História Backstage Pass (G!P) - Capítulo 58


Escrita por: ~

Postado
Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Visualizações 462
Palavras 3.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 58 - Capítulo 8



No domingo, Piper acordou antes que todo mundo na casa e resolveu fazer o café. As panquecas ficaram prontas antes que as crianças acordassem, então resolveu ir chamá-los. Se sentia muito cansada, ainda não estava acostumada com a rotina, andar atrás dos filhos por todos os lados, limpar a casa - o que havia feito na noite passada. A guitarrista até tinha brigado com ela quando viu, mas já era tarde. Ela já tinha terminado, e embora estivesse cansada demais, ela não queria nunca mais dormir.

Entrou no quarto dos gêmeos, primeiro. Os dois dormiam iguaizinhos a Alex. De bruços, com uma mão ao lado do corpo e a outra perto do rosto. Sentou-se ao lado de Kurt e sorriu, passando a mão no cabelinho loiro. O menino resmungou, abrindo os olhinhos em seguida.

— Bom dia, amor. – beijou a testa do filho.

— Bom dia, mamãe.

— Vai escovar os dentes, querido. Irei acordar o seu irmão.

Assentindo, o menino desceu da cama, correndo até o banheiro do quarto.

A mãe sorriu, sentando-se na cama de Carter e fazendo o mesmo que havia feito com outro filho. Que, no entanto, foi mais teimoso para despertar.

— Deita comigo, mamãe. – o pequeno pediu, ainda de olhos fechados.

A professora sorriu, maravilhada.

— Acorda, meu anjo. Temos panquecas hoje.

Os olhos verdinhos se abriram em seguida, procurando foco e lutando contra a luz.

— De verdade? – perguntou, sentando-se enquanto coçava os olhinhos.

— Sim. De verdade. – a mãe riu, beijando sua testa. – Agora, vá escovar os dentes com seu irmão e depois desçam para a cozinha.

— Tá bom. – Carter assentiu, saindo da cama.

Sorrindo, a professora saiu do quarto. Espiou dentro do quarto da filha e viu que ela já estava acordada, mexendo no celular.

— Já acordou, mocinha? – sorriu, adentrando o quarto.

Elizabeth a olhou, sorrindo.

— Eu senti falta de você vindo me acordar. – admitiu, sentando-se na cama e deixando o celular de lado.

Piper sorriu, mordendo o lábio.

— Lembra quando os meninos nasceram? Você pedia para que eu te acordasse todas as manhãs, porque sua mãe Al estava cansada demais do show e eu tinha muito trabalho sozinha.

Liz assentiu, se levantando.

— Você não veio ontem. – ergueu um ombro. – Eu fiquei te esperando de noite. Mas você não veio.

A mãe arregalou os olhos.

— Droga! Eu esqueci. Ai, amor. Me perdoa, eu esqueci. – colocou a mão na testa, recordando do pedido da filha. – Eu estava tão exausta ontem…

— Tudo bem. – Liz suspirou.

Piper ofegou, sentando-se na cama e puxando a mão da sua menina, para que fizesse o mesmo.

— Tem a ver com o Chuck?

A menina arregalou os olhos.

— Como você… Como você sabe?

— Os meninos deixaram escapar. Mas não tem problema, amor. Não brigue com eles.

Elizabeth bufou, irritada.

— Eles não tinham nada que ter contado!

— Eu sei que não. Mas você sabe que não vou contar a sua mãe Alex, não tem com o que se preocupar.

— Eu sei, mas… Ai, mãe. Eu queria ter te contado. Eu queria que você conversasse comigo sobre isso, e aqueles pestinhas…

— Não fale assim deles! – a professora brigou, sorrindo fraco. – Foi sem querer. E isso não importa, agora. Eu quero saber dessa história direito.

Elizabeth riu, encolhendo os ombros.

— Ele foi meu primeiro beijo. – sussurrou. – E eu gosto dele. Ele é melhor amigo do meu melhor amigo. A gente sempre anda junto e ele disse que também gosta de mim.

— Você sabe que, na sua idade, só pode ficar nos beijos, não sabe? – Piper colocou as mãos nos ombros dela.

— Sei! Ai, mãe. – riu, envergonhada. – Claro que sei.

— Ótimo!

— Ele me chamou para ir ao parque hoje. – Liz olhou para a mãe. – Mas a mãe Al não me deixa ir sozinha, e se ela me levar… Eu não quero que ela veja o Chuck.

— Eu te levo. – a professora sorriu, adivinhando a pergunta da menina.

— Sério? – seus olhos azuis brilharam, satisfeitos. – Obrigada, mãe! Eu te amo. – a abraçou, animada.

— Mas eu te busco em meia hora! Não vai sair de lá! – mandou. – Vou ficar olhando vocês. E nada de deixar esse menino ficar te apertando.

— Mãe!

— Tudo bem. – Piper riu. – Chama a sua mãe? – perguntou, dessa vez com a voz mais miúda. – Acho que a Amber dormiu aqui ontem, não dormiu?

— Ela teve alergia ao gato dos meninos. – Liz riu. – Ficou toda vermelha, parecendo um pimentão.

— Meu Deus! Eu não sabia! Não ia deixar os meninos comprarem, se… – encarou a filha. – Você! Você e seus irmãos fizeram de propósito, não foi?

— Ai, mãe. A gente só queria que ela parasse de vir aqui! – grunhiu. – E eu chamo a mãe, sim. Mas só se você prometer não contar pra ela sobre o gato.

Piper cerrou os olhos.

— Combinado. Mas eu quero que peçam desculpas à Amber.

— Mãe! – a filha protestou.

— É assim mesmo que funciona, mocinha. Vai pedir desculpas.

— Tá. – Elizabeth rolou os olhos, saindo do quarto.

A professora riu, negando com a cabeça. Não queria que a filha odiasse a mulher. Não tinha feito nada de errado. Precisava conversar com Amber, agradecer por ela ter cuidado da ex no último ano. Precisava fazer tanta coisa.

Olhou o mural da filha, curiosa. Passou a mão sobre a foto de seu casamento, sorrindo involuntariamente. Elas tinham se casado em Vegas, quando a banda ainda estava em turnê mundial. Foi uma loucura e a professora mal acreditava que o sósia de Elvis Presley foi seu juiz de paz. Dias maravilhosos, ela ainda se lembrava da lua de mel. Ela e a guitarrista se divertiam tanto!

Ao lado, a primeira foto das duas com Elizabeth nos braços fez seus olhos se encherem de lágrimas. Elas pareciam...

— Mamãe? – ouviu a voz da filha e a olhou, secando os olhos. – Você está bem?

— Sim, querida. – sorriu. – Vamos tomar café?

A menina assentiu, abraçando a cintura da mãe e descendo com ela até a cozinha. Carter estava sentado em cima da mesa, balançando os pezinhos enquanto arremessava morangos picados para a boca do irmão, que conseguia pegar alguns, mas estavam fazendo uma bagunça tremenda.

— Meninos! Vamos comer os morangos, não jogar eles no chão. – Piper sorriu, beijando a testa de Kurt e depois a de Carter.

— Obrigada. – Alex riu, servindo o suco em um copo. – Acha que eles me escutam agora?

— Você é chata. – Carter brincou, mostrando a língua para a guitarrista.

— Ah, eu sou? – Alex cerrou os olhos, se aproximando do filho.

Carter correu até a professora, pedindo por socorro, enquanto Elizabeth e Kurt riam alto, comendo suas panquecas.

— Mãe, me salva. – gritou o menino, abraçando suas pernas.

Piper riu, segurando os braços do filho.

A guitarrista tentou passar pela ex, mas ela negou com a cabeça, abrindo os braços, o bloqueando.

— É assim agora? Até você? – Alex sussurrou, rindo.

Fingiu que passaria por um lado e a enganou, como sempre fazia nessas brincadeiras. Pegou Carter no colo e o jogou sobre o ombro, escutando as gargalhadas do filho.

— Me solta, mamãe! – Carter riu, batendo as mãos nas costas de Alex.

— Eu sou chata, não vou fazer o que você quer! – o segurou pelos pés, o deixando de ponta cabeça.

— Não! Socorro, mamãe! – ele ria, tentando se levantar.

Piper riu, sentando-se também e assistindo os dois brincando.

— Fala que eu sou a melhor guitarrista do mundo!

— Você é a melhor guitarrista do mundo, mãe! Agora me solta. – pediu, ainda rindo. Adorava quando a mãe maior brincava com ele desse jeito.

— E a mais linda!

— E a mais linda! – repetiu o menino.

Alex o soltou, colocando devagar o filho no chão. A professora se levantou e pegou nas mãos do filho, o levantando.

— Que tal comer sua panqueca agora, seu sapeca? – o sentou na cadeira.

Ouviu a guitarrista gemer, com os olhos fechados, enquanto mastigava sua panqueca.

— Ah, está como eu me lembrava. – Alex disse, com a boca cheia.

— Eu não me lembrava, mas está mais gostosa que a da Mon Al. – Kurt provocou, mordendo mais um pedaço.

— Quer ficar de ponta cabeça também?

O menino negou, rindo.

Piper sorriu, observando a família. Tinha perdido muito, mas o sorriso dos filhos, e até mesmo da guitarrista, recompensavam.


Enquanto a mãe tomava banho, Elizabeth ligou para o namorado, contando que ele iria conhecê-la. Um tempo atrás, logo quando começou a sair com Chuck, imaginava sua vida futura. Mostrando ao marido e aos filhos sua Mon Pipes, apagada em um hospital. E então ela acordou e a menina nunca se sentiu mais feliz. E agora ela ia dividir isso com o garoto que ela gostava, estava tão contente.

— Liz, a mamãe mandou avisar que está esfriando lá fora. – Kurt entrou no quarto, chamando a atenção da irmã. O gatinho deles estava em suas mãos, miando.

— Chuck, eu vou desligar. Não, não vou me atrasar. – riu. – Beijo, te adoro.

Beijo, te adoro. – Carter imitou a irmã, a fazendo rolar os olhos.

— Kurt, é o seguinte. Se a Ambergoia aparecer aqui, você deixa o gato perto dela.

— Mas e a aranha? – Carter fez bico, decepcionado. A aranha era tão mais divertido de assustá-la.

— A aranha a gente só vai usar quando ela dormir aqui. – a irmã sorriu, bagunçando o cabelo arrumadinho do irmão. – Agora some daqui, preciso me arrumar.


Alex deu três batidas na porta do quarto da professora, antes de entrar. Ela estava na frente do espelho, penteando os cabelos.

— Pipes, onde você vai? – perguntou, receosa. Não queria que ela fosse ver a Becky mais uma vez, já a vira dois dias seguidos! 

E, aliás, ela estava saindo muito. Ela podia passar mal mais uma vez, como aconteceu no dia anterior.

— Vou levar a Liz para passear. – Piper se levantou, sorrindo.

Ela só estava com uma calça social e uma blusinha normal, mas a guitarrista ainda conseguia ficar um pouco vidrada quando a via assim. Estava tão acostumada com a camisola do hospital que, de vez em quando, esquecia como ela era gostosa em suas roupas recatadas.

— Eu levei os meninos ontem, e eu preciso ver o Cal. Ontem eu não consegui.

Alex a observou, passeando pelo rosto levemente maqueado e o cabelo preso no clássico coque. Ela estava arrumada demais para ir só a um cemitério.

— Você não vai ver a Becky hoje? – Não pôde evitar, queria muito saber.

A professora respirou fundo.

— E se eu for? – arqueou as sobrancelhas. – Tem algum problema com isso?

— Não, tenho um problema com ela, mesmo!

— Você é inacreditável! — bufou. — Fala sério, Alex. Vocês brigaram, e daí? Pelo menos alguém se preocupa comigo. – soltou, sem nem pensar antes.

A expressão da guitarrista mudou naquele mesmo segundo. Piper deu um passo para trás, assustada. Nunca tinha visto um olhar tão irritado como aquele vindo na sua direção.

— Você não tem o direito de dizer isso, Piper – Alex rosnou baixo, segurando o braço dela. – Não tem!

— Quer me soltar? Está machucando – a professora sussurrou, amedrontada.

Alex nunca foi assim. Nunca a machucou, nem mesmo sem querer. E agora parecia querer arrancar o braço dela, de tão forte que segurava.

A soltou no momento que viu seus olhos enchendo de água. Que porra ela estava fazendo? Respirou fundo, enterrando uma mão entre os cabelos bagunçados.

— Eu acho melhor você sair daqui. – Piper disse, limpando as bochechas.

— Piper, eu...

— É sério. Eu preciso terminar de me arrumar. – a professora andou até a porta e a abriu, indicando que ela saísse.

A guitarrista bufou, mas a obedeceu.

Piper se sentou na cama e fechou os olhos, soltando as lágrimas que ficaram acumuladas no interior de seus olhos. Estava cansada de ficar ali, naquela casa. E só tinha ficado três dias! Como ia ser daqui uma ou duas semanas? Era horrível acordar de madrugada, com pesadelos terríveis, e sem ninguém ao seu lado. Ela tinha medo de gritar sonhando e assustar os filhos. Estava com medo de tudo. Escutava um barulho de freio e se arrepiava inteira. Não podia viver assim, ia ficar maluca.

— Mãe? – ouviu a filha e olhou para a porta.

— Já estou pronta, querida – a professora secou as bochechas, forçando um sorriso.

— Mãe, você está chorando? – preocupada, a garota correu até ela.

— Não é nada demais. Vamos? – se levantou, estendendo a mão para a filha. – Você está linda.

— Obrigada. – sorriu, abraçando a mãe. – Vamos a pé?

— Claro, sua preguiçosa. São duas quadras daqui. – Piper colocou as mãos na cintura, rindo.

— Ah... – Liz resmungou.

A mãe se despediu dos gêmeos antes de ir para a praça, com a filha.

A praça era gigante e ficava realmente a duas quadras do condomínio onde moravam.

— Eu vou dar uma volta enquanto você namora, tudo bem?

— Mas eu queria que você conhecesse ele!

— Vou conhecer depois, anjo, pode ser? Onde ele está?

— É aquele ali. – apontou com o queixo para um garoto que estava sentado num banco, olhando para os lados. Ele tinha os cabelos negros e, de longe, até parecia bonitinho.

— Vai lá, filha. Mas é só meia hora, combinado?

— Só? – Elizabeth fez bico.

— Quando comecei a namorar, eu não tinha nem dez minutos! Acha que seu tio deixava? – a professora riu, acompanhando a filha.

— Quarenta, então? – pediu, piscando os olhinhos azuis com longos cílios.

— Tudo bem. – Piper rolou os olhos e deu tapadinhas no traseiro da menina. – Agora vai, anda.

Viu a menina correr até o banco e colocar as mãos sobre os olhos do tal Chuck, o surpreendendo.

Começou a andar, até encontrar mais um banco vazio. Sentou-se lá e olhou uma família, lhe perguntando se caso o coma não tivesse acontecido, eles ainda seriam felizes como eram antes. Entrou no seu instagram, que a filha havia lhe cadastrado, e resolveu ver como funcionava aquilo.

Ela ainda só seguia os amigos, então a primeira foto que viu foi uma de Big Boo, mostrando a filha com uma tiara de princesa, ao lado da filha mais velha, sem nem imaginar que a esposa estava tirando fotos. Riu sozinha, lembrando como Alex sofria na mão da filha – e das máquinas fotográficas. A verdade era que ela ainda comia na mão de Elizabeth, e a professora sabia que nunca ia ser diferente.

Logo depois vinha uma foto da guitarrista, com os gêmeos e os novos animaizinhos da família. Não tinha cinco minutos que aquela foto foi tirada e ela imaginava como os filhos deviam amar a ex. Principalmente os gêmeos, já que foram criados apenas por ela. Quando a médica lhe disse que havia ficado em coma por quatro anos, imaginou que os meninos não fossem se lembrar dela – ou pior, gostar. Mas Alex fora fantástica e os criou fazendo-os entender que aquela mulher dormindo era a mãe deles e que um dia ela ia acordar e eles seriam felizes como antes.

Resolveu dar uma olhada no perfil da guitarrista e clicou em seu nome, vendo várias e várias fotos. Mas a que mais chamou sua atenção foi a terceira. Clicou nela, percebendo que era de uma semana atrás. Era uma foto da professora dormindo, com Kurt, Carter e Elizabeth ao lado da cama de hospital, a olhando. 

“Há quatro anos, você entrou em coma. Ainda não consigo acreditar que você acordou e está aqui comigo mais uma vez. Prometo nunca mais te deixar ir embora. Vou segurar você para sempre, pode ter certeza, porque você nunca devia ter saído dos meus braços. Mas agora você está de volta e eu vou cuidar de você mais uma vez #Pipes"

Fungou baixinho, tampando a boca. Como a ex podia fazer isso com ela? Dizer uma coisa dessas, publicamente, e em casa ser uma filha da puta com uma namorada, que claramente a odeia? E depois machucar ela quando ela diz que a guitarrista não se importa, porque isso realmente parece acontecer, e ainda acha que pode ter ciúmes da amiga dela, que é apaixonada por ela há não sei quantos anos!

Negou com a cabeça, respirando fundo. Alex não era uma irresponsável como antes, não tinha nenhum direito de fazer isso com ela. Machucar ela e confundir sua cabeça, mais do que já estava confusa.

Sentiu o celular tremer em suas mãos e viu que Elizabeth a estava ligando.

— Filha? – atendeu, preocupada. Não tinham se passado nem dez minutos ainda.

Senhora... É o Chuck. A Liz está tendo um ataque de asma, você pode... – a voz do menino parecia desesperada.

— Calma, eu estou indo! – Piper se desesperou, correndo todo o caminho até a filha.

Elizabeth tinha uma mão no peito e seu rosto estava vermelho enquanto puxava o ar com dificuldade.

— Filha! Onde você deixou sua bombinha? – a professora perguntou, assustada.

A menina negou com a cabeça e se desesperou ainda mais. Piper pegou o celular e ligou para a guitarrista, que atendeu no primeiro toque.

— Alex, a Liz...

O que foi? – sua voz parecia preocupada.

— Ela está tendo um ataque de asma, e-eu não...

Onde vocês estão?

— Na praça. Eu não acho que ela consiga ir andando, por favor... – começou a chorar, abraçando a filha.

Ouviu a ligação ser finalizada e imaginou que Alex estivesse vindo. Droga, ela parecia tão brava.

— Filha, tenta respirar com a boca. – pediu a mãe, a conduzindo. – Respira, por favor, meu amor.

A menina começou a chorar também, desesperada. 

Chuck olhava as duas, sem saber bem o que fazer. Num minuto, eles estavam se beijando, e então ela começou a ter o ataque. Sorte a dele que sabia a senha do celular dela para ligar para alguém.

Piper viu o carro da ex estacionar de um jeito qualquer na frente da praça, e então a guitarrista saiu, ofegante, procurando pelas duas. Quando Alex as encontrou, correu até elas, com a bombinha nas mãos. Tirou a professora de perto da filha de maneira bruta, assustando-a, e medicou sua menina.

Elizabeth respirou fundo uma vez, antes de cair no choro e abraçar a guitarrista, assustada.

— Ei, meu amor. Foi só um susto. – Alex sussurrou, mexendo no cabelo da filha. – Vamos para casa agora, tudo bem? – ergueu o rosto dela, limpando suas bochechas. – Vai para o carro. Seus irmãos estão lá.

Elizabeth assentiu, soluçando, e foi abraçar Chuck antes de entrar no carro.

— Quem é aquele? – Alex perguntou, seca.

— É o namoradinho dela.

A guitarrista arregalou os olhos.

— Você sabia disso, não sabia? – acusou. – Claro que sabia. – riu. – Inacreditável.

— Ela não quis que eu te contasse, Alex...

— Ela é minha filha! Você não pode ficar acobertando o que ela faz, ainda mais se for um namorado. Ela só tem doze anos!

— Ela não vai engravidar nem nada assim. – Piper protestou, baixinho. – Ela está apaixonada, é normal.

— Não para ela. Ela não vai namorar.

— Você sabe que impedir só vai ser pior. – a professora respirou fundo. – Ela só...

— E o que você sabe sobre isso? Não é como se você fosse uma mãe presente. – a cortou, marchando até o carro.

Piper engoliu o choro, entrando no carro também. Colocou o cinto de segurança e olhou para os filhos. Kurt e Carter estavam abraçados à irmã, que tinha o narizinho inchado e o resto vermelho pelo choro.

O caminho foi silencioso e Piper agradeceu por chegar em casa de uma vez. Ajudou a guitarrista a tirar as crianças do carro e entrou na casa, logo atrás deles.

— Filha, leva os seus irmãos para o quarto enquanto eu converso com a sua mãe? – Alex pediu, fazendo carinho na cabeça dela.

A menina assentiu e subiu as escadas com os dois, não tendo a mínima ideia do que ia acontecer no andar debaixo. Mas ela estava cansada demais para pensar nisso agora, então chamou os irmãos para deitarem com ela e adormeceu.


Notas Finais


Nada a declarar 😥


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