História Backstage - Capítulo 2


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Categorias Batman, Liga da Justiça, Mulher Maravilha
Personagens Alfred Pennyworth, Arthur Curry (Aquaman), Bruce Wayne (Batman), Clark Kent (Superman), Diana Prince (Mulher Maravilha), Donna Troy (Troia), John Stewart, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Wally West (Kid Flash)
Tags Amor, Bruce, Diana, Mistério, Romance, Suspense, Wonderbat
Visualizações 105
Palavras 1.784
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Mistério, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Ei, amores, voltei rapidinho!❤

A agilidade deve-se a algumas horas de tempo livre, mas sobretudo a recepção calorosa que tive diante da ousadia de escrever um enredo alternativo (Obrigada a todos). E também, este tipo de enredo perde o feeling se a gente demora muito a atualizar.

O capítulo está curtinho, porque precisei dividir. O capítulo seguinte traz muitos personagens, então, neste optei por delinear melhor nossa protagonista e sua irmã.

Tenham uma ótima leitura!

Kisses❣

Capítulo 2 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Backstage - Capítulo 2 - Capítulo II

 

A nevasca que caía intensamente sobre a cidade fez Diana gastar o dobro do tempo para chegar em casa.

A pouca visibilidade e a pista escorregadia durante o trajeto lhe fizeram se arrepender de ter rejeitado a sugestão de Shayera, de dispor do motorista da emissora para leva-la para casa. A ruiva insistiu que era o mais prudente depois da ameaça sofrida, mas Diana se recusou a dar uma proporção relevante ao fato. No fundo, ela queria provar para si mesma que aquilo havia sido uma triste eventualidade, e que não havia com o que se preocupar.

Entretanto, ainda que se sentisse segura dentro do carro, certamente, se fosse possível, ela teria excedido o limite de velocidade, para se ver protegida no aconchego do lar o quanto antes depois do episódio intrigante e horripilante, que vivenciara minutos atrás.

O bairro abastado onde comprara sua casa em Gotham era tranquilo e próximo à emissora. Em um dia normal, sem adversidades climáticas ou grande fluxo de trânsito, ela não gastava mais que dez minutos para se deslocar de casa para o trabalho e vice-versa.

Quando fechara contrato com a Planet TV, receou ter que deixar Chicago - e o índice de criminalidade da atual cidade também não lhe animou muito. Entretanto, Gotham tinha uma das melhores universidades de direito da América e, embora não tivesse realizado seu sonho de conquistar um diploma universitário, Diana se realizava com o fato de poder bancar os estudos da irmã mais nova e dar a ela a melhor formação acadêmica possível.

Inteligente e dedicada, Donna fora aceita em cinco universidades conceituadas, entre elas a de Gotham. No fim das contas, o novo emprego fora providencial tanto para Diana como para a irmã. As duas estavam realizando seus sonhos e não precisariam viver longe uma da outra em virtude disso.

Desde que a mãe morreu, Diana ficou responsável por Donna, que tinha apenas 13 anos na época. Foram dias difíceis para ambas. Diana estava em uma fase complicada da carreira e da vida pessoal, mas fora uma ótima referência maternal para a irmã e juntas superaram muitas adversidades, até chegarem aos dias de paz e glória.

A casa que Diana adquirira, por ser de uma celebridade, não era das mansões mais suntuosas do condomínio. Extravagância não era algo que combinava com a morena. Ainda assim, era um imóvel elegante e de arquitetura charmosa. Uma casa bem maior do que ela e a irmã precisavam, mas gostaram tanto do lugar, do jardim, do espaço para adaptarem coisas que gostavam, que não foi difícil fechar negócio.

A fachada da casa de dois pavimentos, pintada de branco, tinha traços de arquitetura grega mesclada a adaptações contemporâneas, detalhe que influenciou, e muito, Diana a ficar com o imóvel. A mãe era de origem grega, tendo vindo para a América ainda criança, já que o avô de Diana era americano e, após alguns infortúnios na Grécia, voltou com a família para o país de origem, para recomeçar a vida.

Todas as vezes que olhava para a casa, tudo que Diana desejava em seu íntimo era que Hipólita ainda pudesse estar viva, para desfrutar com ela e a irmã o resultado de sua dedicação. Dedicação que aprendera com a mãe, embora tenha sentido falta da figura materna em muitos momentos de sua vida, já que ela colocava o dever em primeiro lugar.

O relógio marcava pontualmente 4:00 da manhã, quando Diana estacionou a Mercedes prata na garagem da casa e deu a volta rumo a entrada principal. Ela bateu as botas no tapete da porta de entrada antes de entrar, pensando em não emporcalhar o carpete novo que havia comprado para a sala.

Abrindo a porta, pendurou o casaco grosso que usava no cabideiro, e ao atravessar o hall de entrada, se assustou ao chegar à sala de estar e ver a irmã caçula sentada no sofá, usando um hobby de seda e com um cobertor sobre as pernas, respirando aliviada quando a viu entrando.

― Donna, não acredito que você ainda está acordada. – Diana pousou as mãos na cintura, como uma mãe repreendendo uma criança. ― Você tem prova às oito horas na faculdade, deveria está mantendo uma noite saudável de sono para tirar um 10.

A mais jovem ignorou a bronca da irmã e saltou do sofá, num ímpeto, abraçando Diana apertadamente, deixando-a um pouco confusa. A morena de 18 anos era muito parecida com Diana. O corpo, a altura, os mesmos cabelos negros que caiam em cascata sobre os ombros – apesar de Diana usar um corte um pouco mais curto no momento – e a personalidade marcante. A diferença era que Donna ainda tinha traços muito sutis de uma adolescente e os olhos num tom castanho, brilhantes como mel à luz do dia.

― Ei, Donna. Por que tudo isso? – Diana afagou os cabelos da irmã, enquanto Donna se afastava para encará-la.

― Shayera ligou aqui pra casa, Di. – Donna engoliu em seco, enquanto se lembrava das palavras da ruiva, e Diana contorceu o rosto em desaprovação a atitude da amiga. ― Ela ficou preocupada, achou melhor me contar o que houve hoje, pois sabia que você iria manter segredo. – Donna arrastou Diana para o sofá, onde se sentaram uma de frente para a outra. ― Isso é muito sério, Di. Precisamos ir à polícia e contar o ocorrido.

Diana pegou a mão da irmã e a acariciou, respirando fundo para não descontar em Donna a irritação que estava sentindo por Shayera ter preocupado sua irmã inutilmente.

― Donna, Shayera não devia ter te preocupado. Isso foi uma brincadeira de mau gosto. Alguém que não gosta de mim e do meu trabalho, um trote. Você sabe que já aconteceram coisas estranhas e reprimendas ao longo da minha carreira. É só mais uma dessas situações. – Diana sorriu para a irmã, tentando convencê-la, mas a mais jovem era tão teimosa quanto ela.

― Por favor, Di, você não pode estar falando sério. Você é uma das apresentadoras mais amadas do país, você nunca recebeu uma ofensa gritante ou um presente de grego. Quer mesmo que eu ignore isso e não pense que alguém está tramando algo contra você? – Donna se levantou e caminhou em direção ao telefone. ― Eu vou ligar para a polícia.

Com passos largos e firmes, Diana foi até a irmã e a deteve, quando Donna retirou o telefone do gancho. As duas se encararam em desafio – situação costumeira quando elas discordavam de algo ou se desentendiam. Porém, sabendo que medir forças não as levariam a lugar algum, Diana suavizou o olhar e pousou as mãos sobre o ombro de Donna, tentando argumentar. Estava tarde demais para uma discussão.

― Escute, Donna. O que aconteceu hoje também me deixou assustada. – Diana admitiu a contragosto, vendo o olhar de espanto da irmã, que sempre lhe colocava num pedestal por sua coragem inabalável. ― Mas, como isso nunca aconteceu antes, não vejo motivo para colocar a polícia nisso.  Não tenho inimigos para considerar uma ameaça.

Donna soltou o telefone e examinou a irmã por alguns instantes. Diana era a pessoa que ela mais amava no mundo depois que a mãe partira. Diana era sua inspiração e seu porto seguro, seu bem mais precioso. Se havia alguém no mundo para quem Donna desejava felicidade plena, era para a mulher em sua frente. Ela não suportava pensar que alguém pudesse ou quisesse fazer mal, mesmo através de uma ‘brincadeira’, para sua irmã.

― Você já parou pra pensar no quanto é invejada? Quantas pessoas queriam estar no seu lugar? – Donna abraçou a irmã, mais uma vez. ― Você é tudo que eu tenho, Di. Não posso permitir que seja negligente com o que aconteceu hoje.

Diana estremeceu durante o novo abraço trocado com a irmã. Ela e Donna sempre foram mulheres fortes, evitavam demonstrações exageradas de afeto, mas sempre mantinham gestos cotidianos de carinho uma para com a outra. Por isso, sempre que uma ou outra se via fragilizada, e a abordagem de apoio era mais calorosa, ambas se desfaziam de todas as estruturas de defesa emocional, deixando transparecer tudo de si.

― Isso não vai acontecer de novo, Donna. Eu tenho certeza. – De fato, uma coisa que não faltava em Diana era fé. E ela se apegou a isso para tranquilizar a irmã. ― A emissora ficará muito mais atenta caso haja um novo trote ou presentes estranhos. Essa pessoa que tentou me assustar vai ter que desistir do seu jogo, caso queira continua-lo. – Diana beijou o topo da cabeça da irmã, para logo em seguida encarar-lhe com confiança. ― Ligar para polícia agora é desnecessário e precipitado.

― Tudo bem, Di. – Donna soltou um longo suspiro, ainda tentada a discordar da irmã. ― Não ligamos para a polícia... agora. Mas promete que, se acontecer qualquer novo fato estranho, por menor que seja, vamos registrar uma queixa? – Donna exigiu, sabendo que a irmã nunca quebrava uma promessa. Aliás, nenhuma das duas. Desde cedo aprenderam com a mãe que a palavra dada não pode ser voltada atrás.

― Prometo. – Diana levantou a mão direita, sorrindo, e em seguida agarrou a irmã pela mão. ― Agora vamos dormir. Já são pouco mais de 4 da manhã e eu não vou aceitar uma nota baixa da minha futura advogada. – Donna retribuiu o sorriso, dando-se por satisfeita.

Juntas, as irmãs subiram as escadas rumo a seus respectivos quartos, sabendo que nenhuma das duas dormiria tranquila até não restar dúvidas de que o episódio ocorrido fora apenas uma infeliz eventualidade.

 

(...)

 

O quarto escuro era iluminado apenas pelas luzes da rua. O olhar perdido pela janela contemplava os flocos de neve que dançavam pelo ar no prenúncio da aurora. A face pálida lhe dava uma expressão fantasmagórica naquele ambiente.

Havia um sorriso doentio em seus lábios, uma agitação nos dedos que passavam freneticamente pelo batente da janela, enquanto sua mente repassava os próximos passos.

Diana Prince deveria descobrir o que é sofrer, deveria implorar para morrer e, quando chegasse a hora certa, queria executar a sentença impiedosamente. Uma morte lenta e dolorosa. Imaginava-a gritando, suplicando. E isso lhe fazia sentir um prazer indescritível.

Seu desejo agora, no entanto, era aterroriza-la, tirar sua paz. Ver aquele maldito sorriso satisfeito desaparecer de seus lábios, em troca das lágrimas que ela lhe fizera chorar. Sua tristeza e seu infortúnio eram culpa da princesa da comunicação. Mas iria se vingar.

Sentindo a satisfação ao se lembrar da voz de Prince no telefone, caminhou até a garrafa de uísque e tomou o líquido direto do gargalo. Seu real prazer seria quando Diana não existisse mais, ainda que mata-la fosse a última coisa que fizesse na vida, nada lhe traria mais paz e nem lhe faria mais feliz.


Notas Finais


Continua, mais rápido do que vocês podem imaginar! ;)
Detetive Wayne vem aí!


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