História Backstage - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Bruce Wayne (Batman), Clark Kent (Superman), Diana Prince (Mulher Maravilha), Donna Troy (Troia), John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Wally West (Kid Flash)
Tags Amor, Bruce, Diana, Mistério, Romance, Suspense, Wonderbat
Visualizações 276
Palavras 2.669
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá queridos leitores!❤

Cá estou eu, me arriscando numa nova empreitada!

Como amante de romances policiais, sempre imaginei um Universo Alternativo envolvendo Bruce e Diana nesse contexto, entretanto é um desafio tornar essa minha paixão real nesse universo. Mas, mesmo assim, criei coragem e resolvi ousar rsrs.
Como indicado na sinopse, a trama se passa no fim da década de 90. O motivo: Trazer referências artísticas da época e também me valer de um período em que a tecnologia não era tão popular e avançada. No desenvolver do enredo vocês entenderão melhor.

Espero que gostem da versão Diana e Bruce que será apresentada aqui.

Quero dedicar essa fic à minha filhota do coração @chwiebadcs. Não pelo simples fato dela fazer as capas mais lindas para as minhas obras (apesar disso já ser um bom motivo), ou por ela ser uma autora talentosa. Mas por ela ser um exemplo de ser humano especial, que faz a gente acreditar que esse mundo ainda tem jeito! ❤

Desde já, agradeço a todos que passarem por aqui.
Tenham uma ótima leitura!

Kisses❣

Capítulo 1 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Backstage - Capítulo 1 - Capítulo I

 

***Estúdio 3/Ao vivo***

― The Prince Show volta amanhã com a presença de Kate Winslet e Leonardo Di Caprio falando sobre os projetos futuros e o sucesso de Titanic. – A morena voltou magistralmente o olhar para a câmera 1. ― Meu agradecimento especial a você de casa que passa a madrugada comigo e à plateia mais descolada da América. – Após uma rápida alternada de olhares entre a plateia jovem que aplaudia e para as câmeras, a morena se levantou e caminhou lentamente para o último close da noite.

― Fique agora com o sucesso de Aerosmith encerrando o programa de hoje.  – Com uma charmosa piscadela habitual e um sorriso, Diana deu um tchau para a câmera e virou-se para o palco montado à esquerda do cenário, onde a banda americana, entrevistada da noite, tirava os primeiros acordes de I Don't Want to Miss a Thing.

As luzes do estúdio diminuíram gradativamente sobre a apresentadora, enquanto eram direcionadas para Steven Tyler, que interpretava a canção com sua performance impressionista de sempre.

Os créditos finais subiam e Diana cantarolava a música, baixinho, observando a apresentação, convencida de que o discurso apresentado na canção jamais seria uma realidade em sua vida. Não com o seu histórico fracassado de amor e sua determinação em não deixar ninguém chegar perto novamente para fazer-lhe correr o risco de se apaixonar.

Ninguém jamais poderia imaginar que, a celebridade cobiçada, eleita por três anos consecutivos como a mulher mais sexy do mundo, sempre alvo de notícias de affair com um ou outro figurão da TV, cinema, esporte ou do ramo empresarial, era na verdade uma grande frustrada emocionalmente.

Terminada a apresentação, Diana agradeceu mais uma vez aos integrantes da banda por aceitarem participar do programa, reiterando votos de estima e sucesso. A entrevista havia sido extremamente produtiva e certamente amanhã saberia que liderara a audiência em mais uma noite.

Antes de deixar o estúdio, atendeu a alguns fãs da plateia, tirou fotos, deu autógrafos, fazendo jus à sua fama de acessível e simpática. Manter contato com o público era um ritual – desde o início da carreira até o auge do sucesso – mantido pela famosa princesa da comunicação.

Para Diana ainda parecia um sonho que, aos 28 anos, galgara uma carreira ascendente, sendo a estrela principal de uma das mais importantes emissoras de TV dos Estados Unidos. Carismática e comunicativa, a adolescente de 17 anos – que começara fazendo anúncios em supermercado, com o intuito de ajudar a mãe a ter condições de bancar sua tão sonhada faculdade de comunicação social – teve a felicidade de ter seu caminho cruzado com um produtor de TV, que precisava de uma apresentadora jovem para um game show de verão voltado para adolescentes.

O programa durou cerca de três meses, mas os críticos de TV perceberam que o contrato da jovem deveria durar muito mais, ao identificarem nela um diferencial para o show business.

Com a oportunidade em mãos, ainda que inexperiente, o carisma, a voz e a beleza da morena foram suportes para que ela se firmasse como apresentadora e conseguisse um contrato de 1 ano na grade da afiliada regional da emissora, comandando um programa de esportes radicais. Anos depois, conseguiu novos contratos, migrando entre emissoras de canais por assinatura.

Os primeiros trabalhos na TV não foram propriamente um sonho, no que diz respeito aos formatos. Diana foi apresentadora de programa de culinária, reality shows e mundo animal. Mas ela encarou cada oportunidade como um aprendizado, sempre desejando o dia em que teria um programa só seu, com conteúdo, e que tivesse sua identidade impressa nele. Disposta a construir uma carreira honesta, não se intimidou em pegar horários poucos visados e nem programas de pouco apelo com o público.

Mas a caminhada ao estrelato fora íngreme e muitas vezes triste, dada as situações com as quais teve que lidar. A beleza que lhe rendeu a chance de mostrar seu potencial, fora também, por vezes, um fardo na trajetória. Não faltaram diretores, produtores e diversos empresários assediando-a com ofertas indecorosas para alavancarem seu sucesso.

Contudo, Diana não era uma mulher de se intimidar e nem se corromper. Nunca deixou de acreditar em si, mesmo sabendo que manter sua dignidade fecharia muitas portas, ela tinha coragem e disposição para bater em outras, tendo migrado de canais de destaque para outros de menor repercussão sem se arrepender, em nome de sua honra.

Aos 26 anos, a ousadia e talento da morena, que já havia comandado diversos tipos de atrações, finalmente teve o reconhecimento que lhe era devido, ao ser destaque em um programa matinal de variedades na TV aberta.

O programa que contava com mais três apresentadores trouxe enfim a visibilidade do real valor da estrela Diana Prince, tendo sido providencial para o seu contrato com a Planet TV, que apostou todas as fichas na morena numa contratação milionária, dando-lhe um talk show formatado com o estilo jovem e ousado da princesa da comunicação.

O The Prince Show estava no ar há apenas 1 ano e já tinha dois prêmios nacionais de melhor programa de entrevistas, três prêmios de melhor entrevistadora para Diana e diversas indicações a prêmios internacionais quanto a qualidade e conceito criado para a grade e horário de apresentação.

A faculdade de comunicação ficara para trás, devido a rotina de trabalho, mas ainda era um sonho para Diana. Entretanto, hoje, além da beleza, carisma e credibilidade, ela tinha um talento nato lapidado, experiência e pés no chão, para caminhar com segurança cada vez mais rumo ao sucesso.

A personalidade marcante, a sensualidade natural, a simpatia envolvente, a inteligência e segurança que demonstrava no comando de seu programa trouxe reconhecimento, prestígio e respeito em todas as esferas de público. Os jovens viam-na como referência, os homens ficavam extasiados com tantas atribuições e as mulheres se inspiravam na coragem e empoderamento que a imagem de Diana Prince representava na sociedade.

Apesar de ser um ícone de beleza com seu um metro e oitenta de altura, cabelos negros e longos, olhos azuis-safira e corpo torneado. Apesar da vida glamorosa, a amizade com celebridades, o sucesso e benefícios que o estrelato trouxera, poucos sabiam que, Diana Prince, a mulher por trás da figura pública, era uma pessoa de hábitos simples, trabalhadora, dedicada à irmã mais jovem e infeliz no amor. Apesar de se achar muito bem resolvida afetivamente.

Quando as luzes do estúdio se apagavam e os telespectadores ficavam com a programação em sequência, mesmo sendo 1:30 da madrugada, a princesa da comunicação não ia para casa descansar. Havia a rotina para pensar no programa do dia seguinte, juntamente com toda a equipe de produção: revisar os roteiros, discutir a pauta da entrevista do dia seguinte, rever alguns pontos do último programa e, claro, sua parte favorita, incluída por ela na preparação do programa. Ouvir opiniões, reclamações e sugestões de espectadores.

Sim, Diana Prince, no ato de seu contrato, exigiu que se mantivesse uma de suas atividades favoritas no programa anterior, manter contato com o público. Como o programa matinal que ela apresentava anteriormente abria espaço para os telespectadores participarem de alguns quadros, Diana tomou gosto por fazer o seu trabalho estando em contato com aqueles que a acompanhavam.

O formato do talk show não permitia participações ao vivo, mas ela fazia questão de, diariamente, atender a pelo menos cinco fãs do programa para ouvir suas perspectivas e obter um feedback do trabalho que ela vinha desempenhando. E esse era um dos grandes trunfos do sucesso e do formato dinâmico do programa. Estar em contato com o público alvo ajudava Diana a não seguir padrões já tão bem feitos por outros apresentadores de programas similares. Com sua habilidade e perspicácia, ela dava ao programa o tom e a medida que o seu público queria.

Ainda que houvesse um serviço de atendimento ao público da emissora, o fato de ter a chance de falar com a estrela do programa aguçava potencialmente o desejo de participação e contribuição dos espectadores, causando um contínuo congestionamento da linha telefônica todas as madrugadas.

John Stewart, diretor do programa, já havia sugerido que Diana limitasse seu contato com o público através de e-mail, mas como a internet ainda não era um privilégio de todos, Diana se recusou a aceitar a sugestão, mantendo seu momento de interatividade através dos telefonemas.

Ao sair da sala de reuniões, ela passou no camarim para tomar um anti-alérgico. O inverno em Gotham parecia mais rigoroso do que os experimentados quando morou em Chicago. E o clima seco estava lhe causando certa irritabilidade nas vias nasais, prejudicando consideravelmente sua dicção nos últimos dias.

Ao abrir a porta, ela se deparou com o jovem estagiário Wally West deixando uma bandeja com café e frutas no camarim.

― Ei, Wally. Está estagiando como copeiro também? – Ela brincou, vendo o ruivo ficar com as bochechas da cor dos cabelos.

― Me desculpe, Diana. Como a copeira está de férias, e a substituta não veio, eu achei que poderia fazer um agrado. Eu sei como você aprecia um café antes de ir embora. – Ele coçou o cabelo, tentando não parecer idiota.

Para sorte de Wally, Diana não havia notado que o jovem de 22 anos era perdidamente apaixonado por ela. Para ele, a morena era a mulher mais bela do mundo (fato que poucos contestariam), além de forte, sexy e com conteúdos muito além dos atributos físicos. Desde que viera trabalhar na Planet e a conhecera de perto, a idealização que tinha da estrela se tornou um amor platônico. Ele jamais conseguia pensar em outra mulher ou olhar para as garotas da faculdade, que pareciam insignificantes perto de Diana.

Tudo que Wally queria era uma oportunidade para chama-la para sair. Ele sabia que impressionava a profissional com sua dedicação no estágio como roteirista, mas também acreditava que poderia impressionar a mulher, mostrando-lhe os seus sentimentos e devoção quando tivesse oportunidade.

Diana sorriu para o jovem, visivelmente embaraçado, atribuindo o desconcerto dele à timidez. Ele era apenas um garoto promissor para ela. Não o via como um homem, tanto pelo aspecto cronológico como pela experiência de vida. Ela estava acostumada com os atos gentis do rapaz e pensava que isso era apenas uma forma de agradecê-la pelo incentivo que ela lhe dava diante de seu empenho no estágio.

Com um sorriso cordial, ela agradeceu ao ruivo, saboreando rapidamente o café. Wally se despediu e saiu da sala, se repreendendo por não ter sido corajoso o suficiente para convida-la para jantar no dia seguinte.

Acomodada numa confortável poltrona, após tomar um comprimido para alergia, Diana pediu que transferissem as ligações selecionadas do dia para o ramal instalado em seu camarim, enquanto colocava um bloco de anotações e canetas a postos, para anotar as sugestões e críticas relevantes que viriam.

Ao notar um embrulho retangular sobre a mesinha de canto da sala, Diana sentiu-se estranhamente curiosa. Diariamente recebia presentes, cartas, flores, mas aquele embrulho em especial, envolto por seda negra e um laço roxo lhe causou um certo calafrio.

Ela recuou do impulso de verificar do que se tratava, já que o telefone soou, anunciando um dos fãs sortudos da noite, que falaria diretamente com ela. Com um sorriso no rosto e satisfação, ela atendeu um senhor de meia idade, que depois de tecer elogios sem fim à ela, sugeriu que ela tentasse uma entrevista com Michael Jackson, já que era fã do cantor pop.

Diana prometeu que a produção se esforçaria para convencer o rei do pop a ir ao programa e após se despedir com carinho do homem, atendeu a ligação seguinte.

Ao todo foram quatro ligações em sequência. O intervalo de três minutos sem chamadas transferidas, fez Diana pensar se a equipe de atendimento teria encerrado seu atendimento por hoje, já que se excedera na conversa com a última jovem de 18 anos que sugerira uma entrevista com Madonna e temáticas interessantes para o programa.

Cansada, ela conferiu o relógio de pulso que marcava três da madrugada. Ela se levantou, esticando os braços para espreguiçar e foi até a mesa no canto da sala, observar os presentes recebidos.

Ela sorriu com o cartão que veio junto com as petúnias, de um fã lhe pedindo em casamento. “Casamento, de novo, nem com o Brad Pitti.” Ela sussurrou, observando cestas de chocolate, perfumes, camisetas e infinidades de presentes, em meio as muitas cartas. Ela bem que tentava ler tudo e até respondia com frequência algumas, mas nos últimos anos era praticamente impossível cuidar disso pessoalmente, dado ao grande volume de correspondências recebidas.

Com certo receio, ela se voltou para o embrulho que lhe chamara atenção mais cedo e desatou o laço que o envolvia. Deveria ser algum fã gótico, ela pensou. Ainda que sentisse um frio na espinha enquanto desembrulhava o presente, nada se comparou ao choque que ela sentiu quando o abriu e viu o que tinha dentro.

As mãos abafaram o grito que ela deu, sendo mantidas nos lábios, enquanto ela se afastava mecanicamente para trás, até cair sentada numa das poltronas. Nem só de amor era a vida de uma celebridade, vez ou outra havia reprimendas e presentes sem graça de algum não admirador de seu trabalho, mas aquilo superava tudo o que ela já vira.

O toque do telefone a fez soltar outro grito, assustada, enquanto levava a mão sobre o coração, tentando se acalmar. Respirando fundo, ela fez uma nota mental de pedir alguém que tirasse aquele presente de grego de seu camarim e se convencia de que isso fora uma infeliz eventualidade. Agora ela só precisava se acalmar e atender o último espectador da noite, antes de ir para casa e ter o descanso dos justos.

A mão ainda estava trêmula quando ela atendeu ao telefone, mas a voz soou calma e animada como de costume. Entretanto, a voz abafada do outro lado da linha causou-lhe o mesmo arrepio que o embrulho.

― Vadia Prince, espero que tenha recebido minha lembrancinha. – A voz gargalhou, assumindo um sussurro horripilante. ― Você já abriu meu presente, não é?! Me deixaria muito triste saber que você o tenha desprezado.

― Que tipo de brincadeira de mau gosto é essa? Quem está falando? – Diana sentiu o coração acelerar e uma irritação crescente a dominar, enquanto a pessoa do outro lado da linha se mantinha em silêncio. ― Seja lá quem você for, se isso é uma reprimenda ao meu trabalho ou uma tentativa de me assustar, saiba que eu não me importo, apenas me faça um favor de não assistir ao programa.

― Tola. – A voz se elevou, se tornando impaciente. ― Isso foi um aviso. Você vai pagar pelo que fez. Você não vai ficar livre de mim e quando eu encontra-la, você vai implorar para que deixe pelo menos pedaços de você para contar história.

A ligação caiu e Diana se afundou na poltrona.

Não era uma mulher medrosa, mas sua intuição nunca lhe traía quando ela suspeitava que havia algo de errado ou perigoso se aproximando. E era exatamente isso que a sua intuição dizia, algo tenebroso se formando em sua direção.

Quando a porta do camarim se abriu abruptamente, ela perdeu o ar, só conseguindo inalar novamente quando reconheceu Shayera, a ruiva que trabalhava como atendente durante a madrugada e ouvira a ligação.

― Diana, o que foi isso? A ligação parecia de um fã normal como os outros quando eu a transferi. Me perdoe. Você está bem? – A ruiva se aproximou, servindo um copo com água para a apresentadora, que apenas assentiu com a cabeça e apontou para o embrulho sobre a mesa.

Inocentemente, Shayera pegou o embrulho nas mãos, o deixando cair logo que percebeu o que havia ali dentro. Cinco dedos decepados, já em estado de decomposição, se espalharam pelo chão do camarim, enquanto ela encarava Diana com uma expressão de pânico.

― Isso foi alguma brincadeira de muito mau gosto. Apenas uma reprimenda de alguém que destila ódio gratuito. Não vai acontecer de novo. – Diana murmurou para a ruiva, mas com o desejo intenso de poder acreditar ela mesma em suas próprias palavras.


Notas Finais


Continua!


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