História Backstage Pass (G!P) - Capítulo 47


Escrita por: ~

Postado
Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Visualizações 455
Palavras 2.532
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Sabe quando se acorda no meio da madruga, com saudades da crush e você não consegue mais dormir?
Pois é, que merda! Enfim, voltei. 😎
Lembram que eu disse que a fic estava no final? VUALÁ!

Vamos ver se a Nicky está bem e seu pirulito?! 📍

Capítulo 47 - Capítulo 47.


47

A viagem para o hospital já era ruim o suficiente para Alex sem ela ter que suportar a presença de Mercy Valduto e Lorna Morello no táxi. Não só a briga que colocou Nicky no hospital começou por causa de Lorna, como também Mercy transformou Big Boo em uma completa idiota. Bem, ela já a deixou. E Alex não estava com disposição para estar no mesmo país que elas, muito menos no mesmo veículo. Talvez estivesse se concentrando em seu desagrado intenso para as mulheres – mais precisamente a sua aversão ao efeito das mulheres no intelecto de suas amigas – mas que as lesões de Nicky porque pensar em perder sua melhor amiga a fez querer vomitar. Ou gritar. Ou chorar. Ou quebrar alguma coisa. 

Sentar calmamente no banco de trás de um táxi não estava fazendo tão bem para ela. Um suor frio escorreu pelo centro de suas costas, e cada músculo de seu corpo doía da tensão prestes a destruí-la. Se a professora não estivesse segurando sua mão, ela muito provavelmente teria perdido a cabeça. 

Quando o táxi pprincipalmentre e  à entrada do hospital, Boo, Lorna e Mercy pularam imediatamente, mas Piper se recusou a ceder. A guitarrista olhou para ela em questionamento, a necessidade de se apressar.

– Ela vai ficar bem. – Piper disse calmamente, afastando o cabelo de seu rosto e olhos. – Eu sei que isso está rasgando você por dentro, mas não pode deixar Nicky vê-la assim, pois ela vai pensar que o Grim Reaper2 está de pé sobre sua cama. Você pode desmoronar depois, eu prometo, mas seja forte para ela agora.

Alex não sabia se conseguiria efetivamente esconder sua confusão, sua angústia, a porra do desamparo, mas a professora estava certa. Ela tinha que fingir estar confiante de que Nicky ia sobreviver incólume, porque outra alternativa era horrenda demais para suportar. Até mesmo o pensamento era paralisante. 

Ela acenou com a cabeça.

– Eu vou me recompor de alguma forma.

– Estou aqui. Você pode confiar em mim, tudo bem?

A guitarrista balançou a cabeça em silêncio e se perguntou como a sua esposa sabia o quanto ela precisava ouvir isso.

– Eu te amo – disse a professora, sem esperar por seu sentimento de resposta antes de sair do táxi. Alex realmente precisava ouvir aquilo também.

Nicky estava de bom humor quando elas finalmente entraram em seu quarto dez ou doze séculos mais tarde. Os blocos do tempo provavelmente foram minutos, mas cada uma sentiu pelo menos cem anos. Alex fingiu que os ferimentos na cabeça da vocalista não eram tão sérios – convulsões não eram assim tão ruins, eram? – E brincou com ela só porque alguma outra ação a teria reduzido a uma idiota chorona.

Nicky enganchou dois dedos no bolso da frente da guitarrista e se agarrou a ela durante toda a visita, assim Alex tinha certeza que ela não era a única fingindo calma e autocontrole. A guitarrista conseguiu manter o fingimento até o neurocirurgião enxotá-las para fora do quarto de Nicky e Piper colocou os braços ao seu redor na sala de espera no corredor.

– Você está bem? – perguntou a professora.

– N-não. Eu falei que isso iria servir bem para ela se acabasse por se tornar algo sério, e agora... – Alex engoliu o soluço que tentava sufocá-lo.

– Você não falou a sério, querida, sabe que não. – A guitarrista não tinha falado sério, mas não mudava o fato de que tinha dito. E então aquilo aconteceu. Aquilo já havia acontecido. 

Oh, Deus!

Alex esmagou a professora contra ela e virou o rosto para a parede, para que ninguém visse as lágrimas nadando em seus olhos. Tentou impedi-las de cair, mas seu esforço foi tão eficaz quanto tentar impedir o sol de se pôr. Ela conseguiu não chorar, sugando o ar através do medo paralisante apertando sua garganta como um vício. Quando o restante do time de apoio de Nicky entrou na sala de espera, a guitarrista delicadamente empurrou Piper e enxugou os olhos vazando terrivelmente nas costas da mão.

Lorna entrou com Tricia, e Alex agarrou-se à raiva que sentia em relação à mulher. A raiva iria impedir as lágrimas e, comparada a angústia, a raiva era uma emoção fácil para ela lidar. 

Então, quando se sentou ao lado de Piper esperando que a vocalista saísse da cirurgia, ela se permitiu amenizar. Sempre que encontrava sua mente vagando de Nicky e o quanto perderia se a amiga fosse arrancada de sua vida, Alex olhava para Mercy, que dormia pacificamente contra o ombro de Big Boo, e saudava o seu agravamento com o reaparecimento dela na vida da baterista. 

Por horas ela se focou em todos os problemas que as duas mulheres tinha causado – a mágoa e a insônia de Boo, o seu fodido desprezo pelos envolvimentos emocionais de Nicky com mulheres. A briga em sua despedida de solteiro tinha começado por causa dessas duas desgraças. Mas tudo de ruim que aconteceu com Alex nas últimas vinte e quatro horas – Inferno, nos últimos dois anos – foi culpa maior de Lorna. A discussão com Piper na noite passada, o ferimento na cabeça de Nicky. Os olhos roxos que ela ostentou no fodido dia de seu casamento. Tudo isso – foi culpa de Lorna Morello.

A guitarrista agarrou-se ao seu ódio pela mulher como um cobertor de segurança. Seu desgosto era a única coisa que o impedia de se curvar em posição fetal sob a cadeira desconfortável e soluçar. Ela própria havia trabalhado em uma fúria em direção à morena de cabelo curto e lábios vermelhos pelo tempo que o médico entrou na sala de espera para anunciar que Nicky tinha passado pela cirurgia. Quando o médico disse:

– Lesões cerebrais são complicadas – Alex sabia que não ia aguentar aquilo por muito tempo. Ou ia ter que bater em alguma coisa ou ia desmoronar na frente de sua recém esposa, suas companheiras de banda, um dos seus heróis do rock – o irmão mais velho da vocalista, Emppu – e daquelas malditas dores na bunda, Lorna e Mercy.

Não estava em condições de sentar-se para esperar que a anestesia de Nicky passasse, e sua brilhante esposa – que Deus a abençoe – pareceu reconhecer isso.

– Alex e eu vamos voltar às oito da manhã – disse Piper, mandando nas estrelas do rock como só ela podia.

Oito? Sim, isso devia dar a guitarrista tempo suficiente para se recompor, e talvez Nicky estivesse pronta para companhia até então.

Deus, por favor, deixe-a estar pronta para companhia até lá.

– Então Mercy e eu viremos ao meio-dia – disse Lorna. Como se Nicky gostasse de vê-la.

Alex a olhou. Ela não pertencia àquele lugar e a guitarrista não a queria ali. Sabia que a vocalista também não gostaria dela ao redor. Mas talvez Big Boo mereça esse tipo de mulher, porque Mercy estava pendurada nela a cada palavra como uma boba apaixonada. Piper tinha um pouco mais de tato. A traidora realmente parecia gostar de Lorna. A necessidade da guitarrista de atacar crescia exponencialmente a cada minuto e ela se despediu rapidamente, mas evitou Big Boo, para evitar socá-la no rosto. Ela não poderia socar Mercy, infelizmente.

Alex agarrou a professora pelo cotovelo e correu para o elevador, na esperança de Deus que pudessem dar o fora daquela porra opressiva de hospital antes que ela fosse forçada a enfrentar Big Boo cara a cara. Não estava certa que pudesse controlar sua raiva neste momento.

– Por que você está tão brava? – Piper perguntou quando ela apertou o botão para baixo no painel de elevadores.

– Não estou.

– Besteira, anjo. Você está como uma bomba-relógio.

Alex não podia negar, então decidiu desabafar.

– Por que ela tem que voltar agora depois de tudo?

– Quem?

– Mercy e Lorna.

– Você tem problemas com elas?

– Sim, eu tenho um problema com elas, e principalmente com Lorna. Eu a odeio até as entranhas.

– Por quê?

– Porque... – a guitarrista gritou e começou a inclinar-se solidamente no botão. – Eu a odeio!

Piper a pegou em seus braços, e ela parou de atormentar o elevador.

– Você não a odeia.

– Eu odeio.

– Não, você odeia o fato de ela ter tornado uma das suas melhores amigas uma babaca sofredora por tanto tempo.

Alex quase riu. E saiu mais como um suspiro exasperado. A professora a apertou, e ela relaxou um pouco. Sabia que tinha conseguido se agravar excessivamente de propósito; era muito mais fácil se concentrar em odiar Lorna do que em amar Nicky. A guitarrista nunca iria tocar guitarra novamente se perdesse aquele merdinha intratável, pois ninguém seria capaz de substituir sua parceira de palco na sua vida ou na sua carreira. Ninguém.

– Respire fundo e solte – disse Piper. – Você não vai mudar a mente de Nicky sobre ela. Se elas são o certo uma para a outra, você vai ter que se acostumar com ela e se elas estiverem erradas uma para a outra, terão que descobrir isso por conta própria.

– Eu sei, simplesmente não consigo lidar com isso em cima de todo o resto.

– Nós vamos resolver isso quando Nicky melhorar.

Alex sabia que ela estava certa. Precisava se concentrar sobre a tragédia mais importante em sua vida. E quando a professora a beijou, ela tinha certeza de que poderia esquecer sua desaprovação do relacionamento amoroso entre a grande bacaca sofredora e a garota que a acorrentou. Isso vale para Mercy também. Pelo menos pensava assim até que Big Boo parou ao lado dela com a mulher em questão se escondendo atrás de suas costas largas. 

– Ei – disse a baterista.

– Ei – respondeu Alex, e isso teria parado se Boo não tivesse sido burra o suficiente para falar sobre o que estava incomodando a guitarrista.

A discussão acalorada e alta de Alex com a baterista cresceu rapidamente, pois a idiota não conseguia ver a praga que Mercy eram na vida de todas, não apenas na sua própria. Quando o elevador finalmente chegou, Piper empurrou-a para dentro com Big Boo e disse:

– Nós vamos encontrá-las lá embaixo. Vocês duas tenham uma pequena conversa. Ou se atraquem. Ou seja lá o que for. – Oh, eles iam fazer aquilo. Falar o mínimo, bater o máximo.

– Como você pode aceitá-la de volta, porra? – Alex gritou a baterista. – Você percebe quanta merda me fez passar, enquanto estava tentando superá-la?

– Eu nunca te pedi bosta nenhuma, Vause!

Talvez ela devesse ser grata porque Big Boo sabia como enfrentá-la. Ela precisava explodir, e a baterista tinha acabado de puxar o gatilho.

Alex deu um soco na mandíbula dela, os dedos protestando contra a força do golpe. Big Boo atingiu a parte de trás do elevador e em seguida, lançou-se para a guitarrista justo quando as portas do elevador se fecharam. A baterista a atingiu bem na boca, e Alex soltou toda a fúria que vinha crescendo dentro dela desde que sua lua de mel havia sido tão abruptamente interrompida pela idiota e sua stripper troféu. A guitarrista estava completamente sem fôlego quando percebeu o quanto a luta tinha se tornado unilateral. Big Boo era muito maior e muito mais experiente em brigar do que ela, então por que ela estava dando dois ou três socos para cada um da baterista?

Sua raiva passou, então ela deu um passo para trás e olhou para Big Boo, respirando com dificuldade e cerrando os punhos.

– Sente-se melhor? – a baterista perguntou antes de lamber o sangue em seu lábio cortado.

– Eu não vou me sentir melhor até que você dê o fora naquela maldita vadia.

Big Boo limpou o suor da testa com as costas da mão.

– Você vai viver uma vida miserável então, minha amiga. – Se a baterista mantivesse Mercy por perto, era o que isso faria das duas.

Ou melhor, até que ela levantasse e a deixasse de novo, e Boo voltaria para seus caminhos miseráveis. A vadia a abandonou uma vez por dinheiro – ela realmente achava que a cadela sórdida tinha mudado tanto em dois anos?

Alex fechou os olhos e soltou um bufo exasperado, olhando o teto em silêncio.

– Se você precisa me socar um pouco mais, é melhor ir em frente. Estamos quase no lobby.

A guitarrista riu e esfregou a tensão de sua testa com as palmas das mãos.

– Porra, Boo. Você é uma idiota em torno dessa mulher. Não reconhece isso?

– Sim. Mas isso muda o que sinto por ela? – A baterista balançou a cabeça. – Nem um pouco.

– Se não fosse por ela e aquela outra vadia, Nicky não teria sido ferida. Ela poderia ter morrido, ainda poderia morrer.

Big Boo baixou os olhos e balançou a cabeça.

– Se você vai culpar alguém pelo que aconteceu com a Nicky, me culpe. Mercy não me pediu para pegá-la naquele palco. – Ela riu e esfregou o queixo. – Na verdade, ela estava bem chateada com isso.

– Tão chateada que caiu de costas com você entre as pernas?

Big Boo fez uma careta.

– Sei que está zangada, mas cuidado com a boca, porra. Eu não vou deixar você falar dela desse jeito.

O elevador apitou quando elas chegaram ao térreo e Alex tropeçou quando um par de mãos a alcançaram dentro do carro, a agarraram pela jaqieta e a jogaram de bruços no chão duro de ladrilhos.

– Ei, – disse Boo. – Cuidado com as coisas da garota. Ela tem uma esposa nova para satisfazer esta noite.

Alex duvidou que fosse fazer alguma coisa pelo resto da noite, mas apreciou a preocupação da baterista pelo bem-estar de suas coisas. Ela não se importaria de igual preocupação com as coisas dela.

– Segurança do Hospital. Vimos vocês duas brigando no elevador – disse uma voz feminina de algum lugar acima, onde a guitarrista estava deitada com uma joelhada no centro das costas.

– Somos amigas. – Big Boo garantiu a guarda. De alguma forma ela tinha evitado ser jogada ao chão. Talvez a dupla de guardas não achasse que elas pudessem derrubá-la. – Só precisávamos trabalhar um pouco da tensão entre nós. Estamos bem agora. Não é, Vause?

– Ótimas – Alex disse com um gemido de dor.

– Você nunca precisou dar uns tapas em uma amiga? – Big Boo perguntou a guarda ruiva em pê.

– Não em um elevador de hospital. – A guarda morena disse, mas tirou o peso das costas de Alex.

– Desculpe por isso. Nós poderíamos fazer uma repetição no estacionamento se for o jogo da minha amiga – disse a baterista.

– Não, obrigada. Eu estou bem. – Alguém ajudou Alex a ficar de pé, e a baterista passou um braço ao redor de seus ombros.

A guitarrista não sabia ao certo se o abraço de irmã foi para mostrar – para que as guardas da segurança acreditassem que elas eram amigas – ou porque ela precisava de alguém para se apoiar, mas ela não se importou. 

Na verdade, o braço de Big Boo ao seu redor lhe dava uma sensação de força e bem-estar. A baterista tinha esse tipo de efeito nas pessoas, ela só tinha um gosto horrível para mulher. Por mais que Alex gostasse de ouvir as guardas falarem sobre os tapas que deram e receberam das mãos das amigas, ela ficou muito feliz em ver sua bela esposa ao sair do elevador, alguns minutos depois. Não se importou que Lorna estava com ela, pois logo ela e Piper ficariam a sós em seu quarto e a guitarrista poderia fingir que estava bem a respeito de Nicky, sem todo mundo olhando.


Notas Finais


Em um único capítulo, a verdade escrita: https://spiritfanfics.com/historia/surprise-pregnancy-7995850

Surprise Pregnancy de minha loira do tchan e gringa favorita, Flávia. 👏
Leiam, meninas, ela é demais!

Flá, te amo, gata.
Beiju linguado, me liga baby 💕


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