História Backstage Pass (G!P) - Capítulo 72


Escrita por: ~

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Categorias Laura Prepon, Orange Is the New Black, Taylor Schilling
Personagens Alex Vause, Personagens Originais, Piper Chapman
Visualizações 368
Palavras 2.413
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


O vento sopra, o mundo gira...
E olha eu aqui de novo! 😉

Capítulo 72 - Capítulo 22.


Polly chegou cinco da tarde na casa da irmã, trazendo dois potes coloridos para a sobremesa.

SORVETE!

— Hey, seus pestinhas, é para sobremesa. – tomou das mãos dos sobrinhos, que resmungaram.

— Polly? – a professora chamou. – Vem na cozinha!

A cunhada foi até ela e guardou o sorvete no freezer, se prontificando a ajudá-la com o jantar, já que sabia que Piper queimava até água com o desvio de atenção, depois do acidente.

— Onde está minha irmã?

— Tomando banho. – a professora colocou o macarrão com queijo no forno. – Eu quero falar com você, um minuto.

— Pode falar. – Polly sorriu.

Piper viu como ela estava contente e se sentia bem por ela, só que queria que a cunhada se resolvesse com Larry. Se eles não quisessem mais ficar juntos, ela entenderia. Mas eles precisavam colocar todos os pingos nos is.

— Você vai adotar?

Polly largou a colher que estava mexendo a carne e suspirou, se afastando do fogão.

— Como você sabe?

— Alex viu os papeis.

Polly suspirou de novo e olhou para a amiga, agora com lágrimas nos olhos.

— Eu odeio viver sozinha, Piper. Vivi sozinha por dois anos e não consegui me acostumar. Todos os dias, durante esses dois anos, eu ia dormir na esperança de acordar ao lado dele, como se tudo não tivesse passado de um pesadelo. Então eu voltei e eu vi você e minha irmã com meus sobrinhos. Eu quero isso, Piper. E não preciso de homem nenhum para ser feliz.

— Não precisa, mesmo. Se quiser adotar, que adote! Mas Larry precisa conversar com você antes. Ele ama você. Ele chorou feito um bebe quando fui vê-lo.

Polly abriu bem os olhos.

— Ele chorou? O que ele te disse?

— Ele não consegue entender por que você o deixou. Ele está totalmente disposto a fazer vocês darem certo de novo, ele só precisa que você o escute e se explique também.

— E se ele...

— Ele nunca ia te largar por não poder ter filhos. Tenho certeza que ele mesmo vai falar em adoção quando vocês se resolverem, aposta quanto? – a professora riu.

— Eu fiz tão errado com ele.

— Você só estava assustada. –murmurou, abraçando a cunhada, que agora chorava.

— Eu quero fazer dar certo, mas não tenho coragem nenhuma de chegar na casa dele e exigir que ele converse comigo.

— Eu posso chamar ele para vir jantar, se você quiser.

Polly se soltou do abraço e limpou as bochechas.

— Você acha que ele viria?

— Se eu disser que você está aqui, e que está disposta a conversar... Eu garanto que ele entra nessa porta em um minuto.

Polly riu e a abraçou de novo.

— Tudo bem, o chame. Vou conversar com ele. Vou explicar tudo depois do jantar.

— Sério? – Piper riu, apertando a cunhada no abraço. Sentiu seus olhos se encherem de lágrimas e as deixou cair, não contendo sua felicidade. Ela queria tanto ver os dois felizes, tão felizes como ela estava sendo de novo.

— Só não fale que eu estou aqui. Quero que ele venha sem saber.

A professora assentiu e a abraçou de novo.

— Por que vocês duas estão abraçadas e chorando? – Alex entrou na cozinha. – Não me digam que o ciclo de vocês duas já alinhou!

— Não, sua idiota. – Polly se soltou da cunhada e socou o braço da irmã.

— Ela aceitou conversar com Larry, vamos convidá-lo para o jantar também.

— É sério? – a guitarrista olhou para a irmã e depois para a esposa, que assentiram, juntas. – Que bom, mana. Finalmente!

— Isso não significa que vamos ficar juntos, ele pode não querer quando souber por que eu fui embora.

— Você sabe que isso não vai acontecer. Consigo até sentir o cheiro de sexo no ar. – Alex riu quando a irmã a olhou, indignada.

— Sua depravada!

— Falando em sexo, quando você vai parar com essa greve? – a guitarrista olhou para a esposa, que rolou os olhos.

— Greve? – Polly gargalhou. – Achei que vocês duas iam estar quebrando as paredes.

— Por mim, já teríamos transando em todo canto dessa casa de novo. Mas ela quer esperar. – fez cara de choro, arrancando uma gargalhada de Piper.

— Para de dengo, Alexandra. Se ficar reclamando vai demorar mais.

Alex fechou a boca e Polly riu alto da cara da irmã.

— Vou tomar banho. Liguem para o Larry. – a professora ordenou e sumiu da cozinha.


Minutos mais tarde...

Alex escutou a campainha tocar enquanto tirava o macarrão do forno e olhou para a irmã, que arqueou as sobrancelhas.

— Não.

— Sim, garota. Abre a porta e manda ele vir para a cozinha.

— Mas eu...

— Para de manha. Você pediu para chamá-lo, vai abrir. – a guitarrista cruzou os braços. – Vou chamar as crianças.

A campainha tocou de novo e Polly suspirou, indo até lá.

Larry deu um passo para trás quando a viu, assustado.

— Eu não sabia que você estava aqui.

Ela sorriu, assentindo.

— Pedi para Alex não falar. Eu não sabia se você iria querer vir se soubesse que eu estava aqui. – abriu bem a porta para ele passar.

— Você que pediu para ela me chamar?

— Eu acho que a gente já passou da hora de conversar. – ela deu de ombros.

— Eu tentei mil vezes falar com você...

— Eu sei, eu só não estava pronta.

— E está agora?

Ela sabia que Larry estava perguntando outra coisa. Ele queria saber se Polly estava pronta para ser dele de novo, e ela sabia que estava. Deus, ela conhecia ele tão bem.

— Estou. – sorriu quando o viu sorrir também. – Vamos, as crianças devem estar famintas.

Larry assentiu, ainda sorrindo, e caminhou ao lado dela até a cozinha.

— Finalmente, boneca. Você demora demais para se arrumar. – Alex reclamou, beijando a bochecha do amigo.

— Oi, tio Bloom! – Elizabeth abraçou Larry, que sorriu.

— Oi, princesa. – ele beijou a testa dela.

— Pronto, mamãe. O titio já chegou, podemos comer? – Kurt pediu, fazendo biquinho.

— Podemos. – Piper riu, ajudando os meninos a se sentarem e serviu para os dois.

Polly e Larry acabaram se sentando um ao lado do outro, mas durante o jantar não falaram muito. A mesa, no entanto, não tinha como ficar silenciosa com aquelas três crianças tagarelas, principalmente os gêmeos que estavam doidos para a festa de aniversário no sábado. Quando Larry falou que já tinha comprado o presente deles, eles ficaram malucos e começaram a perguntar o que era, mesmo que o tio tivesse dito que não falaria nunca.

Piper ficou só observando os amigos, e quando o jantar acabou, precisava de ajuda para recolher tudo depois que todo mundo terminou de comer a sobremesa.

— Você, comigo. – apontou para Alex. – Os três, vão escovar os dentes. – apontou para os filhos, que correram para cima. – E os dois, vão conversar. Agora. Tchau, amo vocês. – mandou um beijo e puxou a guitarrista, que ria, para a cozinha.

— Você é muito mandona.

Ela deu de ombros e ajudou Alex com a louça. As duas escutaram a porta da frente se fechando e a professora correu para a janela da frente da casa.

— Os dois saíram, cada um em seus carros, mas acho que foram para a casa do Larry, pelo caminho que pegaram.

— Finalmente. Amanhã os dois se casam, quer ver?

Piper riu.

— Não duvido. Ele guarda o anel de noivado há anos.

A guitarrista arqueou as sobrancelhas.

— Sério?

— Sim, debaixo do travesseiro. – Piper rolou os olhos. - Espero que tudo dê certo. Eles merecem.

— Merecem. – Alex assentiu e sorriu quando a abraçou por trás, beijando seu pescoço. – Amo você.

Piper sorriu ainda mais e, antes que pudesse responder, a guitarrista estava a beijando. Ela queria mandá-la parar de tentar as investidas, mas sabia que não era isso. Alex a beijava sempre que podia, mesmo antes do acidente, mas agora ela parecia querer compensar todo o tempo perdido e a professora estava adorando.

Piper nem percebeu, mas tinha tirado a blusa dela e a guitarrista estava desabotoando a calça dela quando escutaram um barulho vindo da escada.

— Coloca isso! – jogou a camisa de Alex para ela enquanto abotoava de novo sua calça.

— Mamãe Pipes, você coloca a gente pra dormir? – Carter entrou na cozinha um segundo depois de as duas se recomporem.

— Claro que sim. Vamos, vou colocar vocês na cama. – ela pegou Carter no colo e segurou a mão de Kurt. Antes de sair, deu uma olhada para a guitarrista e sorriu, achando graça da expressão dela. – Vai pra cama, amor. Eu já vou.

Alex sabia que a professora estava prometendo outra coisa e sorriu daquele jeitinho safado que só ela conseguia. Piper riu antes de desaparecer pelo corredor, levando os filhos juntos.

Ela passou pelo quarto da filha e deu um beijo nela antes de colocar os gêmeos para dormir. Eles queriam porque queriam que ela lesse uma história, mas antes mesmo que ela terminasse a primeira parte do livrinho, os dois estavam roncando.

Piper fechou a porta do quarto com cuidado e foi até o seu. Ela achava que uma certa pessoa pularia em cima dela pelo jeito que a olhou na cozinha, mas Alex já estava dormindo. Ela sorriu e se trocou, deitando ao seu lado. Desde que começaram a dormir juntas, a guitarrista sempre a abraçava, mesmo se já estivesse dormindo, como se aquilo fosse automático. A professora adorava aquilo, porque se sentia muito mais segura quando estava com ela daquele jeito.

Naquela noite, pela primeira vez desde que acordara do acidente, ela não teve pesadelo nenhum.


Enquanto isso...

Larry e Polly subiram no elevador até o apartamento dele e o silêncio que tomava conta deles não era constrangedor, era muito confortável. Nenhum dos dois tinha vontade de quebrar porque era melhor ficar assim do que dizer alguma coisa errada.

Polly o seguiu quando ele entrou na casa e deu uma olhada em volta. Ela sorriu ao ver que nada mudou. Sentia falta de tudo o que viveu ali, não tinha nada melhor do que acordar dando de cara com aqueles olhos a encarando, fazendo cócegas, dando beijos.

— Quer uma bebida? – ele caminhou até a mesa de álcool, como ele chamava.

Fez um duplo e bebeu num gole só antes de olhar para ela, esperando sua resposta que veio em apenas um aceno de cabeça.

— Você me odeia? – ela perguntou finalmente, com os braços cruzados, abraçando o próprio corpo. Ela precisava saber.

— Eu nunca odiei você, doçura. – ela sorriu um pouquinho quando ouviu o apelido que ele lhe dera desde que ela ainda era uma adolescente. – Eu queria tanto odiar, mas nunca consegui. Eu nunca deixei de te amar.

— Eu também não, Larry. – ela murmurou, sentindo o queixo tremer enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas.

— Então por que você me deixou?

— Eu tenho uma doença.

Ele arregalou os olhos e deu um passo à frente, segurando seu rosto entre as mãos.

— O que você tem? – sussurrou.

Polly sentiu o corpo arrepiar quando viu o medo nos olhos dele. Ele realmente a amava, senão não teria assim tanto medo de perdê-la.

— Eu tenho óvulos de baixa qualidade, Larry. Eu não fui atrás de cura e nem nada porque quando descobri, dois anos atrás, a médica disse que a chance de eu engravidar era mínima e, mesmo se acontecesse, eu perderia o bebê antes mesmo de chegar a metade da gestação. Eu estava com medo, Larry. Não sei se hoje as chances são melhores. Nunca mais fui ao médico, nem mesmo uma vez.

— E o que isso tem a ver com você ter me deixado?

— Essa doença não me permite ter filhos. Eu fui no médico quando percebi que estava demorando demais para nós dois engravidarmos, e então recebi o diagnóstico. Então eu fui embora na mesma hora, disse que não te amava e você nem sequer tentou entender! – agora, ela parecia brava.

— Você disse que não me amava! Queria que eu fizesse o quê? Parecia muito segura de si.

— Queria que você tivesse lutado por mim!

— Você não parecia que queria isso. – Larry murmurou, segurando as lagrimas. – Eu saí de casa e, quando voltei, vi que você não estava mais aqui. Fui na casa da Alex e não te encontrei, então fui direto para o aeroporto. Procurei por seu nome em todos os cantos, mas não encontrei. Eu não sabia o que fazer.

— Eu ouvi você falando com algum amigo que estava doido para ter um filho nosso! Eu sabia que se descobrisse que sou infértil, não iria me querer mais.

— Se você acha isso, não devia nem mesmo estar aqui. Eu queria um filho com você, claro que sim. Mas nunca disse que precisava ser de sangue! Se você tivesse me dito, já poderíamos ter ido atrás de várias soluções e provavelmente já teríamos adotado uns três até agora se não encontrássemos nenhum cirurgião especializado nisso.

Ela riu baixinho, libertando as lágrimas.

— Eu fugi porque estava com medo, Larry. Eu achei que seria melhor fazer você acreditar que não me amava, do que esperar até você me chutar.

— Eu nunca largaria você. – ele sussurrou e sua boca agora estava a um milímetro da dela.

— Agora eu sei. – ela sorriu e o beijou, depositando toda a saudade que sentia dele naquele beijo, porque nunca se sabe. Podia ser o último.

Ele se afastou e sorriu, encostando suas testas e fechando os olhos.

— Eu quero te mostrar uma coisa, mas tenho medo que você pire. Posso mostrar?

Polly sorriu e assentiu, o seguindo até o quarto de hóspedes que sempre se manteve trancado naquela casa. Ela queria muito saber o que tinha lá, mas ele nunca deixou que ela entrasse. Quando ele abriu a porta, ela não conseguiu reprimir o choro.

— O que é isso?

— Achei que era questão de tempo até termos um filho, então fiz essa surpresa. Ia te mostrar quando engravidasse.

Ela soluçou e colocou uma mão na boca, caminhando até o pequeno berço. Era tudo tão lindo e tão organizado, ele devia mandar a diarista limpar lá até hoje, durante esses dois anos.

— Eu não mostrei isso porque não te amo, Polly. Isso é uma prova de que você ainda é dona do meu coração. Você só precisa dizer sim.


Notas Finais


Estive analisando e dentre todas as cenas hot Vauseman, sendo muitas, fica díficil criar uma diferente delas. Puta que pariu! #desabafo #forçanappk #mefodi #vairolar #fénomonstro

TÁ, TÁ, PAREI!

Polly e Larry, coisa "dioutro" mundo 😄


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