História Backstage - Capítulo 25


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
Tags Bts, Dança, Jhope, Jimin, Jin, Jungkook, Kpop, Musica, Rap Monster, Suga
Visualizações 109
Palavras 2.515
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Adiantamos um capítulo especial Milloon para agradecer/comemorar os vários favoritos <3
Obrigada, pessoal!!!
Esperamos que gostem *---*

Capítulo 25 - Oppa


Fanfic / Fanfiction Backstage - Capítulo 25 - Oppa

~~Rap Monster~~

Estava com algumas ideias sobre uma nova composição então, logo após regravar umas partes do MV, fui até o estúdio fazer alguns testes – os meninos voltariam para o apartamento aproveitando o precioso tempinho livre do dia. Já estávamos meio malucos só de lembrar que em breve a rotina de viagens e shows seguidos retornaria; não que não gostássemos, mas sim porque é uma verdadeira correria.

Fiquei a maior parte do tempo pensando em algumas coisas estranhas que andam acontecendo comigo do que realmente usando o estúdio. Obviamente, a lembrança que estava me atormentando mais era daquela tardezinha incrível que passei com Mille alguns dias atrás – um dia que não quero (nem acho que conseguiria) esquecer nunca. Sinto que não consigo ficar longe dela por muito tempo, de um jeito estranho eu queria muito mais uma tarde como aquela. Depois da última vez que ela e Fran ficaram no nosso apê, uns três dias atrás (quando Hye voltou pra falar sobre música com Yoongi), quase nem nos vimos.

Sendo assim, eu estava com o corpo no estúdio, mas com os pensamentos em Camille. Ria sozinho, brincava com a cadeira giratória feito criança, desenhava coraçõezinhos nas bordas das folhas... Eu não estava em meu estado normal, era inegável. Então imaginei que poderia pedir sua opinião sobre essa nova canção e ainda seria uma ótima oportunidade pra chama-la pro meu apartamento. Podíamos passar um tempo juntos e talvez ela pudesse acabar com uma outra vontade minha que se resumia em comer daquele brigadeiro que Francine sempre faz – aquele doce com certeza é uma das melhores invenções dos brasileiros.

‘Boa tarde, baixinha’

Enviei uma mensagem no início da tarde; sem perder a chance de zoar Camille, claro, já que ela deve ser uns 20 centímetros menor que eu.

‘Boa tarde, grandão’

Respondeu pouco depois, também fazendo a brincadeira com minha altura – acho que no fim ela também adora tirar sarro da minha cara.

Convidei-a para ir ao meu apê e ela aceitou, até mais facilmente do que eu imaginei. Deixei as coisas organizadas no estúdio e voltei pra casa. Tomei um banho rápido e em seguida deixei a porta aberta, me sentando no sofá pra esperar minha visita. Até ali esses sentimentos estranhos começavam a aparecer pra mim. Eu me via pensando em como ela estaria; me via mexendo ansiosamente com meus próprios dedos; preocupado em deixar a sala arrumada; em usar a quantidade de perfume certa.

Felizmente, mal precisei esperar; logo que sentei ouvi uma batida e o barulho da maçaneta. A porta abriu revelando que era mesmo Camille. Instantaneamente me levantei, sorrindo. Não importa quantas vezes eu a veja, ela sempre vai estar cada dia mais linda. Dessa vez estava com cabelo solto, quase até a cintura, aquele sorrisinho que sempre me deixa louco, um moletom e uma calça legging.

“Posso entrar?” – fez a boba pergunta e assenti, ainda sorrindo – “Cadê os meninos?”

~Flashback on~

         Camille havia topado dar uma passada no apartamento pra ver o andamento da minha composição e isso me deixou mais animado. Desliguei os computadores que estava usando e comecei a preparar mentalmente o ‘encontro’ da tarde. Entretanto, me lembrei de um pequeno detalhe problemático... Os meninos estariam no apartamento.

“Hobi?” – liguei pra Hoseok já pensando em pedir uma ajuda. Ele era o único que sabia sobre eu e Camille

“Fala, Namjoon” – atendeu com uma voz um pouco desanimada. Eu sei que tem algo acontecendo com ele, que por algum motivo ele não nos contou, mas não quero insistir no assunto

“Vou te pedir um favorzão...” – falei, já arquitetando um novo plano – “Teria como você tirar os meninos do apê hoje por um tempo? Vocês podem dar uma volta, ir pro shopping, qualquer coisa”

“Está me pedindo isso por quê, hein?” – agora com um tom irônico, dando risada – “É pra ficar sozinho com a Camille né?

“Só faz esse favor pra mim, vou ficar te devendo uma” – pedi e ele acabou concordando – “Me liga quando estiverem voltando”

“Não sei se eu devia, mas tudo bem, eu dou um jeito” – não sei exatamente pra onde eles vão e o que vão fazer, mas vou ficar eternamente grato. Hoseok sempre sendo meu anjo

~Flashback off~

“Eles saíram” – respondi, sem contar que na verdade eu meio que havia dado um jeito de expulsá-los

“E por que você não foi?” – perguntou, enquanto nos sentávamos no sofá maior

“Ah, eu estava ocupado com a musica que estou começando a compor” – inventei uma desculpa que era só meio verdade

“Eu quero ver!” – disse, sorrindo. Ela fica tão fofa fazendo essa carinha de pidona

“Antes eu tenho uma ideia melhor...” – falei, deixando-a intrigada – “Você podia fazer aquele brigadeiro pra gente comer né?” – parecia fácil, mas eu realmente não tinha ideia de como fazer isso

“Eu posso tentar, mas não garanto que não vou fazer nada de errado” – retrucou, rindo e se levantando pra ir à cozinha. Mille tem a mania de não se achar boa em nada, mas eu discordaria, já que ela é ótima em várias coisas, como me fazer sorrir.

         Fomos pra cozinha, Camille foi me dizendo o que ia precisar e acabamos arrumando tudo juntos. Eu fazia o que ela pedia e posso dizer que participei do preparo. Digamos que, além de fazer brigadeiro, fizemos também uma baita sujeira na cozinha. Os meninos me matariam se eu deixasse o cômodo naquele estado, então, enquanto o doce ficava pronto, eu e Mille tentávamos limpar um pouco do chocolate que havia caído no chão e da manteiga grudada no balcão.

Apenas saiam algumas brincadeiras e comentários sobre a receita ou a bagunça; eu estava sem graça por não saber bem o que dizer a ela. Pensei muito até que resolvi tocar no assunto da outra tarde que passamos juntos;

“Mille...” – atrai sua atenção, dando uma pausa pra tentar pensar exatamente no que iria falar – “Foi maravilhoso aquele dia, no seu apartamento” – Camille olhou pra mim, sorriu e em seguida abaixou a cabeça, ainda limpando o balcão

“Foi mesmo” – disse, sorrindo e largando o paninho que usava dentro da pia

         Quanto mais tempo eu fico ao seu lado sem fazer nada, mais sinto que precisamos nos aproximar, mais quero estar por perto. Fiquei um tempinho apoiado no balcão a olhando, enquanto ela lavava as mãos na pia. Eu nunca sei quando posso me aproximar ou beijá-la; é diferente do que sempre foi com outras garotas. Mas talvez ela deseje isso tanto quanto eu – e eu não queria mais ficar ali sem fazer nada.

Puxei Camille pelo braço, coloquei-a contra o balcão, e comecei um beijo. Sim, ela também queria, isso ficou claro. Senti aquela mãozinha ainda um pouco molhada na minha nuca e, inicialmente, minha mão estava em sua cintura. Uns segundos depois já tinha ‘escorregado’. Em seguida, peguei em suas coxas, colocando-a em cima do balcão; aquele beijo podia durar pra sempre. Nos separamos com o barulho do micro-ondas avisando que o brigadeiro estava pronto, Mille foi abri-lo para pegar o prato

“Não esquece que está quente” – sorri, lembrando-a da última vez que queimara seu dedo. Voltamos calados pra sala e nos sentamos outra vez no sofá, esperando o doce esfriar

“Por que alguma coisa sempre tem que interromper a gente?” – Camille disse, sorrindo corada e pegando o prato na mão. Fiquei meio sem resposta, apenas soltei um sorrisinho bobo.

Bom, pelo menos a receita parecia ter dado certo.

~~Camille~~

         Se eu pudesse definir um homem com pegada em uma palavra seria: Namjoon. Ele faz tudo tão certo; sabe a hora de começar e sabe como, não força nada nem deixa a desejar – mais um motivo que faz com que eu nunca perca a vontade de enchê-lo de beijos e carinhos. E eu estava morrendo de vontade de fazer isso quando ele tomou a atitude, às vezes parece ler minha mente.

“Então, agora eu quero ver como está ficando sua música” – eu disse, quebrando o silêncio constrangedor

“Ok, um minuto” – foi pro quarto e voltou com algumas folhas na mão

         Namjoon me mostrou um pedacinho da sua nova composição, e até cantou um trecho. Observação: que voz maravilhosa, eu parecia hipnotizada. Acho que estou com um caso sério de alguma doença que precisa ser estudada; não é normal estar tão abobalhada por alguém como eu estou por Kim Namjoon, isso sem nem ter certeza se ele sente com a mesma intensidade que eu. Agora, se eu irei me arrepender disso ou não, já não sei.

“O que achou? Ainda é só uma ideia...” – Nam encarou os papeis, pedindo minha opinião.

Eu meio que estava com os pensamentos em outra dimensão. Por algum motivo que não tenho ideia de qual seja, Namjoon não estava fazendo nada, mas pra mim ele parecia tão... Sexy. Até pela forma que ele olhava pra mim, eu não resisti. Meio que sem pensar muito tirei as folhas de sua mão e, quando fui perceber, eu já estava sentada em seu colo.

“Por que você tem q ser tão sexy, oppa?” – eu disse com uma voz baixa, quase sussurrando em seu ouvido. Não me pergunte o que eu estava fazendo, meu cérebro provavelmente tinha esquecido de controlar meu corpo

         Namjoon me olhou com uma cara de surpreso e safado ao mesmo tempo, talvez que pelo novo vocabulário que Francine me ensinou: oppa. Ela me disse que é como as garotas chamam os garotos mais velhos e que serve muito bem como demonstração de afeto, proximidade ou ‘conquista’. Mordi os lábios.

“Sou eu quem te pergunta” – disse, já me puxando pela nuca pra mais um beijo, mais quente. Suas mãos ficavam a maior parte do tempo em minhas coxas e cintura.

         Nam me pegou pela mão, me puxou para o seu quarto e me colocou contra a parede, onde tirou meu moletom e em seguida minha blusa. Sentia o calor de seu corpo próximo ao meu e o frio da parede gelada em minhas costas. Suas mãos passando pelo meu corpo todo me deixavam completamente arrepiada; assim como seus beijos no meu pescoço – não garanto que não aparecerão manchas roxas (e não só no pescoço). Empurrei-o na cama e tirei sua camiseta.

Minhas mãos acariciavam seus ombros e peitoral, até que não pude evitar que elas descessem mais um pouco. Aquele beijo durou um bom tempo, cada segundo que passava eu ficava com mais vontade de continuar. Eu não queria parar, eu não conseguia parar, e quando percebi estava só de lingerie. Minha cabeça não funcionava direito, era a famosa guerra entre razão e emoção. Naquele momento eu tinha milhões de sentimentos explodindo dentro de mim, mas também tinha um pensamento de que não devia deixar que aquilo continuasse.

Embora eu não pudesse negar que sentir nossos corpos tão próximos, sua respiração, e a distribuição de seus beijos, fosse algo realmente fantástico; eu me sentia insegura. Não sei, nunca aconteceu antes e essa definitivamente não seria minha primeira vez. Mas, com Namjoon, eu comecei a ficar nervosa, com medo. Começaram a passar um milhão de pensamentos bobos pela minha cabeça, me tirando a atenção, me deixando tensa.

E se eu fizesse tudo dar errado? E se eu estragasse tudo? Se ele ficasse chateado comigo? E se esse fosse o único interesse dele comigo? Sim, eu sinto que Namjoon é muito sincero comigo e realmente acho que ele gosta de mim, mas ainda tenho medo de cair em uma armadilha. Minhas experiências anteriores me machucaram um pouco, me deixaram mais desconfiada e medrosa.

 “Oppa... Acho melhor pararmos por aqui” – eu disse, tentando recuperar o fôlego. Namjoon olhou pra mim, com a respiração ofegante, suando

“Se você acha melhor, tudo bem” – ele se afastou, com um pequeno sorriso. Eu sabia que ele não queria parar e não queria que pensasse que eu não o queria ou algo assim. Só esperava que compreendesse minha insegurança

         Sentei na cama e dei um selinho demorado em Namjoon antes de me levantar pra recolher minhas roupas. Meu coração estava acelerado, eu respirava fundo pra tentar me acalmar, mas não adiantava muito. Ele me olhava e sorria enquanto eu me vestia, o que me deixou um pouco envergonhada. Nam parecia feliz apesar de tudo, mesmo que eu tenha cortado o clima e o momento. Me senti bem por ele ter me respeitado, e esse simples ato fez com que eu me apaixonasse ainda mais.

“Para com isso, oppa” – joguei sua blusa que estava no chão nele, envergonhada. O olhar dele não saia de mim, era muito embaraçoso – “Você está me deixando vermelha”

“Não posso fazer nada se você é linda” – sorriu e vestiu a camisa

         Arrumei a cama e voltamos pra cozinha, onde lavei tudo que havíamos sujado com o brigadeiro. Enrolei bastante enquanto lavava, tentando colocar os pensamentos em ordem e abaixar um pouco a adrenalina do meu corpo. Afinal, não foi pouca coisa, eu ainda estava meio fora de mim.

“Você nem disse o que achou da minha música” – Namjoon me abraçou por trás enquanto eu estava lavando as últimas louças. Eu havia até me esquecido da canção

“Nem preciso dizer” – sorri, secando as mãos – “Está maravilhosa, você é muito talentoso...” – seu sorriso orgulhoso me derreteu e roubei mais um selinho – “Mas acho que agora eu preciso ir, já está tarde”

“Ah não , Mille” – insistiu, fazendo um biquinho difícil de resistir (Força Camille!)

“É melhor eu ir antes que minha irmã fique brava ou que alguém chegue” – já fui abrindo a porta, me despedindo mesmo querendo ficar

         Caminhei saltitante pelos corredores. Meu coração continuava acelerado e a adrenalina parecia não querer passar. Ao mesmo tempo em que me sentia em outro plano existencial, me sentia meio idiota por ter parado onde parei. Não sei o que deu em mim pra começar ou pra resolver parar. Cada vez mais acho que não sou uma pessoa muito normal. Olhei a hora no celular e pensei que bem provavelmente Francine já havia chego. Preciso falar sobre isso com ela! Só minha irmã vai saber me dar os conselhos certos.

“Sis!” – a gritei assim que entre no apartamento. Ela veio até a sala e me joguei no sofá – “Acho que fiz uma burrada, preciso de seus conselhos de irmã mais velha”

         Francine se sentou em minha frente, mas sua expressão era tão séria que até cortou meus pensamentos. Parei de falar e só a encarei, mas ela também não dizia nada.

“Preciso conversar com você” – Fran quebrou o silêncio, ainda séria, me deixando aflita

“Okay... Deixa os conselhos pra depois”

~~Rap Monster~~

         Eu não queria que Camille fosse embora, mas também tinha que contar que logo os meninos estavam de volta. Nos despedimos com mais um beijo e um abraço demorado, e assim que fechei a porta ouvi meu celular tocar, era Hobi.

“Estamos chegando, os meninos perguntaram de você e eu disse que ia passar a tarde no estúdio compondo” – Hoseok adiantou – “Namjoon toma cuidado com isso, por favor, não quero que acabe se ferrando”

“Eu sei, eu sei...” – completei, e logo ele desligou.

Entendo sua preocupação; na verdade eu também me preocupo com essa parte. Mas não preciso me concentrar nisso agora, não terei problemas se as coisas continuarem como estão.



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