê. Ahh, deve ter achado que eu tinha fugido! Claro, sem armas e suprimentos, uma coisa que qualquer pessoa faria, isso é claro se fosse uma completa imbecil, claro que eu fugi naquele dia, mas eu ia voltar, eu só saí para relaxar. Ele se aproxima de nós e pergunta:

   -O que você está fazendo aqui? Achei que estivesse com a Maggie. - antes que eu pudesse dar uma reposta, a da katana foi bem mais rápida e respondeu de uma forma surpreendentemente curta e prática.

   -Maggie ficou ocupada. Agora temos outro assunto para resolver, como por exemplo, no que Catherine pode ajudar em Alexandria.

   -ela está aqui há pouco tempo, não precisamos nos preocupar com isso agora. - disse e sei que ele só disse isso porque está  com medo de que eu tente alguma coisa, mas eu preciso treinar, preciso me mexer, meu corpo está pedindo para lutar, é quase uma necessidade depois de tanto tempo fazendo isso, depois de acostumar com meus músculos sendo atingidos por alguma coisa, não que eu goste de sentir dor, não sou uma maldita masoquista, mas depois de um tempo, isso vira rotina e me sinto mais forte treinando e deixando em alerta, por isso preciso sair daqui, preciso voltar, porque isso aqui está me deixando fraca, vulnerável.

   -Eu sou boa em combate corpo a corpo. –digo e me encaram incrédulos. - E armas. Brancas e de fogo. - eles me encaram com uma expressão que eu não consigo ler, mas parece algo como surpresa.

   -Você disse que tem quantos anos mesmo?- perguntou  desacreditado.

   - Fiz dezesseis há um bom tempo, um mês no mínimo, eu acho. Por quê?

   - Porque você parece saber de muita coisa para alguém tão jovem. - por um momento achei que ele já sabia de tudo e que ia me matar, mas decidi continuar com meu teatro.

   -Eu já disse, no nosso acampamento, a gente treinava para se defender, eu tinha que saber fazer essas coisas, se não eu já teria morrido. - digo tentando ser calma.

   - Quem disse que nós precisamos disso?- perguntou com a expressão esperta e mesmo todos sabendo que eu estava certa, ele estava me testando, odeio xerifes.

   -Não lembro de quando cheguei aqui ou como, mas eu andei um pouco por esse lugar e vi que algumas partes tem marcas de luta, alguns locais estão sendo começando e serem reconstruídos e outros terminados. Aconteceu alguma coisa aqui, séria pelo visto e tenho a impressão que os errantes não foram seu maior problema, aliás, os errantes não são nosso maior problema, as pessoas sim. Então, vocês querem minha ajuda ou não?

   -O que você quer fazer exatamente?- perguntou.

   - Quero treinar as pessoas que não sabem as coisas básicas de defesa pessoal, vocês tem uma vida muito boa aqui, com esse muro protegendo vocês, mas ele não é feito de diamante e pode cair, as pessoas daqui tem que aprender a se defender e defender o local onde elas vivem, eu posso ajudar. - disse e eles se encararam pensativos, até que pareceram entrar em um acordo.

   - Amanhã, nós vamos ver se você realmente pode ensinar para essas pessoas alguma coisa, você vai ser testada. - Rick disse e sorriu. Sei que ele não acredita que posso ajudar dessa forma, mas eles não sabem o que eu passei para ter essas habilidades. - Tenho que avisar que nós não vamos pegar leve, se você quer treinar essas pessoas, tem que ser muito, muito boa mesmo, melhor se preparar. - disse e saiu.

   - Boa sorte, vai precisar. - disse apenas assenti. - vai no quarto do Carl, tem uns gibis para você ler, precisa se distrair. - alguma coisa no tom de voz dela me assustou o suficiente para não querer contradizer.

   - Tudo bem. - me repreendi quando quase disse obrigada, mas que porra é essa? Qual o próximo passo? Pedir “por favor”? esse lugar está me fazendo mal, muito mal. Balanço a cabeça e subo para o quarto, encontro alguns gibis e fico lendo para passar o tempo, quando ouço passos na escada, institivamente, rolo para baixo da cama, e só depois me pergunto o porquê de ter feito isso, a mulher me deixou vir aqui, na verdade, ela mandou eu vir aqui. Merda.

   Continuo embaixo em silêncio e percebo que são duas pessoas, começo a ouvir a conversa.

   -Você acha isso uma boa ideia, Carl?- perguntou e acho que era aquela garota, Enid, acho que é isso, por que eu fui nascer com esse talento para esquecer nomes?

   -Não. Mas meu pai disse que seria bom ela ajudar em alguma coisa, não confio naquela garota desde que ela fugiu, na verdade não gostei da ideia dela ficar aqui, para começo de conversa. - respondeu e sentou na cama, agradeci por ele não ser muito gordo e a cama não afundar muito;

   -Ela parece ser perigosa. - retrucou a garota. Ah, você não faz ideia.

   -Besteira, ela quer que a gente acredite que ela é perigosa e que consegue se defender sozinha, ela não é nem metade do que ela parece, tenho certeza, ela só quer atenção. – respondeu. “Vai se foder” é o que eu quero falar, o menino perdeu uma briga para mim e ele estava com um revólver e quer falar que eu não sou nem metade do que eu pareço.

   - Amanhã a gente vai saber se ela realmente é boa ou se só está querendo fugir de fazer coisas como lavar as roupas ou ter que trabalhar na cozinha- a menina disse querendo mudar de assunto.

   -Ela vai levar uma surra tão grande que vai ficar pior do que quando chegou aqui. - filho da puta, se for contigo para brigar, quem vai ficar nesse estado vai ser você, seu merda.

   - Eu não quero mais falar dela Carl. E os seus gibis? – perguntou, vai começar a melação. Que nojo.

   - Eu já li e reli, preciso de mais, mas a nossa próxima busca por suprimentos só vai ser daqui a alguns dias. - respondeu e continuaram conversando e me desliguei da conversa por não ter mais nada interessante, então eles fazem busca por suprimentos? Tenho que conseguir ir, quem sabe a gente encontra alguns do grupo do meu pai, ou eu consigo fugir com o carro. Mas como conseguir a confiança deles em tão pouco tempo? Merda. Porra. Paro de xingar quando escuto uns barulhos estranhos em cima de mim e percebo que são barulhos de beijos, que nojo! Eu vou vomitar. Pelo visto nem se beijar eles sabem, pelo silêncio, eles só estão dando selinhos ou beijos rápidos e eu tendo que ouvir tudo, que ótimo. De repente, ouço a voz dele.

   - Me desculpa Enid, eu... não quis... quer dizer... - de repente ele para de falar e sei que estão se beijando de novo, tem como ficar mais nojento? Pera, tem sim, quando acho que eles vão se comer comigo embaixo, batem na porta. Respiro aliviada. Salva pelo gongo.


Notas Finais


é isso, espero que tenham gostado, até o próximo.


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